Playing With Fire

3 Unindo forças


Notas iniciais
Yoo minna, demorei um pouquinho dessa vez, foi mal -.-

Eu estou muito feliz com os resultados dessa fanfic, em dois capítulos consegui 4 leitores, 6 comentários e 3 favoritos XD. Eu sei que ninguém acharia isso muito, mas pra mim é muito importante, principalmente por eu ser nova aqui na Nyah!

Agradecimentos: Tali Miniwa, Gablychan,
Ravenna Morgan, Marcela Abadeer. Muito obrigada T-T, vocês me motivaram a continuar com seus elogios, amo muito vcs ♥

Bem, esse capítulo deveria ser beeeem maior do que está pq eu ia descrever todas as lutas, mas achei que cansaria muito vcs. E como o tema principal dessa fanfic é Romance, eu cortei as lutas para dar mais tempo de ter as partes kawaiis :3

Não sei se ficou muito bom, mas espero que gostem :D

Boa leitura!!

Fiquei parada uns cinco minutos em frente à porta do Bellagio, tentando pensar na melhor maneira possível de não ser flagrada. Agora que eu estava proibida de entrar lá tudo ficaria mais difícil, minha ultima opção seria entrar de penetra com cuidado para não me descobrirem. É tudo culpa daquele idiota! Pus meus pés lá dentro e respirei fundo, comecei a caminhar até a recepção, lá eu pediria algumas informações sobre os caras que eu estava procurando. Por sorte eu não fui pega pelos seguranças.

Todas as pessoas estavam fantasiadas, o que me incomodou um pouco. Porque diabos todo mundo tá usando fantasia? Achei melhor ignorar aquela gente estranha e segui em frente, fiquei de frente com a recepcionista que sorria para mim. Ela usava um batom vermelho forte, até doía meus olhos, seu sorriso falso também estava me dando nos nervos. Por fora elas sorriem, mas por dentro devem estar dizendo: “Eu odeio a minha vida”.

– Olá senhorita, em que posso ajudar? – Ela perguntou para mim, sorrindo ainda mais. Eu ponho a mão no bolso procurando a foto dos M.Gang, mostro-a para a recepcionista e pergunto.

– Esses caras da foto estão hospedados aqui, não estão? Provavelmente devem ter dado nomes falsos, mas você deve reconhecer o rosto deles. Me diz, cadê eles?

E com três frases, o sorriso da loira é desmanchado, ela volta a mexer no computador e continua a falar sem me olhar nos olhos.

– Me desculpe senhorita, mas não posso lhe dar essa informação.

– Ah, qual é? Eu preciso bater... ãhn.... conversar com eles! Por favor, me diz qual é o quarto deles?

– Já disse que não posso lhe dar essa informação. E se a senhorita insistir, terei de chamar os seguranças.

Porra, que mulher casca grossa! Eu bufo. Fico com um pé atrás pois se os seguranças me virem eu estaria em sérios problemas, ela continua a mexer no computador sem me dar a menor atenção. A cada barulhinho que ela fazia digitando o teclado, minha irritação ia aumentando, tudo o que eu queria naquele momento era esganar aquela vadia.

Sou pega de surpresa quando sinto uma mão pousar em meu ombro esquerdo, olho para meu lado direito e vejo alguém que mais uma vez não esperava ver.

– Isso não será necessário, senhora. – Butch estava usando um terno social preto, sapatos marrons e óculos escuros... O que ele tá fazendo?! – Ela foi convidada por nossos clientes.

– Convidada? Estranho, eles não me informaram que...

– Pois eles informaram a mim. Agora se me der licença, eu a levarei até o andar.... Em que andar eles estão mesmo?

– No vigésimo segundo andar.

– Sim, no vigésimo segundo andar! E a deixarei na porta do quarto.... Em que quarto eles estão hospedados?

– Na suíte preferencial.

– Isso, na suíte preferencial! É tanta coisa na minha cabeça que estou esquecendo tudo. Mas que seja, com licença.

