Notas iniciais
Não fiquem bravas. Sei que tem gente que vai surtar quando ler esse capitulo. Mas é assim que eu imagino a história. Boa leitura

Ela está chorando, em todos esses anos eu nunca vi ela chorar, não desse jeito. estamos sentadas no sofá, ela está com um rolo de papel na mão assoando seu nariz. Eu não sei o que dizer, ela está sentada numa ponta e eu estou sentada na outra extremidade, bem longe de seus ataques repentinos que ela costuma dar. Se passam muuitos minutos até ela começar a parar de soluçar e sua respiração voltar ao normal. Seus olhos ainda contem lágrimas, ela me olha, mas eu não consigo dizer que tipo se sentimento tem ali.

Não dizemos nada, apenas ficamos nos encarando até ela resolver falar.

– Eu nunca percebi o quanto te fiz mal. Em todos esses anos eu só te julguei sem nunca parar pra entender seu lado. — Sua voz é calma e com um certo tipo de arrependimento. Confesso que suas palavras me chocaram, eu perdi a fala e ela continuou falando.

– Eu não posso dizer que você foi uma filha má, você sempre foi uma boa garota. — Seus enchem de lágrimas de novo. — Quando eu e seu pai te adotamos, nós tínhamos acabado de perder um filho, ele era tão pequeno e nós o amávamos tanto. Pra mim, o buraco que eu tinha no peito por ter perdido ele era tão grande que ninguém podia preenche-lo, eu entrei em depressão e seu pai me convenceu de que seria uma boa ideia te adotar. Você também era tão pequena e lindinha, mas.... não era o nosso menininho. Depois de um tempo eu não queria mais te pegar no colo, não queria mais te olhar ou cuidar de você, porque você me fazia lembrar ele, e era tão doloroso... Seu pai com um tempo também começou a te ver como um fardo, e nós simplesmente paramos de... tentar ser pais de novo com medo de fracassar, como fracassamos com nosso pequeno Mathias. — Ela deu sorriso trite pra mim, e por um momento um momento eu pude entender o fato de ter sido desprezado por tanto tempo. Ninguém deve perder um filho.

– Aí você cresceu e era tarde de mais pra reparar o dano que fizemos. Depois você veio com a história do Castiel, e nós ficamos furiosos com você. Castiel era como um filho, como o pequeno Mathias. Porque você mentiu sobre isso? Nós nunca entendemos, vocês eram como irmãos, ele sempre cuidava de você...

Tá, ouvindo essa parte da história eu entendo porque acham que eu menti.

–Porque você mentiu? — Ela me pressionou querendo saber.

E agora? eu destruo essa imagem tão bela que ela tem do Castiel? Digo que ele não tem nada a ver com o pequeno Mathias? Parece errado acabar com esse sonho, e Castiel só fez mal a mim, não a eles... Então minha decisão é...

– Eu não sei... — Falo encarando o chão com medo de que ela veja a verdade em meu olhar. — Acho que eu queria parte da atenção pra mim, nunca fui boa em ser amada e vocês pareciam amar tanto ele que fiquei com... ciúmes.- Em parte o que disse era verdade, eu realmente tinha ciúmes da relação deles com Castiel.

Ela levantou do lugar e veio se sentar ao meu lado me abraçando, eu paralisei por um instante e não sabia o que fazer. Meus braços continuaram onde estavam, em cima do meu colo. Enquanto os dela envolviam meu corpo num abraço materno como eu sempre quis que acontecesse.

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Pov Dean

– Você vai me ajudar não vai? — pergunto ao Sam.

– Ela vai voltar. acho que ela precisa pensar um pouco Dean. Vamos esperar. -

– Tá bom. Mas onde ela foi pensar? Porque ela não podia pensar no apartamento dela? — As coisas não estão de encaixando e eu estou começando a achar que a vida me passou pra trás.

– Eu não sei. — Ele fala suspirando, provavelmente cansado dessa conversa. Sai do aeroporto e vim direto pra cá. — Vamos esperar um tempo tá?! Se ela não aparecer nós vamos atrás. -

Esperar não é comigo, principalmente quando ela está envolvida. Mas ele tem razão, ela precisa pensar e em poucos dias já deve estar de volta.

– Quanto tempo eu vou ter que esperar — Pergunto sendo vencido pela falta que ela me faz.

– Uma semana. Se em uma semana não soubermos dela... nós vamos atrás. -

–UMA SEMANA? TÁ MALUCO? EU NÃO VOU ESPERAR UMA SEMANA.

– Calma Dean. Dá um tempo pra garota pelo amor Deus. -

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(Algumas horas depois)

Pov JESSICA

É ÓTIMO saber que as coisas foram resolvidas, mesmo que pra isso eu tenha que mentir. Ficar bem com quem te cerca é a melhor coisa que existe. Parece que saiu um peso das minhas costas. Eu tomei um banho e estou arrumando minhas coisas no guarda-roupa. Meu quarto não mudou nada. Continua a mesma coisa de sempre. Desço pra almoçar toda contente e grito da escada:

– Quer ajuda pra preparar o almoço? — Pergunto ainda descendo as escadas, mas quando eu chego na cozinha a sensação de peso volta. Ele tá aqui, ele voltou e seu sorriso no rosto me faz ter arrepios e meu estômago embrulhar. Dá última vez que o vi eu tinha Dean pra me proteger e agora eu não tenho mais. Ele está sentado no banco que temos em volta do balcão, com os braços por cima da mesa. Minha mãe está no fogão mexendo em uma panela, e eu estou paralisada na porta da cozinha. Ela vira pra mim e me dá um sorriso.

