Playing With Fire

8 O despertar do lado feminino


Notas iniciais
Yoo minna o/

Desculpe deixá-los esperando, espero que gostem do capítulo ^^ Bem, antes de mais nada quero avisar que a Bc vai ter um sonho com umas cenas um pouco... "safadinhas" hehehehehehehehe. Mas podem ficar tranquilos, AINDA não vai acontecer nada demais XD

Agradeço: Gablychan, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406 seus lindosss *------* Amo muito vcs!!! ♥♥

Sem mais delongas, boa leitura!!

Aterrisso no chão, respiro fundo, ergo a cabeça, encaro a porta do hospital. Meu coração estava acelerado por causa da ansiedade, eu queria ver minhas irmãs, eu precisava vê-las, ter certeza de que elas estavam bem. Mas ao mesmo tempo, um receio toma conta de mim me deixando com um pé na frente e outro atrás, afinal de contas, eu estava prestes a levar uma bela bronca por tê-las deixado quando mais precisavam de mim. Pois é Buttercup, você está fodida.

Esta fora a primeira vez que eu faltei uma luta, geralmente eu sempre fui a primeira a chegar na cena do crime ao estar insaciada por dar uma surra em alguém. Mas o dom de insistência de Butch foi mais forte que eu. Sim, é culpa dele, mas porque não estou com raiva dele? Sinto meu coração acelerar de repente e ponho a mão no peito. Solto um suspiro leve.

Será... Que é por causa daquele beijo?

Eu nunca havia beijado uma pessoa de forma tão intensa. Mesmo namorando o Ace por dois anos, eu nunca cheguei a aquele ponto, já Butch, conseguiu me conduzir de uma forma simples e rápida. Se a Princesa não tivesse aparecido, não sei ao certo aonde aquilo ia dar...

Meu rosto cora e eu sacudo a cabeça, tentado evitar esses pensamentos estranhos. Mais uma vez me ergo em postura e ando até a porta do hospital, entrando lá, consigo com a recepcionista o número do andar em que minhas irmãs de encontravam. Pego o elevador e subo até o décimo quinto andar, caminho pelo corredor procurando a sala certa, chego em um lugar repleto de poltronas, e lá estava a srta. Bellum sentada em uma delas.

Me aproximo na mulher com seu corpo volumoso, decorado com seu vestido vermelho e seus rebeldes cabelos alaranjados. Ela percebe minha presença e se levanta rapidamente, vem em minha direção e me abraça, transmitindo todo o seu calor e alívio para mim.

– Buttercup, graças a Deus você chegou!! – Dizia ela, me apertando com força, prensando seus seios fartos contra os meus. Me solta um pouco para me olhar nos olhos. – Você faz ideia do quanto ficamos preocupados?!?

– Me desculpe srta. Bellum... Eu não deveria ter feito isso. – Respondo cabisbaixa. Estava realmente arrependida.

– Aonde você estava, mocinha?? O Professor está dando chiliques até agora!

– Eu... – Tento formular uma mentira, mas não consigo. Olho para o rosto da Bellum (se é que ela tem rosto) com uma expressão um pouco séria. – Isso não importa agora. Eu quero saber como minhas irmãs estão.

A ruiva percebe minha preocupação e suspira.

– Não se preocupe, elas estão bem. – Dizia ela, me tranquilizando. – Porém estão com bastante ferimentos graves. Blossom quebrou o braço esquerdo, e Bubbles teve que levar pontos na cabeça.

– Meu Deus... – Não acredito que aqueles dois fizeram isso. Eu juro pela minha alma que eles terão o troco!! – Em que quarto elas estão?

– Neste aqui. – Responde a mulher, apontando para a porta ao lado. – O Professor está lá dentro. Tente acalmá-lo, suas irmãs precisam descansar.

– Está bem.

Caminho até a porta e ponho a mão na fechadura, abro a porta devagar para não fazer muito barulho, o vento frio do ar-condicionado faz meu corpo se arrepiar, principalmente por minha roupa ainda estar um pouco molhada. Espero não pegar um resfriado. Entro no quarto e o que vejo me surpreende, o Professor está de costas para mim, alisando os cabelos de Blossom, as duas estavam deitadas numa maca, atoladas de curativos e gessos. Algumas marcas de sangue ainda estavam visíveis, e muitas partes do corpo estavam roxas.

Caramba! Elas estão do mesmo jeito que o Butch estava hoje à tarde. O Professor percebe minha presença e olha para trás, da um pulo e praticamente se joga em cima de mim, roubando meu fôlego.

– BUTTERCUP! BUTTERCUP! BUTTERCUP! BUTERCUUUP!!! GRAÇAS A DEUS VOCÊ ESTÁ VIVA!!! – O homem me apertava ainda mais, fazendo meu ar ir embora completamente. – EU FIQUEI TÃO PREOCUPADO!!!

