Notas iniciais
Yoo minna o/ POR FAVOR, NÃO ME MATEM!!! Eu sou uma grande filha da p*ta mesmo, podem me xingar a vontade T^T (Irônico falar isso no dia das mães). Bom, as desculpas por ter demorado a postar são as mesmas: Escola maldita -_-. Me desculpem mesmo, mas não tenho tempo nem pra respirar. Em compensação, fiz um capítulo bem grande pra vcs ;). Gablychan, PunkRock, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406, Shirayukki, Kagome chan, Clove Mason, Raquel, FernandadDias, Drikalokinha19, Rebecka di Ângelo, Lele Di Angelo Sabaku Potter, Konata Izumi, We Love Animes, Anne Grigori, Lily, HikariBibii, Gabi Poller, Danyela haruno, Manikta, MarcyVamp, Priscila Vicentim, Nicole Saraiva, Devilluke Phantomhive, YunoChanChan, Tiffany Stevens, Hatsune, Sandgirl, Pudim Valdez, amores da minha vida, perdoem a demora. Espero que gostem do capítulo

Pousamos em frente à joalheria, estava um tumulto só, a viatura bloqueava a saída e estavam todos armados. Algumas pessoas também estavam ao redor pra ver o circo pegando fogo, e outras estavam se debatendo entre os policiais para entrar lá dentro, deviam ser os parentes das vítimas.

Todos logo voltaram-se para nós, aliviados. Um policial veio em nossa direção em busca de socorro.

– Meninas Super-Poderosas, que bom que vocês chegaram!! – Ele dizia, agradecendo aos deuses por nossa presença. Era um homem gordo e barbudo, daqueles que parece ficar o dia inteiro no escritório da delegacia comendo rosquinhas e bebendo café. Ele parecia realmente aliviado por estarmos ali. – Os bandidos estão com alguns reféns lá dentro... Mas está difícil, porque, além de estarem armados, disseram que se alguém entrar ali, matarão os reféns.

– Não se preocupe, senhor. – Diz Bubbles num tom suave, acalmando o homem. – Nós vamos resolver tudo.

As pessoas nos deram passagem para entrar, dava para ver claramente pela janela de vidro o que estava acontecendo lá dentro. Os Gangrena estavam com armas apontadas para a cabeça dos reféns e para a porta. As pessoas ali dentro estavam apavoradas, implorando para que nós a salvássemos. Até mesmo crianças eles estavam mantendo como reféns. Mas que merda, Ace! O que você está fazendo?!

Arturo olhou para nós do lado de fora e falou algo que não deu para ouvir, mas chamou a atenção de Ace, que logo olhou para nós através do vidro. Pude sentir seu olhar penetrante em minha direção, aquilo me desconfortava. Tudo naquele homem me incomodava no momento. Eu estava... Tão feliz... Tudo estava tão certo. Porque esse bosta tinha que voltar a me atazanar?? Normalmente ele riria de maneira debochada, mas dessa vez ele não mexeu os lábios, um sequer movimento foi feito. Nem me lembrava da última vez que o vi tão sério.

Blossom chegava perto da porta de vidro aos poucos, o que os fez reagir. Big Billy apontou uma arma para a porta, ameaçando a morte dos reféns se chegássemos mais perto. Todos eles pareciam sério no estavam fazendo. Duvido que eles tenham armado isso tudo apenas para roubar essa loja.

– Droga! Assim não tem como fazer nada! – Blossom xingava com raiva, vira-se para nós com um olhar sério. – Meninas, sugiro que criemos uma estratégia pra tirar aquelas pessoas dali.

– Como entraremos lá? – Bubbles pergunta, um tanto preocupada com a segurança das vítimas. – Eles são rápidos, não duvido que matem todos assim que nos perceberem entrar. Em primeiro plano, precisamos salvar aquela gente, depois a gente dá uma surra neles.

E começaram uma estratégia a qual não dei a mínima atenção. Minha atenção estava mais voltada àquela presepada que Ace estava fazendo. Eles podem ser uns idiotas, mas não são tão burros a ponto de fazer esse escândalo todo só pra roubar umas joias. E além disso, eles são rápidos em questão de roubar, nunca conseguimos chegar a tempo de detê-los logo na cena do crime. Eles fizeram isso para nos atrair... Atrair a mim.

O homem de pele verde e olhos escuros não desviava os olhos de mim, não como uma ameaça, mas com um tom sereno. De certa forma, parecia feliz em me ver. Mas não foquei nisso. Foquei em sua covardia e falta de caráter. Ele sabe muito bem que eu não iria reencontrá-lo se ele me chamasse, por isso colocou pessoas em risco só para me atrair... O que esse vagabundo quer comigo agora?!

– Então está decidido! – Blossom afirma em voz alta, cortando meu raciocínio. Aparentemente, elas já haviam criado uma estratégia enquanto eu navegava em meus pensamentos. – Vamos nos preparar, e...

– Isso não será necessário, Blossom. – A interrompo.

– O quê? – Ela pergunta.

– Eu já entendi o que esses babacas querem. – Caminho em direção à porta, diferente de como fizeram com Blossom, não apontaram as armas para mais ninguém, permaneceram no mesmo estado que estavam antes. Ace assentiu para mim sem mais nem menos, como se estivesse dando permissão para que eu entrasse. Como eu suspeitava. – Me esperem aqui fora.

