Playing with love
42 Acesso de fúria
Notas iniciais
Eu apenas fico ali deitada fingindo dormir, até ter certeza de que ele está realmente dormindo. Me levanto com o maior cuidado pra não fazer a cama ranger, e tudo estava indo perfeitamente bem até que eu sinto seu aperto forte no meu pulso.
–Nem pense em fazer o que você pretendia fazer. — Ele fala de olhos fechados. Eu solto um rosnar, ele abre uma gaveta do criado mudo, tira uma corda, amarra minha mãos e prende na cabeceira da cama, me faZendo ficar de lado.
Como se fossemos o casal mais feliz do mundo ele se encaixa atrás de mim, de modo que agora estamos de conchinha. fala sério, a situação não pode ficar pior..
sussurro baixinho um ''eu te odeio '' e ele me aperta mais forte em seus braços.
Eu estava esperando que ele arrancasse minha roupas e fazer o que ele sempre fazia, mas ele apenas ficou deitado respirando no meu pescoço.
– Você não vai tentar nada? — Pergunto só pra ter certeza.
– Não é só pelo sexo que você está aqui comigo, as vezes eu gosto de ter voce nos meus braços só pra sentir seu cheiro.
ReviRO os olhos mentalmente . O cara me estupra durante anos, me sequestra e agora vem com esse papinho de Merda pra cima de mim.
– Castiel?
– hum?
– Eu não vou ficar aqui a sua mercê, eu vou lutar pra fugir e você sabe disso.
– Eu sei querida, já tomei as devidas preocupações contra isso. — Ele fala sorrindo.
– Estão atrás de mim também, e quando me acharem... — Elenão me deixa terminar.
– SE te acharem...
– Eles vão, eu sei que vão, então você será um homem morto e eu vou gostar de te ver assim. Mas antes eu vou garantir que te façam sofrer.
– Okay querida. Agora vamos dormir.
Ele suspira sonhador... E continua a falar
– Só pra que você saiba, eles não podem te achar se estiverem mortos...
Meu corpo todo congela, eu sei que vão me encontrar e tudo vai acabar bem, mas não posso deixar de pensar que se qlguma coisa acontecer eu vou ser a culpada e nunca vou me perdoar por isso.
Apesar de estar em um inferno eu sonho com lindos olhos verdes, lábios sedutores me dizendo que tudo acabou bem, mas quando acordo pela manhã são olhos azuis e assustadores que estão me observando .
– Bom dia dorminhoca..
– Vai pro inferno. — Ele aperta os lábios numa fina linha.
– Não gosto do seu linguajar.
– Foda-se.
– Você fica por alguns anos longe de mim e volta mal-educada e com a boca suja. Nova York não fez pra você querida.
– Você não faz bem pra mim.
– Claro que faço..- ele me dá um selinho rápido que não dá tempo de desviar — você só não percebeu ainda.
Ele se levanta e sai do quarto. Eu tento me soltar, mas parece que não sou forte o bastante.
Ele volta com uma bandeja em mãos e senta ao meu lado cortando as cordas do meu pulso. Talvez eu use essa faca nele. Mas faca de manteiga não das muito estrago, e esfaquear alguém deve ser bem mais dificil do que parece.
– Vamos tomar nosso café e eu te levo pra conhecer nossa casa. Tenho uma surpresa pra você.
– Acho que eu já mandei você ir pro inferno hoje, mas caso não... Vai pro inferno e leva sua surpresa junto.
Ele dá uma risadinha, e continua a comer suas malditas panquecas. Eu odeio panquecas .
Eu não como Nem bebo o suco de abacaxi que eu também odeio.
– Eu fiz tudo o que você gosta, então coma ou não vai ter a surpresa.
– Eu já disse pra você se foder , você é sua maldita surpresa. Eu odeio panquecas e odeio esse suco, odeio você é sua maldita casa. — Derrubo a bandeja no chão. Me levanto da cama e começo a quebrar tudo que seja quebravel e desconto minha raiva em cada quadro, vidro que vejo pela minha frente.
Ele apenas fica sentado, me olhando como se eu fosse a louca dali.
– Se acalma querida, se você não gosta de panquecas eu não faço mais.
– NÃO MANDA EU ME ACALMAR — Eu grito até meus pulmões arderem.
Ele Espera até que eu me canse e desabar no chão chorando.
– Vai ficar tudo bem baby, eu não vou fazer mais panquecas. — Ele é completamente louco. Passa a mãos no meu cabelo.
– Não tem nada haver com as panquecas, eu quero sair daqui, ir embora, viver minha vilanagem ter que olhar pra sua cara seu desgraçado desalmado.
Ele levanta abruptamente, andando um lado pro outro passando a mão no cabelo.
– Eu tenho sido muito paciente Jessica, mas eu to cansado dos seus joguinhos.
– Cansado?! — Eu começo q rir sem parar, deito no chão com a mão na barriga. Seco algumas lágrimas que escorrem dos meus olhos.
– Pelo amor de Deus, cansada estou eu Desse papo de amor eterno. Porque você apenas não me mata logo é acaba com essa palhaçada ? A essa altura eu já não me importo com mais nada.
Digo isso deitada no chão com um sorriso Largo no rosto porque é o que realmente eu quero, estar morta.
– É isso oque você quer? — Ele vai até um cofre escondido em algum lugar e tira uma arma de la, dessas de roleta russa. Aponta pra mim, mas eu continuo sem me mover e continuo com o sorriso.
POV CASTIEL
ela estava enlouquecendo, o sorriso no rosto parecia sincero, eu não ia atirar eu queria só assusta-lá e traze-lá de volta a realidade, aquela em que nós nos amamos.
–Atira!
Eu continuei apontando a arma, mas sem intenção de atirar.
– Atira! — Dessa vez ela grita mais forte, se levanta e fica na minha mira.
Minhas mãos estão tremendo, mas eu continuo com a arma em punho.
– É isso o que você quer? Prefere mesmo morrer a ficar comigo? Olha a sua volta Jessica, Ilha pra tudo que construímos juntos. Antes de tudo começar eu era a única pessoa que se importava com você, e ainda me importo. Nem a mulher que ré criou te suportava, o que nos leva a crer que vice não é tão especial assim. Mas eu ainda continuo aqui, por você é pra você. Então para com essa palhaçada é para de achar que vão vir te resgatar porque não vão. Se eles se importasse tanto você não teria nem voltado pra Rowland, de onde aliás nunca devia ter saído. Vvocê só tem a mim, e vai ser assim por muito tempo.
Se pudéssemos ser ouvidos todo mundo saberia o que está acontecendo. Posso ver as lágrimas brilhando em seus olhos. Então num golpe impensado ela tenta tirar a
Arma da minha mão, imã breve batalha que eu pensei estar ganhando quando o tiro é disparado.
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