Playing with love
5 5 Solidário
Notas iniciais
Pov Dean.
Eu não sou fã dela, mas como ela está passando por essa situação eu posso conceder uns 5 dias do meu tempo pra ela.
Termino de arrumar minhas malas e ligo pra ela. Nossa quanta tempo ela demora pra apertar o botãozinho verde do celular? Até que enfim ela atende.
– O que quer? –
– Nossa quanta hostilidade pra quem quer só ajudar. –
–Vamos esclarecer os pontos Dean. Eu não preciso e não quero que você vá comigo.
–Tarde demais, já arrumei minha mala e eu não vou desperdiçar todo esse tempo que levei pra fazê-la... Então.. Sinto muito, mas eu vou.
– Só que eu não quero que você vá... –
– Espero que esteja pronta, chego aí em Dez minutos. –
–Não, espera... –
Desligo antes de ela terminar.
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Estava na porta do prédio dela, pedi ao porteiro que avisasse que eu estava lá. Esperei uns três minutos, eu não sou muito paciente, odeio esperar. Ela sai do Hall do prédio, com uma mala não muito grande. Eu desço pra ajudá-la. Abro a porta- malas e coloco a mala dela junto com a minha.
Ela nem olha na minha cara. Entra direto no carro batendo a porta com tudo. Mais um pouco de força e ela desmonta o carro.
–Não tem geladeira em casa? – Pergunto, me referindo a porta que ela bateu com tanta força.
–Não enche. -
Ficamos em silêncio até chegarmos ao aeroporto.
– Você ainda pode voltar pra casa. –
Acho que ela ainda não entendeu que apesar de odiá-la eu não vou embora. Se fosse comigo eu não gostaria de enfrentar isso sozinho.
– Nós vamos nos atrasar. Vem logo. – Eu já disse que não vou embora, mas mesmo assim ela insiste. Pegamos nossas malas e fomos fazer o check-in. Ela está olhando pra mim com cara de desconfiada.
– O que foi? – Pergunto a ela, enquanto esperamos nosso vôo ser chamado. Eu tenho um jatinho, mas como ela não avisou antes não deu pra contatar o piloto.
–Porque ta fazendo isso?-
–Isso o quê?-
–Você sabe, indo comigo, tentando me ajudar... Essas coisas. –
– Se fosse comigo eu não gostaria de ficar sozinho numa situação dessas. Não estou fazendo isso porque gosto de você ou me importo. Só estou sendo solidário. – Ela apenas fica me olhando, depois de um tempo diz:
– Obrigado. É bem mais do que qualquer um já fez por mim.
Como assim? Ninguém nunca fez nada por ela? O que ela quer dizer com isso? E os pais dela? O nosso vôo é chamado e nós embarcamos.
A situação de ninguém nunca ter feito nada por ela me preocupa. Não que eu me importe com ela..mas...sei lá, é preocupante.
Estamos de primeira classe, eu troquei a passagem dela, apesar dela não querer. Essa mulher é teimosa.
Resolvo perguntar sobre a família dela, pra esclarecer o fato de que ninguém nunca fez nada por ela. Já disse que isso é preocupante?
–Então... Você não se dá muito bem com os seus pais? –
–Não que seja da sua conta.. Mas não. –
–Por quê? – Quero saber mais, mas ela não está me dando muita coisa.
– Achei que não se importasse. –
–Não me importo. – Paro de perguntar e apenas fico olhando a janela. A vista daqui de cima é linda.
A distância de Nova Iorque para Carolina Do Nortesão800 kmou497 milhas.
Um vôo normal entre Nova Iorque para Carolina Do Norte tem um tempo de viagem de cerca de 60 mim. Isto assume uma velocidade média de vôo para um avião comercial de 500 mph, o que é equivalente a 805 km/h ou 434 nós. O seu tempo exato pode variar dependendo da velocidade do vento. Então tenho todo esse tempo pra tentar dormir um pouco. Quanto estou prestes a dormir ela me cutuca.
–Dean está acordado? –
– Agora eu estou. –
– Quero conversar. Fico nervosa em aviões, eles podem cair. –
–Sério? Você tem medo de avião? – Tenho vontade de rir, mas seguro o riso.
–Não seja estúpido. Não tenho medo de avião, tenho RECEIO ( ela enfatiza a palavra ‘’receio’’) de altura.