Entro na loja completamente de pernas pro ar, com cacos de vidro e joias espalhadas pelo chão, até mesmo alguns respingos de sangue podiam ser vistos. As crianças estavam chorando, abraçadas com os adultos que diziam que tudo iria ficar bem. Eles estavam certos. Os Gangrena são frangotes demais para matar alguém, principalmente se não há um motivo realmente bom.

Olho um pouco para trás e sou capaz de ver minhas irmãs totalmente confusas atrás da porta de vidro, cochichavam entre si enquanto olhavam para mim como se eu estivesse ficando maluca. Suspiro. Me dirijo a Ace, que apontava a arma para um menino desesperado, que chorava em silêncio enquanto olhava para mim pedindo ajuda.

Em nenhum momento fui capaz de não olhar para Ace com desprezo.

– A que ponto você chegou, hein, Ace. – Falo em um tom meio debochado, zombando de sua cara. – Invadir uma loja, atrair a viatura e apontar a arma para uma criança só pra me trazer aqui... Eu sabia que você era burro, mas nem tanto assim.

– Vamos conversar lá dentro. – Ele diz, largando a arma em algum lugar do chão, deixando a criança aliviada.

Sorrio para o menino, deixando claro que tudo ficaria bem. Ele ainda chorava, mas pude sentir o alívio em não ter mais uma arma apontada para a sua cabeça. Ace segue em direção à porta dos fundos em passos lentos, o sigo na mesma velocidade e dou uma olhada para trás, tendo a vista das pessoas afora pelo vidro, todos estavam confusos, principalmente minhas irmãs, que continuavam com aquela mesma expressão.

Os outros quatro homem verdes continuavam apontando suas armas para os reféns e para a porta, deixando claro para ninguém entrar além de mim. Ace abriu a porta e me deu passagem, olho para ele com um olhar sério e passo pela porta, ele vem junto e fecha a porta em seguida. Era uma sala escura e pequena, havia apenas algumas cadeiras e caixas com joias muito bonitas. Acende a luz e nós nos olhamos.

O silêncio reinou por um tempo, o que contribuiu para o clima ficar ainda mais pesado. Olho em seus olhos e percebo que ele não estava ali para gracinhas. Havia um motivo muito bom para ele querer falar comigo depois de tanto tempo. Eu já tinha em mente o que ele iria dizer.

Se esse desgraçado me trouxe até aqui só pra tentar me convencer de que o Butch é uma ameaça... Juro que corto a cabeça dele.

– E então? – Digo, cortando o silêncio. – Não vai dizer nada?

Ele desvia seu olhar e suspira. Volta a olhar em meus olhos com o mesmo tom de seriedade, parecia estar criando coragem para falar alguma coisa, mas as palavras não saiam. Continuava apenas a me encarar em silêncio, o que já estava me deixando irritada.

Bufo e volto para a saída.

– Se você não vai dizer nada, se entreguem logo para a polícia e...

– Então você e o Desordeiro estão juntos mesmo? – Ele finalmente fala.

Volto a olhar para ele que estava de costas, e confesso, nunca senti tanta vontade de socar alguém como agora. Esse filho da puta... Ele está querendo uma satisfação?!? É isso?!? Vai se foder!!

– Isso não é da sua conta! – Falo em um tom mais alto que antes, mostrando-me irritada. – E como você...

– A cidade inteira está comentando, é claro. – Me interrompe pela segunda vez. Tira um cigarro do bolso e o traga na boca, acendendo-o em seguida. – Buttercup assumiu o namoro com seu pior inimigo... Acho que escutei isso umas trinta vezes só nesse mês. Ter uma vida pública deve ser difícil, hãn?

– Não seria diferente se esse inimigo fosse você. – Cutuco em sua ferida, provocando-o. Ele parece ter ficado um pouco nervoso. Seguro a maçaneta da porta, me preparando para sair. – Se só queria perguntar isso... Vamos logo.

– Espera!

Ele segura meu braço, me impedindo de abrir a porta.

Ao senti-lo tocar em mim, um arrepio percorre em meu corpo, aquele arrepio esquisito que eu detesto, principalmente se for com ele. Me contenho para não soca-lo e olho para ele, seus olhos estão serenos, pedindo para eu ficar um pouco mais. A maneira a qual ele olhava para mim naquele momento transmitia a maior sinceridade que já vi.

Meu coração começa a palpitar e meu rosto esquenta um pouco, evito ter essa sensação e foco no que estava acontecendo. Me recuso a sentir essas coisas perto dele.

Mais uma vez o olho de um jeito irritado, solto meu braço de sua mão da maneira mais bruta possível e, impaciente, cruzo meus braços. Ele se acanha um pouco com o meu olhar, mantendo sua postura. Posso vê-lo respirar fundo e suspirar logo em seguida.

Finalmente o silêncio é cortado.