– Profes-... sor... Tá... Me esmagando... – Apelo para ele me soltar, sem sucesso.

Srta. Bellum entra no quarto e põe a mão no ombro do Professor.

– Querido, acalme-se! Está sufocando ela.

Dizendo isso o Professor se aquieta e me solta, segura meus ombros com as mãos e me sacode um pouco.

– AONDE VOCÊ SE METEU, MENINA?!?!?!

– Shhhhh! Professor, não pode gritar aqui. – Sussurra a mulher, acalmando o Professor mais uma vez.

Blossom olha em nossa direção e faz uma expressão surpresa ao me olhar, com suas forças restadas, mexe seu corpo e consegue se sentar em cima da maca.

– Buttercup?! Onde você estava?? – Pergunta ela me olhando seriamente.

Enquanto o Professor se mostrava completamente inseguro, srta. Bellum tentava contornar a situação, se bem que estava certa, nada poderia se resolver sem calma. Segura o ombro do Professor mais uma vez e olha em seus olhos.

– Professor, acho que as três precisam ter uma conversa. – Diz ela olhando para mim. – Vamos deixa-las a sós, ok?

Ele respira fundo e assente, os dois saem da sala e me deixam com Blossom e Bubbles. A ruiva me encarava seriamente, parecia exigir uma explicação, já Bubbles estava dormindo, parecia estar exausta depois de uma luta de tirar o fôlego. Respiro fundo e suspiro em seguida, me aproximo da maca de Blossom a olhando no fundo dos olhos.

A ruiva não estava para brincadeiras, seu braço quebrado já dizia tudo, seu olho roxo também. Não sei por que, mas sinto que quem quebrou esse braço foi o Brick. Blossom não tira os olhos de mim por um instante.

– Olha, eu nem vou perguntar onde você se meteu. Só quero saber o porque de você ter faltado uma luta tão importante como aquela.

– Blossom, eu...

– Sabe muito bem que os Desordeiros são muito fortes, e mesmo assim você nos deixa na mão?!? – Ela interrompe. – Que espécie de irmã você é?!?

A ruiva soltava fumaça pelos ouvidos, eu já estava acostumada com suas reclamações cotidianas, porém essa fora a única vez a qual fiquei cabisbaixa. Parece que eu não tenho escolha. Junto toda minha coragem e respiro fundo. Só me resta dizer a palavrinha mágica.

–... Me desculpe.

Eu nunca fora uma pessoa de pedir desculpas, pra ser bem sincera, acho essa palavra um tanto hipócrita. Não acho certo uma pessoa fazer uma merda, depois pede desculpa e todos fingem que nada aconteceu. Não gosto de pedir desculpa, mas como eu estava lidando com a Blossom, não me restara outra opção. Blossom nada responde, fita meus olhos e admira minha sinceridade, revira os olhos de mim e olha para baixo.

Agora ela estava exalando uma aura desconhecida para alguém como ela, é como se todo seu ódio estivesse transbordando de forma intensa e contagiosa. Paro para admirar a cena, ainda sem acreditar no que estava vendo.

–... Eu nunca fiquei com tanta raiva... – Dizia ela rangendo os dentes fortemente. Eu me assusto com sua expressão sinistra e dou um pulo.

– E-Ei calma aí. Eu já pedi desculpas. – Caramba! Eu nunca vi a Blossom desse jeito, chega até a dar medo!

– Não estou falando de você... Estou falando daqueles malditos... – Começa, seus olhos pegam fogo e sua sombra fica mais intensa. A sua expressão era de alguém sedenta por sangue e vingança. – Eu nunca fui tão humilhada na minha vida... Isso não vai ficar assim! Eu juro... Pela minha alma... Que não vai restar nenhum pedacinho dos Desordeiros... Vou acabar com eles um por um.

Dou alguns passos para trás, ainda um pouco assustada, se aquilo continuasse como estava, era capaz da Blossom se levantar daquela maca e me encher de porrada para liberar todo o seu ódio. Algo me diz que se ela descobrir que estou me envolvendo com um deles, não vai ficar muito feliz...

Ouço o barulho da porta se abrindo e olho para trás, o Professor entra no quarto e põe a mão em meu ombro.

– Querida, a enfermeira disse que só uma pessoa poderá passar a noite aqui. Por isso vá para casa com a srta. Bellum e descanse, está bem?

Eu assinto e saio do quarto, deixando o Professor com as minhas irmãs. Srta. Bellum e eu saímos do hospital e entramos em seu carro Honda, depois de quinze minutos chegamos em casa, entrando lá, nós duas vamos em direção da cozinha para beber um copo d’água. Enquanto bebo a água tranquilamente, a mulher não parava de me encarar por um segundo, me deixando um pouco desconfortável.

Reviro meu olhar para os lados, mas ainda sim ela não parava de me olhar, estava olhando alguma coisa perto do meu rosto. Parecia curiosa, mas não tanto quanto eu.

