Playing With Fire

13 Socorro! Estou apaixonada!


Notas iniciais
Yoo minna o/ ~le eu fugindo de pedradas e linchadas~

Me desculpem!! Estou muito envergonhada pelo que fiz!! Eu sou um monstro!!! Pois é, eu realmente demorei muito, sinto muitíssimo. É que ultimamente eu ando sem tempo e muito pra baixo :(. Foi mal T-T
Bem, e como podem ver, esse cap é bem pequeno, acontece que não tem muito enredo. Mas prometo recompensar no próximo cap que eu tô planejando uma luta bem legal ;) ~não me matem se o próximo também demorar~
Gente, eu estou pensando escrever uma fanfic de Du, Dudu e Edu quando eu terminar essa de PPG. O que acham?? Mandem suas ideias e sugestões :D

Agradecimentos: Gablychan, PunkRock, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406, Shirayukki, Kagome chan, Clove Mason, meus anjinhoss :3!! Faz tempo que a gente não conversa, venham falar comigo seus fujões!! Kissus ♥♥
E Raquel, seja muito bem vinda :D

Sem mais delongas, boa leitura!!

Um mês depois...

Concentração... Postura... Vamos, Buttercup. Você consegue.Separo as pernas e respiro fundo, encarando a bola com chamas nos olhos. Dou os primeiros passos para em seguida começar a correr na direção dela, ponho todas as minhas forças na perna direita e chuto a bola em direção ao gol. Depois de sessenta e oito tentativas em treino de acertar rede, mais uma vez erro.Merda! Será que agora vai ser sempre assim?

E lá estava eu, sozinha na grande quadra de futebol da escola em treino de emergência. Ultimamente ando tão distraída que nem mais a bola estou acertando direito. Tanto que ontem mesmo perdi o campeonato de futebol da escola, por isso agora estou me castigando, impedindo que eu me retire desta quadra enquanto eu não acerte pelo menos um chute. Mas também, com o turbilhão de coisas que estão circulando por minha cabeça, é impossível me concentrar ao que está ao meu redor.

Um mês... Isso mesmo, um mês se passou. Depois que deixei Butch de lado, ele nunca mais deu as caras. O que de certa forma me alivia um pouco, pois afinal esse é o objetivo por eu ter escrito aquele bilhete de adeus. O que aconteceu quando eu cheguei em casa na maior cara de pau? Bem, justamente o que vocês imaginam. O Professor me agarrou pelo pescoço enquanto chorava de preocupação, Blossom começou a dar chiliques, e Bubbles tentou tirar suas próprias conclusões, apesar de não chegar a lugar nenhum.

É claro que eu tive que implorar por desculpas, afinal eu faltei uma comemoração que cumprimos todos os anos. Fiquei por remorso por ter faltado a pijamada, mas estava preocupada com outras coisas. Por um lado, me sinto leve por Butch ter seguido o que pedi e ter me deixado em paz. Mas por outro lado... Sinto um enorme buraco no peito que passa direto por meu coração, me dando ainda mais vontade de saber se ele está bem, se ele não brigou novamente com os irmãos ou se ele pensa em mim. Solto um suspiro longo.

De qualquer forma, era para ser assim.E sempre será. Caminho em direção da bola jogada no chão, a seguro com firmeza e me preparo para mais um chute.Não posso errar desta fez. Concentração... Postura... Equilíbrio.Ponho a bola no chão novamente e ponho minhas forças na perna direita, respiro fundo e a chuto em direção ao gol. Oitenta tentativas, oitenta erros. Dessa vez a bola foi parar para fora da quadra, solto um suspiro longo com preguiça.

Porque tudo dá errado pra mim?

Ando até a bola novamente, agora teria de fazer um caminho mais longo que antes, pois nem vi onde a bola foi parar. De repente, uma sombra surge diante daquele sol escaldante, a pessoa estava segurando a bola enquanto se aproximava de mim. Olho um pouco melhor, era Amy, que usava seu uniforme de basquete com seu curto cabelo castanho amarrado num rabo-de-cavalo. Ela sorria gentilmente para mim.

- Procurando isso? – Ela pergunta.

- Amy?...

A morena me entrega a bola nas mãos, põe a mão em meu ombro e me leva até o banco, onde sentaríamos na sombra para nos esconder um pouco do sol. Me senti um pouco mais relaxada, porém meu corpo ainda estava quente e gotas de suor ainda escorriam em meu rosto.

- Treinando? – Amy pergunta mais uma vez, eu assinto.

- Sim. – Começo. – Depois da derrota no campeonato, preciso treinarmuitopra recuperar minhas forças e meu orgulho.