– Eu não te trouxe aqui pra falar daquele cara. – Eu estranho um pouco sua resposta. Ok, por essa eu não esperava. Ajeita seus óculos escuros e me encara de uma maneira um tanto séria. – Eu... Só queria dizer... – Faz uma pausa, parecia estar tomando coragem. Ao mesmo tempo que minha curiosidade aumentava com esse suspense, minha paciência já estava chegando ao limite. – Dizer... Que sinto muito.

... Hãn?...

Ok, por essa eu realmente não esperava. Agora eu estava mais confusa do que nunca. Ele armou isso tudo pra dizer que... Sente muito?

–... Quê? – Pergunto, usando as melhores palavras para expressar o quanto eu não estava entendendo porra nenhuma. – Do que está falando?

– De tudo. – Responde da maneira mais simples possível. Olhava em meus olhos, como se estivesse confirmando o que havia dito, mas eu ainda não estava entendendo nada. – Tudo o que eu fiz com você... Você tem razão em tudo o que disse até agora. Eu sou um bosta, um filho da puta, um duas-caras, um merda, vagabundo, babaca, burro, escroto, desprezível, digno de...

– Ei, calma aí cara! – O interrompo, chegando a conclusão de que ele já estava indo longe demais. – Sim, eu já disse que você é isso tudo, mas... Porque está falando essas coisas? Não acredito que tenha me chamado só pra se lamentar pelas merdas que você fez até agora.

Ele olha para mim da mesma forma de antes, sereno e calmo, estava sendo sincero a cada palavra. Meus olhos se arregalam sem acreditar. Em anos esperando que ele fizesse algo assim... Ele realmente estava fazendo.

Não pode ser... Ele realmente... Está pedindo desculpas??

– Sim, foi por essa razão. – Ele responde sem mais nem menos.

Algo em mim ainda não queria acreditar. Solto um risinho irônico, revirando os olhos para o lado.

– Muito engraçado, Ace. Vou até aplaudir a sua atuação. – Bato palmas de leve, mas ele não demonstrou nenhum pingo de mudança em seu comportamento. – Sério mesmo, a sua habilidade em atuar está melhorando muito. Meus parabéns.

Eu esperava que ele fosse sorrir com o elogio, mas ele permanecia sério, incapaz de esboçar um movimento nos lábios. Seu olhar penetrante me fez parar as palmas, e perceber que, talvez, ele realmente estivesse falando sério.

Um sentimento estranho ronda em meu peito, apertando um pouco meu coração. Ele está falando a verdade... Pela primeira vez... Está falando a verdade.

Suspiro de leve.

– Por quê? – Pergunto, séria. – Depois de tanto tempo... Porque justo agora, Ace?

Ele fica em silêncio, e aos poucos, posso ver um sorriso ser formado em seus lábios, não aquele sorriso debochado de sempre, mas um sorriso sincero, a qual parecia contente ao me ver acreditando em suas palavras.

Se aproxima um pouco, tira o cigarro da boca, jogando-o no chão, e coloca as mãos no bolso da jaqueta. Sem desmanchar o sorriso, suspira.

– Porque eu estou querendo acertar as coisas com você. – Essas palavras mexeram comigo de uma maneira inexplicável. Tudo naquele momento estava inexplicável. – Eu... Tô cansado de você me ver como um babaca. Quer dizer... Eu sempre fui muito babaca com todo mundo... Principalmente com você... Mas eu não quero mais ser esse babaca. – Olha para mim e sorri um pouco mais, me dando uma visão perfeita de seus dentes afiados que, pela primeira vez, não pareciam ameaçadores. – Mesmo que dure milhões de anos, eu... Quero me redimir contigo.

– E o que fez você pensar desse jeito? – Pergunto, curiosa.

Ace faz uma pequena pausa, diminuindo um pouco o seu sorriso para transmitir o ar de seriedade novamente. Suspira mais uma vez e responde:

– Quer saber?... Eu não sei. – Responde, coçando um pouco a cabeça. Por mais que eu tentasse, não conseguia desviar os olhos dele. – Acho que, depois de eu me envolver naquela história toda, eu... Percebi que não quero mais que você me veja como aquele otário que te fez sofrer. Eu te conheço, e sei que vai demorar um bocado pra você me perdoar... Talvez nem perdoe... Mas eu só queria que você soubesse que estou arrependido.

O aperto em meu coração aumenta. Não sei se é impressão, mas... O Ace... Parece estar... Mudado? Sei lá, algo está diferente nele. Digo... Está bem claro que algo mudou nele. Não consigo ver mentira em seus olhos, assim como a alerta que ele me deu naquele dia voltou para me perturbar...

Naquele momento, analisando tudo aquilo na minha cabeça, percebo que precisava de um tempo para pensar. Queria ficar sozinha.

Eu ainda tenho raiva do Ace... E sim, vai demorar um tempão pra eu esquecer o que ele fez comigo. Mas será... Que eu devo mesmo esquecer? Devo confiar nesse novo Ace em minha frente? Mas que merda! Basta a minha dúvida sobre o que Butch realmente sente por mim voltar para a minha cabeça que tudo volta a ser confuso como estava!

– Então... Você só queria dizer isso? – Pergunto, fitando o chão.

– Sim. – Ele se endireita, tirando o sorriso e voltando a ficar totalmente sério. – Era apenas isso.

Cruzo os braços mais uma vez, indo em direção à porta.