– Porque está me olhando assim, srta. Bellum? – Pergunto.

– Você não tem nada para me contar? – Pergunta. – Nadinha mesmo?

– Do que está falando?

– Ora Buttercup, sabe muito bem do que estou falando. Não vai me dizer por onde se meteu enquanto suas irmãs estavam lutando? – Eu engulo seco e ela se aproxima. – Você sabe que não precisa me ver como a “namorada do papai”, e sim como uma amiga. Quero que você se abra comigo, quero te ajudar quando for preciso. Porque não me conta o que aconteceu para tirarmos uma conclusão disso tudo?

– Eu... Eu não estava fazendo nada em particular.

Srta. Bellum me olha no fundo dos olhos e suspira, um tanto decepcionada de fato. Encosta na parede ao meu lado e volta a beber sua água.

– Seja o que for... Se precisar desabafar com alguém, basta me chamar... – Diz ela sorrindo para mim, eu admiro sua força de vontade e companheirismo e sorrio de volta. O Professor realmente tem sorte de ter alguém como ela.

– Obrigada srta. Bellum, você é uma grande amiga. Sempre foi. – Respondo sorrindo.

– Você e suas irmãs podem sempre contar comigo, afinal as considero como filhas. Podem falar sobre qualquer coisa comigo. – Sua mão se estende para meu pescoço e seu dedo indicador toca num lugar determinada. – Principalmente quando se envolverem com homens.

Meu rosto cora e tomo um susto. Olho para ela que agora mostrava um sorriso um tanto malicioso.

– P-Porque a conversa chegou nesse assunto?!? – Pergunto nervosa, ela continua sorrindo e cutuca meu pescoço.

– O que foi isso, Buttercup? Picada de mosquito? Eu acho que não.

Passo a mão no lugar em que ela estava cutucando, me lembro que Butch me dera um chupão nesse mesmo lugar. Pega um espelho que estava em cima da mesa e vejo uma marca avermelhada nesse lugar. Merda! Eu sabia que ia deixar uma marca!! A tampo, impedindo que ninguém mais veja a marca.

– I-Isso não foi nada! – Minto, ela ri.

– Você não me engana mocinha, eu te conheço muito bem. – Saio da cozinha e subo as escadas em direção do meu quarto, srta. Bellum vem atrás. – Nem adianta fugir, eu sei que você estava com um garoto. – Ela brinca, soltando gargalhadas com meu nervosismo.

– Não estava não! – Respondo com o rosto vermelho, abro a porta do quarto e dou uma última olhada para ela que continuava rindo de forma sapeca. – E-Eu vou dormir! Boa noite!

Fecho a porta com uma força moderada e deito na cama, estava exausta, tiro meu sapato e ponho meu pijama. Me aconchego no travesseiro, quase caindo no sono, uma preocupação invade meu corpo e meu coração palpita. Agora que a Blossom está com um ódio mortal sobre eles, vai ficar tudo mais complicado para mim. Fecho os olhos devagar, e antes que eu perceba, já estava quase sonhando.

... Espero que tudo termine bem...

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Abro meus olhos lentamente com a cabeça um pouco tonta, acordo por completo e aspiro um cheiro bastante familiar no local. Me sento no chão e coço a cabeça sem entender muito bem a situação. Que lugar é esse? E como eu vim parar aqui? Tá tudo escuro...

Tento focar a visão mas não enxergo nada, tudo escuro, no preto, sem luz nem som. Me levanto do chão gelado e fixo meu pés, me equilibrando para não cair. Meu corpo estava pesado como nunca, por um instante, parecia que meus ossos eram feitos de chumbo. Ponho a mão na boca bocejando, dou alguns passos para frente, ainda não consigo distinguir o lugar em que eu estava. Não sei ao certo o quanto eu andei, mas não achei nada.

– Olá? Tem alguém aí? – Pergunto, gerando um eco em todo o local. Ando mais um pouco e avisto uma porta de madeira no meio do nada, sem pensar duas vezes, me aproximo dela e a abro. Uma luz forte invade o local escuro e foco minha visão no que estava através da porta. – Mas que... Porra é essa?

Do lado de fora, estava um lindo campo florido, cheio de bichinhos, borboletas, fadinhas e gnomos felizes. Logo na frente havia uma ponte que dava direto para um castelo de prata, igualzinho ao da Cinderella que você vê como a representação da Disneyland. Caralho! Nunca vi coisa mais gay na vida! Eu tô no mundo do Restart!

Ando mais afrente e começo a explorar o local, indo direto para o castelo, as fadas sorridentes acenam pra mim e finalmente eu me dou conta de uma coisa.