Ainda com a mão em meu ombro ele me leva até o elevador, aperta o botão e o espera chegar junto comigo. Eu cruzo meu braços pare ele e faço uma cara séria, ele permanece com sua expressão sínica de sempre.

– Tá legal, agora o senhor vai me explicar: O que diabos acabou de acontecer? E que roupa ridícula é essa? – Pergunto. Ele tira os óculos.

– De nada, não precisava agradecer.

– Butch, eu tô falando sério! Como conseguiu entrar aqui?

– Eu deveria estar perguntando a mesma coisa. Afinal, nós dois fomos expulsos daqui ontem à noite. – Ele olha no fundo dos meus olhos, percebe que eu não estou pra brincadeiras. Ele suspira. – Bem, eu vim aqui no Bellagio ontem à noite pra tentar roubar um pessoal, mas por causa da nossa luta acabei me distraindo. Como nós dois fomos expulsos, eu não tive chance de conseguir nem um dolar. – Nossa, porque isso não me surpreende? – Eu fiquei sabendo que hoje iria ser festa à fantasia, achei que seria a oportunidade perfeita de não me reconhecerem. Agora estou aqui, vestido de segurança.

– Legal, mas como conseguiu essa roupa?

– Chutei a bunda de um dos seguranças e peguei as roupas dele. Ficaram um pouco folgadas.

Esse cara é louco, ou o que? Mas se bem que... Se vestir de segurança foi uma jogada inteligente. Ficamos em silêncio por alguns instantes, o elevador ainda não tinha chegado por isso ele continuou ao meu lado. Mas uma dúvida ainda cutucava minha mente, afinal de contas, porque ele me ajudou?

– Butch... Eu agradeço pelo que fez por mim, mas... Porque você me ajudou? Pensei que me odiasse.

Ele agora me olha no fundo dos olhos, faz uma expressão um tanto diferente. Revira seu olhar e coça a cabeça.

– Eu ajudei porque quis. – Dessa vez ele me parecia sincero, porém eu não estava satisfeita com sua resposta, eu queria ouvir mais dele.

– Mas... – Sou interrompida pelo som do elevador chegando. A porta se abre e umas cinco pessoas saem de lá, Butch põe seus óculos de volta e olha para mim.

– Não se esqueça, madame. Vigésimo segundo andar, suíte preferencial. – Dizia ele fazendo uma voz engraçada, eu rio baixinho e entro no elevador, ele continua olhando para mim. – Foi um prazer acompanha-la, madame. Espero que o elevador despenque e a senhorita morra com o impacto.

Eu rio mais uma vez.

– Pensei que diria isso. Espero que aqueles seguranças altões te estuprem de um jeito que o senhor nunca mais consiga andar.

– Aí já é demais. Não pode propor outra coisa?

– Tudo bem. Por favor, nunca mais apareça na minha frente.

– Com todo prazer. Nunca mais nos veremos, senhorita.

A porta do elevador começou a fechar e dou uma última olhada no moreno que me perturbava, ele permanecia sorrindo cinicamente como sempre faz, dessa vez eu também sorri para ele. A porta se fecha e eu sinto uma pontada leve no coração, antes que eu pudesse ter as impressões erradas, descarto esses pensamentos e volto a me concentrar na minha missão, em poucos minutos eu teria que bater num bando de idiotas.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Ando pelo corredor do vigésimo segundo andar, era lotado por quadros e a parede parece ter sido moldada com ouro, no chão há um longo tapete vermelho que ao pisar nele, parecia afundar meus sapatos. Procuro a suíte preferencial discretamente, não foi muito difícil de achar pois era a única porta dourada. Me aproximo um pouco mais e posso ouvi-los conversando bem baixinho, vou chegando mais perto de fininho para não me escutarem, encosto meu ouvido na porta e posso ouvir a conversa perfeitamente.

– Senhor, acha mesmo que o presidente virá? – Dizia um deles, sua voz era fina como de uma criança, esse não deve ter passado pela puberdade.