– Então pegue seus homens e saia daqui.

– Não. – Diz ele, me surpreendendo. O olho nos olhos, estava sério novamente. – Nós não vamos fugir hoje.

O quê?

O olho confusa, estranhando totalmente a sua atitude.

– Ace... Do que está-

– Cometemos um crime, não é? Temos que ser presos. – Ele me interrompe, caminha até a porta, abrindo-a. Todos ali perto voltam o olhar para nós dois, Ace olha para os quatro rapazes com armas e diz em um tom sério. – Rapazes, larguem as armas! Vamos ficar um tempo na cadeia!

Todos concordaram e largaram suas armas, deixando os reféns correrem para fora da loja. Eu mau podia acreditar no que estava acontecendo. De todas as coisas que imaginei a Gangue Gangrena fazer, nunca pensei que algum dia se entregariam a polícia. Sem contar que nem foi um crime de verdade. Esses caras... Fingiram tudo só para o Ace poder falar aquelas coisa, e depois... Se entregarem por todos os crimes.

Ace lidera o grupo até a porta, nenhum deles hesitou, e seguiram seu líder calados. Ao verem a Gangue com as mãos para cima, todos do lado de fora ficaram boquiabertos, mas os policias não perderam a oportunidade de algemar o grupo que nunca se entregou antes.

Saio da loja e tenho a visão dos cinco homens entrarem no carro da polícia sem precisar que os levem. De certa forma, pareciam felizes com sua atitude. E foi naquele momento que eu percebi que as coisas estavam mudando. Sim... As coisas estão mudando...

Ace dá uma última olhada em mim com um sorriso no rosto, fazendo meu coração palpitar mais forte.

– Buttercup! – Ele me chama, e tomo sua atenção para ele. – Eu te enviei uma mensagem por telefone... Leia ela.

Eu havia deixado o telefone em casa carregando a bateria, mas agora eu estava bastante ansiosa para ver o que ele havia deixando para mim.

O carro os levou para longe, a multidão foi embora enquanto as vítimas agradeciam a nós. Por milagre, não havia nenhum repórter hoje querendo saber como solucionamos um crime. Eu realmente não gostaria de falar sobre isso em rede nacional.

Voando de volta para o restaurante, minhas irmãs aproveitaram a distância de todos e me cutucaram.

– Tudo bem, agora a senhorita vai explicar o que aconteceu dentro da loja. – Blossom olha para mim com um ar sério e curioso. Ambas pareciam muito confusas.

– O que você e o Ace fizeram lá dentro? – Bubbles pergunta. – E como diabos eles se entregaram?? A Gangue Gangrena nunca se entregou. Nunquinha mesmo...

Apesar de um monte de perguntas, recusei a responder metade. A outra metade, inventei alguma mentira. Elas não engoliram muito bem, mas é assim que as coisas irão ficar.

Voltando ao restaurante, comemoramos com champanhe a mais um membro na família. Estar junto a minha nova mãe trazia um sentimento bom meu coração, longe dos problemas e de tudo de estranho que vem acontecido comigo. Ver aquele casal feliz, com planos e sonhos de vida, era tudo para mim. Não trocaria a felicidade dos dois por nada nesse mundo.

Chegamos em casa de onze horas da noite. Tirando tudo o que aconteceu na loja de joias, foi uma noite espetacular, repleta de alegria paz. Srta. Bellum passará a noite conosco em casa, o Professor disse que é para iniciar o espírito da nova família, mas eu sei muito bem o que os pombinhos vão aprontar depois da meia noite, por isso é bom dormimos logo.

Eu e minhas irmãs voamos para o nosso quarto, me sento na cama e começo a tirar o sapato. Conversamos um pouco sobre a alegria de termos uma nova mãe, mas não durou muito pois mal sabíamos como expressar essa alegria em palavras. Bubbles disse que iria tomar banho, e Blossom foi para a cozinha beliscar alguns doces que o Professor fez ontem.

Aproveitei a minha solidão no quarto para refletir o que aconteceu. Fecho um pouco os olhos, recordando de cada cena. Recordando das palavras de Ace. Recordando daquele sorriso. Recordando daquele olhar sincero.

“Mesmo que dure milhões de anos, eu... Quero me redimir contigo.”

Essas palavras não saiam de minha cabeça. Sem contar que a atitude que eles tomaram de se entregar ainda mexia com o meu coração. Pego meu travesseiro ao lado e o seguro com força, suspirando em seguida. Devo confiar nele?...

Naquele mesmo instante, lembro o que ele me disse sobre ter deixado uma mensagem para mim. Estico a mão até o criado mudo e seguro meu telefone, vou até a caixa de mensagens e abro a primeira que vejo. A mensagem não fora uma grande surpresa, mas diferente de como eu agi das últimas vezes que li uma mensagem desse mesmo conteúdo, não surtei ou comecei a me convencer de que Ace não havia mudado. Assim como também não mudei minha ideia sobre Butch. Tudo pareceu neutro naquele instante.

“O que eu disse sobre o Desordeiro continua sendo verdade.

– Ace.”

Me deito na cama e aperto o travesseiro com mais força, sentindo uma leve dor no peito. Pude sentir algumas lágrimas querendo escorrer de meus olhos, mas as segurei com força.

