Playing with love

7 7 conversinha com o papai


Notas iniciais
Galerinha muito obrigado pelos reviews. Continuem me mandando para que eu possa saber a opinião de vocês* Boa leitura.

Demoro uma eternidade pra dormir. Eu tenho medo. Medo de que quando eu feche meus olhos Castiel entre por aquela porta e me faça mal. de novo.

Tenho medo de fechar os olhos e ter pesadelos com minha mãe e meu pai. Tenho medo de dormir e acordar e perceber de que tudo piorou.

Não consigo pregar os olhos a noite toda. Fico pensando no que fazer. Se devo ir falar com minha mãe ou se devo ir embora como Dean me

aconselhou. Ah, tem o Dean também, ele foi tão gentil hoje que até fiquei com medo de não odiá-lo mais. Mas aí ele voltou a ser o cretino de sempre.

Com esses pensamentos vou adormecendo....

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Por favor, me solta. – Falo chorando. Mas ele não me escuta e continua o que está fazendo, o que sempre faz. Mas esses últimos dias têm sido piores.

– Adoro quando você fala assim, me deixa excitado. – Ele me vira de bruços na cama e amarra meus pés e braços. – Mas você foi muito mal criada essa semana. Acha que eu não vi você com aquele garoto? Qual o nome dele mesmo? Bill, Bob?- Ele vai falando e dando a volta na cama se ajoelha e fica cara a cara comigo.

Eu não consigo parar de chorar, eu não quero chorar, não quero demonstrar fraqueza, mas é tudo tão aterrorizante...

Ele passa os dedos no meu rosto acariciando e seca minhas lágrimas

– Você ficou com aquele cara? Beijou-o? Transou com ele?- Agora ele está apertando meu rosto, me fazendo o encarar.

Bob era um amigo. Sempre que eu precisava de um abraço eu corria para os seus braços. Nunca tive nenhum interesse a mais nele, mas certo dia ele me beijou. Eu fiquei tão apavorada, na época eu achava que qualquer menino faria o mesmo que Castiel, então eu fugi do Bob. Provavelmente Castiel está falando desse dia. Eu não respondi, só chorei, chorei e chorei.

– Ah anjo, eu te amo tanto e é assim que você me retribui?Ficando com outro cara? – assim que ele termina de falar ele lança sua enorme mãe na minha bunda, ele é tão forte. Seu tapa arde em minha pele e eu grito. Peço pra ele parar, mas ele não para. Ele tira o sinto que estava usando e começa a bater por todo o meu corpo, nas costas, na bunda e nas pernas.

Isso dói tanto. Eu grito, choro e imploro, mas ninguém vem ao meu socorro. Meus pais não estão em casa e eu fiquei sozinha com esse monstro.

– Agora eu vou te mostrar a quem você pertence. Você é minha e de mais ninguém. – Ele tira a roupa e começa a penetrar forte e rápido por trás. Dó tanto... Mas ele não para....

Acordo num sobressalto, mais um dos meus pesadelos. Eles nunca estiveram tão fortes como agora. Olha pela janela e a luz já está se infiltrando pelas cortinas. São 09h02min da manhã. Levanto-me vou até o banheiro e tomo um banho. Sempre que tenho esses pesadelos eu tento tirar toda a sujeira de mim, mas ela nunca sai.

Saio do banheiro e vou até a minha mala. Pego uma calça Jean justa e uma baby look lisa vermelha, amarro meu cabelo num rabo de cavalo. Saio do quarto e desço até o restaurante que o Dean tinha me falado. Não estou com fome, mas vou tentar fazer um esforço pra comer. Será que Dean já acordou? Será que eu acordo ele? E... Falando no Diabo... Dean está no restaurante. Eu me sento ao seu lado.

– Bom dia. – Me sinto meio culpado por ter batido a porta na cara dele ontem.

Ele não responde. Só me encara e volta a comer seu café da manhã. Ui acho que hoje não é um bom dia pra mexer com ele. Fico esperando ele terminar seu café para podermos ir ao Hospital. Ele termina e olha pra mim erguendo uma sobrancelha.

