Playing With Fire

15 Que nem Romeu e Julieta


Notas iniciais
Yoo minna o/ Aqui estou eu, renascendo das cinzas para trazer a vocês mais um cap delicioso MUAHAHAHAHA! Bom, foi uma delícia escrever esse cap por ter justamente o conteúdo que eu mais gosto: Treta!! Uhuuuulll!! E também por ter umas cenas bem picantes no fim :3 Agradecimentos: Gablychan, PunkRock, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406, Shirayukki, Kagome chan, Clove Mason, Raquel, FernandadDias, Drikalokinha19, Beck, Lele Di Angelo Sabaku Potter, Konata Izumi, meus amoressss!! Desculpe deixá-los esperando, mas esse capítulo foi escrito especialmente pra vcs ♥♥ Sem mais delongas, boa leitura!!

Aterrissamos no chão, ficando de frente para a minha casa escura e silenciosa. Já era tarde de noite, todos pareciam já estar dormindo, o único barulho que eu escutava vinha dos grilos e outros insetos noturnos. Tudo ali parecia tão calmo, tranquilo, chegava a até estranhar pois sabia que quando passasse por aquela porta levaria uma bronca daquelas. Pois é Buttercup, você está fodida.

Os meninos me trouxeram para casa sem dizer um pio, não era dos melhores climas para bater papo, principalmente por causa da teimosia de seu líder. O ruivo recusava-se com todas as suas forças a dirigir-se a mim, permanecia de braços cruzados e admirando o além. Boomer parecia não se importar, na verdade estava bastante contente por eu tê-lo salvado de continuar comendo uma velha. E Butch... Bem, Butch continuava mantendo sua típica troca de olhares comigo, ele tinha muito a dizer assim como eu, mas talvez fosse melhor esperarmos um momento em que estivéssemos sozinhos.

Solto um longo suspiro após encarar bem a porta de minha casa, ando até Boomer, estendo a mão para ele como sinal de despedida, ele logo percebe e apartamos as mãos.

– Até mais, loirinho. – Me despeço, ele solta uma pequena risada.

– Até mais. – Responde. – E... Obrigado por me salvar.

Nunca esperei que algum dos desordeiros, além de Butch, chegaria a me agradecer por algo. Assim como Brick herdou a teimosia de Blossom, parece que Boomer herdou a doçura de Bubbles. Sorrio para ele em resposta.

– Não tem de quê. – Solto sua mão, indo em seguida para Brick, estendendo a mão para ele. – Até mais, Brick.

Ele nada responde, nem estende sua mão para apertar a minha de volta. Fica ali, de braços cruzados me encarando com desprezo. Revira seu rosto mais uma vez e bufa, recusando-se a apertar minha mão. Esse cara é um babaca mesmo. Nem ao menos insisto, já sabia que não iria adiantar.

Por fim vou para Butch, o olho no fundo dos olhos e respiro fundo, estendo lentamente minha mão até ele, esperando que ele a aperte.

– Tchau, Butch... – Me despeço, ele aperta minha mão com uma força moderada, transmitindo seu calor para meu corpo com o simples toque.

– Tchau...

O silêncio reina o local, Butch não larga minha mão, e ficamos ali, ainda segurando a mão um do outro no que era para ser uma despedida. O moreno me olha no fundo dos olhos, parecia estar sufocado com alguma coisa, assim como eu. Desvia seu olhar para seus irmãos.

– Vocês dois podem nos dar licença? – Butch pede aos irmãos, me deixando confusa.

Ambos viram de costas subitamente, dando uma certa privacidade para mim e Butch. Eu estava curiosa para saber o motivo daquilo tudo, mas... Era o Butch. Dele pode se esperar tudo.

– O que foi? – Pergunto.

O moreno põe um olhar sereno e ao mesmo tempo sério no rosto, com um olhar penetrante sobre mim, exigindo toda a minha atenção naquele momento.

– Olha... Eu acho que a gente precisa ter uma conversa. – Butch responde.

Fico alguns segundos em silêncio. Eu sabia o que ele queria falar, mas acho que aquele não seria o momento certo para uma conversa como aquela. Libero um suspiro, ficando um pouco cabisbaixa.

– Tá bom... – Respondo, fazendo uma breve pausa. – Mas não agora. Minha família está me esperando, e... Aqui não é um bom lugar.

Ele também suspira em resposta.

– Ok.

Nossas mãos ainda se tocavam sutilmente, o frio da noite tocava nossas partes expostas, mas tudo era substituído pelo calor que transmitíamos um para o outro. Olhamos um para o outro, eu precisava ir, mas... Não queria me despedir.

Junto toda a minha coragem e solto sua mão, fito seu rosto mais uma vez.

– Então... Tchau.

– Tchau.

Antes que eu me desse conta, o moreno havia me puxado para um abraço quente e carinhoso. Transmitíamos nosso calor do corpo um para o outro, agora num toque mais caloroso e cheio de energia, como se estivéssemos entregando tudo o que poderíamos oferecer naquele abraço.

