Playing with love
29 Feliz.. ou quase.
Notas iniciais
Foi a melhor noite de sono de toda a minha vida, resolver as coisas com Dean foi a melhor coisa que eu podia fazer. Uma noite de sono, sem interrupções. Com a porta trancada é claro, porque não confio totalmente nessa história de Castiel amar profundamente alguém.
Acordei com um sorriso de orelha a orelha
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Minha pequena acordou super animada, dá pra ouvir ela cantando no chuveiro daqui da cozinha. Se ela está feliz eu também estou, ainda mais com ela pertinho de mim. Vou manter a pose de cara apaixonada pra ver se ela baixa a guarda pelo menos um pouco, aí eu entro em ação. Janette desce e abre um sorriso quando me vê, me abraça e me beija.
– Bom dia Filho. — Ela diz animada, eu tenho vontade de gritar com ela toda vez que ela faz isso. Eu não sou seu filho.
Eu seguro a xícara de chá que eu fiz pra minha pequena, sei muito bem que ela não gosta de café. Meus olhos brilham quando a vejo descendo as escadas como uma menininha saltitante. Ela está linda, o shorts é um pouco curto de mais pra siar na rua, a blusa faz seus seios chamarem atenção, seu cabelos brilham, e seu rosto parece ter uma maquiagem natural.
– Bom dia. — Ela diz animada pegando um biscoito no pote do lado da cafeteira.
– Bom dia. — Falo como uma criança boba.
– Bom dia. — Janette diz.
– Eu fiz um chá pra você. — Estico a xícara pra ela e dou um sorriso de orelha a orelha pra ela. Ela pega a xícara meia desconfiada e agradece sentando na mesa. Me sento ao seu lado e Janette senta ao meu.
– Como está o papai? -
– Nenhum progresso. — Ela diz com lágrimas nos olhos. Resisto ao impulso de revirar os olhos. Aturei essa mulher durante anos pela minha pequena e estou disposto a aturar de novo, por quanto tempo for necessário.
– Bob conseguiu em um emprego pra mim, vou pagar o tratamento. Fica tranquila. — Ela fala segurando a mão de sua mãe.
Mas que porra que esse moleque tem que ficar se intrometendo na nossa vida. Vou dar um jeito nesse bastardo.
Terminamos de tomar o café e a campainha toca.
– Eu atendo. — Jessica fala e vai abrir a porta dando pulinhos. -
– Parece que a noite foi boa pra ela. — Janette fala. Cala a boca mulher, vai ser boa quando ela estiver comigo. Vou até a sala e vejo ela abraçando o tal de Bob, fico encarando os dois. Ele olha pra mim e sua expressão se torna séria. Jessica fica olhando pra nós dois, até decidir convidar o maldito pra entrar e sentar. Eu me sento na poltrona e não faço menção de levantar pra dar ''privacidade aos dois''.
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Pov Bob
Ela estava linda, e.. gostosa, nossa como ela estava gostosa. Quando vejo o primo dela nos encarando eu assumo a posição de macho alfa. Sento ao lado dela. Sua mãe entra na sala e me dá um oi Caloroso. Ela realmente mudou. O Filho da puta continua nos olhando transformando a situação num momento constrangedor pra Jessica. Eu tenho certeza de que ele já fez algum mal pra ela.
– Vamos dar uma volta? — Pergunto querendo sair dali.
– Vamos. — Ela pega minha mão e vamos andando até o parque.
Sentamos no mesmo banco de ontem, passo meu braço por cima do seu ombro e ela deita a cabeça no meu peito como na noite anterior.
– Então.. você vai topar o emprego? -
– Vou, e muito obrigado Bob, você tem me ajudado muito. -
– Eu faço o que for preciso por você. — Ela dá um sorriso e beija minha bochecha. Meu sangue ferve por essa mulher.
– Você parece mais feliz hoje. — Falo fazendo cafuné na sua cabeça, ela sempre adorou isso.
– E eu estou. -
– Que isso pequena, sei que minha presença é indispensável, mas não precisa ficar tão feliz assim em me vez. — Faço cara de convencido.
– Nada modesto você né?! — Ela fala rindo.
– Qual o motivo de tanta felicidade? -
– Resolvi umas diferenças com um amigo de Nova York ontem, não conseguia nem dormir quando eu lembrava dele. — Amigo? Isso não é bom, quer dizer, é bom pra ela e péssimo pra mim.
