Playing with love
6 6 mamãe
Notas iniciais
Fomos até a recepção. Dean toma a minha frente e faz tudo que é necessário para que eu possa ver meu pai.
– Na UTI só permitem um visitante por vez, a senhora vai ter que esperar. –
– Quem está com ele? – Eu pergunto pra ter certeza.
– Janette Parker, a esposa dele. –
Desde que entramos no Hospital Dean não soltou minha mão. Como pode ser tão bom segurar a mão de quem você odeia? O toque dele é tão acolhedor que desejo nunca mais ter que soltar.
Ele a cada dois segundos me pergunta se estou bem, se quero ir embora e voltar depois ou se quero alguma coisa pra comer.
– Não Dean. Pela milésima vez, eu vou esperar. Não preciso de nada e não, não quero comer. –
–Você não comeu no avião e desde que chegamos você também não comeu nada. Não me faça enfiar comida na sua goela. – Seu tom de voz é sério e ameaçador.
– Não sou criança Dean, sei muito bem me cuidar sozinha. –
Assim que ele abre a boca pra dar uma resposta que com certeza seria mal criada, ouço uma voz muito familiar arás de mim.
– O que faz aqui? – Minha mãe praticamente grita no hospital.
– Mãe... – e é a única coisa que eu consigo dizer. Eu me levanto e dou um passo a mais pra perto dela, ela imediatamente recua.
Dean imediatamente levanta e volta a segurar minhas mãos. Acho que ele sabe que isso me dá conforto. Minha mãe olha pra nossas mãos depois encara Dean e volta a perguntar:
– O que faz aqui? – Sua expressão é de raiva e mais raiva. Não consigo encontrar um único resquício de felicidade em me ver.
– Vim ver o papai. – Minha voz sai quase um sussurro.
– E quem te disse que ele está doente? Como descobriu? –
Como assim ‘’como descobri?’’.
– Você pediu que uma das enfermeiras me ligasse avisando. –
– Eu não pedi nada pra ninguém. Você não devia estar aqui, eu não quero você aqui e tenho certeza de que Jonh também não. – Isso foi como um tapa na cara. Dean aperta minha mão, mas nem mesmo isso é capaz de tirar a dor no peito que eu estou sentindo. Isso não faz sentido, a enfermeira disse que ela tinha pedido pra me avisar, e agora ela não me quer aqui?
– Mãe... eu..-
– Não me chame assim. Eu. Não. Sou. Sua. Mãe. – Eu tento me segurar, mas meus olhos começam a lacrimejar e sinto que vou acabar chorando. Não sou eu quem devia estar com raiva aqui? Eu é que deveria estar gritando furiosa com ela e não o contrário.
Dean resolve interferir. Ele segura meus braços me fazendo ficar de frente pra ele.
– Vamos voltar mais tarde ta? – Ele tenta me puxar, mas eu não saio do lugar, fico estática. Estou em pânico, só consigo pensar no que.... Aquela mulher disse.
Dean praticamente me carrega pra fora do prédio. Abre a porta pra mim e de alguma forma me faz sentar. Ele dá a volta no carro, entra e coloca meu sinto. Eu não consigo me mexer. Tudo isso é tão estranho. Como ela não me quer aqui? Foi ela que pediu pra me avisar. Dean dá a partida, e durante todo o percurso eu fico quieta.
Paramos em frente ao Hotel. Ele dá a chave ao manobrista e ainda me segurando me leva pra dentro do Pallace.
– Você está bem? – Demoro um pouco pra responder, porque eu realmente não sei a resposta pra essa pergunta.
– Sim... Eu acho. –
Sinto Que Dean está um pouco desconfortável com essa situação. Ele não sabe o que dizer nem o que fazer.
– Você quer ir embora? Podemos ir hoje mesmo se você quiser. –
– Não acho que seja uma boa idéia. Minha mãe devia estar nervosa, não sabe o que fala. E eu ainda preciso ver meu pai. –
– Olha, não quero me intrometer, mas acho que sua mãe sabia bem o que estava falando. É melhor irmos. –
Como é que é?
– Está tentando me dar ordens? – O encaro furiosa.
– Não... Sim... Talvez. – consigo ver a ironia em seus olhos.
– Porque não pode agir sempre como agiu no Hospital? – Pergunto já entrando no elevador. Ele vem logo em seguida.
– Porque eu não sou assim. Não sou uma pessoa boa. –
– Se não fosse bom não estaria aqui comigo. –
– Já falamos sobre isso..
– Não vou embora Dean. Vou ficar e tentar resolver as coisas. Se você quiser ir fica a vontade.
– Vou ficar. – Eu fico aliviada com essas palavras. Não é certo eu querer ele tão perto de mim Ne?! Ou é?
– Você vai pedir serviço de quarto ou quer ir ao restaurante aqui
do hotel? – Merda, não estou com fome.
Eu faço uma careta e ele já sabe o que vou dizer.
– Nem pense nisso, você disse que ia comer e você vai. Não me faça te obrigar. – O tom ameaçador voltou de novo.
– Só que eu não estou com fome. – Digo saindo do elevador e indo direto pro meu quarto. Ele tenta me alcançar mas eu sou mais rápida e fecho a porta na cara dele.
– Abre a porta e vem aqui. – ele começa a bater na porta, mas eu não vou e fico em silêncio. Ele desiste e vai embora. Ainda bem.
Eu entro no banheiro tomo um banho bem demorado. Não consigo para de pensar no que minha mãe disse. É tudo tão confuso. A única coisa que eu quero no momento é deitar e TENTAR dormir.
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