- Eu fiquei sabendo que vocês perderam... – Depois do comentário, faz uma breve pausa. Enxugo o suor da minha testa e levanto a cabeça, sentindo a brisa em meu rosto. – Tudo bem?

- Sim, eu tô levando numa boa. – Solto um pequeno suspiro. – Na vida é preciso aprender a perder.

- Eu não estava falando do jogo. Estava falando de você. – Tomo minha atenção para ela, juntando um pouco as sobrancelhas sem entender. Ela continua com seu sorriso no rosto. – Olha, não é de hoje que eu percebi que está diferente. E são em muitos aspectos. Não é mais a Buttercup que eu conheço... Eu tô preocupada. – Seus olhos gentis também demonstravam afeição.Nossa, é tão fácil assim perceber as minhas mudanças de comportamento?– Se você quiser me contar o que está acontecendo... Não ache que estou forçando a barra. Eu só... Quero ajudar minha melhor amiga.

Olho mais profundamente para ela, indecisa do que fazer. Uma parte de mim queria por tudo para fora ali mesmo, sem me importar com as críticas ou os conselhos. Apenas estava cansada de guardar aquilo para mim.Será... Será que eu conto para ela?... Tá maluca Buttercup?? É claro que não!! Se ela souber que você está se envolvendo com o Butch...

Fito os olhos curiosos de Amy e solto um longo suspiro, ficando cabisbaixa.Acho que não tem problema, afinal... Ela é minha melhor amiga.

- Está bem, eu vou contar... – Começo, olho no fundo de seus olhos com seriedade. – Mas me prometa uma coisa.

- O que?

- Mantenha segredo...

40 minutos depois...

E é isso, contei tudo para ela. Tudo. Sem esquecer nenhuma vírgula. Agora o meu “segredo” não era mais tão secreto, eu tinha alguém para dividir. E fico feliz por esse alguém ser a minha melhor amiga. Eu confio em Amy para tudo, ela é aquele tipo de gente que você sabe que guardará seus segredos e te apoiará a todo o momento. E sei que por pior que seja a minha situação, ela estará sempre ao meu lado.

A morena ficou boquiaberta com aquilo tudo, sem acreditar nas poucas e boas que passei com Butch, principalmente a parte do motel. Ela ficou um tempo em silêncio enquanto eu aguardava sua resposta, olhando para ela fixamente sem piscar. Suspira e pergunta com os olhos arregalados.

- Vocês... Transaram mesmo?? – Ela pergunta e eu solto um risinho.Pois é, de todos os casos, esse é o mais polêmico.

- Sim Amy, nós transamos. – Respondo com um sorrisinho no rosto. – Sabe, de certa forma... Eu não me arrependo do que fiz. Mas dá uma pena só de imaginar vê-lo lendo o bilhete...

- Nossa... Estou surpresa com isso tudo, admito. – Começa. – Mas... Não acha que foi muito dura o deixando?

- Era necessário, Amy. Se aquilo continuasse eu não sei onde ia dar. Ele é meu inimigo, e...

- E daí que vocês são inimigos? – Ela me interrompe. – Quando duas pessoas se gostam, elas precisam ficar juntas, não acha?

Sua pergunta me faz paralisar.

- Eu sei, mas... – Não termino a frase.

Me calo, permaneço pensativa e sem responder.Se ao menos as coisas fossem fáceis assim... Eu teria um ponto de vista muito mais aberto.Amy não desgruda os olhos de mim, me dando calafrios. A morena suspira e se levanta, ficando de frente para mim.

Olha no fundo de meus olhos, me fazendo olhar para os dela também. Um sorriso gentil brota em seu rosto, se agacha um pouco e segura meu ombro com a mão esquerda.

- Tem outra coisa te incomodando, não é? – Pergunta. Continuo calada, surpresa com a sua dedução.Nossa, essa menina deve ter telepatia, só pode.– Seja lá o que for, esse Butch deve ser mesmo o máximo.

Eu estranho seu comentário e minhas sobrancelhas se juntam.

- Como é?

- Você nunca demonstrou interesse por nenhum garoto. Pelo menos não na minha frente. – Começa com um sorriso debochado no rosto. – Só um cara muito foda conseguiria a proeza de te deixar apaixonada desse jeito.

Amy ri, me fazendo corar violentamente em resposta, meu coração acelera.Minha vida é um livro aberto agora, é isso?!?

- E-Eu... – Antes que eu pudesse terminar a frase, o celular de Amy toca e ela atende. Conversa um pouco e depois desliga, se voltando para mim.