– Olha quem voltou.. — ela fala abraçando ele por trás. — Ele vai ficar Jessica. agora sim podemos ter uma familia de verdade. E podemos esquecer o problemas do passado. Ela disse que mentiu Cass, ela só estava com ciúmes, mas agora não precisa mais ter.. — Ela vem em minha direção e me abraça também. Meus olhos estão fixos nos dele e ele parece surpreso com o que minha mãe disse.

– Mentiu sobre o quê? — Ele pergunta com os olhos fixos nos meus. mamãe volta pra panela e continua falando.

– Aquela vez que ela disse que você... você sabe né?! Ela disse que só estava com ciúmes.

– Ah é? — Seus olhos parecem adquirir um brilho especial e dá um sorriso de lado. — Então acho que isso merece um abraço em família. — Ele levanta, pega a mão dela e vem em minha direção, por instinto eu dou um passo pra trás. Minha mãe me abraça por trás e ele vem pela frente. Os dois me apertam e quando eu sinto a pele dele tocando na minha meu corpo se arrepia, mas não de um jeito bom. Eu ainda não consigo dizer nem uma palavra.

– Estou tão feliz! — Minha mãe fala quase chorando, ela me solta mas Sam continua me abraçando, ele passo o nariz pelo meu cabelo e acaricia minhas costas. Eu quero correr, fugir dali, mas ele não me solta.

– Eu também, estou muito feliz. — Ele diz no meu ouvido enquanto minha mãe volta pro fogão. Assim que ela vira as costas eu o empurro discretamente com as mãos e lhe lanço um olhar do tipo '' se tocar em mim de novo eu te mato''.

Ele volta ao seu lugar perto do balcão.

– E..Eu vou ver se o papai se está bem. — Falo por fim, arrumando uma desculpa pra sair dali. Corro pela escada e entro no meu quarto. Sento na cama e tento recuperar minha respiração, meu coração está batendo forte e minha cabeça está latejando. Tudo a minha volta parece rodar. Escuto o som da porta se abrindo e eu rapidamente me levanto, já sabendo quem é.

– Fica longe de mim. — Falo ríspida, mas sem gritar pois ela pode ouvir.

– Calma, — ele estende as mão para cima no sinal de que não vai tentar nada. — Só queria conversar. — Ele se aproxima e senta na cama. eu vou pro outro lado do quarto, de preferência perto da porta pra fugir a qualquer hora se ele tentar alguma coisa.

– Estou feliz que você voltou. — Ele fala sorrindo.

– Eu estava também, ate poucos minutos atrás. -

Ele suspira e olha pro chão.

– Será que algum dia você vai poder me perdoar? Eu sinto tanto pelo que fiz com você. -

– Eu não acredito que você sinta tanto assim. — Falo cruzando os braços.

– Eu sinto, você era só uma garotinha, e eu era estúpido. Isso nunca será apagado de você, mas podemos ter nossa vida de volta. -

– Não, eu vou embora, vou dar uma desculpa pra ela e vou... — Ele levanta da cama me assustando e eu tento abrir a porta, mas ele já está me preensando contra ela.

– Não, não, não. Você tem que ficar. Não pode jogar tudo o que você sempre quis fora. -

– Me solta. — Eu falo quse chorando.

– Eu te prometo que nunca mais vou encostar em você. Mas você tem que prometer ficar. Você está feliz, sua mãe está feliz e vocês estão juntas. Era o seu sonho, e se realizou...

Eu realmente sempre quis, mas com ele por perto como eu posso ficar 100% feliz perto dele. Eu começo a chorar sem parar até que ele se afasta.

– Eu prometo Jessica.. — Eu não sei se ele está falando a verdade ou não, mas tudo que ele disse até agora foi verdade. Será que eu posso jogar tudo fora? E se eu jogar pra onde eu vou?.

– Promete mesmo? — Falo enxugando as lágrimas. Ele dá um sorriso de orelha a orelha.

– Você tem a minha palavra. — Posso estar fazendo uma besteira, mas...

– Tudo bem. — Ele vem em minha direção pra me abraar, mas eu estico os braços o impedindo.

– Você prometeu — Eu o advirto.

– Mas eu pensei que poderia selar nosso acordo com um abraço. — Eu nego com a cabeça e apenas estico a mão pra ele apertar. Ele aperta e quando eu puxo de volta ele não quer soltar.

– Castiel.. -

– Desculpa. — Ele dá risada e sai do quarto. Fechando a porta e me deixando ali, pra poder me arrepender da escolha que fiz.

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Pov Castiel.

Assim que eu fecho a porta eu começo a pular de alegria. Isso, ela vai ficar, ela ficar. Vai ficar por mim. Foi muito difícil dizer que me arrependo do que fiz, porque na verdade eu não me arrependo. Se não fosse assim ela nunca seria minha. Mas por ora é o necessário pra faze-la ficar e quem sabe com o tempo ela percebe que somos feitos um para o outro.

Notas finais
Eaí o que acharam?