– Não vai tomar café da manhã? –

– Não, precisamos ir logo ao hospital... Antes que minha mãe proíba minha entrada naquele hospital. -

– Só vamos sair depois que você tomar seu café da manhã e eu não estou brincando Jessica. –

UOL Acho melhor não discutir..

Peço meu café e vou tomando, como algumas torradas e é só isso que eu consigo comer. Meu estômago está embrulhando.

– Só isso que vai comer? – ele fala apontando para o meu prato.

– Por enquanto só consigo isso. Vamos? – Ele não se mexe só fica me encarando.

Eu bufo e reviro os olhos.

– Você não sabe o que eu tenho vontade de fazer quando você revira os olhos. –

– Dean, por favor, prometo que como mais depois, mas agora precisamos ir. – Digo fazendo uma suplica a ele

Ele se rende e resolve levantar. Vamos caminhando até a entrada do hotel, onde o manobrista nos entrega a chave do carro.

Não conversamos durante o caminho inteiro. Ele está estranho hoje. Chegamos ao hospital. Minha mãe ainda não estava lá, então eu poderia ver meu pai.

– Quer que eu entre com você? – Dean me pergunta e eu não hesito em responder ‘’sim’’.

Entramos no quarto dele. Papai estava deitado, cercado de tubos em volta da cama, a maquina que informava seus batimentos cardíacos com aqueles bips me entristecia. Soltei a mão de Dean e fui para perto do meu pai. Nunca fui muito achegada a ele, mas agora sentia uma imensa vontade de pegar a sua mão e dizer que apesar de tudo eu ainda o amava. Não consigui dizer uma palavra.

– Dean, será que pode esperar um pouco lá fora , por favor? –

Ele hesita um pouco.

– Ta bom, qualquer coisa me chama eu estarei aqui por perto. –

Assinto com a cabeça.

– Oi papai. Dizem que mesmo em coma a pessoa pode nos escutar. Será que é verdade? Será mesmo que pode me ouvir?- Algumas lágrimas ameaçam brotar em meus olhos. – Mamãe disse que o senhor não me quer aqui, mas eu precisava vir. Eu quero que saiba que apesar de tudo eu agradeço muito por ter me criado. Eu só gostaria que vocês pudessem ter me dado um pouco mais de atenção, amor e acima de tudo confiança. Não sabe como fiquei quebrada depois que não acreditaram em mim. Foi tão difícil ter que conviver com vocês depois disso.- A essa altura eu já estava em prantos. – Nunca teria coragem de falar tudo isso se o senhor estivesse acordado, mas tudo

que eu desejo agora é que o senhor acorde pra que eu possa falar tudo isso na sua cara. – Comecei a bater em seu peito e chorar descontroladamente. — Ande acorde pra que eu possa cuspir essas palavras em você....

Dean entra no quarto e me arrasta pra fora do quarto, eu me debato em seus braços porque quero voltar lá e continuar dizendo tudo que ficou preso em mim durante anos.

– Hey, hey. Calma. – Ele segura meu rosto com as duas mãos me fazendo encará-lo. – Vai ficar tudo bem ta.

Eu não consigo parar de chorar, parece que uma torneira se abriu r não consigo fechá-la. Dean me abraça forte e o abraço dele é tão bom. Eu inalo seu cheiro e é o aroma mais perfeito que já senti e toda minha vida. Ele não diz nada, apenas fica ali comigo me abraçando até que eu pare de chorar.

– Pronto. Vamos voltar para o hotel. Você vai descansar um pouco e depois voltamos.

– Eu não sei se quero voltar. –

– Tudo bem, não precisamos voltar se não quiser apenas se acalme. –

Eu assinto com a cabeça. Ele pega minhas mãos e saímos de lá. Assim que chegamos ao estacionamento o meu pior pesadelo de realiza.

Eu não posso acreditar.