... Isso é um sonho. Bem, já que é meu sonho, vou controla-lo como bem entender. Olho atentamente para as fadas e imagino como seria engraçado ver a cabeça delas explodindo, as encaro um pouco mais e as cabeças delas realmente explodem. Isso tira minhas conclusões sobre isso ser um sonho. Dou algumas risadas e decido seguir em frente.

Chego mais perto do castelo e cautelosamente abro a porta da entrada, tendo vista de um grande salão de festa, onde está completamente vazio, porém bem organizado. Entro de vez no salão e fico admirando o grande lustre de vidro no teto. Isso aqui realmente tá parecendo o castelo da Cinderella. Ouço passos chegando, olho para escada tomo um susto com o que vejo.

– Seja bem vinda, minha princesa. – Butch, sim, o Butch, estava descendo as escadas vindo em minha direção com uma classe irreconhecível, a cada passo que dava, parecia que seu cabelo que aparentava ter levado um banho de gel, soltava purpurina prata. Estava vestindo um terno social branco com alguns detalhes dourados, sapatos pretos e o cabelo todo arrumado para trás. Parecia até um daqueles príncipes da Disney. Fica em minha frente e olha no fundo dos meus olhos de forma sedutora. – Eu estava te esperando.

O olho dos pés à cabeça mais uma vez, sem me conter, acabo soltando uma gargalhada escandalosa que causa um grande eco no salão.

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!! Que roupa ridícula é essa cara?!?! HAHAHAHAHAHA!!! Meu Deus!! Tá parecendo até um daqueles carinhas gays do Glee!! – Continuo rindo na cara dele, mas o moreno não demonstra nenhuma emoção nova, continua do mesmo jeito de antes, sorrindo sedutoramente. Faço um esforço e paro de rir. – Porque tá me olhando assim?

– Nada, é que... – Solta um leve risinho. – Parece que eu não sou o único que está com uma roupa diferente. – Olho para baixo e percebo que esta não era a minha roupa de antes. Eu estava usando um vestido de princesa prateado com esmeraldas o decorando, era longo e arrastava no chão. Estava usando um salto-alto verde e uma tiara dourada com esmeraldas na cabeça. MASOQ?!?!?! – Você ficou linda nesse vestido.

– AAAAAAAAAAAAARRGH!! QUE MERDA É ESSA?!?! – Faço um escândalo, me olhando no grande espelho ao lado. – Bem, de qualquer forma é só um sonho! E como o sonho é meu, vou usar a roupa que eu quiser! Depois vou explodir a sua cabeça!! – Afirmo, apontando para Butch que não desmanchava seu sorriso.

Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, o moreno segura meu braço e me puxa para perto dele, me abraçando em seguida. Começo a sentir raios de calor em todo lugar, um calor confortável e muito agradável, que me faz arrepiar. Parece o calor de um cobertor. Olho para o sorriso de Butch mais uma vez e coro.

– Antes que você me mate, vamos dançar. – Ele agarra minha cintura enquanto segura minha mão esquerda com sua mão direita, me conduzindo numa valsa. Automaticamente surge uma música clássica vinda do além, tornando aquilo na coisa mais ridícula na qual já participei, Butch não parava de me olhar daquela maneira, me deixando com vergonha. – Você deveria usar vestido mais vezes.

Meu rosto queima e começo a gaguejar.

– M-M-Me-M-M-Me solta!!! – Ordeno, tentando me livrar dos braços dele, sem sucesso. – E-Eu odeio quando você me olha dessa maneira e me deixa sem reação!! Eu odeio quando você é gentil comigo e meu coração acelera!! Eu odeio você!!!

– Se você realmente me odiasse... – Começa, levanta meu corpo como se eu fosse uma donzela, quase me causando um ataque cardíaco. -... Não estaria sonhando comigo.

– M-M-ME PÕE NO CHÃO!!!!! – Me debato e ele me suspende no chão, porém não para de me conduzir, continua com a dança sem tirar os olhos de mim. Me irrito ainda mais com ele, afinal, o sonho era meu e não estava nem um pouco confortável. – Quer saber? Eu vou acabar com essa palhaçada agora mesmo!! Eu que controlo esse sonho e quero que você desapareça!!

Butch segura meus braços, parando a dança. Eu fico confusa e tombo minha cabeça no ombro sem entender o motivo da pausa.

– Tem razão. Você controla esse sonho, e eu sou apenas um fruto da sua mente. – Eu continuo sem entender. – Nesse caso... – O moreno me empurra para trás, fazendo-me tropeçar no salto-alto e me suspender ao chão. Eu esperava cair com tudo no chão duro, porém senti algo confortável sobre minha cabeça, como se fosse um travesseiro. Me sento confusa e me dou conta de onde caí, eu estava em cima de uma cama redonda decorada com um tecido branco e pétalas de rosas. Mas que diabos... Olho para baixo e percebo que agora eu só estava de calcinha e sutiã, e Butch estava em minha frente apenas com suas roupas intimas, engatinhando lentamente na cama até mim, como se fosse uma onça faminta. Me deita no travesseiro e fica sobre mim, permanecendo seu olhar sedutor sobre meus olhos, fazendo meu coração acelerar violentamente. -... Me controle. Faça o que quiser comigo. Faça o que não tem coragem de fazer na vida real. Me faça seu.

