Notas iniciais
Galera estou muito feliz com os reviews. Continuem assim que eu posto um capitulo novo todo dia. Boa leitura beijinhos...

Ele está ali, parado na minha frente, minha mãe está ao seu lado e me encara furiosa. O olhar dele tem algum tipo de admiração, uma mistura de raiva e serenidade. Dean aperta minha mão, o que há com o hospital que faz Dean ficar tão atencioso?

– Eu disse pra não voltar aqui. – Castiel me lança um olhar que me faz recuar instantaneamente.

– Tia, acho que ela tem o direito de visitar o Tio Jonh. – Em seguida ele olha pra minha mão que está entrelaçada na de Dean e seu olhar é de total fúria. – Ou talvez não.

Não consigo dizer uma palavra. Parece que essa cidade rouba minhas falas e me faz ficar muda. Catiel dá um passo a frente e por instinto eu dou um para trás. Dean percebe que estou com medo e se coloca entre nós como um verdadeiro anjo da guarda.

– Algum problema? – Dean pergunta a Castiel. Os dois se encaram como se fossem matar um ao outro.

– Tenho certeza de que posso resolver isso com Jessica. –

Dean me pergunta com o olhar se quero conversar com Castiel e eu nego com a cabeça.

– Acho que ela não quer conversar. – Dean consegue ser tão arrogante as vezes. E dessa vez eu o adoro por isso.

– E quem é você pra me dizer o que devo ou não fazer? – Castiel age com a mesma arrogância que Dean.

– O cara que vai quebrar a sua cara se não sair da minha frente. –

– E porque eu sairia? –

É tudo tão rápido que mal vejo Dean acertando um soco bem no meio da cara de Castiel. Ele cai no chão e quando levanta dá um soco na cara de Dean. Os dois começam a se engalfinhar entre socos, pontapés e joelhadas. Minha mãe entra em desespero e começa a gritar. Castiel fica em cima do Dean e começa a acertar uma seqüência de socos na cara dele. Dean consegue se livrar e agora é a vez dele de iniciar a seqüência de socos. Por mais que eu goste de ver Castiel apanhando eu tento separar a briga e acabo levando um soco no nariz o que o faz sangrar. Os dois não param com a briga. Tem sangue do meu nariz no chão, sangue de Dean e de Castiel. Os seguranças chegam e separam eles dois.

– Isso aqui é um hospital, tenham mais respeito. Se quiserem brigar, briguem lá fora. – Um dos seguranças grita com eles.

Todos estão sangrando, menos a minha mãe que só chora. Somos obrigados a entrar no hospital de novo. Uma das enfermeiras vem ao meu atendimento, meu nariz sangra e dói de mais. Porque homens têm que ser tão fortes? O caso de Dean e Castiel é um pouco mai grave cada um entra em uma sala acompanhadas de enfermeiras.

– Viu o que você fez? – Minha mãe está gritando comigo. – Você é tão estúpida que...

Corto ela no meio da frase.

– Quer saber..?! Estou cansada de você. – Falo me levantando e ficando cara a cara com minha mãe.

– O que? Como ousa falar assim comigo? –

– Estou cansada de você e de todo mundo nessa droga de cidade. Não quer que eu venha mais na porcaria desse hospital? Ótimo, então não me ligue pra avisar de seus problemas. Já que não sou sua filha, não tem o porque de eu vim e tentar resolver as coisas pra você. Não quer que eu te chame de mãe? Ótimo também, porque você nunca desenvolveu esse papel na minha vida. Não quer acreditar em mim? Okay, porque eu não me importo mais com o que você acha. Sair dessa cidade foi a melhor coisa que já fiz na minha vida inteira e com certeza não pretendo voltar. – Eu estava gritando com ela, e parece que todo mundo parou em nossa volta pra poder ver nossa discussão.

– Você é uma bastarda. Uma ingrata, é isso o que você é. – Ela também estava gritando. Mas, eu não ia abaixar a cabeça e sair andando como em todas as outras vezes.

– INGRATA? Pelo amor de Deus. Você nunca fez nada por mim, não tem porque ser grata com você. –

– Eu te dei comida e um teto garota. –

– E muito sofrimento também. Eu preferia ter morrido de fome e ficado sem um teto sobre a cabeça. – Uma das enfermeiras vem ao nosso encontro.

– Senhoras, não podem gritar aqui. Por favor, peço que façam silêncio ou vou ter que pedir a um dos seguranças que as retirem daqui.

Eu não espero ela falar duas vezes e dou as costas a minha mãe indo em direção a sala em que Dean se encontrava. Bato de leve na porta e coloca a cabeça pra dentro. Ele está sentado em uma cadeira com as mãos sobre o rosto. Ele levanta o olhar e me vê, assim que ele me vê ele se endireita na cadeira.

– Posso entrar? –

– É claro que pode. – Ele levanta e vem em minha direção pegando meu rosto com as duas mãos pra poder avaliar meu rosto melhor.

– Como está o nariz? Ta doendo muito? – Ele pergunta ainda avaliando meu rosto.

– meu nariz está bem. – Dou um sorrisinho encantada por ele estar tão preocupado.

– Você é que não parece muito bem. – Ele está com o nariz sangrando, com o olho roxo e os lábios cortados, também tem um corte sobre a sobrancelha. -https://www.facebook.com/CrazyLoveBySupernatural/photos/a.433253853379667.95254.433250450046674/717778358260547/?type=1&theater

–Ele está pior, acredite. – E dá de ombros como se os machucados não fossem nada. Dean ainda está segurando meu rosto, só que agora não está mais olhando só para o meu nariz. Ele olha em meus olhos e avalia minha boca.

Eu faço o mesmo, pois apesar dos machucados ele é muito atraente, muito mesmo. Quando acho que vamos nos beijar escuto uma batida na porta. Dean me solta quase que imediatamente.

A enfermeira entra e dá lenços para que Dean limpe o sangue em seu rosto.

– Talvez sinta algumas dores, então vamos passar um analgésico para o senhor tomar. Depois disso pode ir embora.

– Okay.

Esperamos até que ela traga os analgésicos e depois vamos embora. Entramos no carro e dessa vez sou eu que dirijo.

– Obrigado por me defender Dean. – Eu dou uma rápida olhada nele já que estou dirigindo.

– Só fiz o que achei certo. – Ele voltou a se distante.

Ficamos em silêncio por alguns minutos até que ele resolve falar.

– Qual é a história com sua família? – E de tudo que ele podia perguntar, ele pergunta logo isso.

– É uma longa e cansativa história. – Tento encerrar o assunto.

– Temos tempo. –

– Eu não quero falar sobre isso. –

Ficamos em silêncio de novo até chegarmos ao hotel.

Subimos juntos e ele me leva até a porta do meu quarto.

– Você vai almoçar né? – Qual o problema dele com a comida?

– Vou, você vai? –

– Sim.

Ficamos nos olhando por um bom tempo. Eu abro a porta do quarto e antes que eu possa entrar ele me agarra pela cintura e me beija. Pede passagem com a língua e eu concedo. O beijo se torna selvagem e erótico. Nunca provei nada assim antes. Ele vai dando passos até chegar a porta, nunca parando de me beijar. Quando o fôlego se faz necessário entre nós ele me afasta. Fecha a porta e se aproxima novamente.

– O que vai fazer? – Pergunto meio que num sussurro.

– O que estou querendo fazer a tempos. –