Parece que eu não teria mais descanso daqui para frente.

– Deus... Eu não sei mais no que devo acreditar...

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Não consegui dormir direito essa noite. Estava eufórica demais, e, ao mesmo tempo, confusa demais. Primeiro vou comentar de minha euforia: Era realmente difícil de acreditar que depois de dezoito anos, eu finalmente teria uma mãe. E ainda por cima, ela será a Srta. Bellum, a melhor amiga que alguém pode ter. Já falei tanto a respeito dessa felicidade que vocês já devem estar se enjoando de mim. Perdoem-me, vou tentar focar naquilo que vocês estão realmente interessados.

Agora falando sobre a confusão em minha mente: Vocês sabem muito bem o motivo. Será que aquele momento não pode ser apagado? Ou vou ter que ficar lembrando do que Ace disse para mim pelo resto da vida? Ele e sua gangue estão na cadeia agora, isso era para me deixar feliz, mas não estou. As coisas ainda não ficaram muito claras em minha mente, e queria esclarecê-las já. Inúmeras perguntas rondam em meu cérebro.

Eu não entendo... Porque ele está agindo dessa maneira? O Ace não é assim. Ele sempre foi um orgulhoso. Não acredito que ele tenha mudado da noite para o dia. E se mudou... Como vou conseguir perdoá-lo? Como vou conseguir olhar para ele e não ver aquele idiota que me fez sofrer? Mesmo que ele esteja realmente arrependido, como meu coração vai aceita-lo de volta?

Meu coração... Esse era um assunto complicado. Em tudo o que estou passando agora, o maior problema de todos continua sendo o meu coração dramático e sem direção. E, acima de tudo, meus sentimentos. Nem eu tenho certeza do que sinto, ou no que devo sentir. Mas agora, nesse momento, o que mais me incomodava eram meus sentimentos em relação à Ace. Talvez... Talvez eu goste dele. Não da mesma maneira que eu gosto do Butch, ou da maneira que já senti por ele, mas... Talvez eu ainda goste dele como pessoa... Ou a maneira que ele se arrisca pelas pessoas que ele são importantes pra ele. Mas a grande dúvida é... O que sou pra ele?

Solto um suspiro arfado e de bom som, me espreguiçando no sofá da sala. Ás vezes sinto como se eu fizesse uma tempestade num copo d’água... Deve ser a idade, só pode...

Naquele momento, pude ouvir a campainha tocar. Já eram quatro e meia da tarde, e eu havia passado o dia de pijama. O Professor e a Srta. Bellum saíram logo após o almoço porque precisavam resolver algumas coisas, provavelmente envolve o casamento. Bubbles foi encontrar um garoto na praça, parece que ela já esqueceu totalmente do Kevin. E Blossom estava lá em cima, no quarto, se arrumando para a sua aula de balé.

Sendo eu a mais próxima da porta, me esforço para levantar do sofá e caminho até a entrada, sem perguntar quem era, a abro rapidamente. Antes mesmo que eu pudesse ver a visita, sou surpreendida com um beijo caloroso nos lábios, enquanto meu rosto era segurado com firmeza por duas mãos grandes e fortes. Sentindo aquele cheiro doce, pude logo perceber quem era.

Da mesma maneira que eu estava feliz em tê-lo daquela maneira comigo, as palavras de Ace a seu respeito voltaram a me cutucar. Será que as coisas entre nós dois nunca poderão ser normais?

Tento ao máximo esquecer aquilo tudo e focar nos meus verdadeiros sentimentos pelo moreno em minha frente, que beijava meus lábios da maneira mais ardente e desejada possível. Butch acariciava meu rosto enquanto roçava sua língua na minha, me aninho em seu pescoço, intensificando o beijo. Nossos lábios dançavam em uma sintonia quase perfeita, a temperatura de meu corpo aumentava a medida que o beijo ia aprofundando. O moreno explorava cada canto de minha boca, ele parecia mesmo bem animado pra quem acabou de chegar. Nossa, mas que fogo é esse?

Suas mãos descem por minha cintura e meu rosto cora um pouco. Ouço-o fechar a porta com um chute, enquanto nos guia para a sala. O beijo ia se aprofundando mais e mais, o que me fez estranhar um pouco. Pra ele estar desse jeito... Deve estar querendo...

Lembrando que minha irmã, ou melhor, a Blossom, a “freira”, ainda estava em casa, paro o toque, tampando sua boca com a mão.

– Alto lá, espertinho. – Ele olha para mim com cara de pidão, como se estivesse implorando para que eu continuasse o beijo. Lhe dou um sorriso e ajeito seu cabelo, que estava um pouco bagunçado. – A Srta. Boazinha está aqui em casa.

– Sentiu minha falta? – Ele pergunta de uma maneira esquisita. Nossa, o que aconteceu de ontem pra hoje? Parece que ele não me vê há anos.

– Por que você está tão carente? – Brinco um pouco, ele ri.

– He he. Sabe o que é... – Em um movimento surpresa, ele me empurra para o sofá e se joga em cima de mim, colocando todo o seu peso contra o meu corpo. – É que eu não consigo ficar longe de você.