Arregalo os olhos sem acreditar no que estava acontecendo, eu sabia o que ele pretendia, mas não tinha a mínima intenção de fazê-lo. Tento criar forças para empurrá-lo, mas não consigo mover um só músculo, era como se todas as minhas forças tivessem sido absorvidas ou simplesmente evaporado. Se aproxima do meu rosto, preparando um beijo, mas eu reviro fechando os olhos com força.

– Me solta!! – Ordeno e ele ri.

– Porque está tão nervosa? Isso é só um sonho.

– E-Eu sei seu idiota!! Mas isso não quer dizer que eu queria... Bem... Você sabe!!! – Seu rosto volta para mesma distância que estava antes, prestando mais atenção nas minhas palavras. – Caso você não saiba, eu sou virgem! E não pretendo fazer isso com você na vida real, muito menos num sonho!! Eu não entendo como você consegue me deixar sem reação, mas... Só sei que eu não gosto disso!! Agora sai de cima de mim!!!

Ele fica em silêncio por alguns minutos, eu não parava de encará-lo com o rosto vermelho de vergonha. Suspira e volta a se aproximar de meu rosto, eu achava que ele me beijaria, mas ao invés disso, direciona a boca até meu pescoço e beija o mesmo lugar que ele deu um chupão. Meu coração quase sai pela boca e me arrepio por inteiro, o sinto sorrir contra minha pele.

– Esses arrepios... Sua boca diz uma coisa, mas seu corpo contradiz tudo. – Começa a maltratar meu pescoço com beijos leves, ponho as mãos em seus ombros na tentativa de empurrá-lo, mas ao invés disso, Butch se aperta ainda mais em mim.

Que merda é essa que está acontecendo?! Porque estou deixando ele fazer essas coisas comigo?! E EU SÓ ESTOU DE CALCINHA E SUTIÃ!! PORQUE MEU CORPO NÃO ME OBEDECE, PORRA?!?!?!

– Butch... Me belisca.

– O que?

– Me belisca! Eu quero acordar desse sonho escroto!

– Acho que não posso fazer isso... – Sem interromper os beijos e mordidas no pescoço, sorrateiramente passa a mão direita por minha barriga, me causando arrepios. Estava a poucos centímetros do útero. -... Nós ainda nem começamos.

Passa a ponta dos dedos pelo tecido da calcinha, quase alcançando... Lá embaixo.

– Você não ousaria... Você não vai... – Falo em meio de suspiro com as sobrancelhas juntas, ele me provoca ainda mais e alisa minha intimidade por cima da calcinha de leve, fazendo-me soltar um gemido baixo.

– Bem, parece que eu que terei de domar a fera... – Estimula minha intimidade com um só dedo, fazendo movimentos circulares por cima da calcinha. O simples toque fazia-me gemer intensamente, almejando por mais e mais. Cacete! Ele não fez quase nada e eu estou desse jeito?!!? Eu preciso acordar!! Seu dedo sobe um pouco e finalmente entra por baixo da calcinha, fazendo meu coração palpitar com ânsia. O indicador chega ali mais uma vez e o moreno olha no fundo dos meus olhos. – Tem certeza que quer acordar agora?

– N-Não....

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!

Dou um pulo da cama num movimento rápido, me suspendo no ar e bato com a cabeça no teto, me dando conta de que acabara de acordar do sonho mais estranho que já tive na vida. Eu arfava em busca de ar, meu coração estava acelerado como nunca e meu rosto queimava intensamente. Mas que diabos de sonho foi aquele?!?!

Pouso na cama novamente e ponho a mão no peito, sentindo meus batimentos violentamente acelerados. Olho para a janela e percebo que já estava de manhã, o relógio apontava as sete horas, nunca tinha acordado tão cedo num domingo. Ergo minha mão esquerda e pego meu celular, ele avisava uma mensagem não lida. Abro a pasta de mensagens e tomo um susto com o que vejo, deixando-me nervosa mais uma vez.

Butch havia me mandado uma mensagem ontem à noite logo depois de eu dormir, respiro fundo e leio o que ele escreveu.

“E aí Bc? Tudo tranquilo aí? Foi mal pela confusão com aqueles idiotas ontem à noite. Eu preciso falar contigo amanhã, a gente pode se encontrar no centro ao lado da Mc Donalds? Vou estar te esperando lá de 15:00.

Até mais o/

–Butch”

Ponho o celular de volta no lugar e suspiro, enfio o rosto no travesseiro e começo a me perder em devaneios. Aquele beijo, e principalmente o sonho que acabara de ter, era tudo o que eu conseguia pensar. O que esse idiota quer agora?...