Senti como se pudéssemos ficar daquele jeito para sempre, mas assim como dizem, tudo que é bom dura pouco...

– Eu posso saber o que está acontecendo aqui?! – Pergunta uma voz, vinda de dentro da casa.

O abraço é cortado e eu me volto para o dono da voz. Senti como se meu coração tivesse parado naquele instante que eu vi Blossom ao lado de Bubbles, de braços cruzados fitando a mim e a Butch juntos daquela maneira. Agora mais do que nunca, eu poderia preparar o meu túmulo.

– Ah, merda... – Comento comigo mesma, com os olhos ainda arregalados pela surpresa.

Blossom sai da casa, trazendo Bubbles consigo. Ambas estavam usando camisolas, a única diferença é que a da ruiva ultrapassava os joelhos, como um vestido de freira, e a da loira parava no meio das coxas. O ruiva para em nossa frente, olhando para mim com um olhar de desgosto e decepção. Ainda de braços cruzados, ousa chamar minha atenção.

– O que é isso? – Ela pergunta para mim, zangada. – Anda, responde!

– Olha... – Butch inicia, provavelmente tentaria me defender.

– Fica quieto! – Blossom ordena, o interrompendo. – Estou falando com a minha irmã! – Volta a me encarar, eu permanecia cabisbaixa e sem coragem para responder. Na verdade eu sempre soube que chegaria o momento em que ela descobriria, mas nunca pensei que fosse assim, tão repentino, sem me dar tempo para pensar numa boa desculpa. – Fala, Buttercup! O que você está fazendo com esses crápulas?!

– Ah, mas você não sabia, “milady”? – Brick se intromete, entrando no meio da discussão, parando na frente de nós dois para encarar Blossom mais de perto.

– Não sabia o que?! – A ruiva pergunta.

– Que a sua querida irmãzinha anda de pegação com o meu irmão.

Eu e Butch o encaramos com chamas nos olhos, furiosos por ele ter nos entregado de tal maneira. Esse dedo-duro maldito! Blossom fica perplexa, com os olhos arregalados como os de uma estátua sem acreditar no que acabara de ouvir. Merda, ela vai me matar.

Olha para mim no fundo dos olhos, querendo saber a verdade.

–... Isso é verdade? – Ela pergunta para mim.

Pronto, agora fodeu! Não quero continuar mentindo... Mas o que posso dizer?? Acabou!! Respiro fundo, tentando formular a melhor resposta possível em minha mente.

– Olha... Eu posso explicar. – Começo, mas ela não me deixa terminar.

– Eu não acredito que você tá traindo a gente!! – Ela aumenta o tom de voz por tanta indignação. – Esses caras são um bando de vagabundos!! Não percebe isso??!

– Blossom, fica calma. – Bubbles suplica, colocando as mãos no ombro da ruiva.

Ao invés daquilo acalmá-la apenas a deixou ainda mais nervosa.

– NÃO DÁ PRA FICAR CALMA, BUBBLES!! – Começa a berrar, provavelmente deve ter acordado toda a vizinhança com aquilo. – ESSES OTÁRIOS ESTÃO USANDO ELA!!!

Com o uso do adjetivo “otários”, fui o suficiente para Brick ficar puto e partir para o ataque. Se aproxima da ruiva com uma expressão furiosa, trazendo consigo sua pose de machão querendo mostrar quem mandava por ali.

– Olha lá o que fala de mim, sua puta!! – Ele a provoca.

Blossom e Brick rosnam um para o outro, como se seu ódio um pelo outro estivesse transbordando apenas com o olhar. Qualquer um que chegasse perto conseguiria sentir a vibração dos olhares odiosos dos ruivos, que seguravam-se com todas as suas forças para não atacarem o pescoço um do outro.

Bubbles entre no meio dos dois, segura Brick pela gola da camisa o puxando para perto de si, também com uma expressão furiosa. Aquilo era muito raro de se ver em Bubbles. Apenas algo muito sério a deixava daquele estado.

– Não ouse falar assim da minha irmã!! – A loira ordena.

– E quem é você para me obrigar?!? – Brick bufa para ela, provocando-a ainda mais.

A troca de xingamentos prosseguiu, aquilo me fazia entrar em desespero, sem ter a menor ideia do que fazer. Ver toda aquela confusão estava me tirando do sério. Aquilo não deveria estar acontecendo daquela maneira. Meu Deus, isso está ficando cada vez pior! Como eu vou inverter essa situação?? Tento pensar numa boa maneira de apartá-los, mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Boomer entra no meio de Bubbles e Brick, afastando-os com as mãos.

– Ei vocês, parem com isso agora! – Boomer ordena, com um tom de voz mais grosso do que o normal. – Não percebem que isso não vai levar a lugar algum, porra?!!

