Playing with love
43 Acordando
Notas iniciais
Meu estômago está queimando, minha cabeça estourando, meus braços e pernas ardem e eu não consigo abrir meus olhos. A última coisa de que me lembro é um tiro estrondoso sendo disparado.
Eu ouço vozes, é mais burburinhos de pessoas falando ao mesmo tempo. Quase não consigo me manter acordada, então volto a cair na inconsciência.
(...)
Meus olhos ainda não abrem, e meu corpo continua o mesmo. A diferença agora é que consigo identificar as vozes que estão sempre ao meu redor. Mas isso não dura muito tempo e volto a dormir novamente.
(...)
É estranho não conseguir acordar, mas mesmo assim não sentir fome. As discussões parecem ter parado. Agora é apenas uma voz de cada vez, sinto toques nas minhas mãos e rosto quase todo o tempo . Volto a dormir.
(...)
– Você precisa acordar Baby...
Essa é a voz de Dean, eu reconheceria ela em qualquer lugar. Eu forço o máximo pra tentar abrir os olhos ou até mesmo falar, mas aparentemente não sou mais dona do meu próprio corpo.
(...)
– Hey pequena...
Bob está aqui, e parece que minha cabeça e meu estômago vão estourar de tanta dor. Eu tento forçar meus olhos a se abrirem, mas toda vez que eu tento eu acabo na inconsciência.
(...)
– Não acredito que não estará aqui para o meu casamento...
A voz de Sam invade meus ouvidos me fazendo querer arranca-Los, estou com mais dor do que o normal. Ouço algumas vozes e durmo novamente.
(...)
– Eu não consegui querida, eu tentei mas nao pude te salvar, e olha onde você está agora por minha culpa...
Eu quero acordar e dizer que está tudo bem, mas não consigo me manter desperta por muito tempo.
(...)
– Eu me mudei hoje, queria que você pudesse estar aqui...
Eu nunca consigo terminar de ouvir o que eles falam, quero dizer que ESTOU aqui e perguntar porque Bob se mudaria, mas durmo outra vez.
( ...)
– A lua de mel foi incrível, você precisa ver os lugares lindos por onde passamos...
(...)
– Eu fiz uma cousa hoje, fiz por você, por nós. Tenho certeza de que aprovaria.
(...)
– Meu dia foi bom pequena, e agora está melhor que estou aqui.
( ...)
– Eu trouxe ela pra te ver, pra vocês se conhecerem. Mas ela acha que tudo que aconteceu é sua culpa, então ela quis ir embora. Não pude impedir. Me desculpe.
(...)
– Ela está grávida. Você lembra que sempre conversávamos sobre isso?! Então, vou ser pai finalmente. Cloe mandou lembranças, ela vem semana que vem de ver.
( ...)
– Eu já fiz até promessa pra você acordar pequena...
(...)
– Eu não posso mais fazer isso...
( ...)
– Dean está pirando sem você aqui, ele não vem te ver há um bom tempo... Você precisa acordar por todos nós...
( ...)
– Eu tentei Jessica, juro que tentei. Mas não posso mais. Te ver aqui e assim está acabando comigo, e eu preciso cuidar dela.
( ...)
– Soube que os aparelhos falharam ontem, vim assim que pude.
(...)
– Ele encontrou alguém. Ela é legal, mas eu prefiro você. Então trate d. Acordar e acabar logo com isso.
(...)
Esses bipes na minha cabeça estão me incomodando. forço meus olhos a se abrirem sem esperança, mas surpreendeteMente eles abrem, mas fecho rapidamente por causa da Luz forte que fazem doer minhas retinas. Tento devagar dessa vez, e funciona.
Há um homem mexendo na máquina que fazem os bipes querer me matar. Eu tento falar, mas sai apenas um gemido da minha boca. Ele me olha e arregala os olhos.
Vejo a boca dele se mexer, mas não sou capaz de entender o que ele fala. Minhas pálpebras amolecem e fecham por conta própria.
(...)
Acordo dessa vez menos cansada. Abro os oolhos e imediatamente sou cercada de pessoas uniformizadas de Branco fazendo checagens em mim e nos aparelhos. Dessa vez eu consigo falar.