A porta do quarto é aberta de repente pela srta. Bellum que me parecia desesperada, se senta na cama ao meu lado e me olha no fundo dos olhos.

– Querida, você está bem?? – Pergunta com o olhar preocupado.

– O que? Como assim srta. Bellum?

– Ué, você acabou de soltar um grito. Por um instante achei que a casa estava tremendo. –

– Ah, estão é isso...

– Teve um pesadelo? – Sua pergunta me faz corar e eu reviro o rosto.

– É... Tipo isso...

– Quer falar a respeito?

– Nem pensar.

– Entendo. – Se levanta e vai em direção da porta, tenho a visão de seu corpo escultural desfilando pelo quarto. Eu não sou lésbica, mas... Uau! Confesso que ela tem um belo corpão. – Querida, eu vou preparar o nosso café da manhã. Quer ovos com bacon?

– Eu topo! Mas... Pode me esperar um pouco? Acho que preciso de um banho.

– Eu ouvi direito? Buttercup quer tomar banho?

– Eu tomo banho sim, tá!

– Ok, ok. – Ela sai do quarto me deixando sozinha.

Eu não pretendia contar a ela o verdadeiro motivo de eu querer tomar banho, de fato era bem constrangedor. Eu tenho apenas 17 anos e acabo de ter um sonho erótico. Só pode ser fogo no rabo. Preciso de um banho de água bem gelada.

Vou em direção ao banheiro e deixo a água na temperatura que eu queria, congelando. Junto minha coragem e entro na banheira, levando meu corpo a arrepios. Cacete, que frio!! Pego o sabonete e começo a ensaboar minhas pernas, meus pensamentos voam longe, e sim, eu estava pensando sobre o que o moreno queria falar comigo.

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Depois do banho pus minha blusa preta com o símbolo do Nirvana e uma calça confortável e comi o café da manhã, passei o dia inteiro vendo TV, esperando que a hora marcada chegasse. Por estar sendo um dia chato de domingo em casa, decidi ir mais cedo, chagando no centro uns quinze minutos adiantada. E aqui estou eu, sentada num banco da praça sem tirar os olhos do relógio.

Eu estava ansiosa é claro, a curiosidade estava me matando, mas algo ainda me incomodava: Eu queria muito ver Butch acima de tudo. Esse poder que ele tem sobre mim muitas vezes me tira dos nervos, mas não consigo controlar minha vontade de vê-lo. Eu gosto de estar perto de Butch, apesar de ele ser um vândalo, mau-caráter, bandido, marginal e filho da puta, ele me diverte como ninguém e misteriosamente arranca suspiros da minha garganta, se bem que isso é o que eu mais odeio nele.

Ultimamente ele tem sido minha melhor companhia, o maior contato que estou tendo com o universo masculino, meu melhor amigo. Se bem que... Depois do beijo de ontem, nossa amizade está beeem colorida.

Olho para o relógio mais uma vez, Butch estava dois minutos atrasado. Relaxo e espero mais um pouco, nem sinal dele. Olho para o relógio. Oito minutos atrasado. O tempo foi passando. Dez minutos atrasado. Quinze minutos. Vinte e cinco minutos.

“Vai pra casa, vai pra casa, vai pra casa, vai pra casa, vai pra casa.” Dizia uma voz dentro de mim... E eu continuava ali, completamente sozinha vendo a hora passando. Começo a me sentir uma idiota por esperar por ele e raiva de mim mesma por me preocupar com ele. Me levanto do banco e suspiro. Eu não devia ter vin-

Meus pensamentos são interrompidos quando dois braços fortes me envolvem por trás, me puxando para um corpo quente. Prendo meus braços para trás e sinto uma respiração em meus cabelos. Eu sabia que era ele.

– Butch, você...

– Eu sabia. – Ele interrompe sussurrando sem me olhar nos olhos. – Você tem uma queda por mim.

Solto um risinho sarcástico.

– Do que está falando? – O empurro para trás e ele ri.

Me encara de um jeito malicioso, eu não fazia a mínima ideia sobre o que ele tinha em mente, mas coisa boa não era. Se aproxima de mim novamente sem desmanchar seu sorriso debochado.

– Tá de brincadeira? – Começa em meio de risos. – Não adianta mentir. Eu vi você parada em torno de vinte e cinco minutos, olhando pro relógio a cada instante para ver se eu ia chegar ou não.

Esse maldito... Não acredito que ele estava aqui observando as minhas reações. Bufo para ele e reviro meu rosto.

– Eu não estava. – Minto desaforadamente, com o rosto um pouco corado.

– Sabe, você mente muito mal. – Ele se aproxima de mim mais uma vez, eu o empurro tentando selar uma distancia entre nós.