Normalmente eu coraria e começaria a gaguejar com uma declaração dessas, mas ele estava tão pesado que eu era incapaz até de suspirar.

– Butch... Tá... Me... Sufocando... – Suplico para que ele saísse de cima de mim, ele levanta a cabeça e olha em meus olhos.

– Ah é, é? – Ele faz uma cara ameaçadora e, ao mesmo tempo, travessa. Merda, eu conheço essa expressão... – Então aguente, porque eu não vou levantar.

– Não! Seu puto! Sai daqui! – Começo a empurrá-lo, mas todos os meus esforços eram em vão. Mesmo tendo uma força brutal, ainda era incapaz de tirá-lo de cima de mim. Butch parecia se divertir em me torturar, mais uma coisa que detestava e, ao mesmo tempo, amava nele. – Seu gordo! Sai de cima de mim!

– Eu? Gordo? – Ele começa a rir, zoando da minha cara. – Você que é uma fraca!

– Desgraçado! Sai de cima de mim, porra!!

A brincadeira continuou por um tempo. Por mais que ele estivesse pesado, era divertido participar dessas travessuras. Butch era mestre em me divertir quando tudo parecia incerto. E o olhando dessa maneira... Era quase impossível acreditar que o que Ace alertou sobre ele era verdade.

As risadas e troca de “elogios” carinhosos foram cortados quando a ruiva parou em nossa frente, ao lado do sofá. Ela estava usando um collant preto com uma saia cor-de-rosa, seu cabelo, como sempre, estava amarrado em uma fita vermelha, ela estava usando uma meia-fina cor-de-rosa, um aquecedor de pés e uma sapatilha. Depois de analisar o que ela estava vestindo, tomo a atenção para seu rosto, estava sério.

– Eu vou para a aula de Ballet agora. – Avisa. – Tome conta da casa até alguém chegar.

– Ok.

Antes que ela saísse, lança um olhar mortal para Butch, daqueles que faz qualquer um se arrepiar. Ela sempre faz isso quando tem uma oportunidade. Posso vê-lo engolir a própria saliva enquanto sua um pouco, por um instante, imaginei que os dois estavam em um campo de batalha, e ao se olharem, faíscas saltavam de seus olhos. Típica cena de anime de comédia.

A ruiva dá uma bufada e em seguida vai até a porta, aonde bate com força ao sair. Eu e Butch nos recompomos, ficando sentados no sofá. Pego o controle que estava no chão e ligo a TV para ver se estava passando algo bom.

– Eu não sei porque, mas sinto que sua irmã quer me matar. – Ele diz em um tom irônico.

– Ah, você acha? – Ironizo também. Dou bufada, brava. – Eu já disse pra ela parar de agir feito uma criança. E depois a imatura sou eu.

– Eu não pensei que ela fosse tão assustadora. Se brincar, é até mais que você.

– Como é? – Lanço um olhar bravo para ele, ouço sua risada em resposta.

– Calma aí, marrentinha. Eu só estava brincando.

– Sei.

Continuo mudando os canais, porém nenhum deles mostrava algo interessante. Desligo a televisão e me espreguiço, olho para Butch e percebo que eu não era a única que estava entediada.

– Tem alguma coisa pra a gente fazer? – Pergunta, que nem criança quando vai pra casa do melhor amigo.

– Tem o PS3.

– Não. A gente joga isso todo dia.

– Tem comida na geladeira.

– Tentador, mas estou sem fome. – Essa resposta me surpreende. Ele sempre está com fome. – Comi uma dúzia de pizzas antes de vir pra cá.

– Então... Realmente não tem nada. – Respondo, decepcionada. – O que você quer fazer?

– Sexo. – Responde com a maior sinceridade do mundo, fazendo meu rosto corar em uma velocidade insana. – Mas alguém pode chegar a qualquer momento, e... Ainda não consegui a total confiança do seu pai.

Assinto e rio um pouco.

– Pois é, flagrar a filha transando com o namorado no sofá da sala é algo meio traumático para um pai. – Ironizo, ambos rimos da situação. Lembrando de meu pai, recordo de algo importante que esqueci de contar a ele. – Ah! – Minha voz saiu mais alto do que deveria, pegando-o em um susto. – Esqueci de te dizer uma coisa!

– O quê? – Ele pergunta curioso, enquanto eu, sentia até um arrepio a tocar nesse assunto.

– O Professor e a Srta. Bellum vão se casar! – Respondo contente e com um sorriso que se estendia de orelha a orelha.

Butch fica um tanto surpreso, também formando um sorriso no rosto.

– Sério?? – Pergunta, eu assinto. – Wow, parabéns ao casal!

– Sim! Eu estou tão feliz por eles! – Ainda eufórica, começo a expor meus sentimentos a ele. – É tom bom aumentar a família... Eu nunca esperei que eu fosse ter uma mãe.

– Que bom que você está feliz. – Envolve seu braço em meu ombro e eu o abraço, contente. Tudo parecia perfeito naquele momento, e eu queria que ele prolongasse até o anoitecer. O silêncio é cortado por Butch. – Deve ser legal...

– Hãn?

