Playing with love
27 Bob
Notas iniciais
– Bob.. — Falo ainda abraçando-o como se ele fosse minha âncora. Tê-lo por perto de novo seria maravilhoso. Quando eu estava passando por uma época difícil foi ele que me acolheu, e me deu esperanças novamente. Ainda estamos nos abraçando e ele não faz menção de me soltar.
– Senti saudades. -
– Também senti. — Agora nos recolhemos, cada um no seu espaço. Ele pega minha mão e me leva de volta até o banco do parque. Eu sento ao seu lado.
– Por quanto tempo vai ficar? a última vez você já estava indo embora.. -
– Pois é, eu pretendo ficar. Consegui acertar as coisas com a família. — Ele me olha surpreso.
– Sério? — Me abraça de novo e diz:
– Então eu vou ter minha garota de volta. — Não foi uma suposta decisão ou uma pergunta, ele afirmou.
Eu dou uma risadinha sem graça e não digo nada. Ele me solta de seus braços e continua a conversa.
– Quer dizer então que a bruxa má não é mais tão má assim? -
– É, as coisas realmente mudaram. Minha vida virou de cabeça pra baixo. Mas, e você como está? — Bob sempre foi um cara incrível que se preocupa em colocar as pessoas antes dele mesmo. Além disso, era muito bonito, com seus cabelos e olhos super pretos e pele branca, seu corpo era escultural, como todos aqui na cidade, seu senso de humor maravilhoso e sua bondade sem tamanho.
– Eu estou muito melhor agora que você voltou pra ficar.. — Ele passa as mãos por sobre meu ombro e eu encosto minha cabeça em peito como costumávamos fazer. — O que pretende fazer aqui? Já tem um emprego em mente?
– Ainda não, mas to procurando.. -
– Eu tenho um amigo que tá precisando de uma assistente, topa? — Leanto minha cabeça pra olhar pra ele..
– Sério? Mas você nem sabe se eu trabalho bem? -
– Confio na sua capacidade.. -
Dou um sorriso pra ele e me aconchego em seu peito de novo. Ficamos em silêncio por algum tempo. Até que vem a famosa pergunta:
– Você estava namorando em Nova York? — Eu tenho que pensar um pouco sobre isso, será que ele quer saber sobre um relacionamento sério ou com quantos caras eu fiquei por lá?
– Não, não estava. E você? -
– Eu não estava namorando em Nova York, nem fui pra lá ainda. — Dou risada e ele me acompanha nas gargalhadas.
– Idiota, você entendeu. -
– Não, quer dizer, uma noite aqui outra ali, mas nada sério. -
– Ah, noites assim eu também tive por lá.. — Ele me olha sugestivo..
– Sua safadinha — Dou risada e um tapa na sua barriga.
Ficamos ali por um bom tempo conversando sobre muitas coisas do passado e algumas do presente e como queríamos que fosse nosso futuro. Bob me dava segurança, me estabiliza-la quando eu mais precisava, ter ele de volta era ótimo. Já estava escurecendo e as horas passaram voando.
– Preciso voltar... — Me sento ereta no banco. Ele levanta e estende a mão pra me ajudar a levantar.
– Eu te levo pequena. -
Fomos caminhando devagar até chegar em casa.
– Quer entrar? — Pergunto destrancando a porta.
– Não gosto muito do seu primo, vou deixar pra próxima. -
– Tudo bem então. — Dou um largo sorriso pra ele. Nos abraçamos mais uma vez e ele encheu meu rosto de beijos me fazendo rir.
–Au revoir pequena-
– Arivederte querido. -
Era uma brincadeira que fazíamos quando éramos menores. Entro e fecho a porta, quando me viro vejo uma figura com ar de fúria sentado na poltrona.
– Você me assustou Castiel. — Coloco a mão no peito pra acalmar a pulsação.
Ele continua me encarando, eu olho pra ele lembrando que uma vez ele me bateu porque eu tinha saído com Bob, ele nunca gostou dele, e o sentimento era recíproco. Começo a me assustar com a expressão em seu rosto e subo pro meu quarto trancando a porta e me cerificando que ele não possa entrar.
Me dei conta de que depois do telefonema eu não pensei mais em Dean, será que parou de pensar em mim? A sensação não é nada agradável, ou talvez eu esteja mesmo me adaptando nessa ''nova vida'' de família feliz.
Espero que isso dure, Castiel pode tentar alguma coisa a qualquer hora, quando..e se.. isso acontecer eu acho que não vou poder suportar tudo outra vez...
...................................................................................................................
Pov Bob
Minha pequena está de volta, como eu senti saudades dela. Ela é tão frágil e cuidar dela me faz tão bem. Espero que dessa vez ela realmente fique aqui. Se a família sem noção dela não fizer nada inapropriado, eu acho que ela possa realmente viver conosco.
Me lembro de algumas noites que tivemos juntos e comparo constantemente com as noites casuais que eu já tive e ainda tenho. Jessica sem duvida foi a melhor de todas. No começo ela tinha muito medo e eu temo que esse medo seja por causa desse tal de Castiel. Era tímida e amedrontada, mas linda e meiga. Demorou um pouco,mas com o tempo ela já não tinha tanto medo assim de ficar comigo e eu comecei a me apegar cada vez mais a ela, quando dei por mim eu estava apaixonada e abandonado. Ela foi embora sem ao menos se despedir de mim, mas eu tento entender seus motivos mesmo tendo ficado na primeira vez na vida com o coração partido.
Sempre trocávamos uns 'eu te amo' e era sempre tão especial quando dizíamos. Talvez possamos recuperar tudo isso.
Fale com o autor