Notas iniciais
Yoo minna o/Viram só? Esse aqui saiu bem rapidinho :D. Bem, irei avisar-lhes antes que descubram sozinhos e comecem a me atirar pedradas. Esse capítulo contem H-E-N-T-A-I. Isso mesmo, HENTAI!!! O que significa que haverá cenas de sexo explícito para maiores de 18 anos.Se você tem 18 anos e gosta do conteúdo, já está liberado para ler, se você não gosta, sugiro que pule o capítulo. Mas se você é menor de dezoito anos e tem interesse em ler... Por favor, não contem a seus pais!!!Agradecimentos: Gablychan, PunkRock, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406, Shirayukki, Kagome chan, Clove Mason, amores da minha vidaaa!!! Milhões de kissus pra vcs seus danadinhos!! ♥♥♥♥♥...Boa leitura!!

–... Uou. – Dizia para mim mesma enquanto admirava o quarto.

Assim que abrimos a porta e ligamos a luz, já dava para ver claramente o quarto arrumado e com um aroma gostoso. Tinha cheiro de rosas. O lugar não era nem muito grande, nem muito pequeno, o que já era de se esperar de um abastecimento 3 estrelas. Havia uma grande cama de tecido branco com algumas almofadas vermelhas em cima, duas poltronas vermelhas ao lado, uma grande cortina de tecido fino que cortava para a varanda, um ar-condicionado no teto, uma televisão de plasma de frente para a cama, e uma porta que dava para o banheiro.

Até que é bem aconchegante. Nós dois entramos e tiramos nossos sapatos sujos, sentindo em nossas peles o chão da cerâmica gelada, me dando um pouco de arrepios. Butch se senta na poltrona e eu me sento na cama em seguida, tiro meu celular do bolso, ainda estava sem sinal. Eu não recebia nem poderia fazer uma ligação sequer. Solto um suspiro. Elas devem estar preocupadas... Mas como que eu vou avisar que estou bem se não tem sinal??

– Pensando nas suas irmãs? – Ele pergunta, o encaro um pouco e depois assinto. – Fica tranquila, a gente sai daqui bem cedo amanhã e põe o pé na estrada.

– Tem razão... – Me aconchego mais na cama, me preparando para deitar. – De qualquer forma, passar a noite aqui é bem melhor que ficar naquela chu-... – Antes que eu pudesse terminar a frase, solto um pequeno espirro.

Butch se levanta da poltrona e me levanta da cama, eu estranho e tombo a cabeça no ombro sem entender.

– Bc, se eu fosse você tiraria essa roupa.

Seu comentário faz meu rosto corar violentamente e meu coração acelera. Começo a gaguejar.

– O-O-O que quer dizer com isso, seu pervertido??

Ele solta um risinho e suas mãos pousam em meus ombros.

– Calma marrentinha. – Ele diz suavemente. – Só estou dizendo que não deveria ficar usando essa roupa molhada e suja de lama.

Abaixo a cabeça para ver meu estado, percebo que ele estava certo. Minha roupa estava completamente molhada e com enormes manchas de lama, e meu cheiro estaca tão podre que parecia que eu não tomava banho há semanas. Nossa, eu tô um lixo.

Solto um suspiro longo e vou em direção ao banheiro, acendo a luz e dou de cara com uma banheira redonda gigantesca de hidromassagem, confesso que até me animei pois sempre quis tomar banho numa dessas. Ao lado dela havia um pequeno armário, o abro e encontro algumas roupas para dormir, e claro, por ser de um motel, eram bastante... Sensuais. Deve ter alguma menos indecente. Pensei comigo mesma enquanto procurava algo limpo para vestir após o banho. E realmente encontro, mas não deixava de ser curto.

Era uma camisola branca de cetim fino, a encaro bem e percebo que ela deixaria algo a mostrar, mas me contento em usá-la afinal todas as outras roupas eram totalmente transparentes, deixando um decote ou nas pernas, ou nos seios. Vai ter que ser essa mesmo. Deixo-a ao lado da banheira e vou até a porta, vejo Butch assistindo televisão deitado na cama, estava sem camisa, apenas usando sua calça larga preta. Confesso que parei para admirar um pouco, mas quando o moreno tomou sua atenção para mim, revirei o rosto no mesmo instante.

– B-Butch, eu vou tomar banho, ok? – Aviso e ele assente. – Quando eu sair é a sua vez. Você também está todo sujo.

– A culpa não é minha que você deu uma surtada e começou a atirar lama em cima de mim.

– Cala a boca.

Dizendo isso, entro no banheiro mais uma vez e tranco a porta. Começo a tirar toda aquela roupa molhada e imunda e ponho no pequeno cesto ao lado, fico completamente nua e começo a encher a banheira. Enquanto a água enchia, sinto alguns arrepios na pele exposta por causa do frio da cerâmica, que era suspensa tanto no chão quanto nas paredes. Fecho a torneira e entro na água quente e relaxante, me aconchego na banheira e aproveito a espuma sobre meu corpo.