– Deve ser legal ter uma família... – Diz em um tom triste, me deixando preocupada. – Quer dizer... Eu tenho meus irmãos, os meus pais, mas... Sei lá... – Faz uma pausa, coçando um pouco a cabeça e fitando o chão. Força um sorriso. – Que coisa idiota... Esquece o que eu disse.

Olho no fundo de seus olhos, parecia solitário, e um tanto triste. Faço um cafuné em sua nuca e lhe dou um beijo na bochecha.

– Não é idiota. – Seguro seu rosto com as mãos e o olho profundamente, fazendo-o mirar em meus olhos. Sorrio de uma maneira gentil, garantindo minhas palavras. – Por mais que você se sinta sozinho... Você sempre terá uma família comigo.

Seus olhos começam a brilhar um pouco, de longe posso ouvir os batimentos de seu coração, e seu rosto cora levemente.

– Buttercup...

Me aproximo de seu rosto, provocando uma distância mínima entre nossos lábios. Toco-o com um beijo suave, porém caloroso, transmitindo todo o carinho que podia oferecer. Separo um pouco para olhar em seus olhos de uma maneira sincera.

Naquele momento, minhas memórias de tudo o que ocorreu com Ace ontem haviam evaporado. Aqueles avisos pareciam ter sumido. Eu estava focada apenas em meus verdadeiros sentimentos por Butch, que me puxou para um abraço quente e demorado. Seus lábios alcançam meu ouvido e, sem permissão, sussurra:

– Você é a minha família. – Essas palavras fazem os batimentos de meu coração acelerarem de maneira insana, meu rosto cora intensamente enquanto uma felicidade invade meu corpo. Aquela fora a melhor declaração que ele já dissera para mim. Butch... Porra, Butch. Eu te amo muito. – Sério mesmo, preciso agradecer a seu pai por ter criado você.

Solto um pequeno risinho, me separando um pouco de seu abraço.

– Não agradeça só a ele, agradeça à ciência. – Ironizo, ele coça a cabeça.

– Ah, é. Seu pai é um cientista, não é? – Pergunta, eu assinto. Voltando a posição que estávamos, ele começa a olhar para o teto, imaginando algo. – Deve ser legal trabalhar em um laboratório... Mas acho que eu só ia fazer merda. – Rio e concordo com sua afirmação, ferindo seu ego. Ele suspira. – Eu nunca entrei em um laboratório... Sempre tive curiosidade em saber como é um.

Uma luz surge em minha mente, porém minha consciência mandava eu não seguir essa luz. Eu poderia mostrar a ele o laboratório do Professor... Não. O Professor disse para nunca deixar ninguém entrar lá. Nem a Srta. Bellum sequer pisou lá. Olho em seu olhar curioso, como se realmente quisesse saber como é um laboratório. Me deixo levar por aquela carinha e ignoro minha consciência. Ora, mas que mal faria ele dar uma olhada?

– Butch... – Chamo sua atenção, e ele volta a olhar para mim. É, acho que não tem problema. – O Professor... O Professor trabalha aqui em casa mesmo em seu próprio laboratório. Fica bem escondido, na porta dos fundos que leva ao subsolo. – Sua expressão muda, prestando atenção em minhas palavras. – Se... Se você prometer não tocar em nada, eu te levo.

Ele fica um momento em silêncio, pensando. Acho um pouco estranho, algo assim não é de se pensar muito. Ele volta a falar.

– Sério? Tem certeza?

Abro um gentil sorriso no rosto, garantindo que estava tudo bem se ele fosse.

– Sim. Vamos lá.

Nos levantamos do sofá e caminhamos até o corredor. Uma sensação estranha me recorreu, era como se o clima tivesse ficado mais pesado. Por um instante, senti algo mudando nele, não reparei muito, pois estava muito feliz, mas senti que ele mudou um pouco a sua expressão. Está mais... Sombrio?... Ah, mas que importa? Ele tem essas crises de repente mesmo, já estou me acostumando.

Chegando ao fim do corredor, pego uma chave em baixo do tapete que abria a porta do laboratório. Entramos de vagar e em silêncio, acendo a luz, dando a visão daquele enorme lugar lotado de experimentos e ferramentas que nem eu sabia o nome. Fecho a porta, descemos as escadas e pousamos no chão.

O moreno parecia realmente surpreso ao ver um lugar tão grande e cheio de coisas estranhas, se não o conhecesse, diria que estava se divertindo igual a uma criança. Começa a apontar para algumas coisas e perguntar o que elas eram, e pra quê eram usadas. Eu só me recordava de algumas, fazia muito tempo que não descia para cá.

Butch vai até um determinado lugar do laboratório, uma parte completamente vazia e apenas com alguns matérias. Havia marcas de explosão pela parede, daquelas impossíveis de serem retiradas, o que deixaria qualquer um curioso.

– Nossa, o que aconteceu aqui? – Pergunta.

– Foi a explosão que aconteceu há dezoito anos atrás. – Explico, tentando deixar um ar misterioso. Pelo visto eu havia conseguido, pois ele questionou mais ainda.

– Foi uma explosão do caralho, hein. – Afirma para si mesmo, me fazendo rir um pouco. – E o que causou essa explosão?