– Mas é claro que ele virá. Pois se ele não vier, terá que dizer adeus à sua linda filhinha. – Dizia outro, já esse tinha uma voz grossa e um tanto autoritária, provavelmente era o chefe. Ouço-o rir baixo, de uma forma maléfica. – E tudo isso devemos a “ele”, com a ajuda dele nós chegamos mais longe do que pensávamos. E em breve, não só a América, como também todo o mundo estará em nossas mãos.

Vai sonhando! Usando um impulso, quebro a porta com um soco, haviam cinco homens naquele quarto gigantesco, todos tomaram sua atenção para mim. Entrei no quarto e todos começaram a reagir, dois deles tentaram me cercar, eu voei até o teto para não ser pega, permaneço flutuando ali, o que os deixam mais surpresos.

– MAS QUE MERDA É ESSA?!? – Pergunta um deles.

– Que tipo de garota é você?!? – Pergunta o outro.

–... Quem é você?!? – Pergunta o dono da voz autoritária.

– Eu? – Começo. Flutuo para mais perto deles, ponho todas as minhas forças em meu braço direito, preparando meu primeiro golpe. – Sou a pessoa que vai detonar a cara de vocês!

Dou um soco no homem que eu julgava ser o chefe, ele cai da cadeira em que sentava sendo literalmente jogado no chão, eu fico em cima de uma mesa esperando-o agir. Os outros homens vieram em minha direção, eu uso minha visão de raio laser no cara com uma voz fina, e por mais estranho que pareça, ele não sofreu nenhum arranhão. Um homem alto de pele negra tenta me dar um soco, eu desvio voando para o ar mais uma vez.

O voz-fina da um salto surpreendente chegando na mesma altura que eu, chuta minha barriga com força e sou jogada na parede, fazendo uma cratera na cerâmica. Um ruivo corre até mim numa velocidade quase que insana, me soca no mesmo lugar em que fui atingida pelo voz-fina, o impacto é tão grande que eu quase vomito. Já vi que eles são fortes. Consigo socar a cara dele, juntamente chuto seu queixo o lançando para longe.

O chefe se levanta e passa a mão no lugar onde eu o acertei, sua raiva transborda em seu olhar, assim como todos os outros quatro.

– Peguem-na! – Ordenava ele para os outros, quatro homens vieram em minha direção preparando golpes, eu fico em posição de defesa prestando atenção em cada movimento deles.

Consigo socar dois deles, porém os outros dois agarram meus braços com força, me sinto incapaz de fugir, nem mesmo se eu voasse. Me contorço, porém todas as minhas tentativas de escapar são em vão, eles são mais fortes do que eu imaginava. Nenhum humano nunca conseguiu me segurar! Esses caras não são normais!

– Me larguem, seus filhos da puta!! – Eles me seguravam com ainda mais força. O chefe pegou um lenço estranho e veio em minha direção. Coloca o lenço no meu nariz, eu inalo um cheiro estranho que me deixa tonta, não tenho mais forças para me contorcer, e me sinto cansada como nunca. Merda! Ele deve ter colocado alguma droga! Poucos segundos antes de ficar inconsciente, consigo ouvi-los dizer algo.

– Deve ter sido de garotas como você que ele falou....

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Ai!... Minha cabeça!... Eu abri os olhos lentamente, percebi que já havia passado muito tempo quando olhei para a janela e percebi que estava de noite, minha visão estava embaçada e tudo que eu conseguia ver eram vultos indo pra lá e pra cá. Eu conseguia ouvir alguns sussurros, porém só entendia algumas palavras, a única frase que consegui captar foi: “Ele já deve estar chegando.”. Depois de alguns minutos, finalmente consegui me levantar, foquei minha visão e percebi que estava cercada por uma grade.

Os homens que circulavam pelo quarto decidiram me checar, ao verem que eu estava acordada se surpreenderam.

– Oh, olha só quem acordou. – Dizia o voz-fina. Ao lado dele estava o ruivo, o negro, e o loiro-anão. – Chefe, a garota acordou!