Seu comentário calou todos ali, deixando Bubbles um tanto cabisbaixa, e Brick bufando como sempre. Nossa, finalmente ele fez algo útil. Boomer, ainda segurando os dois, desvia seu olhar para Bubbles por um instante, em seguida nota que sua mão estava perigosamente próxima dos seios fartos da loira, o que ninguém havia notado. Fica analisando-os um pouco, provavelmente deveria estar pensando em algo bem pervertido

O loiro aproveita-se da situação para apalpar um deles sem se importar com o que Bubbles iria achar, aperta-o com uma força moderada, sentindo a maciez daqueles grandes dotes que a loira possuía. Ao se dar conta de que estava sendo tocada de tal maneira sem permissão, Bubbles fica vermelha como um tomate, e Blossom, ao ver tamanha sem-vergonhice, fica com o queixo caído. Já eu, bem, fiquei surpresa, mas nem tanto. Já estava me acostumando com as taradices de Boomer.

– Nossa... Então não é silicone... – Boomer comenta para si mesmo, sem a menor vergonha na cara.

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – Bubbles solta um grito escandaloso, lhe dando um tapa no rosto em seguida, deixando a marca de sua mão no rosto de Boomer. Corre até Blossom e fica atrás dela, fugindo dele. – F-Fique longe de mim, seu tarado!!

Boomer permanecia com seu sorriso malicioso no rosto, provavelmente lembrando-se da sensação que tivera ao pegar nos seios dela. Brick e Butch tiveram que tampar suas bocas para conter as risadas, e eu, por outro lado, sabia muito bem que aquele ato sem vergonha de Boomer apenas pioraria as coisas por ali.

Blossom, que já estava puta, fica com os olhos em chamas, contendo-se para não voar em cima dos três.

– Seu sem vergonha! – Blossom xinga. – Você me dá nojo! Todos vocês me dão nojo!!

Depois de mais uma birra da ruiva, pude ver claramente sua raiva transbordando, ela com certeza iria me matar quando eles fossem embora. Brick não se deu por satisfeito, se aproximou de Blossom com um olhar maldoso que era de se desconfiar. O que ele pretende fazer?

Olha para ela mantendo aquele olhar, parece que iria causar uma confusão maior ainda.

– Bom, mas a sua irmã não parece ter nojo de nós. – Ele começa, deixando-me confusa e ainda mais curiosa para saber o que ele iria falar. – Afinal ela até já transou com o meu irmão.

Seu comentário pegou todos de surpresa, inclusive eu. Meus olhos se arregalaram e meu coração acelerou, como se todas as pressões estivessem vindo contra mim, fazendo sentir-me encurralada. Merda, merda, merda!! Porque esse puto foi contar logo isso?!?

– Brick!! – Chamo sua atenção, desesperada.

– Você é um filho da puta mesmo. – Comenta Butch, referindo-se à Brick.

O ruivo olha para nós dois com o mesmo olhar maldoso, agora satisfeito por ter complicado ainda mais as coisas, começa a rir da nossa cara.

– Oh! Ela não podia saber? – O ruivo pergunta cinicamente e de forma sarcástica, fazendo-se de santo ainda com aquele maldito sorriso no rosto. – Oh, me perdoem. Não foi por querer.

Bufo para ele, em seguida desvio meu olhar para Blossom. Ela ficou parada como uma estátua, olhava para mim com os olhos arregalados e espantados, o que basicamente o que ela faz quando recebe uma notícia decepcionante. Droga, ela nunca vai me perdoar...

Blossom sempre foi uma garota muito tradicional, sempre preservou a castidade e acredita que o casal deve esperar até o casamento. Sei que parece clichê, mas Blossom é assim, ela acredita nesse tipo de valores. Se ela apenas imaginar que alguma de suas irmãs quebrou essa tradição, ficaria decepcionada na certa. O que é basicamente o que estava acontecendo agora.

O ruiva respira fundo e empurra Brick, vem em minha direção e me puxa pelo braço, me arrastando para dentro de casa.

– Eu já ouvi mais do que devia. – Ela começa. Olha para mim com chamas nos olhos, nunca havia a visto tão séria em toda a minha vida. – Buttercup, você não vai mais ver esse garoto!

– O que? Mas-

– ­­Nada de “mas”!! – Ela me interrompe, me arrastando com mais força. – Agora vamos entrar!!

Quando estávamos quase na porta, largo sua mão de meu braço, exigindo que ela me soltasse. Blossom estranha a minha reação. Eu já estava farta dela me tratar daquela maneira, principalmente das outras pessoas, chegara a hora de dar um fim nisso.

– Não, Blossom! Eu não vou fazer o que você manda! – Exclamo, com um tom de voz mais alta.

