Notas iniciais
Ficou pequeno porque to sem inspiração, mas tá aí.

Tudo bem, Em menos de 48 h minha vida mudou completamente. Eu só não sei se foi pra melhor, muito difícil dizer, já que o cara que me fez fugir de casa me disse pra confiar e perdoar ele. Não posso fazer nenhum dos dois, mas posso tentar conviver. Finalmente minha mãe está me tratando QUASE igual ela trata ele, mas eu entendo. Pra ela ele é o filho que ela perdeu, e eu não posso competir com isso.

Estamos sentados na mesa, o almoço está com uma cara incrível e eu estou faminta. Ela sempre soube cozinhar muito bem. A mesa é redonda e tem 4 lugares. Eu sentei no meio deles, na verdade foi eles que sentaram ao meu lado. Castiel está muito próximo e eu não gosto disso.

Coloco minha comida e começo dando uma garfada pequena, por causa do desconforto que ele causa em mim, não para de me examinar de cima a baixo. Mamãe só quer relembrar o passado, eu tenho que fingir ficar feliz com as lembranças, mas algumas são até boas de verdade.

– Lembra quando Castiel te ensinou a andar de bicicleta e você caiu e começou a fazer um escândalo? Assustou os cachorros de toda a vizinhança... — Ela ri com a lembrança e eu também, pois o dia foi realmente incrível, antes de cair é claro. Castiel também compartilha das risadas. Conversamos durante todo o almoço e posso dizer que foi bem agradável.

– Como era sua vida lá em Nova York? — Ela pergunta.

– Era boa.. muito boa na verdade. — Me lembro de Dean, Castiel e até alguns colegas da empresa. -

– E o cara que veio com você aquela vez, era seu namorado? Ele era um bom partido. Se eu fosse mais jovem e estivesse solteira.. ah, ele não me escapava. — Eu gargalho com o comentário dela. Mas sinto a postura de Castiel de enrijecer.

– Ele não era meu namorado, era um amigo... muito querido. — Eu paro de rir e começo a sentir saudades dele, talvez eu ligue pra me desculpar pelo meu comportamento infantil...

– Igual os amigos da tv? com benefícios? — Essa mulher é impossível, mas me sinto desconfortável em falar disso perto dele.

– Pode se dizer que sim.. — Dou um sorriso de cúmplice a ela que retribui. -

Castiel faz um som limpando a garganta e pergunta:

– Se eram tão amigos onde ele estava quando veio pra cá? — O quê? Como ele sabe que Dean não estava comigo?

– ÉRAMOS- enfatizo a palavra pra ele. Não quero falar de Dean com eles. Sinto falta daquele babaca, mais falta do que eu deveria sentir.

Levanto da mesa e coloco o prato na pia.

– Pode deixar que eu limpo a cozinha. — Começo a ajeitar a louça pra lavar.

– Eu te ajudo — Ele fala.

– Então o vou cuidar do Jonh. — minha mãe fala e sobe para o quarto.

– Suponho que vocês não eram tão amigos assim então.. — Reviro os olhos.

– Foi amigo o suficiente pra quebrar sua cara. — Falo sem pensar. Droga Jessica, não cutuque a onça com vara curta. Ficamos em silêncio até terminamos de limpar tudo. Subo pro meu quarto e tranco a porta. Ficar perto dele me cansa.

Pego o telefone e disco o número do Sam, não do Dean. Falar com ele vai ser mais fácil.

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Pov Dean.

Estavamos em casa na sala conversando sobre Jessica. O que eu faria uma semana sem poder vê-la? O celular do meu irmão toca e eu presumo ser a namorada grudenta que fica ligando de hora em hora. Vou até o bar que tenho na sala e coloco um Whisky pra mim. Não presto atenção no começo da conversa porque o eu te amo mais, não, não eu é que te amo mais deles não me interessa. Eu só penso em Jessica e em como estou furioso por nõ saber onde ela está. Volto pro sofá. Mas a conversa dele é diferente dessa vez.

– Caramba Jessica, você nos assustou.. — OPA Jessica?

Levanto do sofá e tomo o celular da mão dele, meu coração bate forte.

– Onde você está? Quando vai voltar? Precisamos converasar.. — Eu não do tempo dela falar. Quando escuto sua voz uma imensa paz parece tomar conta de mim.