- Buttercup, minha mãe já está me esperando. Até amanhã, apaixonadinha. – Ela solta um risinho e acena, indo embora.

Sozinha, solto um suspiro. Me levanto e volto a treinar, apesar de não ter acertado nenhum gol. Me concentro em minhas forças mais uma vez e chuto a bola. Acerto a barra.Bem, pelo menos chegou perto...

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Depois de algumas horas chutando a bola e obtendo nenhum resultado descente, me dou por vencida pelo cansaço e voou para casa. Chegando lá em pleno pôr-do-sol. A casa estava vazia, provavelmente o Professor teria ido às compras, como faz em toda terça-feira nesse horário. Blossom deveria estar em sua aula de balé, e Bubbles, como sempre está desocupada, provavelmente teria saído com os amigos ou com o namorado.

Ponho minhas coisas na sala e subo as escadas, indo em direção ao banheiro. Tomo um banho morno e ponho uma blusa confortável junto com uma bermuda jeans. Saio do banheiro e entro no quarto, me deitando na cama em seguida, tanto pelo cansaço quanto pelo calor. Fito o teto do quarto, mergulhando em mais e mais devaneios, solto um suspiro.Mais uma que me julga estar apaixonada...

Me sento, ficando com os pés estendidos sobre o chão. E adivinhem? Mais uma vez me flagro pensando em Butch. Balanço a cabeça, tentando descartar mais pensamentos como aquele.Mas afinal, como eu não posso pensar? Não basta eu ter sido exposta por ele várias vezes, mas também perdi minha virgindade para ele. E aquilo foi... Tão bom... Argh!

Dou um soco em meu próprio rosto, mais uma vez tentando evitar o que aconteceu naquela noite. Só em lembrar dos lugares em que Butch tocou ou no prazer que eu senti, já me dava um arrepio no corpo inteiro. Contenha-se Buttercup, já se passou mês e ele não me procurou. E isso deve continuar assim... Ou não deve?...

Me deito mais uma vez, encostando minha cabeça no travesseiro. Começo a lembrar de tudo o que passamos, como nos conhecemos e como nos reencontramos. Mas principalmente, o ato que nos uniu para formar essa bola gigante que me atormenta todos os dias. O nosso primeiro beijo...

- FLASH BACK ON (Cena do fim do cap 3) –

“(...) – Porque?... – Ele começa. Põe as mãos em cada canto do meu rosto, seus toques me deixavam quente, e a cada passo que ele dava em minha direção, me deixava mais confusa. Seu rosto se aproximava do meu aos poucos, porém meu coração acelerava de forma rápida. Minha mente ficou vazia, não conseguia pensar em mais nada, meu corpo não me obedecia nem se eu tentasse, eu estava completamente entregue ao novo toque que o moreno me proporcionou. Seus lábios tocaram os meus de leve, uma onda de sensações invadiu meu corpo assim que o beijo se iniciou. Butch me beijava lentamente e sem pressa, eu podia sentir seu gosto através de seus lábios, diferente dos outros homens que eu já beijei, ele tinha um gosto mais doce, porém ainda havia algo escondido que eu não dei muita atenção. Meu corpo se arrepiava cada vez mais, e pela primeira vez eu não consegui reagir a uma ação de Butch. Pela primeira vez na história, a mais durona das Super-Poderosas estava se dando por vencida a um inimigo. Ele liberou meus lábios devagar e ficou admirando minha expressão de surpresa, seu sorriso debochado brota em seu rosto mais uma vez. -... Porque eu te odeio, Super-Poderosa...

Meu coração vai parar na boca, meu rosto que já estava corado, fica ainda mais vermelho. O dom que aquele moreno tinha de me deixar sem ação, era algo impressionante. Butch continuava a me encarar com aquele sorriso malicioso, o que de certa forma me dava nos nervos, e ao mesmo tempo arrepios irreconhecíveis.

Vejo-o se aproximando mais, provavelmente para mais um beijo. Em um impulso, faço a primeira coisa que meu coração manda... Soco sua bochecha com a mão direita. O moreno cai no chão, surpreso enquanto gemia de dor. Ele me xinga de algo, mas não escuto, sigo meu instinto e pego minhas malas para sair correndo desesperadamente, como se um monstro estivesse atrás de mim. O que é basicamente o que ele é.

Por minha sorte, o metrô chegou naquele mesmo instante, entro rapidamente e sem olhar para trás. Sem coragem de olhar para ele mais uma vez. Meu coração ainda estava acelerado pela surpresa do momento, eu estava confusa e com um turbilhão de dúvidas em minha mente. Eu não sabia o que ele queria de mim, e não tinha a menor ideia do que aconteceria dali para frente. Mas de algo eu tinha certeza: Eu ainda o encontraria.”