– Como é que é? – Pergunta, indignada. – Por acaso você se esqueceu que eu sou a líd-

– Mas que merda, Blossom! Pare de usar essa desculpa! Você pode ser a líder, mas não é a minha mãe!! – A interrompo, fazendo-a ficar com o rabo entre as pernas. Olho para Butch por um instante, lembrando-me das coisas que ele havia dito sobre expor o sobre como eu me sentia, e que já chegara a hora de dizer a Blossom que as coisas teria que mudar. Volto a olhar para ela, preparando-me para por tudo em mesa. – Eu já estou cansada, entendeu?! Cansada!! Cansada de você me tratar como uma criança, dizendo o que eu posso e o que eu não posso fazer!! Fique sabendo que eu não aguento mais ser a sua sombra, eu apenas quero ser eu mesma, tá?!!

– Buttercup...-

– Sabe por que eu nunca conto nada pra você?!? Porque você sempre arruma uma maneira de me criticar e de dizer-me que eu devo fazer tudo do seu jeito!! – A interrompo mais uma vez, colocando toda aquela raiva acumulada para fora. – E quer saber? Eu posso muito bem decidir minhas companhias, seja lá quem elas forem! E não é você que irá me impedir de sair com Butch! Está claro?!!

Depois daquilo, nunca me senti tão leve em toda a minha vida, como se um peso gigantesco houvesse saído de minhas costas. Nossa, desabafar realmente é muito bom. A ruiva me olhava de um modo surpreso, ela realmente nunca esperou uma reação daquela vinda de mim. E não me arrendo do que disse, estava tudo entalado na garganta implorando para sair, pelo menos agora espero que ela me trate como irmã, e não como uma filha.

O silêncio reina por alguns minutos, olho para Butch que sorri para mim, orgulhoso por minha coragem e atitude. Sorrio para ele de volta. Valeu Butch...

– Mas o que está havendo aqui? – Pergunta uma outra voz cansada.

Era o Professor, também estava de pijama e com os olhos cansados, provavelmente tínhamos o acordado com toda aquela gritaria. Ele olha para mim e para Blossom, em seguida para os meninos, percebendo suas presenças.

O homem solta um suspiro, seguido de um bocejo longo.

– As três, para dentro de casa. Já está tarde. – Ele pede, nós assentimos e entramos. – Os rapazes poderiam ir embora, por favor? – Nem foi preciso perguntar mais uma vez, pois logo em seguida os três voaram para longe. Entro na sala, deixando minhas coisas em cima do sofá em seguida. O Professor olha para mim e para Blossom com um olhar severo, porém cansado. Solta um suspiro. – Escutem, eu estou muito cansado para ter uma conversa familiar agora. Portanto eu quero que as duas façam as pazes e vão dormir.

– Eu não! – Nego, bufando para Blossom. – Só a perdoo quando ela admitir que estava errada.

– Deixa de ser criançona, Buttercup!

Assim fazemos uma troca de olhares tensa, rosnando uma para a outra. O Professor fica irritado e nos aparta, ainda com aquele olhar severo.

– Se não fizerem as pazes agora, ambas ficarão de castigo! – Ele ameaça.

Olhamos uma para a outra e acabamos cedendo. Blossom estende a mão para mim com uma oferta de paz.

– Me desculpa...

Aperto sua mão.

– Tá, tá, desculpa...

– Ótimo. – Responde o Professor, indo em direção ao seu quarto com passos exaustos. – Agora vão dormir. Já está tarde, e amanhã vocês tem aula.

Nós três subimos as escadas e entramos no quarto, sento-me em minha cama para tirar o sapato, Bubbles volta a dormir enquanto Blossom continua a me encarar. Tentei ignorá-la, mas seu olhar era tão penetrante que parecia até me enfiar uma faca pelas costas. Começo a tirar minha roupa e por meu pijama, ainda sentindo o arrepio que a ruiva transmitia apenas com o olhar.

Já cansada daquela pressão, desvio meu olhar para ela, que aparentava estar furiosa.

– O que foi agora? – Pergunto.

– Nada. – Responde friamente. – Só quero deixar bem claro que não vou deixar aquele Desordeiro se aproximar de você novamente.

Solto um pequeno risinho, debochando da cara dela. Faço uma expressão desbotada, o que a deixou ainda mais zangada.

– Quero ver você tentar.

Dizendo isso, deito-me na cama e apago as luzes. Já podia ouvir as duas roncando, enquanto uma crise de insônia tomou conta de mim. Estava perdida em meus pensamentos, imaginando como seriam as coisas daqui para frente agora que minhas irmãs sabem de meu segredo.

Solto um suspiro. Se antes já era complicado, agora o circo vai pegar fogo...

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Quarta-feira. Acho que a palavra certa para definir este dia é: entediante. Mas hoje fora irritante. Como sempre, as coisas mais ridículas possíveis aconteceram na escola. Além de eu ainda estar sendo perseguida por aquele olhar penetrante de Blossom, que parecia vigiar cada passo meu, tive também que aturar a Princesa enchendo o meu saco.

Pois é, desde que ela fez aquela chantagem minha vida tem sido o inferno. Como não quero que ela me denuncie por invadir a casa dela, tenho que fazer tudo o que ela manda, como pegar o seu lanche na cantina, guardar seus livros no escaninho, passar recado para suas amigas, entre muitas outras coisas. Daqui a pouco só falta ela mandar eu limpar a bunda dela. O que é bem a cara dela.