– O meu nascimento. – Respondo, ele se surpreende, arregalando os olhos. – Essa explosão foi o resultado do nascimento das Meninas Super-Poderosas.

Ele fica um pouco em silêncio, olhando para mim e para o estrago que fizemos. Ironiza um pouco.

– Isso é o que eu chamo de entrada triunfal.

– He he, eu que o diga. – Concordo.

O moreno coça a cabeça, ainda um pouco curioso. Naquele instante, senti aquele clima pesado aumentar, como se ele estivesse voltando a ficar “sombrio”. Eu não sabia muito bem o motivo de sentir aquilo, mas não dei importância mais uma vez.

– Me diz... Como foi que ele criou vocês?

Sua pergunta me deixa um tanto surpresa, pensei que ele já soubesse.

– Você nunca ouviu o ditado das Meninas Super-Poderosas? – Pergunto, ele diz que não. Tento explicar da melhor maneira possível. – Bom... Assim que nós três nascemos, todos queriam saber como o Professor conseguiu criar crianças com poderes anormais. Quando ele deu as instruções, o povo fez o seguinte ditado... – Respiro fundo, me preparando para dizer o ditado que todos conhecem. – “Açúcar, tempero, e tudo o que há de bom.”... – Aponto para os ingredientes na bancada, ele os observa com atenção. – “Estes foram os ingredientes escolhidos para criar as garotinhas perfeitas. Mas o Professor Utonium, acidentalmente, acrescentou um ingrediente extra na mistura: O Elemento X.”... – Ao dizer esse nome, ele ficou estranho, pior do que já estava. Mas o que diabos está havendo com ele hoje? Volto a me concentrar no ditado. – “E assim nasceram as Meninas Super-Poderosas. Usando seus ultra-super-poderes, Blossom, Bubbles, e Buttercup, tem dedicado a sua vida combatendo o crime e as forças do mau.”. – Ficamos um pouco em silêncio. O clima ainda estava meio pesado, mas tentei cortar isso de uma vez. – Então... Foi assim que eu nasci. O impacto do Elemento X causou a explosão, e a explosão nos criou.

– Sei... – Ele olha a bancada, observando os três ingredientes ditados. Faz uma expressão meio estranha, tentando parecer normal. – Mas... Porque o famoso Elemento X não está aqui?

Estranho um pouco sua pergunta, mas não hesito em responder.

– Está sim. – Em frente aos ingredientes, havia um armário lacrado. Ali o Professor guardava o Elemento X por questão de segurança. Procuro a chave no meio do pote com tudo o que há de bom, que era aonde o professor deixava guardado. Abro o armário e retiro o pote de vidro que armazenava o líquido negro. Mostro-o para Butch, segurando o pote com o maior cuidado que posso. – Aqui está. O Professor o mantém guardado por ele ser muito poderoso. Não se sabe ao certo o que ele é capaz de fazer... Mas o Professor conseguiu a informação de que ele consegue deixar a pessoa milhões de vezes mais fortes, ou, dependendo do caso, milhões de vezes mais fraco. Caso for um humano comum... Pode até sugar todas as forças até matar.

– Incrível. – Ele analisa o líquido de uma maneira estranha, com cuidado, retira de minha mão para analisa-lo melhor.

A maneira que o maneiro observava o Elemento X me trazia arrepios, o Butch que estava ali não parecia ser o Butch de sempre. Se ele já estava agindo esquisito antes, agora, com o elemento em suas mãos, demonstrou uma expressão que nunca havia visto antes.

Eu não gostava de vê-lo daquela maneira... Não gostava...

Me aproximo aos poucos, querendo entender o que estava acontecendo com ele. Toco seu ombro.

– Butch... – Ele se assusta, apesar de eu não ter feito nada que assustasse alguém. Tem algo errado aqui, com certeza. – Está tudo bem?

Ele não responde, olha para o líquido negro e suspira. Me devolve o pote e desvia o olhar.

– Está... – Responde. Em um movimento rápido, sem nem sequer olhar para mim, sai dali de perto. – Bc, acabei de lembrar que tenho um compromisso. É bem legal esse laboratório, valeu por me mostrar.

Sem entender o motivo daquilo, fico mais confusa do que nunca.

– O quê? Mas, Bu-

– Tchau! – Ele vai embora sem mais nem menos.

Mas o que há com ele?? Dou uma última olhada no Elemento X, pensativa sobre o que acabou de acontecer. Aquela nova expressão em seu rosto não saia de minha cabeça. Era uma sombria, semelhante a que Brick costuma fazer.

Será... Que foi uma boa ideia trazê-lo pra cá?...

Continua...

Notas finais
Então... Gostaram? Já vão querer apostar em qual dos dois ela deve confiar? Mandem todas as suas dúvidas e opiniões nos reviews o/ Bom gente, eu sei que tá brabo só um capítulo por mês, mas prometo que vou tentar melhorar em junho/julho. Os feriados com a copa vão ajudar, e as férias muito mais. Sem contar que todas as provas serão anuladas nesses dois meses *0*. UHUUUUUULL!! PARTY HARD!! Espero que sejam pacientes, mas mesmo assim, darei o máximo para não demorar ;) Até o cap 24 o/ Kissus para todos vocês, e, especialmente, para as suas mães ^^ ♥