Playing with love
19 Mary
Notas iniciais
Pov Jessica.
Meus olhos estão pesados, meu estômago embrulha toda vez que me oferecem alguma coisa pra comer, meu corpo dói, e a única coisa que eu consigo pensar é que não poderia ter hora pior pra adoecer.
Dean ficou comigo o tempo todo, e posso ver que ele está exausto. Os médicos disseram pra ele ir pra casa, mas ele se recusa. Sam está lá fora comprando algo pra ele comer. Eu realmente nunca tive alguém na vida que se preocupasse tanto comigo, me dá vontade de chorar quando vejo eles tão preocupados, isso é tão bom. Mas também não posso deixar de pensar que trazer eles para o meu mundo não vai ser legal da minha parte.
– Dean, — Minha voz ainda tá um pouco fraca. Dean está sentado na poltrona cochilando. Ele acorda assustado e levanta rápido demais. — Porque não vai pra casa descansar um pouco? Sam pode ficar aqui comigo.
– Eu tô bem, não to cansado não. — Ele senta de novo e esfrega as mãos nos olhos.
– Daqui a pouco eu vou ter alta, pode ir. — Tento convencê-lo mas ele é meio cabeça dura.
– Não vai não, você anda tem 20 horas de observação. -
– Então vai pra casa, me traz algumas roupas, pega meu celular, aproveita pra tomar um banho e descansar um pouco aí você volta. — Ele está ao meu lado , acariciando meu cabelo e minha bochecha. Acho que dessa vez eu consegui convencê-lo.
– Você vai ficar bem? — Eu peço pra alguém buscar suas coisas. Eu seguro suas mãos.
– Vou ficar bem. — E dou um sorriso tranquilizante pra ele.
– Okay. — Ele se abaixa e beija minha testa, só que eu queria um beijo na boca. Ele fica por alguns segundos com os lábios grudados em minha testa, se afasta olha em meus olh
– Poderia te beijar na boca, mas aí eu estaria aproveitando de uma garota doente e indefesa. — Dá um sorrisinho pra mim. Aquele que me enlouquece.
Dou uma risadinha.
– Eu adoraria que você aproveitasse de mim. — Seu olhar brilha com malicia e seu sorriso é de extrema perversidade.
– ótimo. Quando sair daqui eu aproveitarei com prazer. Te prometo. — Dá uma piscadinha pra mim, um ultimo beijo e vai embora.
É realmente encantador o jeito que ele me trata.
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Pov Castiel
Ela está doente, ela não pode ficar doente. Eu preciso cuidar dela, preciso tê-la só pra mim novamente aí ela não vai ficar doente. Quero minha Jessica de volta. Vou pro quarto e admiro o pequeno arsenal que tenho dela.
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Pov Mary (Mãe biológica)
Foi uma briga para que meu marido me deixasse vir. Eu não o entendo, depois de anos ele não tem a menor curiosidade de vê-la, se ele soubesse a bela mulher que ela se tornou. Desde que dei a luz e tive que deixá-la meu único objetivo na vida era reencontrá-la e poder dizer a ela que essa tinha sido a decisão mais difícil que tive de tomar em toda a minha vida. Quando a vi naquele escritório morri de vontade de abraçá-la, mas por medo eu me contive, eu poderia assusta-la e não iria ser nada bom. Por sorte Dean assentiu em me ajudar, parece que ele realmente gosta da minha filha e fico feliz por eles.
Entro no Hospital e faço todo o procedimento burocrático para fazer uma visita. Vou até a ala onde ela está, mas não encontro em lugar nenhum o Dean. Será que não é aqui? Até que passo em frente do quarto onde Jessica está, a vejo dormindo. Tem um homem com ela suponho que seja o irmão do Dean. Bato de leve na porta e entro.
– Oi, eu vim ver a Jessica. — Falo baixinho pra não acordá-la
– Oi, a senhora é...? -
– Uma amiga... -
– Ah, já que está aqui eu vou aproveitar para tomar um café. -
– Tudo bem filho, vai lá. — Assim que ele nos deixa me aproximo da minha filha e pego sua mão. Ela se remexe na cama e abre os olhos bem devagar. Dá um gritinho e um pequeno pulo. Puxa sua mão da minha e me encara confusa.
– O que você tá fazendo aqui? O Dean não está aqui. -
– Me desculpe querida, só vim ver se estavam precisando de alguma coisa por aqui. Fiquei sabendo e vim o mais rápido que pude. — Falo a primeira coisa que me vem a mente.
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Pov Jessica
Realmente não gosto dela, o que ela faz aqui? Veio ver se quero ajuda? Tá bom, aposto que ela veio ver se Dean precisa de ajuda. Que mulher atrevida.
– Dean vai demorar, se eu fosse você não esperaria. — digo ríspida a ela. Faço um tremendo esforço e consigo colocar as pernas pra fora da cama. Sam e Dean me proibiram de fazer isso, mas como eles não estão aqui posso fazer o que quiser e mostrar a essa mulher que ainda estou viva e que ela não vai encostar em um fio de cabelo dele. Me tornei possessiva em tão pouco tempo que chega dói.
– Tudo bem, eu vou ficar mais um pouco, você não deveria levantar. — Ela fala isso e já estou de pé me segurando a um suporte de soro que se encontrava ali.
Sam entra no quarto.
– Pelo amor de Deus Jessica, — Ele vem depressa em minha direção, e me coloca sentada na cama de novo. — Saiu por um minuto e você já quer fugiu do hospital? Se Dean souber ele me mata.
– Não seja dramático, eu só ia até banheiro. E Dean não precisa saber que eu levantei sozinha. Vocês estão exagerando. — Reviro os olhos, ele está me fazendo parecer uma criança diante dessa mulher.
– Eu disse a ela pra não levantar. — Ela resolve dar o ar da graça.
Dean entra no quarto e paralisa na porta quando vê essa mulher no quarto.
– Mary?- Ele gagueja. A arrasta dali pra fora.
O que? como assim. O que eles estão falando que eu não posso ouvir. Agora é oficial eu a odeio.
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