– Estou com sede... — E como num passe de magica um copo aparece na minha frente.
um homem alto é forte esta ao meu lado com uma prancheta na mão e um grande sorriso no rosto.
– olha só quem acordou. Nossa paciente favorita. — sua voz é grave, se ele não fosse médico ele podia seguir carreira de interlocutor.
– oi.. — Consigo fazer minha voz sair quase num sussurro.
– olá. Estávamos ansiosos por esse dia. — Ele fala verificando meus olhos com uma lanterninha.
– Consegue mexer os braços?
– acho que sim..
– Toque sua mão aqui. — Ele levanta a
sua mão num ponto alto o suficiente pra eu alcançar. Eu levanto o meu braço Direito, mas não consigo manter ele no Alto por muito tempo.
– Muito bem. Agora tente o outro.
Faço a mesma coisa com o esquerdo.
– Agora vamos tentar as pernas.
– Elas estão mais pesadas do que me lembro. -
– É só questão de tempo até se acostumar.
– Sabe me dizer o que aconteceu? Por quanto tempo eu durmi?
– Você foi baleada no estômago, teve hemorragia interna e quase morreu. Conseguimos te trazer de volta a tempo. O cara que te mantia em cárcere privado está preso, mas o processo ainda não está concluído.
– pelo menos uma coisa boa né.. Conhece alguém chamado Dean ou Sam?
– Mas é claro, tivemos que estabelecer uma regra de Dias e horários. Toda vez que todos eles viam no mesmo dia rolava confusão. O senhor Winchester e o senhor Singer não se dão muito bem. Era isso ou proibir as visitas.
– Foi necessário estabelecer horários? Por quanto tempo eu estou aqui?
Ele faz uma pausa no que eSta escrevendo na prancheta e me olha. Ele está hesitando em me falar, me pôr algum motivo isso não me agrada.
– Por quanto tempo Dr. ?
os aparelhos começam a apitar indicando alteração nos batimentos cardíacos.
– Se acalme e poderemos voltar a conversar sobre isso.
Sinto muito calor e minha cabeça volta a doer, meu estômago a queimar e minha boca fica seca. Eu respiro algumas vezes, os bipes se normalizam.
– Por quanto tempo?
Ele a torce a boca numa linha fina
– 4 anos.
Por um momento sinto que meu coração para. É impossível, não pode ser. 4 anos? Porra só pode ser brincadeira.
Sério? 4 anos? Isso só acontece em novelas mexicanas ruins.
– Preciso saber se esta se sentindo bem, ou não poderá receber as visitas.
Respondo quase que imediatamente.
– Estou bem, muito bem. Eu quero visitas .
– Você não está tentando me enganar né srt. Parker?! — ele mé olha desconfiado.
– Não, não estou. Quem está aí pra me ver ?
– Anciosa não é?!
– 4 anos é muito tempo sem ver rostos familiares.
– Tudo bem então, você me convenceu. Tudo pela minha paciente favorita. — Ele dá um sorriso encantador. Eu agradeço e ele diz que já volta.
Mais alguns minutos e a porta se abre novamente. Sam está mais cabeludo do que me lembrava.
Meus olhos enchem de lágrimas ao vê-lo, quero ccorrer e abraça -lo mas estou incapacitada.
Ele apenas me abraça, e então eu começo a chorar.
– Achei que nunca mais fosse te ver de olhos abertos. -
– Isso não é legal de se dizer a uma pessoa que dormiu por 4 anos. — Dou uma risadinha e seco as lágrimas.
– Você está bem? — Ele pergunta preocupado.
– Segundo o Dr. Sim. nem acredito em tudo que aconteceu. Fala sério, por um momento achei que estava protagonizando uma dessas novelas mexicanas ruins.
– Pois é. Eu quem diga. Não foi você que gastou 4 anos de gasolina. Ela aumentou sabia?! Ta o olho da cara.
Dou uma risadinha e ele também. Eu olho para a porta na esperança de que outra pessoa também entre, mas isso não acontece.
– Dean está lá fora? — Pergunto ansiosa pra vê-lo e surpresa por não ser ele o primeiro a invadir esse quarto.
– Tem umas coisas que precisa saber antes de poder vê-lo.
Nem a notícia de que hibernei durante quatro anos me assustou mais do que essas 10 palavrinhas.
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