Mas esta não fora a pior parte. A Princesa irá fazer uma festa de dezoito anos na semana que vem. E adivinhem? Eu tive que distribuir os convites. E o pior de tudo: Serei obrigada a ir. E também a convencer minhas irmãs a irem.

E aí vocês devem estar se perguntando “Como assim? Porque a Princesa iria querer as meninas que ela mais odeia no mundo na sua festa de aniversário?”. Irei respondê-los: Princesa quer muitas pessoas em sua festa, como ela não é burra, decidiu chamar as heroínas da cidade que todos amam para atrair mais convidados. Pois é, confesso que foi uma jogada inteligente, mas não quero ir. Embora eu deva.

E agora aqui estou eu, fazendo o dever de casa em minha cama às quatro horas da tarde, com o convite para a dita festa ao meu lado, planejando uma boa desculpa para não ir. Eu sabia que não tinha para onde fugir, mas não custa tentar. Quem sabe, se eu for convincente, ela me deixe faltar.

Estavam apenas eu e Blossom em casa, enquanto eu fazia o dever, a ruiva colocava sua roupa de balé. Aquela linda e delicada roupa de balé, cor-de-rosa assim como a maioria de suas roupas, sem suspender aquele seu grande laço vermelho. Não importa o que Blossom usasse, ela sempre iria demonstrar sua maneira delicada e feminina.

Ao colocar seus sapatos, pega sua bolsa vermelha e vira-se para mim.

– Eu vou para a minha aula de balé agora. – Diz ela. – Voltarei logo.

– Ok.

E vai embora, saindo voando pela janela, deixando-me sozinha em casa. Quando termino o dever, sento-me na cama e tento pensar em algo para fazer, sem sucesso. Estava entediada. Sozinha e ociosa. E é claro, como minha mente nunca me da um descanso, começo a pensar no garoto que vem me causando confusão.

Não nele necessariamente, mas na noite inesquecível que tivemos há um mês atrás. Sim, pode parecer ridículo, mas não há um dia em que eu não pense naquela noite, da forma que ele me tocou, do como eu o toquei, do prazer que eu senti.

Até o entardecer dar inicio á noite, fico ali entediada, com a cabeça sendo o playground das lembranças maliciosas daquela pele morena envolvendo-me, e...

A campainha toca, interrompendo todos aqueles pensamentos, por um lado eu agradeci, afinal já era hora de deixar aquilo de lado e seguir em frente, por outro... Ora, havia um tempo em que eu havia deixado de gostar de visitas, principalmente as inesperadas. Desço as escadas sem pressa, dirigindo-me até a porta.

Quando a abro, me deparo com a única pessoa que desejava manter distância por um bom tempo, mas parece que o moreno não havia aguentado a vontade de fazer uma pequena visita a mim. Com meu coração instantaneamente acelerado, solto um suspiro longo, tentando conter-me.

Eu não era certinha como a Blossom, porém meus princípios que estabeleci após namorar Ace de manter uma relação singela com um inimigo vivia dentro de meu monstruoso ego que parecia querer se tornar seu deus, impondo-me submissão completa, ao mesmo tempo em que lutava contra outro rebelde recém-surgido em minha mente confusa, que estava pregando certa ideia de rebeldia, a qual gritava para mandar-me deixar os princípios de lado e focar-me apenas em minha realidade, porém que não era completamente aceita por mim mesma, a qual me encontrava travando uma batalha de discussões em minha mente toda vez que Butch resolvia aparecer.

– Vai me deixar aqui fora? – Butch reclamou, chamando minha atenção.

Mais uma vez libero um suspiro, o que era basicamente a representação de meu estado de nervosismo e sem a menor ideia de como lidar com aquela situação.

– Entra então. – Respondo, dando passagem para ele entrar. Assim que o moreno passou pela porta, o clima tornou-se mais pesado. – Sabe, você teve muita sorte em vir justo quando eu estou sozinha.

– Eu sei quando você está sozinha. – Diz ele, acomodando-se no sofá da sala. – Vi os horários que sua família tem compromissos no face book. Você é bem desocupada, sabia?

– Nossa, você é mesmo um stalker* perigoso. – Comento, fazendo-o rir um pouco. Sento-me ao seu lado. – O que quer aqui, Butch?

O moreno fica estático em silêncio por alguns segundos, como se não soubesse ao certo o que queria falar. Vira-se para mim fazendo movimentos circulares com os polegares.

– Nem sei por conde começar... – Inicia, presto total de atenção em suas palavras. – Bom... Eu disse que nós precisávamos ter uma conversa, e... Bem... Aqui estou eu.

Solto um suspiro.

– Bom Butch, não sei se você percebeu mas a situação ficou mais complicada. – Falo, ele estranha. – Agora que minhas irmãs sabem do nosso “segredinho”, as coisas irão mudar.