Eu já estava ficando cansada desses joguinhos do Butch, ele me trata como um boneco a qual ele pudesse brincar e abusar como bem entender. Eu não era assim. Nunca fui.

Me viro de costas para ele mais uma vez e cruzo os braços. De repente, sem aviso, ele acaricia o meu rosto com uma mão, enquanto alisa meu cabelo. Eu estou cada vez mais consciente das minhas costas sendo esmagadas contra seu peito, sua respiração quente na minha nuca , a incrível sensação de sua pele tocando a minha. O tempo todo gritava para mim mesma “ignore-o, ignore-o, ignore-o”

Um dos meus cotovelos consegue acerta-lo no estômago, me dá margem de manobra suficiente para quebrar o seu toque, fazendo-o recuar para trás. Olha para mim sem entender muito bem e mais uma vez reviro o rosto. Depois do que aconteceu na noite passada, ele deve estar achando que sou uma garota fácil. Pois vou mostrar para ele que não sou um brinquedo.

Suspira e se senta no banco, ele olha para mim e eu o encaro de volta. Minha boca fica seca e eu fito seus olhos verdes-escuros.

– Você está...

– Um gato? Encantador? – Me interrompe e começa a se gabar enquanto joga seu cabelo para trás. – Incrivelmente sexy?

–... Atrasado.

Sensualmente atrasado, você quis dizer. – Fala e acabo soltando um risinho.

– Idiota. – Me sento ao lado dele sem perder o contato visual. – Porque me chamou aqui.

Ele fica alguns minutos em silêncio, num ataque surpresa, pega minha mão com suas duas mãos e a aperta levemente. Me olha no fundo dos olhos com um olhar determinado, eu fico confusa.

– Eu tenho um pedido a lhe fazer.

– Pedido? Que espécie de pedido?

Ele fica a centímetros mais perto, seus olhos brilhantes e penetrantes não param de fitar meu rosto. Eu me sinto um rubor, dizendo a mim mesma que eu não gosto de fazer contato visual com outras pessoas, naturalmente, eu fico nervosa...

Reviro meus olhos para o lado e mordo meu lábio. Sua expressão estava muito séria, uma emoção que eu não estou acostumado a ver em seu rosto. Então seu rosto quebra em um sorriso e eu me sinto confortável novamente.

– Sabe a boate daqui de Townsville?

–... Sei.

– Olha, ela vai dar uma festa de arromba no próximo fim de semana, e como o dia dos namorados está por vir, os donos de lá decidiram fazer um desconto para casais. – Assimilo algumas ideias em minha mente e já tenho uma noção do que ele iria me propor. – E bem... Como eu tô meio sem grana, eu queria te pedir para fingir ser minha namorada pra a gente pagar mais barato. – Eu sabia que ele iria dizer isso. Reviro meu olhar e suspiro. Poxa, achei que ele ia me pedir algo mais sério... – Por favor, Bc. Você nem precisa ficar me acompanhando no meio da festa, quer dizer, não que eu não queira, mas...

– Eu já entendi. – Reviro meu olhar para seu rosto novamente. – Foi mal, mas não gosto desse tipo de festa.

– Vem comigo, por favor. Você é minha amiga ou não?

–... Não sei direito.

– Ora, vamos! Eu faço qualquer coisa! – Ele abaixa a cabeça quase implorando para mim.

Eu o encaro um pouco e suspiro. Parece que não tem jeito.

–... Tá legal, eu vou.

– Beleza!! – Ele comemora e me abraça, mas eu o empurro em seguida, ficando com vergonha.

– Mas vou estabelecer as seguintes regras: 1. Não pode segurar na minha mão / 2. Não pode me abraçar / 3. Não pode me beijar.

– Ué, porque não? Ontem a gente se beijou e você pareceu não ter nenhum problema com isso.

Meu rosto cora violentamente e meu coração acelera, eu reviro meu rosto e bufo.

– I-I-Isso não vem ao caso!! O que aconteceu ontem foi um erro!!

– Aham... Você gostou que eu sei.

– C-Cala a boca!! – Ordeno e ele ri. – Mais alguma coisa?!?

– Não. Já disse tudo o que queria.

Dizendo isso sai voando para longe, eu me levanto do banco e grito.

– Sabe, você poderia ter me pedido isso por mensagem!!

– Eu sei. Mas adoro fazer você perder tempo comigo.

E some, apenas deixando seu rastro brilhante verde-escuro. Ele me irrita!

Voou para casa, chegando lá me sento no sofá e ligo a televisão, srta. Bellum estava no telefone. Quando o desliga, vem em minha direção e se senta ao meu lado.

– O hospital ligou. – Começa e eu presto atenção. – Suas irmãs receberão alta amanhã cedo.

– Ufa, que alívio! – Ponho a mão no peito, sentindo como se tivesse tirado uma pedra de minhas costas.

– Eu passarei mais uma noite aqui com você enquanto o Professor fica lá com elas.