- FLASHBACK OFF –

Aquele beijo foi o suficiente para mudar o rumo de tudo...

Me levanto da cama com um único impulso, ficando um pouco tonta no início. Caminho até o guarda-roupa, abrindo-o em seguida, procurando uma determinada peça de roupa em particular. Quando encontro, a retiro do cabide e a admiro um pouco. Era a jaqueta que Butch havia me emprestado na noite fria, quando pusemos fogo na casa dos Gangrena.

“Vista isso. Senão vai pegar um resfriado.”.Foi o que ele disse ao me entregar a jaqueta. Mais uma vez sacudo a cabeça para evitar essas lembranças que apertam meu coração.

Merda, eu tenho que parar de pensar nisso!Após admirar a jaqueta mais um pouco, perco totalmente a noção de maus atos, quando me dou conta, estou com o tecido em meu nariz, sentindo o doce perfume que ainda estava ali. Abraço a roupa com força, sentindo uma leve pontada no peito.O cheiro dele... Ainda está aqui...

Eu me apeguei a Butch de forma rápida e fácil, como se eu já estivesse destinada a me apegar a ele. Esse apego me fazia sofrer a cada dia por sua falta e necessidade de ver aquele sorriso debochado pelo menos por um minuto a mais.

Solto um suspiro longo, volto meu olhar para o chão, permanecendo cabisbaixa por alguns minutos. Aproveitando aquele momento sozinha com meus pensamentos em minhas dores quando penso em Butch.Essa saudade estúpida está me convencendo aos poucos...

De que eu realmente estou apaixonada por ele...

Uma lágrima solitária desce por meu rosto, me dando conta de que eu precisava vê-lo pelo menos mais uma vez. Mas eu não poderia, afinal se eu o visse, estragaria tudo. Tudo voltaria como estava antes e as coisas piorariam ainda mais. Eu não sei o que fazer.

Butch... Que saudade...

Meus pensamentos são interrompidos quando ouço alguém bater na janela com uma força moderada, parecia até estar desesperado. Retomo meu olhar para o vidro, quase pulando pelo susto. Quando me dou conte de quem era, meu coração vai parar na boca, as lágrimas são trocadas pelo suor e o esquentar de meu rosto. Era ele.

- BUTCH?!? – Exclamo, jogando a jaqueta em qualquer canto do guarda-roupa.

- Bc, abre a janela! Rápido! – Ele pede, estava nervoso, com suor descendo por seu rosto. Aquele estado estava me deixando preocupada.

Fico sem entender todo aquele desespero, fico como uma estátua por alguns instantes, mas assinto e vou em direção da janela redonda. Abro-a e o encaro um pouco, eu estava feliz em vê-lo, mas de certa forma queria que ele sumisse dali para não me deixar mais confusa do que já estava.

- O que faz aqui? – Pergunto com uma expressão séria. Ele recua um pouco, mas logo responde.

- Olha, é meio complicado de explicar, mas eu preciso que venha comigo. – Ele pede. Meu coração acelera e meus olhos se arregalam sem acreditar. Como é?? Ele quer voltar atrás??

Solto um suspiro longo, me preparando para cortar tudo aquilo mais uma vez.

- Butch, já se passou um mês. Você já deveria ter entendido que nós não pode-

- Eu não vim aqui pra isso!! – Ele me interrompe, quase gritando. Sua atitude me fez estranhar muito, ele não era alterado desse jeito. Alguma coisa deve ter acontecido... – Eu preciso da sua ajuda!!

Ele sua em desespero, enquanto arfava um pouco. Sinto uma pontada no peito, percebendo a seriedade da situação. De uma coisa eu tinha certeza: Butch não estava para rodeios. Ele veio aqui por algum motivo realmente grave.

- Butch, o que houve?? – Pergunto preocupada, também entrando em desespero junto com ele.

Ele engole a própria saliva, tentando formular palavras. Olha no fundo de meus olhos como se estivesse pedindo por um alívio, ou quem sabe um socorro. Abre a boca lentamente e responde.

-... Levaram o Boomer.

Continua...

Notas finais
E aí, gostaram? Espero que tenha ficado bom...
Coitado do Boomer, sempre sobra pra ele kkkkkkkk. Pois bem, o próximo cap terá o tema de "luta", conterá sangue também (adoro *--*). Vou fazer o máximo para não demorar de novo (o que é praticamente impossível -.-).
Até o próximo cao o/
Kissus ♥