Por mais que eu tentasse não conseguia dizer uma só palavra, ainda estava muito fraca e não consegui emitir nenhum tipo de som. O chefe se aproxima da grade e me olha maleficamente, fazia pose de superior como se eu fosse um lixo ambulante.

– Oi, meu anjinho. Dormiu bem? – Perguntava ele debochando de mim. Eu o olhava com desprezo, estava mais querendo encher ele de porrada, os outros também. – Eu sei que você está querendo quebrar essas grades e nos bater, mas já vou avisando que estas grades não serão quebradas tão fácil. Somente as chaves podem abrir a porta. – Olho para o lado e percebo que há uma pequena porta feita de metal. Vai dar trabalho pra sair daqui. Ele continua falando. – Me diga, você foi enviada para cá a pedido do presidente, não é?

Utilizo o máximo de minhas forças para falar, minha voz estava rouca, e tão baixa quanto um ruído.

– Eu vou quebrar a cara de todos vocês! Não pense que grades podem me impedir de pegar vocês!

– É mesmo? E será que vai conseguir fazer isso antes do Grand Finale, Super-Poderosa?

– Grand o que?

Ele se senta no sofá e continua olhando para mim com cara de deboche.

– Em poucas horas o presidente irá apostar toda a fortuna desse país no casino comigo. E quando eu vencer, tudo estará sobre o comando da M.Gang!

– Até parece que o presidente faria uma loucura dessas! Minhas duas irmãs estão indo pegar o resto da “Merda.Gang”, já devem estar todos mortos! E quando eu sair daqui vocês serão os próximos!

– Acha que o presidente não o faria? Bem, eu acho que ele faria tudo para salvar a pobre filhinha dele. – Filha? O que eles fizeram com a filha dele? – Sabe Super-Poderosa, é tudo muito bem organizado. Somos divididos em três grupos: O nº1, o nº2 e o nº3. O nº1 está em Seattle cuidando do dinheiro que roubamos. O nº2 estão na Florida com a filha do presidente impedindo que ela fuja. E nós, o nº3, estamos chantageando o sr.Presidente. Dissemos que se ele não jogar conosco pelas fortunas da América, mandaremos a filhinha dele para o céu.

– Isso é desumano! Como puderam fazer isso?!?

– Bem, porque nós já temos força. – Ele se aproxima da jaula. Arma um golpe colocando todas as suas forças num braço só, algo me surpreende, seu braço vira pedra e ele soca a grade, fazendo com que ela se amasse. Eles... Eles tem poderes! Definitivamente não são humanos!– Agora nós queremos riqueza!

– Onde... Vocês conseguiram esses poderes?

– Digamos que foi um presente de um demônio. – Sinto um arrepio na espinha, não consigo tirar os olhos de seu braço de pedra, e ele com certeza não era o único ali com habilidades estranhas. Se bem que eu não posso falar nada sobre anormalidades... – Graças a esse presente que ele nos deu, nós deixamos de ser simples ladrões. Graças a ele, em breve nós seremos as pessoas mais poderosas do mundo!

Ele começa a rir maleficamente me dando calafrios, os outros ali presentes também começaram a rir. Presente de um demônio? Isso não me é estranho...

– Me fala uma coisa, quando você diz “presente de um demônio”, se refere a um demônio de verdade? – Pergunto chamando a atenção dele e dos outros.

Ele para de rir e me olha seriamente nos olhos.

– Sim, um verdadeiro demônio nos transmitiu seus poderes, por isso somos invencíveis.

Um demônio que transmita um pouco de seus poderes para pessoas más. E tudo isso só para gerar caos. Isso só pode ser coisa do...

– Só mais uma pergunta: Esse demônio era um tanto... afeminado?

– Como assim?

– Você sabe... gay, viado, à loka?

– Bem... Já que você perguntou, ele era bem afeminado. – Eu sabia! Só pode ser o Ele! Aquele cara pode estar no inferno mas ainda sim consegue causar tumulto! – Então quer dizer que você o conhece, mesmo? Ele nos falou de você e suas irmãs...