Pego o sabonete com o perfume mais cheiroso que já senti e começo a passa-lo em meu corpo, primeiramente nos braços, depois nos ombros, deixando por fim as pernas. Tomar banho nunca pareceu tão gostoso ao meu ponto de vista, sempre detestei gastar meu tempo entrando na água sabendo que logo eu ficaria suja de novo, mas a forma que a água dessa banheira me relaxava, era algo inexplicável.

Depois de um bom tempo aproveitando a espuma, tomo coragem e saio da água entrando em contato com o vento frio, o que me dava vontade de me enterrar mais uma vez naquela banheira quentinha. Seco meu corpo com a toalha e ponho a camisola com cuidado para não rasgar aquele tecido fino, quando está totalmente posta em meu corpo, a ajusto para não parecer muito curta. Ela deixava minhas pernas amostra, indo até a metade das coxas. Deixava aparecer um pequeno decote nos seios, mas o ajustei o máximo que pude.

Meu rosto esquenta ao imaginar qual seria a reação de Butch se ele me visse assim. Ele vai me zoar, com certeza. Respiro fundo e saio do banheiro, fico cabisbaixa e com a mão no tecido da camisola, tentando abaixá-la mais para ele não ver minhas coxas. Mal tenho coragem para erguer a cabeça e ver a reação dele.

Fiu-Fiu. – Ouço um assobio malicioso vindo dele e minha vergonha aumenta ainda mais. – Olha, eu não digo isso pra qualquer uma, mas você é a menina-macho mais sexy que já vi.

– S-S-S-S-Sexy é o caralho!!! – Respondo com toda a timidez do mundo, ele ri com isso.

Me sento na cama e cruzo os braços, faço uma cara emburrada e o ignoro. Butch se vira na cama de modo que ficasse de barriga para cima, passou a mão por cima do abdômen com uma cara de cão-sem-dono, ou pra ser mais precisa, de faminto-sem-comida.

– Caralho, que fome. – Resmunga para si mesmo.

Ouço meu estômago roncar junto com o dele, estávamos a horas sem comer depois de uma noite agitada como aquela.

– Não se preocupe. – Eu o acalmo. – Quando você terminar o banho a gente chama um serviço de quarto.

– Está bem. – Ele concorda e se levanta. Vai em direção ao banheiro e põe sua camisa no ombro. – Vou tirar uma água do joelho. Procura aí no quarto se tem alguma coisa pra a gente beliscar, geralmente os quartos de motel tem alguns docinhos.

– Tá legal. E nem vou perguntar como você sabe disso.

Ele ri e fecha a porta do banheiro. Me estico na cama, me aconchegando mais. O tecido da camisola deslizava por meu corpo de forma que deixasse mais algumas partes amostra, mas logo eu as cobria novamente. Fito o criado mudo e percebo que ali em cima tinha uma caixa de chocolates, o que me fez sentar rapidamente na cama e me esticar para pegá-la. Chocolate, tudo o que eu precisava agora.

Abro a caixa, lá havia umas quinze trufas de chocolate, que por sinal já estavam me fazendo babar como quem não comia há dias. Retiro cautelosamente uma das trufas e dou a primeira mordida devagar, a mastigo e percebo que havia um gosto um tanto diferente, parece que o chocolate havia se misturado com mais outra coisa.

Dou uma olhada na parte da trufa que restou em minhas mãos e vejo que no meio do chocolate havia um pedacinho de uma fruto vermelha, eu não sabia qual era, mas confesso que era deliciosa. Ponho a outra parte na boca e me sinto no paraíso, não sei se é porque eu estava com muita fome, ou se é porque o chocolate estava realmente delicioso. Cacete, acho que vou começar a invadir quartos de motel só pra comer esses chocolates.

Butch sai do banheiro e vem em minha direção.

– Achou alguma coisa? – Ele pergunta.

Eu ergo a caixa de chocolates para ele.

– Prova isso aqui. É muito bom. – Afirmo.

– Você leu o aviso antes? – Ele pergunta, eu não entendo o que ele quis dizer, mas nem dou atenção por estar hipnotizada pelo delicioso sabor do doce. – Olha, muitos doces de motel contém u-

– Que se foda, prova logo! – Ordeno, querendo cortar o assunto.

Ele assente e pega uma trufa, ao dar a primeira mordida, já estava tão hipnotizado quanto eu. Ele se senta na cama e começamos a devorar todos aqueles doces. Em menos de cinco minutos, a caixa estava vazia. Solto um suspiro logo de satisfação, mas também de tristeza por não ter mais daquele delicioso chocolate.

– Ainda tô com fome... – Comenta e eu assinto.

– Vai tomar seu banho, depois chamamos um serviço de quarto. – Ele concorda e se levanta da cama, vai em direção ao banheiro. – Eu queria mais daquele chocolate...