– Bc, quando eu disse que queria conversar, não era exatamente sobre isso. – Comenta, deixando-me confusa.

– Sobre o que era então?

– Desde que isso começou você apenas fala nas outras pessoas, no que elas irão achar, e nas consequências que elas trarão para nós. – Ele começa, aproximando-se um pouco mais de mim. – Cansei de falar dos outros. Eu vim aqui para falar de nós dois.

Meu coração começou a bater mais forte, sinto meu rosto quente e uma necessidade imensa de mantê-lo perto de mim. Butch olhava para mim com sutileza, dando a entender que o assunto era aquela noite que mudou nossas vidas. Começo a suar um pouco, respiro fundo e preparo-me para falar.

– Deus, por onde eu começo?... – Tento formular uma boa resposta. Comecei a expressar certo sentimentalismo em minha voz. – Butch, aquilo foi loucura, insanidade, eu estava fora de mim e...

– Primeiro: não trate como se fosse um erro. Você adorou que eu sei – Comentou o moreno, dando um sorriso de canto. Aquilo começou a me irritar. – E segundo: pense pelo lado bom. Ao menos valeu a pena. Eu não sou do tipo que dá estimulantes para uma menina-macho, mas você me surpreendeu.

– O que quis dizer com isso?

– Bom... Eu não vou mentir, eu nunca tive uma noite tão boa em toda a minha vida. – Sei comentário deixou-me ainda mais nervosa, o suficiente para me deixar arrepiada e com o coração na boca. – Apesar de ser a sua primeira vez, você parecia bem experiente... E pareceu gostar.

De imediato, levanto-me do sofá e lhe atiro uma das almofadas do sofá fortemente contra si, o que o faz rir um pouco em meio daquela provocação.

– E você veio aqui apenas para jogar isso na minha cara? – Pergunto, com o rosto igual a um tomate.

– Pra isso e mais um pouco... – Responde, numa voz sensual e provocadora.

Aquela sentença simplesmente fez congelar todos os músculos de meu corpo. Estava muito incerta do que aquilo poderia significar, pois eu mesma sabia que não seria capaz de resistir à outra tentação daquelas. Porém eu agora estava devidamente sóbria de efeitos afrodisíacos e tentava de uma vez por todas descartar aquela possibilidade.

– O-O que quer dizer? – Indago, confusa e sem reação. Odiava isso no Desordeiro, ele tinha o poder de deixar-me sem reação alguma nas situações mais extremas.

O moreno levantou-se de onde estava, se aproximando de mim em passos lentos, provocando aquela proximidade perigosa entre nossos rostos. A fim de sentir sua respiração me roçar a curvatura do pescoço, ele diz:

– Quero dizer que quando tenho uma experiência boa, eu procuro repeti-la...

Butch se aproxima ainda mais, tento empurrá-lo para que aquilo não fique ainda mais estranho. O pior de tudo é que eu não poderia fazer nada. Tudo nele era irresistível.

– Butch... Caso não se lembre, não estamos sobre efeito de um afrodisíaco agora. – Falo, dando uma desculpa para tentar afasta-lo. Aquele calor a qual sentira tanto a falta o mês inteiro estava levando-me a insanidade mental e a perda do controle de meus atos.

– É isso mesmo que eu quero por em prova – O moreno sussurrou, mordendo de leve o lóbulo de meu ouvido, transmitindo mais uma vez aquele arrepio que atingira todas as partes de meu corpo.

Agora meu ego uniu-se à minhas incertezas, deixando-me mais insegura do que nunca. Estávamos em minha casa afinal, o único lugar a qual não poderíamos fazer tais coisas pois alguém chegaria a qualquer momento, meu maior temor seria ser flagrada daquele jeito.

Talvez o que mais estivesse me incomodando fosse a forma que Butch considerou-me, dizendo que não se importava com a opinião dos outros... Mas sim apenas com nós dois. Merda, o que eu faço?? Isso tem que parar... Mas eu não quero que pare.

– Seu idiota, eu não posso... – Falo baixinho, tentando afastá-lo, porém mais uma vez minhas forças pareciam ter evaporado.

– Porque não? – Indagou Butch, realmente curioso para saber o motivo.

– Você sabe muito bem por que. – Respondo, colocando as mãos em seus braços, empurrando-o aos poucos. – Nós somos de mundos muito diferentes. Eu sou responsável de proteger a cidade de você, e...

– Você não pareceu se importar com isso antes.

Aos poucos minha habilidade de falar também foi sumindo, não tinha sequer mais o controle de minha voz quando Butch me domava desse jeito. Eu odiava e adorava isso ao mesmo tempo.

Separando os lábios da pele de meu ouvido, Butch me encara com um olhar estranho nunca usado antes por parte dele, era um mistério por trás daqueles profundos olhos verdes escuros que parecia implorar por ser desvendado, mostrando-se assim ao serrar-se e iniciar um leve e carinhoso roçar de lábios. Ao colar seus lábios nos meus, trouxe tantas lembranças à tona, deixando perder-me em todas aquelas memórias. Antes que eu me desse conta, já estava retribuindo ao beijo carinhosamente, matando a saudade daquele gosto que o moreno possuía em seus doces lábios.