*Toc-Toc-Toc*

Ouço alguém tocar na porta, interrompendo o chefe. Todos se voltam para a porta, curiosos para saber quem batia, um loiro-anão se aproxima.

– Quem é?

– Tá ocupado? – Pergunta a voz máscula do lado de fora do quarto, ele abre a porta devagar e entra, eu chego mais perto para ver quem era. O moreno olha para mim e fica tão surpreso quanto eu, justamente a pessoa que eu prometi nunca mais ver em minha vida, se tornou na minha última esperança de escapar. Não pode ser... – Pelo visto aqui não é o banheiro...

– BUTCH?!?!! Nunca fiquei tão feliz em te ver!!! – Dizendo isso os homens se surpreenderam.

– É amigo dela?!? – Pergunta o loiro-anão, vai em direção de Butch e tenta dar um golpe, mas ele põe a mão na cabeça do loiro e o empurra levemente como um boneco. O chefe se levanta e os outros começam a se armar. Eu dou gargalhadas com a cena, o anão tentava chutar e socar Butch, mas ele não demonstrava nenhum medo, apenas ficava o empurrando com a mão, o que deixa o loiro ainda mais puto. – Seu filho da puta!!!

– Vem cá, seu namorado é meio esquisito. – Dizia Butch mais uma vez debochando da minha cara.

– Chega de brincadeiras! Agora pega a chave e me tira daqui!

– Ninguém vai sair daqui! – Afirmava o chefe. – Peguem-no!

Eles obedecem e correm em direção do moreno preparando socos. Butch se cansa de empurrar o anão e da um soco no rosto dele, fazendo-o ser jogado no chão com força. O voz-fina tenta chuta-lo na barriga, mas Butch desvia rapidamente. Dá um chute no pescoço do ruivo que também estava querendo golpeá-lo, lançando-o na parede.

Incrível! Ele realmente ficou muito forte. Agora o negro tenta soca-lo no rosto, Butch desvia, mas logo depois é atingido na barriga com força, ele se arrasta os pés no chão por causa do impacto. Estava prestes a levar mais um golpe, mas ele voa até o teto para conseguir desviar.

O chefe fica surpreso ao ver que ele tem a habilidade de voou, da um passo para trás e olha para mim. Esse cara tá cagando de medo. Só sabe latir, mas não morde. Butch olha para mim, ainda flutuando, e seu sorriso desbotado ressurge.

– Será que eu não posso ficar longe por um segundo que você já se mete em confusão? – Pergunta ele.

– Não é hora de me provocar. Agora pega a chave e me tira daqui!

O anão consegue se levantar depois do soco que Butch o deu, olha para o moreno mais puto do que nunca e salta numa altura surpreendente, ficando na mesma altura que ele. Butch desvia do soco e chuta as costas dele, atirando-o no chão mais uma vez. Sem dar muita atenção para sua luta, flutua para mais perto de mim e volta a conversar comigo.

– E o que te faz pensar que eu vou te ajudar? Nós não somos amigos.

– Ah, me ajuda vai! Eu faço qualquer coisa!

– Concentre-se na luta seu imbecil!!! – Dizia o ruivo correndo em sua direção preparando um soco, consegue atingi-lo no rosto fazendo Butch cuspir um pouco de sangue.

Os outros três se aproximam e tentam golpeá-lo mais, o moreno consegue desviar de algumas, porém estava bastante ferido. Flutua novamente procurando um descanso, olha para mim mais uma vez.

– Qualquer coisa? – Pergunta ele.

– Sim, qualquer coisa! Quer dizer... Contanto que não envolva sexo ou coisa do tipo.

Butch aterrissa no chão mais uma vez e chuta o rosto do voz-fina, que é jogado na parede em seguida. O anão consegue finalmente soca-lo no rosto, porém Butch revida socando-o na barriga. Ele chuta o quadril do negro que é lançado na parede junto com o ruivo, o impacto dos golpes são tão grandes que todos acabam cuspindo um pouco de sangue.

