Playing with love
34 Ausência de medo.
Notas iniciais
Depois da catástrofe do parque, Dean e Sam me trouxeram. Eles não ficaram muito tempo, porque obviamente Dean estava se fazendo de difícil pra eu poder contar qual era o ''assunto pessoal'' que eu tinha com Bob.
Após as despedidas eu me toquei de que eu não preciso temer Castiel. Ele quer brincar? Okay, vou mostrar pra ele o quanto eu posso ser brincalhona. Paasar a tarde com Sam e Dean me fez ver que não importa o que eu passe, posso sempre contar com eles. E eu pensei bem, vou contar tudo, mas sem correr o risco de perde-los.
Subo as escadas e entro no meu quarto. E não é surpresa pra ninguém que ele já estava ali, me esperando, provavelmente com alguma coisa perversa e nojenta em mente. Eu não me deixei intimidar, minha posição continuo ereta e minha cara séria, dessa vez nada de medo, pavor, ou choro.
– Não gostei deles aqui. Você vai dizer pra eles irem embora e nunca mais voltar. — Seu rosto era sério e impassivo, ele estava sentado na cama e me olhava furiosamente. Eu me mantive como antes, sem nada a temer.
– Que pena que você não gosta deles. Eles não vão embora, vão continuar a vir aqui. E você não é ninguém pra me dizer oqe fazer. Agora saia do meu quarto. — Fiquei até orgulhosa de como as palavras saíram. Ele ergue as sobrancelhas e se levanta lentamente. Caminha calmamente em minha direção e diferente das outras vezes eu não movi uma perna pra me deslocar do lugar. Pra isso dar certo ele precisa ver que eu não tenho mais medo. Ele chega bem perto e começa a falar.
– Não sou ninguém? Acho que eu tenho que te lembrar de nosso noite de ontem, não é mesmo querida?! Seus casinhos com qualquer homem acaba quando você está comigo. — Sua palavras saíem calmas. Era como se estivéssemos conversando amigavelmente.
– Primeiro: eu nunca vou estar com você, pelo menos não consensualmente. Segundo: Meus casinhos e minha vida pessoal não te dizem respeito. Terceiro: Eu não tenho mais medo de você. Quarto: Se tocar em mim de novo... Você morre.- As palavras sairam iguais, calmas e despreocupadas.
– Está muito corajosa pra uma pessoa vulnerável. -
– Não sou tão vulnerável assim. Suportei a noite horrível e nojenta de ontem sem me deixar afetar. -
– Então acho que devemos ter mais noites como aquela.-
– Bom, as coisas não vão mais ser como aquela noite, ou como em qaulquer outra. Você tem duas opções, Ou você me deixa em paz e nunca mais toca em mim novamente..ou... Eu conto pra todo mundo.. até pra policia. Você escolhe.
– Seria minha palavra contra a sua. -
– Não, seria sua palavra contra as evidências meu querido. -
– Vou ter que te lembrar do quando a sua mãezinha gostaria disso? Ela te odeia, não te ama, apenas te suporta. Então eu vou te dar duas opções, Ou você fica comigo..ou... Perde o breve e superficial carinho que você tanto desejou dela. Além do mais eu posso machucar as pessoas com quem você se importa. Seria uma pena você acordar de manhã e receber a noticia de que alguém sofreu algum acidente grave e está entre a vida e a morte não é? -
– Eu prefiro morrer a ter que ficar com você. Você pode machicar as pessoas com quem me importo? Ótimo, porque eu também sou perfeitamente capaz de machucar ou matar por elas. E eu não pensaria duas vezes antes de fazer. Entenda uma coisa Catiel, você nunca vai ter de mim o que quer.
– Veremos. -
– Veremos. -
Ficamos nos encarando por um tempo. Todas as palavras sairam calmas e baixas, mas com um tom de ameaça. Ele sai do quarto batendo a porta. Solto a respiração que até então eu não sabia que estava segurando. Uma carga enorme sai das minhas costas me fazendo me sentir leve. Coragem é uma coisa boa, ótima na verdade. Agora eu só preciso ter essa mesma coragem pra contar tudo a todo mundo. O mais dificil de contar as pessoas vai ser a humilhação que isso vai trazer pra mim.
Talvez eu conte amanhã, ou talvez eu espere mais um tempo. Em uma coisa o maldito tem razão, Vou perder o carinho breve e superficial da minha mãe. Mas chaga de colocar o bem estar das pessoas antes do meu, chega de ter que abaixar a cabeça e dizer amén sempre que alguém me maltrate ou me faça me sentir mal. Essa fase da minha vida acabou. Aqui nesse quarto ontem nasceu uma nova mulher, com novos propósitos na vida.
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Pov Dean
– Carinha petulante aquele hein?'- Sam começa a rir na minha cara. — O que foi? -
– Você é tão ridiculo Dean. — Ele continua rindo.
– O que? Porque? -
– Eu achei que você nunca na vida iria se apaixonar desse jeito, e quando acontece você age feito um idiota. -
– Quem disse que estou apaixonado? -
– Conheço os sintomas meu caro. Além do mais eu sou seu irmão, conheço você melhor que qualquer outra pessoa. -
Me mantenho em silêncio, com meu copo de Whisky na mão. Não vou mentir, possa até ser que paixão seja uma palavra muito forte, mas com certeza sinto algo muito forte em relação a ele. Meu único problema é o tal Bob, aquele cara não me desceu. E o que foi aquele papo de ''conversar com o Castiel''? O que eles estão me escondendo?
Não gosto de ser enganado, nem que me façam de idiota. Tá na hora de tirar ela daqui, já passou tempo demais nessa cidade onde os caras arrastam as mulheres para parques e tem conversas pessoais. Cara babaca, idiota, imbecil...
Talvez já seja hora também de contar para Jessica sobre a mãe biológica, e da minha suposta paixão por ela. Ela vai pirar, mas posso concertar as coisas.
(...)
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