Butch abre espaço para nossas línguas se tocarem e a dança entre seus lábios ficar cada vez mais intensa, buscando cada vez por mais prazer... O que me fez relutar na hora ao voltar a ouvir o tão famoso ego chamando minha atenção.

Tento separá-lo de mim mais uma vez, cancelando o toque entre nossos lábios, na tentativa de dizer alguma coisa começo a gaguejar sem dar inicio a nada. O moreno aproveita-se da situação e libera um sorriso malicioso, sem tirar os olhos de mim, abrindo os botões de minha camisa branca aos poucos, puxando meu rosto para outra proximidade. Roça sua respiração em minha pele, fazendo-me sentir aquele calor vicioso mais uma vez.

– O... O que está pensando em fazer? – Pergunto, com a respiração ofegante e o rosto em chamas.

O moreno inclina-se até meu ouvido, onde o morde e o lambe em seguida, deixando-me ainda mais nervosa e curiosa. Ouço um risinho malicioso bem em meu ouvido, em seguida escuto-o sussurrar:

– Mostrar pra você... O quanto você me quer. – Responde, desabotoando os últimos botões de minha camisa.

Desce os beijos até meu pescoço, onde degusta com chupões e algumas mordidas, enchendo-me de marcas vermelhas e bem visíveis. Por mais que eu tentasse, não conseguia fazer nada, estava completamente submissa aos toques dele. Mas que merda!! Porque eu sou tão sensível a ele?!?

Aos poucos fui sentindo meu interior contrair-se, desta vez sem estimulante algum, sem nenhum afrodisíaco estúpido para ajudar. Recusava-me com todas as minhas forças admitir que estava louca para que aquele ato tornar-se mais intenso, que nossos corpos tornassem um só, que eu sentisse o mesmo prazer que senti naquela noite. Coisa que fez-me segurar até a raiz dos cabelos escuros do garoto que me provocava tanto, numa tentativa de parar seus movimentos e recuperar minha sanidade mental.

Butch parou com a provocação, porém empurrou-me contra a parede em seguida, seus dedos já indicavam sua intenção de invadir meu intimo ao puxar o zíper de minha calça jeans para baixo, desabotoando o botão desajeitadamente, parecendo mais estar desesperado por tocar-me. Já chega! O interrompo bruscamente, segurando suas mãos com força para que ele não fizesse mais nada. Fico cabisbaixa, sem coragem de olhá-lo nos olhos, mas sabia que ele havia estranhado minha reação repentina.

– Porque você insiste nisso?!? – O afasto, num tom de voz tão alto que gerou um eco na casa inteira. — Não percebe que isso já está uma confusão?!? Quer complicar mais ainda as coisas??

Ele nada respondeu, coçou a cabeça pensativo, fitou o chão enquanto buscava uma resposta dentro de sua cabeça oca. A única satisfação que deu foi um simples balançar de cabeça. Segura meus braços, de forma que ficassem contra a parede, olha para mim no fundo dos olhos com o mesmo olhar malicioso, parecendo até que iria me devorar ali mesmo, sem preocupar-se se alguém chegaria.

– Bom... Eu não me importo em ser afetado no meio desse furacão. Responde, sem desviar o olhar de mim de maneira totalmente sedutora. — A maneira que você me atrai... É muito mais forte que a confusão que nós causamos.

– Nós?? O único culpado é você!!

Ele solta um risinho malicioso.

– Não banque a inocente. — Junta nossos corpos ainda mais contra a parede, impedindo que eu saísse com uma perna entre as minhas, roçando um pouco minha intimidade contraída. — Você é tão obcecada por mim quanto eu por você. Se não tivesse culpa... Usaria toda a sua força para me empurrar agora.

Sinto-me mais encurralada na questão das insinuações que alguém teria ao nos ver assim do que realmente estava acontecendo entre nós dois. Penso desesperadamente na possibilidade de alguém chegar em casa e se deparar com uma cena daquelas. Merda, merda, merda! Isso tem que parar!

– Tá querendo me estuprar, é? E na minha própria casa?? – Pergunto. Ele ri.

– Mas é claro que não. Que tipo de pessoa acha que eu sou? – Ele responde, fazendo cara de sínico. Num movimento rápido, tira a própria camisa, me dando a visão daquele corpo escultural. Ah, eu senti tanta falta desse... Mas que merda eu estou pensando?! Põe as mãos em meu rosto, acariciando levemente. – Estupro é um ato realizado contra a vontade da vítima. Já você...

– Q-Quem disse que eu...? – Nem sou capaz de terminar a frase, pois o moreno adentra os dedos por baixo da minha calça, tocando minha intimidade em seguida. – Ah... – Solto um breve e involuntário gemido, alto demais até para mim. Fazendo-me surpreender com o prazer que aquela carícia me proporcionara.