Um deles deixa as chaves caírem do bolso após serem atingidos, Butch se agacha e pega elas. Vem em minha direção e olha para mim com um olhar malicioso. Abre a boca para propor a sua condição. Não sei porque, mas sinto que não é coisa boa...

– Quero que você me dê 50% do dinheiro que esses caras roubaram. – Eu me surpreendo com sua sugestão.

– Como é que é?! Tá louco? Esses caras roubaram metade da América!

– Exatamente. Se esqueceu do que eu te disse antes? Eu vim aqui pra roubar. E por sorte acabei me encontrando com uma montanha de dinheiro.

– Você está pedindo demais! Minha missão aqui é prender os M.Gang e devolver tudo que eles roubaram. Não posso simplesmente dar metade pra você!

– Então nada feito. – Ele põe as chaves no próprio bolso e vai em direção da porta. – Divirta-se com seu anãozinho, Branca-de-neve.

Eu entro em desespero, o tempo estava passando e se eu não corresse, seria o fim de tudo. Merda! Eu não tenho outra opção!

– TE DOU 30% DA GRANA!! – Eu grito desesperadamente, ele se vira e sorri para mim.

– Negócio fechado. – Volta para perto das grades, eu bufo pela raiva. Não acredito que eu tenho que depender dele!

Olha para a parte da cela que foi amassada pelo chefe e faz cara de surpreso, olha para mim suspeitando que eu era a culpada por isso.

– Nem olhe pra mim. Quem fez isso foi o chefe deles.

– Como ele conseguiu fazer isso? Só um brutamontes como você conseguiria.

– Há-há-há, muito engraçado. – Ele abre a porta e eu me liberto.

Os quatro homens se levantam e fazem posição de ataque, ponho todas as minhas forças nos meus dois braços me preparando para lutar. Butch continua do meu lado.

– Eles são mais fortes do que eu imaginava. Quatro contra um te deixa em desvantagem. — Ao ouvi-lo dizer isso, eu suspiro. Ele está certo. Como eu vou ganhar deles? – O que está fazendo aí parada? Vamos socar esses caras.

Vamos?!?

– Como assim “vamos”? – Ele me olha confiantemente.

– Não posso deixar você morrer por causa deles. Afinal o único que pode te matar sou eu. – Seu olhar me deixa mais confiante, sinto meu corpo ficar mais quente, e um sorriso involuntário brota em meu rosto. – Eu vou te ajudar a chutar a bunda deles.

– Uma Poderosa unindo forças com um Desordeiro. Meio irônico, não? – Falo. Ele olha para mim com seu sorriso desbotado.

– Meio? Pra mim é muito irônico. Mas foda-se.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Depois de diversos socos, chutes, e um festival de golpes, finalmente conseguimos deixar os quatro homens desacordados. Tanto eu quanto ele estávamos muito machucados, nem sei como nos aguentávamos em pé, mas os outros homens estavam ainda mais feridos do que nós.

Em toda a minha vida eu nunca me imaginei unindo forças com um inimigo, principalmente um que eu nunca consegui derrotar, e o que mais me surpreendeu foi a nossa cooperação durante a luta. Foi como se a união de nossos poderes tivesse uma sintonia muito forte. Eu olho para seu rosto, estava um pouco cortado e seu olho esquerdo ficou roxo, porém em nenhum momento ele deixava de manter seu sorriso confiante.

– Pronto! Agora só falta o chefe. – Diz ele estalando os dedos. – Vamos lá, Bc.

Eu assinto e nós dois saímos do quarto. Enquanto lutávamos com os outros quatro, o chefe fugiu por pura covardia, o procuramos em todos os lugares do andar e não achamos nada. Pegamos o elevador e paramos em todos os andares tentando acha-lo, sem sucesso. Onde será que aquele rato pode estar?

