Playing with love
18 Doente
Notas iniciais
Foi a noite mais tranquila que eu já tive em toda minha vida, até ela começar a vomitar. Estou no banheiro segurando seus cabelos pra que não suje, ela está debruçada no vaso colocando absolutamente tudo que está em seu estômago pra fora. Quando ela faz uma pausa entre um vomito e outro ela deita sua cabeça em meu peito, e caramba, nunca me senti tão feliz na vida de tê-la comigo. Ficamos praticamente a noite toda no banheiro. Ela ainda vomita, mas não tem mais nada pra sair, e começo a ficar realmente preocupado, porque era pra ela se sentir melhor, mas ela está cada vez pior.
Sua pele está pálida como papel, seus olhos estão vermelhos de fazer tanto esforço com o próprio estômago, e seu corpo está mole, ela não aguenta em pé. Tiro-a do banheiro carregando ela no colo e coloca- a na cama. Desço até a cozinha e pego um copo d'água e um dramim, pra ver se ela para de vomitar. Preparo um sanduíche com queijo branco, porque alguma coisa precisa parar naquele estômago. Volto pro quarto e não a encontro onde deixei, corro pro banheiro e a vejo debruçada sobre o vaso sanitário vomitando outra vez. Coloco a bandeja em cima da comoda que tenho no quarto e vou até ela. Passo as mãos sobre seu cabelo e suas costas na tentativa falha de tentar faze-la se sentir melhor.
– Talvez na próxima não devesse beber tanto. — Ela limpa a boca com a manga da minha blusa que está vestindo. Dá um sorriso fraco e me olha, com um olhar cansado e triste.
– Talvez na próxima eu não beba. -
Ela se debruça novamente, mas desta vez fico realmente preocupado porque ela vomita sangue.
– Meu Deus Jessica. — Corro até o quarto e pego o telefone, disco o número do Sam.
– Dean, você sabe que horas são? — Ele atende no terceiro toque e fala com a voz sonolenta.
– Você tem um número de algum médico aí? — peço desesperado, voltando pro banheiro e vendo o estado deplorável em que minha Jessica está .
– Médico? Cara você está doente? — Sua voz alterna entre sono e preocupação. pULO TODA A LADAINHA E VOU DIRETO AO PONTO.
– Jessica está. Você tem ou não? -
– Tenho, claro. Espera um pouco. — Ouço uma voz feminina falando do outro lado. segundos depois ele está de volta. — Anota aí. — Já estou com papel e caneta na mão. Anoto o número e desligo. Em seguida disco o número do Dr.... Dr alguma coisa, não lembro qual o nome que o Sam falou.
– Alô? — Merda, ele não está em horário de trabalho. Digo pra ele que sou irmão do Sammy e falo que preciso de sua ajuda. Descrevo como Jessica está e que vomitou sangue. Passo o endereço da minha casa.
–Chego aí em 20 minutos. -
Desligo o telefone.
– Dean — Ouço uma voz fraca e chorosa vindo do banheiro, corro até lá e Jessica está tentando se levantar. Eu a ajudo pegando-a no colo e levando de volta até a cama. Sua pele está molhada, ela está suando frio, e está quente.
– O Dr. Sanchez está chegando. — Falo passando as mãos em seu cabelo.
– Eu estou com frio. — Eu pego uma manta que tem no closet e jogo sobre ela a mantendo bem aquecida. Tinha esquecido do lanche que eu havia preparado.
– Jessica, você precisa comer um pouco. — Pego a bandeja, sento na cama e apoio a bandeja em meu colo. Ela apenas resmunga. — Jessica, por favor.
– Se eu comer, eu vomito. -
– Então toma pelo menos a água. — Mas ela também se nega a beber, e isso me irrita. — Aposto que se eu te oferecesse uma tequila ou algo assim, você aceitaria.
Ela continua imóvel na cama. A campainha toca e eu vou atender. Abro a porta e um Senhor de meia idade vestido casualmente com uma maleta em uma das mãos me cumprimenta.
– Olá — Ele dá um sorriso simpático e estende a mão pra mim.
– Graças a Deus o Sr. chegou, não sei mais o que fazer. — Pego sua mão e o trago pra dentro. — Ela piorou desde a ligação Dr. Está com febre, e não quer comer. — Falo já subindo as escadas o levando até meu quarto.