Meu corpo aproveita a sensação que aquele toque causava em minha intimidade, fazendo-me perder completamente o controle de meus atos. O suficiente para deixar escapar coisas que não deveriam ser ditas.

Já perdendo a paciência, o empurro para longe, quebrando o toque. Ele permanece com um sorriso malicioso, querendo manter proximidade de mim mais uma vez, deixando-me com o nervosismo à flor da pele.

– Butch... Quantas vezes preciso repetir que nós não podemos...?

– Até quando vai deixar seu orgulho se apoderar de você? – Pergunta, chegando ainda mais perto. – Quando vai admitir que está apaixonada por mim?

– Eu não... Estou apaixonada por você. – Respondo, um tanto cabisbaixa, sabendo que aquilo não era verdade.

Butch acaricia meu rosto com a mão direita, enquanto me olhava no fundo dos olhos com aquele mesmo olhar sedutor.

– Eu aposto que está. – Comenta.

Minhas sobrancelhas se juntam, aquilo parecia mais um desafio.

– Ah, então quer apostar? – Pergunto.

– Quero mesmo. – Responde com a maior cara de pau do mundo – Pago para ver.

– E que tipo de aposta você sugere?

Ele fica pensativo por alguns instantes, coçando a cabeça desejando chegar numa boa conclusão. Me dou conta que ele chega ao por um sorriso debochado em seu rosto.

– Quero que você fique com outro garoto na minha frente. – Diz ele, fazendo-me arregalar os olhos. C-Como é?? – Na maior cara de pau, deixando claro que pode esquecer tudo o que houve entre nós.

Me contendo a achar que talvez aquela seria uma boa ideia. Se bem que... Talvez isso possa dar um fim em tudo.

– Eu aceito. – Respondo. Já havia ficado com outros garotas, portanto não seria tão difícil. Afinal é só dar um beijo e pronto. – Quando podemos por isso em prática?

– Deixa eu ver... – Põe a mão no queixo, planejando uma data para realizarmos tal aposta. – Ah, sabe aquela menina que você odeia? Aquela que expulsou a gente da piscina.

– A Princesa?

– Sim. Eu soube que ela vai fazer uma festa fodástica na casa dela semana que vem. Como ela convidou praticamente a cidade inteira, não seria surpresa ela ter te convidado, não é?

– Sim... E não quero falar sobre isso.

– Pois bem. Vamos acabar logo com isso naquela festa. Ficarei de olho em você para ter certeza de que consegue cumprir a aposta.

– Ok, então... Apostado. – Respondo, um pouco insatisfeita pois não estava nem um pouco afim de ir naquela festa. Pois é, parece que eu terei que ir de qualquer jeito. – E o que eu ganho se vencer?

– O que sempre quis, oras. – Ele responde, deixando-me curiosa. – Te deixarei em paz pelo resto da vida. – Engulo seco, perguntando para mim mesma se aquilo era o que eu realmente queria. Butch me olha maliciosamente, exigindo alguma resposta minha. – E se você não conseguir, qual será meu ganho?

Uma gota de suor desce por meu rosto, respiro fundo.

– Minha... Admissão.

– Admissão de que? – Pergunta, provocando-me pois queria ouvir tais palavras de minha boca.

– De que... – Junto coragem para continuar. – Eu... Não... Resisto a você.

– Era tudo o que eu queria ouvir.

– Ótimo. Agora vaza daqui. – Ordeno, ele ri e põe sua blusa de volta.

Ajusto minha roupa, abotoando novamente os botões de minha camisa e fechando o zíper de minha calça. Desembaraço meu cabelo descabelado em seguida.

– Combinado então. – Diz ele.

O levo até a porta, antes que pudesse abri-la, o moreno ataca meus lábios uma última vez, o correspondo com ferocidade para em seguida empurrá-lo, dando-lhe um soco no rosto por tal intromissão. Ele ri em resposta, passando a mão na bochecha machucada.

Assim que Butch passa pela porta, a fecho com força e a tranco. Observo pela janela a faísca verde que ele soltara ao voar pelo céu, suspiro em seguida, sorrindo comigo mesma. Esse era definitivamente o desafio mais insano que já topara, porém não poderia fazer nada, afinal aquilo poderia me garantir um futuro longe de mais problemas.

Sento-me no sofá mais uma vez, chegando a cochilar um pouco. Tudo está prestes a acabar... Será o fim de um pesadelo. Solto um breve suspiro.

Só tenho medo do que irá acontecer se eu não conseguir vencer esta aposta...

Continua...

Notas finais
stalker: perseguidor. Reviews? Espero que tenham gostado :3 Eu, pessoalmente, A-M-E-I aquela treta do começo. hehehehehehehehe, parece que agora vai ficar tudo mais complicado para os nossos greens :( Bem, no próximo cap nós veremos como essa aposta se sairá. Postarei assim que puder :D Até o cap 16 o/ Kissus ♥