Paramos no andar dos casinos, havia uma multidão de pessoas rodeando uma só mesa que estava cercada por seguranças. Algo me dizia que aquilo era coisa dele. Eu e Butch voamos por cima das pessoas e conseguimos achar o chefe jogando poker, junto com ele estava o presidente que me parecia aflito. Parece que chegamos bem na hora.

Nós dois aterrissamos bem em cima da mesa, causando surpresa não só ao chefe como também a todo mundo. Os seguranças se armaram para nós, provavelmente achando que éramos aliados da M.Gang. O presidente reconhece meu rosto os manda abaixarem as armas, ele sorri para mim como sinal de “Pegue ele”.

Eu assinto. Eu e Butch ficamos de frente para o homem, ele tenta fugir mas não consegue, voamos na direção dele e Butch lhe da um soco nas costas, fazendo-o se arrastar completamente no chão. Nós dois começamos um segundo festival de golpes, atingindo-o em todas as partes do corpo, é claro que ele também nos golpeava, porém dessa vez estava em desvantagem. Ele podia ser forte mas não era nada resistente, em menos de vinte minutos ele já estava inconsciente.

Assim que os seguranças levam o chefe e vão atrás dos outros quatro, Butch some sem deixar nenhum rastro, primeiramente eu não entendo o porque desse sumiço, mas logo depois percebo que se descobrissem que uni forças com um inimigo causaria uma enorme confusão na mídia. Quando eu chegasse no hotel iria agradecer por tudo que ele me fez por mim.

Depois de receber um humilde agradecimento do presidente, fui cercada por uma multidão de jornalistas, fiquei horas tentando dispensá-los sem nenhum sucesso, fui forçada a dar um monte de entrevistas imbecis. Quando finalmente consegui chegar no hotel, fiquei parada em frente à porta do quarto de Butch, chamei seu nome inúmeras vezes mas ele não respondeu nenhuma, confesso que até tentei arrombar a porta, mas se eu fizesse isso teria que pagar o concerto. Butch seu idiota! Eu só quero agradecer.

Entrei no meu quarto e me joguei na cama, estava exausta depois de tanto lutar, meu corpo ainda estava muito machucado, mas decidi cuidar disso mais tarde. Peguei meu telefone ao lado da cama, estava repleto de mensagens de Bubbles e Blossom dizendo que elas conseguiram derrotar o resto da M.Gang. Solto um suspiro de alívio, agora eu não precisava mais me preocupar com nada, nosso dever estava cumprido.

Amanhã eu terei que voltar para Townsville e nem tive tempo de me divertir, e tudo isso eu devo ao Butch, se ele não tivesse aparecido ontem à noite eu já teria acabado com aqueles caras muito mais cedo. Mas de qualquer forma... Eu não teria vencido se não fosse pela ajuda dele. Sinto meu coração bater um pouco mais forte, ponho a mão no peito e suspiro. Porque eu ainda quero ver ele? Porque eu quero tanto agradecer a ele? De qualquer forma algo me diz que nós ainda nos veremos...

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Assim que amanheceu eu tive que me levantar para me vestir. O metrô sairia antes do almoço, a viagem seria longa e por isso eu teria que colocar um monte de lanches na bolsa. Arrumo minhas malas e saio do quarto, fico alguns segundos encarando a porta vizinha, suspiro e sigo em frente. Entrego as chaves do meu quarto na recepção e me despeço, um taxi estava me esperando na porta do hotel para me levar até o metrô.

Chegando lá, pego meu ticket e fico sentada esperando meu veículo chegar, tive a oportunidade de ficar a sós com meus pensamentos enquanto espero.

E é isso. Em alguns minutos eu estarei voltando para Townsville. Confesso que estou com saudades das minhas brigas com a Blossom e a Bubbles. Estou com saudades do Professor, da Amy, do pessoal da escola, até da chata da Princesa. Eu não entendo como uma garota tão irritante como ela consegue ser tão popular, provavelmente porque ela é rica. Olho para os lados sem nenhum motivo, e por algum motivo eu fiquei decepcionada. Começo a me perguntar se Butch estava bem, ou se ele viria se despedir de mim. No que é que eu tô pensando? É claro eu ele não vem! E eu não quero que ele ve-...

