Notas iniciais
Essa capitulo é pra mostrar a relação dela com os pais. Boa leitura. Beijinhos.

Uma certa decepção me atinge quando eu chego ao aeroporto. Talvez porque eu quisesse que um certo alguém viesse atrás de mim como nos filmes. Mas, eu não tenho tanta sorte assim. Na fila do check in eu vi um casal brigando, mas mesmo na briga era possível ver um desejo, atração e talvez até amor entre eles. Instantaneamente surgiu um pequeno sorriso nos meus lábios, era tão fácil lembrar de Dean que isso me assusta.

Minha vez, terminei de fazer o check in e já fui pra fila de embarque, o avião saia em poucos minutos.

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Pov Dean.

Okay. Malas, se tem malas tem que ter um avião, se tem avião tem aeroporto. E é pra lá que eu estou indo, se o maldito trânsito deixar é claro. Bato minhas mãos no volante e aperto mais uma vez a buzina. Eu só preciso saber pra onde ela vai, por favor carinha aí de cima, me dá uma luz. Mas nenhum um lugar vem a minha mente. Tem a cidade natal dela, mas ela nunca voltaria pra lá, disso eu tenho certeza.

Ando alguns metros com o carro e paro novamente, porque o filha da puta não sabe dirigir.

– PRESTA ATENÇÃO PORRA — grito com ele, ele não deu seta e eu quase colhido com o carro.

– VAI SE FODER — Ele também grita.

Odeio trânsitos.

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Pov Jessica

Okay, respira, inspira. Nunca me senti bem em aviões e da última vez que estive em um eu estava muito bem acompanhada.

Ele começa a decolar e eu aperto o braço da minha poltrona fazendo as pontas dos meus dedos ficarem brancas.

– Antes que você perceba já vai ter acabado. — Diz a mulher que estava sentada ao meu lado com sua filha que eu suponho ter mais ou menos 4 ou 5 anos.

– Nunca gostei de voar. — Eu falo pra ela, que me dá um sorriso acolhedor.

– Vai ficar tudo bem, minha mamãe diz que quando a gente sente muitão de medo é porque podemos lutar contra ele, que nem no vídeo-game do papai né mamãe? -

– É minha querida. — Ela dá um sorriso pra menina e beija sua cabeça. Essa cena me fez ter um pouco de inveja. Me encosto na cadeira e espero o tormento de ficar 1 hora e puco dentro dessa lata voadora.

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Pov Dean

Onde ela está? onde ela está? onde ela está? Olho para todos os lados possiveis, todas as filas de check in e todas as filas de embarque. Não a vejo em lugar nenhum, começo a me desesperar, meu coração tá batendo rápido demais, me agacho num cantinho escondido até minha pulsação se acalmar. Pra onde ela deve ter ido? Em quanto tempo será que ela volta? Ela deve ter falado pra alguém né?! Talvez o porteiro do prédio dela. Minha única alternativa é ir falar com ele.

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Pov Castiel

Meus olhos enchem de lágrimas, mas são lágrimas de alegria. Minha princesa, a minha Jessica resolveu voltar pra casa, onde foi fundado nosso amor. Eu sempre soube que ela voltaria.

– Castiel? Você ainda tá aí. — Janette fala ao telefone.

– Sim estou. -

– Ah. Então, você acha que eu fiz mal em deixá-la vir? — Mulher insuportável, o jeito como ela trata Jessica me enfurece e me dá nojo. Uma mãe devia amar sua prole. Tenho certeza de quando nós tivermos um filho, Jessica irá ama-lo incondicionalmente.

– Claro que não tia, — Digo depressa. — Eu acho ótimo ela voltar. Não faça nada que a assuste entendeu? — Digo rigído.

– Claro meu filho. — Sua voz é um tanto melosa demais.

– E por favor, não diga a ela que eu também estou voltando. — Ela grita do outro lado de alegria.