– Dean.. — É A ÚNICA COISA QUE ELA CONSEGUE DIZER

– Você me assustou sumindo desse jeito.. -

– Eu não pretendo voltar. — ela diz com firmeza.

– O QUÊ? PORQUE?- Grito no telefone e minha vontade é de chorar, mas eu sou homem e já chorei nos últimos dias o suficiente por uma vida inteira.

– Eu consegui acertar as coisas com a minha mãe, e também vou ajudar ela com meu pai... essas coisas. — Mas, ela não parece feliz. Vou até um canto reservado.

– Porque não me disse que estava indo embora? — Tristeza me assombra.

– Não sei se você se lembra, mas não estávamos exatamente em uma relação amigável.- Também posso sentir angústia em sua voz.

– Olha, se foi pelo que eu disse, por favor me perdoa. Mas, eu preciso que volte, eu preciso de você aqui conosco. -

– Tenho certeza de que você pode encontrar alguém melhor pra me substituir aí na empresa... -

Como eu digo a ela que não a quero apenas na empresa, mas na minha vida?

– Não vai ser como você. — Resolvo esconder a verdade.

– Mas vocês se viram... — Tenho vontade de socar alguma coisa, o sangue ferve e acabo socando a parede mesmo. — Será que posso falar com o Sam? -

– Não, não pode porque EU estou falando com você. — Explodo com ela.

– Caramba Dean, nem mesmo longe você consegue ser legal. Foi uma estupidez ligar.

– Tem razão, foi mesmo. Se ligou pra dizer que não volta, então pode desligar. Você já disse o que queria... — Antes de terminar de falar sinto o celular sendo puxado da minha mão. Sam fala apressado:

– Jessica?.... É eu sei... — Ele diz olhando pra mim. — Mas você está mesmo bem?... se você está feliz então nó ficamos... Não precisa se preocupar eu falo com ele... tudo bem então.. não deixe de ligar, por favor... Tchau. -

Ele desliga e me encara com raiva.

– Você sempre afim de estragar tudo né?! Qual o seu problema afinal? -

– Qual o problema dela, porque diabos ela foi pra um lugar onde ela odeia? Ela devia ter ficado. -

– Ela disse que está feliz, conseguiu acertar a situação com toda a familia, inclusive o primo... -

– Eu não gosto desse cara. Tenho a impressão de que ele já aprontou muito com ela..

– É, MAS MAIS UMA VEZ você quase estragou tudo... -

– Foi por impulso... Mas pelo menos agora eu sei onde ela tá... — Posso fazer uma visita e convencê-la a voltar. -

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Pov Castiel

Eu escuto atrás da porta. Eu sempre odiava quando ela trancava a porta pra falar no telefone com aquele tal Bob, e o sentimento ão mudou, porque eu tenho certeza de que ela tá falando com o tal de Dean. Preciso fazer alguma coisa rápido pra tê-la de volta. Ela é minha, ninguém vai tirá-la de mim.

Vou pra sala e espero ela descer. Ela desce toda arrumada e perfumada.

– Pra onde vai? — Me levanto do sofá e ela dá um passo pra trás.

– Sair um pouco, ir no parque.. sei lá. -

– Vou com você — Não quero ninguém azarando minha garota. -

– Eu prefiro que você fique. Não força a barra tá. Ainda é difícil olhar pra sua cara. — Esse negócio de ser o cara bonzinho não tá funcionando. Vou pegar o que é mal da forma como eu sei fazer.

– Tudo bem. — Forço um sorriso e me sento no sofá novamente.

Ela sai e bate a porta. Mas como todo bom apaixonado eu vou atrás.

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A ligação com Dean me deixou.... com mais saudades ainda. Seu jeito autoritário, sua voz sedutora e sua postura incorrigível de homem babaca me faz querer voltar.

to no banco do parque que eu costumava vir quando queria pensar e observo que quase nada na cidade mudou. Ela continua bela, mas com um toque diferente dessa vez, talvez eu que tenho um olhar diferente das coisas agora... Escuto uma voz conhecida chamar meu nome. Olho pra trás e vejo Bob. Corro para os seus braços e dou um forte abraço nele que retribui com mais força ainda.

– Por aqui de novo pequena? — Ele fala contra meus cabelos enquanto nos abraçamos.