Meus pensamentos são interrompidos quando sinto uma mão cobrir meus olhos, minha mente fica confusa e tudo o que eu consigo pensar era em quem seria a pessoa atrás de mim.

– Adivinha que é, Super-Bostinha. – Não me diga que... Seguro a mão e a tiro de cima dos meus olhos, viro meu rosto para trás e vejo Butch mais uma vez aparecendo de surpresa. – Sentiu minha falta?

– Hunf! Nem um pouco! – Reviro meu rosto para ele mais uma vez, ele ri e chega mais perto, ficando de frente para mim. Seu olhar debochado me deixa mais irritada. – Aonde você se meteu ontem à noite?

– Bem, como eu não queria que me reconhecessem eu fui embora do Bellagio. Entrei num bar qualquer e enchi a cara. Mas por quê? – Esse idiota me deixou preocupada pra ir beber?!?!

– Por nada, seu imbecil!! – Respondo mais irritado do que antes. Quer saber? Eu não vou agradecer a ele porra nenhuma!! Fui uma idiota em querer tanto agradece-lo! – Só me diz uma coisa, porque veio até aqui?

– E perder a minha ultima oportunidade de te aborrecer? Sem chance. – Sinto uma veia pulsar em minha testa. Agora é pessoal!

Eu me levanto rapidamente e o encaro de perto, ele se assusta com meu ato repentino e da um pequeno passo pra trás.

– Agora é sério Butch! Eu já estou cansada das suas provocações estúpidas, quero saber a verdade! – Me aproximo mais dele. – Quero saber por que você me persegue em todo lugar que eu vá! Quero saber por que você sempre me provoca e faz de tudo pra me ver irritada!

– Você... Tá na TPM?

– NÃO, EU NÃO TÔ NA TPM!!! – E se bem que eu estou mesmo. – Porque você gosta tanto de me ver soltando fumaça pelos ouvidos?! Porque você me deixa tão confusa?! Anda, desembucha!!

Ele fica em silêncio por alguns instantes, sinto uma brisa bater em meu rosto e o lugar ficar um pouco silencioso. Butch suspira e olha para mim maliciosamente.

– Porque?... – Ele começa. Põe as mãos em cada canto do meu rosto, seus toques me deixavam quente, e a cada passo que ele dava em minha direção, me deixava mais confusa. Seu rosto se aproximava do meu aos poucos, porém meu coração acelerava de forma rápida. Minha mente ficou vazia, não conseguia pensar em mais nada, meu corpo não me obedecia nem se eu tentasse, eu estava completamente entregue ao novo toque que o moreno me proporcionou. Seus lábios tocaram os meus de leve, uma onda de sensações invadiu meu corpo assim que o beijo se iniciou. Butch me beijava lentamente e sem pressa, eu podia sentir seu gosto através de seus lábios, diferente dos outros homens que eu já beijei, ele tinha um gosto mais doce, porém ainda havia algo escondido que eu não dei muita atenção. Meu corpo se arrepiava cada vez mais, e pela primeira vez eu não consegui reagir a uma ação de Butch. Pela primeira vez na história, a mais durona das Super-Poderosas estava se dando por vencida a um inimigo. Ele liberou meus lábios devagar e ficou admirando minha expressão de surpresa, seu sorriso debochado brota em seu rosto mais uma vez. -... Porque eu te odeio, Super-Poderosa...

E dês de então ele nunca mais largou do meu pé...

Continua...

Notas finais
Butch seu safadinho kkkkkkkkk quando mostrei a parte do beijo pra minha amiga, essa foi a reação dela: http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR2JSL7UqP0o5OOZbERIe6Xj1Zj-dc3lzBAwyNRvx7S3LG-nE3CKg

Reviews? Espero que tenham gostado :3 Prometo que o próximo capítulo será ainda melhor, to louca pra escrever ele XD

Até o capítulo 4 o/

Kissus♥