– Geralmente eu gosto de privacidade com meus pacientes. Você pode esperar aqui. — Ele fala antes que eu entre no quarto.
– O que? Nem pensar. — Faço sinal de vou entrar, mas ele me esbarra na porta.
– Por favor Sr Winchester. — Dou um longo suspiro.
– Se demorar mais que 10 minutos eu entro. -
Ele entra e encosta a porta. Eu tento escutar através da porta mas não escuto nada.
Os minutos se passam e eu começo a andar de um lado pro outro prestes a fazer um buraco no chão. O Dr, sai do quarto e fecha a porta bem devagar.
– Vamos ter que interná-la. -
– Mas é só uma ressaca. -
– Não é só uma ressaca. Ela está com hemorragia devido ao um remédio que provavelmente colocaram na bebida dela. Além disso ela está com anemia profunda que precisa ser tartada. Foi o diagnóstico que eu consegui até agora. Levaremos ela até o hospital e lá poderemos fazer exames adequados.
Minha mente entra em parafuso. Anemia, drogas que colocaram na bebida, tudo isso em menos de 24 h ?
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(3 horas depois)
Os médicos me explicaram a situação e ela deve ficar de observação por pelo menos 24 horas. O dia já amanheceu, eu já liguei avisando o Sam de tudo e provavelmente logo ele estará aqui. Não posso entar pra vê-la inda, porque parece que esses malditos exames nunca acabam. Meu celular toca e eu atendo no segundo toque. Minha mente está cansada e eu não dormi mais que 2 horas noite passada.
– Pronto. — Atende o telefonema ríspido.
– Dean, aqui éaMary. Tudo bem? — Merda tinha esquecido o assunto da mãe da Jessica.
– Sr. Blits, agora não é um bom momento. -
– Aconteceu alguma coisa? — Será que eu falo? Ela tem direito de saber, afinal ela é a mãe da Jessica.
– Jessica está internada e... -
– Ai meu Deus.. — Escuto os gritos do outro lado da linha. — O que aconteceu? ela foi atropelada, sofreu algum acidente?... Em que hospital ela está.
– Hospital particular de Sãgerman. Ela está um pouco doente só isso. — Ela deligou quando eu terminei de falar o nome do hospital, nem esperou eu terminar de falar.
O médico vem até mim e diz que eu já posso entrar pra vê-la.
Eu entro na sala e ela está acordada.
– Nunca gostei de hospitais. — Ela diz com a voz fraca.
– Quem gosta? — respondo sentando na poltrona que tem do lado da cama. Seguro sua pequena mão e acaricio a palma com meus dedos.
– Não precisava ter feito tudo isso por mim... -
– Se eu não fizesse quem faria? — Dou um sorrisinho pra ela. — Temos que conversar mocinha. Que história é essa de sair com aquele cara? Quando eu te encontrei ele estava quase te estuprando na mesa de um bar, e colocou alguma droga em sua bebida. Nunca mais faça isso, entendeu?
Ela dá um sorriso desanimado e responde:
– Entendi.
– Temos outro assunto pra tratar, mas creio que essa não seja a hora certa. — Preciso contar a ela sobre a mãe que resolveu aparecer.
– Estamos cheios de assuntos. — É tão triste quando ela dá esse sorriso fraco. — Dean, meu celular, cadê? — Ela fala desesperada.
– Ficou na minha casa. -
– Eu preciso dele, por favor me diga que ele tocou. — Ela tenta se levantar mas eu a impeço.
– Hey, hey. Calma. Ninguém ligou. Está esperando uma ligação importante? — De quem?
– Estou, — seu olhar volta a ficar triste. — Eu preciso dele aqui comigo. -
– Eu peço pra alguém ir buscar. — Minha curiosidade está avançada. Ela anda muito preocupada ultimamente, e se ela fica eu também fico.
– Olha, eu sei que tem alguma coisa errada acontecendo, e você precisa me contar, antes que eu descubra sozinho. -
– Tá maluco. Não tem nada acontecendo. -
– Tudo bem então. Eu posso descobrir sem sua ajuda. -
– Porque acha que tem algo errado? -
– Eu não sou cego Jessica e nem burro.
E eu aposto que tem algo haver com os pirados da família dela. Mas, se ela não quer me contar eu posso ir direto a fonte.
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