– Você gosta muito dele? — Sondo mais um pouco o assunto, enquanto observo as crianças brincando nos escorregadores que tem ali. Se esse cara for muito importante pra ela eu preciso ficar de olho aberto.
– Muito. Ele e o irmão me ajudaram quando eu cheguei lá com uma mão na frente e outra atrás. — Sentimento de gratidão, até aí tudo bem.
– Falando nisso, porque você foi embora sem se despedir? Eu fiquei arrado quando eu soube. — Eu falo com tristeza na voz. Ela levanta a cabeça e me olha nos olhos.
– Desculpa, a única coisa que eu queria era sair dessa cidade. Eu ia me despedir, mas tinha quase certeza de que você iria me impedir de ir embora. -
– E você tem toda a razão. Se eu soubesse por um segundo o que você planejava eu tinha te amarrado até você mudar de ideia. — Falo sério pra ela e bravo.
– Eu pedi desculpas. — Ela sussurra e encara as mãos.
– Está desculpado, mas pelo amor de Deus, quando for embora ou estiver pensando em ir tenha a decência de despedir de mim. -
– Prometo. — Ela me abraça e eu aproveito o seu calor.
Sua ida da cidade tem alguma coisa haver com o Castiel e eu pretendo descobrir.
Conversamos mais um pouco, rimos muito com as lembranças. Voltamos caminhando devagar de volta pra sua casa e eu resolvo perguntar.
– Jessica, Castiel já fez algum mal pra você? -
Ela para imediatamente, pisca várias vezes e solta minha mão.
– P...porque tá perguntando isso. — Ela gagueja e minha suspeitas são confirmadas.
Me aproximo dela.
– Eu tenho o pressentimento de que ele já te fez sofrer de alguma forma. -
– Não diga besteiras Robert. — Ela sai andando, andando não quase correndo na minha frente. Eu a alcanço e pego seu braço fezendo-a virar pra mim.
– Me diga a verdade. — Ela se solta de mim
– Preciso ir, desculpa. — e desaparece na minha frente, me deixando sozinho ali, pensando em que tipo de dor ela passou nas mãos dele, e a resposta que eu tenho não é nada agradável.
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Pov Dean
Acordo sentindo um peso no meu peito, olho pra baixo e vejo um emaranhado de cabelos loiros. Droga, não devia ter feito isso ontem. Tento acordar ela delicadamente mas ela não acorda. Cutuco seu ombro, dessa vez sem tanta delicadeza.
– Hei, acorda aí loira. — Ela abre os olhos e olha pra mim
– Você é tão lindo. — Reviro os olhos e sorrio lembrando como Jessica faz isso tão bem.
Me levanto da cama colocando a loira de lado e coloca a cueca boxer que estava do lado da cama.
– Você precisa ir. — Falo pegando seu sobretudo e seu sapato. Ela vira, ficando de bunda pra cima, uma bunda branca demais pro meu gosto e faz bico, um bico nada charmoso ou sexy.
– Mas hoje é sábado, podemos ficar juntinhos. -
– Não vai rolar não, tchau. — Entrego a seus seus pertences e a acompanho até a porta. Ela tenta me beijar mas eu me esquivo.
Jessica não precisa saber disso. Porque estou me preocupando tanto? ela nem é minha namorada ou coisa do tipo, pelo menos por enquanto. Talvez eu conte, pra não ter segredos entre a gente, ou talvez eu esconda, um segredinho não faz mal né. Poxa vida eu sou homem e tenho necessidades, se ela estivesse aqui eu não precisaria apelar desse jeito. Vou ligar pra ela, quero ouvir sua voz de novo.
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Pov Jessica.
Chego ofegante em casa e quase chorando, a casa parece vazia de tanto silêncio, subo correndo pro quarto e tranco a porta. Virou hábito fazer isso.
Começo a chorar por não poder me abrir com meu amigo. Ele sempre me ajudou e se eu tivesse que escolher alguém pra contar isso ele seria o escolhido. Mas eu não posso contar, não posso. Eu queria, mas não posso. Ele provavelmente iria ficar furioso por ter escondido isso por tanto tempo, eu poderia perder sua amizade, ou ele não acreditaria em mim, como fizeram anos atrás.
Robert Singer, você tem que me perdoar por te esconder algo desse porte. Talvez eu conte ou talvez não.
E agora, Meu Deus. Já é difícil o bastante ter que conviver com ele, imagina só se ele descobre que eu contei pra alguém o que eu mesma disse que era mentira pra minha mãe. Eu entraria em contradição e sairia como mentirosa mais uma vez.
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