– Okay, ‘’ receio’’ entendi. –
Ela revira os olhos. Essa mania dela me irrita. Tenho vontade de dar umas palmadas nela, E De repente minha mente toma uma direção completamente diferente. Imagino-a nua em uma cama, com os seios empinados. Ela está amarrada, com braços acima da cabeça e pernas presas sobre cada extremidade da cama. Seu sexo está à total disposição só pra mim. Seus gemidos são encantadores e afrodisíacos... OPA que que isso? APAGUE AGORA ESSA IMAGEM DA SUA CABEÇA DEAN.
Tento continuar a conversa pois o pensamento que tive agora não me agradou em nada.. quer dizer, agradou, mas não agradou. Argh esquece.
–Então, sobre o que quer conversar? –
– Não sei, o que você quer conversar? Ah já sei, que tal falarmos da sua cena ridícula naquele restaurante. — ela me olha erguendo uma sobrancelha
Merda, tinha esquecido disso.
–Que cena? –
– Não se faça de idiota. Você atrapalhou o meu ‘’quase encontro’’. –
– Eu perguntei se estava atrapalhando e ele disse não. – dou de ombros.
–Bem, acho que ele estava esperando que você se tocasse. – ela ergue a sobrancelha pra mim.
Não tenho como escapar dessa, na verdade nem eu sei por que fiz aquilo. Talvez eu tenha feito só pra provocá-la mesmo. Então não respondo. Volto a olhar pela janela mais uma vez. Ela se levanta do assento..
– Onde vai?- pergunto à ela
– Ao banheiro. Porque quer ir junto? – Ela pergunta irônica.
Eu grito pra todos ouvirem.
– Ai meu Deus, eu já disse não. Não vou transar com você na cabine do banheiro. – A vejo esbugalhar os olhos e ficar vermelha de raiva. Praticamente sai correndo para o banheiro com a cabeça baixa.
Fico rindo sozinho. Quando ela volta não conversamos mais ela só diz:
– Cretino. –
– Não fique assim Baby, podemos transar em outro lugar. –
– Nem em um milhão de anos eu transaria com você. – Ela revira os olhos.
Lembro que temos uma questão a resolver.
– Onde vamos ficar? –
–Nós procuramos um hotel quando chegar lá. Não tive tempo pra reservar nenhum um quarto. –
– Não podemos ficar na casa dos seus pais?. –
– Não. – ela praticamente entra em desespero.
– Por quê? –
– É melhor não... – Ela tenta melhorar a situação, mas eu sei que tem algo errado aí. – Acho que meu.. Primo está lá, então não tem quartos pra ficarmos.
– Okay. Então procuramos um Hotel.
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Pov Jessica
Chegamos. Eu ainda não acredito que estou aqui. A sensação é horrível, não sei se vou ter estomago pra encarar minha mãe depois de ter fugido.
Calafrios percorrem minha espinha.
Primeiro procuramos um hotel que não ficasse muito longe da casa dos meus pais. Ficamos no Pallace, Dean não quer me deixar pagar a diária de jeito nenhum. Eu não trouxe tanto dinheiro, porque esperava ficar num hotel mais baratinho, mas ele escolheu logo o de luxo. Ele pede um quarto só... OPA... Peraí.
– Porque só um? –
– Achei que poderíamos dormir juntinhos... – Ele diz fazendo cara de sedutor.
– Deixa de ser cretino. São dois quartos moço. –
–É claro senhora. — O recepcionista diz.
Os quartos ficam um ao lado do outro. Cada um vai pro seu arrumar suas coisas. Depois de uns 10 minutos Dean bate na minha porta.
– Está pronta? – Não.
–Sim.
Dean alugou um carro. Ele fica me olhando com as mãos no volante. Eu não consigo dizer nem uma palavra. Isso vai ser difícil. Por mais que eu queira rever meus pais eu tenho medo da reação deles. E tem o Castiel também, não sei se ele continua aqui ou se foi embora. Tenho medo de reencontrá-lo, na verdade, no momento estou com medo de tudo. Dean acaba me tirando do transe.
– Quer ir ao Hospital primeiro ou a casa da sua mãe? – Dessa vez ele está com uma voz séria. E por alguma razão sua voz me tranqüiliza um pouco. Até que não foi de todo mal ele ter vindo comigo.
– Ao hospital. – Digo quase num sussurro.
Ele dá a partida. Eu ainda lembro daqui, então vou informando o caminho a ele. Chegamos meia hora depois. Entramos e um cheiro de Álcool e gel invade minhas narinas e um calafrio percorre minha espinha.
Dean percebe que eu paraliso e instantaneamente ele pega minhas mãos.
– Você consegue. – E me lança um olhar acolhedor.
Será? Será mesmo que eu consigo?
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