– Certo.

Me levanto do sofá e subo as escadas, entrando no meu quarto, começo a vasculhar as roupas do guarda-roupa procurando uma roupa descente para eu usar na tal festa. Bubbles tinha as melhores roupas, porém a maioria eram vestidos, e as outras não faziam muito meu estilo. Blossom não tinha roupas de festa, a maioria eram saias longas e floridas e suéteres costurados à mão. Se eu usar um desses, com certeza serei zoada.

Agora só me restava meu próprio guarda-roupa, porém minhas roupas se resumiam em calças, blusas polo e tênis all star. Merda! Não tem nada pra usar! Dou uma olhadinha básica nos vestidos mais simples da Bubbles, encontro um cor-de-salmão e me encanto por ele. Até que este é bonito... Sem pensar duas vezes, o tiro do armário e o experimento.

Eu parei de usar vestidos após os doze anos de idade, nem me lembrava mais daquele friozinho nas pernas ou da angustia de ficar abaixando o tecido para não deixar a calcinha a mostra. Eu simplesmente detestava vestidos. Mas ao me olhar no espelho usando aquela roupa delicada, me fez sentir como se eu estivesse mais leve, ou mais confortável, não sei ao certo que sensação era aquela. Eu tô usando um vestido? UM VESTIDO?!?!

Me aproximo do espelho para me olhar melhor, de uma forma estranha, eu estava parecendo mais magra (Sem contar que ficou folgado na parte dos seios), apesar de eu nunca ter me importado muito com meu peso ou no que as pessoas achariam sobre meu peso. Aquela cor combinava comigo, já estava cansada de usar verde o tempo todo, e até que o tecido não era tão curto ou tão desconfortável quanto eu pensava.

Olho para baixo e percebo que a mesinha do espelho estava repleta de maquiagens, Bubbles usa elas todos os dias, Blossom usa de vez em quando, já eu nunca encostei um batom na boca. Uma coisa estranha estava me consumindo, algo que estava dizendo “Experimenta!”. Ergo meu braço até o pó para rosto e paro antes de encostar nele. O que eu tenho na cabeça?! Usar maquiagem?!? Eu?!?! Nem pensar!!!

“Sabe, acho que você ficaria muito legal usando maquiagem. Ficaria até mais bonita do que já é.”

O flasback desta frase foi o suficiente para eu me sentar na cadeira e ter a minha “primeira tentativa” com os cosméticos. Eu não acredito que eu tô fazendo isso... Eu já tinha visto como minhas irmãs passavam a maquiagem inúmeras vezes, por isso não foi tão difícil como parecia. Primeiro passei aquele líquido bege chamado “Corretivo” em cima das marcas do meu rosto. Em seguida pus o pó de rosto e o blush rosa, depois o rímel bem de leve para não encher meu rosto com produto.

Por fim, só faltava o batom. Encaro fixamente o batom vermelho que minhas irmãs adoram, junto toda a minha coragem e o passo levemente por meus lábios. Fecho meus olhos com força, sem coragem de me olhar no espelho. Já está feito! Eu pus maquiagem! Agora não tem como voltar atrás! Abro meus olhos devagar para ver o resultado, e o que vejo me surpreende de uma forma incrivelmente estranha.

Em toda a minha vida, eu nunca tinha me visto tão... Bonita.

Arregalo os olhos ainda sem acreditar que eu realmente estava daquele jeito, sim, estava muito diferente, mas de um jeito bom. Caramba... Eu não me lembro de ser tão bonita assim. Um sorriso involuntário brota em meu rosto e começo a soltar risinhos como uma boba. Uma sensação estranha percorria em meu corpo, eu estava feliz, confiante, mas ao mesmo tempo com vergonha de sair daquele quarto.

Então as pessoas ficam assim quando se sentam bonitas?...

... Que tosco.

Meu celular começa a vibrar na mesinha, me dando um susto. Era o som de uma nova mensagem. O pego e abro a pasta, o número era bloqueado, mas abro mesmo assim. Arregalo os olhos para o que estava escrito e meu coração acelera mais pra um susto, minha mente pifa e eu me arrepio pelo mau pressentimento.

“Não se apaixone por ele.

–Anônimo.”

Junto as sobrancelhas sem entender, me levanto e fico encarando a mensagem de texto. Ao lê-la, tudo o que eu conseguia pensar era no Butch, mesmo sem saber porque. Mas a maior dúvida é: Quem teria me enviado isso?

Que coisa estranha...

Continua...

Notas finais
Gente, sou só eu que tenho sonhos WTF assim? hiahiahiahiahiahiahiahiahiahia que sonho, hein? Bom, essa história do anônimo eu vou deixar pra ser o "segredinho" da fic hehehe. Espero que tenham gostado, e se não gostaram, prometo que o próximo cap vai ser bem melhor ;)

Até o cap 9 o/

Kissus ♥