– Graças a Deus meu filho, mal posso esperar pra ver você, estou morrendo de saudade. — Argh

– Também. Agora eu preciso desligar. — Coloco o telefone de volta no gancho e vou pro quarto arrumar minhas coisas. Coloco minhas roupas e o mais importante, as fotos, nossas fotos.

Termino de arrumar tudo e saio. Minha vida com ela se reinicia agora. Talvez eu possa reconquistá-la.

Horas depois....

Pov Jessica

Agora é sem volta, já estou a caminho da casa e com um pouco de medo que ela desista de me deixar ficar. Aperto a campainha e espero. Logo em seguida a maçaneta gira e ela aparece na porta. Eu não saio do meu lugar, nem ela do dela. Eu não sei qual devia ser minha reação. Será que eu devo abraçá-la? Não, seria muito estranho. Você tem razão.

– Oi. — Digo quase num sussurro. -

– Oi. — Ela abre mais a porta pra que eu entre com minhas malas.

Tudo bem até aqui, nada de rejeição por enquanto. Eu entro e por um instante todos os pequenos e breves momentos que eu tive de felicidade nessa casa me vêm a memória.

– Esse lugar não mudou nada. -

– Nós gostamos assim. — Tem alguma coisa estranha, nada de insultos até agora, nem de ironia. Talvez ela tenha mudado um pouco.

Me viro pra ela, assim que ponho as malas no chão e ficamos nos encarando por um tempo.

– Tem certeza que tudo bem eu ficar? -

– Tenho. — Ela não fala mais nada, e voltamos a nos encarar. até eu quebrar o gelo.

– Onde o papai está? -

– No quarto. Os médicos disseram que talvez ele voltasse a pelo menos falar se voltasse a viver na própria casa. — Ela diz com pesar. Sempre tivemos nossas diferenças, mas de uma coisa eu tinha certeza, ela o amava.

– Será que eu posso vê-lo? — Ela pensa por uns instantes e abre passagem indicando que eu posso. Eu subo devagar as escadas, porque tudo isso me traz lembranças. No fim do corredor, a porta está entre-aberta. Eu espio entre ela e posso ver ele deitado na cama, com os olhos abertas e todo o resto do corpo paralisado. A tv está ligada no canal de esporte. Eu bato de leve e apenas seus olhos se movem. Posso ver uma certa angústia nos olhos dele, só não sei o que realmente significa. Sento na cadeira de balanço que tem ao lado da cama e seus olhos acompanham todo os meus movimentos. Fico olhando pra ele,mas sem dizer nenhuma palavra, até que por fim eu falo.

– Oi pai. — Sei que é burrice esperar a resposta porque ele ainda tá falando. Ele abre a boca mas nada sai de lá. Seus olhos querem de dizer alguma coisa, mas eu não sei decifrar.

– Desculpa voltar assim, — continuo falando, mas dessa vez eu não o encaro. — Provavelmente o senhor deve tá querendo dizer pra que eu vá embora né? Mas eu pensei que... sei lá... pudêssemos tentar ser uma.... família. — Lembrar o motivo que eu sai de casa me faz querer chorar e meus olhos enchem de lágrimas. — Eu... pensei em vocês todos os dias que estive fora. — Olho pra ele e dou um pequeno sorriso. — É ESTRANHOS, MAS... eu sempre almejei voltar e viver em paz com vocês.

Seus olhos enchem de lágrimas e por um momento eu acho que pode ser de raiva. Mas o brilho em seu olhar me diz outra coisa. Pego sua mão e digo:

– Talvez dê certo dessa vez. -

Fico ali por mais alguns minutos até ele dormir. Saio do quarto e me deparo com a minha mãe

– É verdade? você realmente quer uma familia? — Ela pergunta, mas sem ironia, nem rancor. com tristeza nos olhos e talvez até um pouco de esperança.

– Eu sempre quis.

Notas finais
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