– Eu também. Mas tudo que é bom dura pouco. – Fala e entra no banheiro, fechando a porta em seguida.

Me espreguiço na cama mais uma vez e ouço o som de minha barriga roncar, passo a mão por cima, tentando acalmá-la. Encosto a cabeça no travesseiro, começo a sentir um calor incompreensível, estendo minha mão até o criado-mudo e pego o controle do ar-condicionado, ligando-o em seguida em seu volume máximo para me refrescar. Passo a mão por minha testa, eu estava suando. Caralho, que calor é esse??

Começo a sentir uma certa tontura e mal-estar, por um instante, parecia que aquele quarto estava girando ao meu redor. Me sento novamente na cama com a mão na cabeça, tento focar a visão mas não consigo, tudo estava girando. O que diabos tinha naquele chocolate? Numa surpresa, Butch sai do banheiro usando apenas uma cueca boxer, estava com o corpo molhado por ter acabado de sair do banho, e com uma expressão de quem estivesse passando mal.

– Bc... O que tinha naquele chocolate? – Pergunta, se segurando para não cair. – Merda, ele não me fez bem!

– Será que estava vencido? – Pergunto, pegando na caixa de chocolate em seguida. Procuro o prazo de validade, nele dizia que ainda não estava vencido. – Estranho, não está...

Olho para o moreno e sem querer desvio para seu corpo definido, de certa forma, ele estava parecendo muita mais atraente agora. Por mais que eu tentasse, não consegui desviar os olhos dele, todos aqueles músculos pareciam me convidar para tocá-los, as cicatrizes, que antes me pareciam brutais, agora me conduziam apenas com o olhar. Em outras palavras, eu estava o devorando com os olhos. O que foi que deu em mim?? Definitivamente tinha alguma coisa naquele chocolate!

Ergo meu olhar para o rosto dele, percebo que ele estava levemente corado enquanto me encarava de maneira estranha e maliciosa. Não desgrudava os olhos de mim, assim como eu também não desgrudava os olhos dele. Utilizo toda a minha força e reviro rosto para não encará-lo mais, Butch faz o mesmo.

– Cacete! Que dor de cabeça! – Afirmo.

– Eu vou pegar um ar lá fora. Esse ar-condicionado não está ajudando.

Dizendo isso vai até a varanda, já eu, continuo deitada na cama, suando tanto pelo calor quanto pela dor de cabeça. Mas principalmente pelo modo que Butch conseguiu me hipnotizar daquela maneira mesmo sem fazer nada. Quer dizer, ele já havia feito isso antes, mas desta vez foi diferente, aquilo estava muito forte, havia algo de errado. Errado até demais...

Será... Será que...?

Pego a caixa de chocolate mais uma vez, procurando nela a lista de ingredientes usado naquele delicioso, porém suspeito doce. Enquanto procuro, vejo Butch sair da varanda quase que em desespero, ele arfava por causa do calor molhando seu corpo ainda mais com o suor, já eu, mais uma vez parei o que estava fazendo para admirar aquele lindo corpo que me hipnotizava em “Três, dois... Um!”.

– Que merda, Bc! O que tinha naquele doce?! – Pergunta e se joga na cama ao meu lado, me dando uma vista ainda melhor de suas costas suadas.

Agora não era só seu corpo que estava a me convidar, seu cheiro também causava o efeito de um imã para mim. Aquele cheiro doce, porém másculo. Controlando-me o máximo que podia, tento desviar meu olhar dele, querendo mais uma vez procurar o que diabos tinha naquele chocolate.

– Porque tá me olhando assim? – Ele pergunta, curioso.

– Butch... Sai daqui. – Ordeno e ele estranha.

– O que?

– Sai daqui! Você tá me incomodando!

– E em que merda eu estou te incomodando?!

– Em tudo! – Exclamo, começando a alterar a voz. – Eu não te dei permissão pra ficar só de cueca!

– Ah, então meu corpinho não te agrada?

– N-Nem um pouco!!

Mais uma vez tomo minha atenção para a caixa e leio o pequeno aviso ao lado da lista de ingredientes. Ele dizia o seguinte:

“AVISO: A fruta que contém nesse doce não passa de um afrodisíaco natural. Uma simples mordida será capaz de desestabilizar os sentidos de quem a come, a excitando instantaneamente.”

Quando me dou conta, percebo que minha intimidade estava pulsando. PUTA QUE PARIU! COMO EU VOU RESOLVER ISSO?!? Sinto uma leve respiração em meu ombro, era Butch, que se aproximava de mim lentamente com uma expressão estranha. Sua pupila estava dilatada, provavelmente pelo desejo, ele havia comido mais chocolates que eu, o que me preocupava pois o efeito deveria estar muito mais forte nele.

O moreno me encarava de forma maliciosa, parecia até estar me comendo com os olhos. Meu rosto cora e eu tento me afastar dele. Butch se aproxima ainda mais e me dá um beijo carinhoso no ombro, trazendo um arrepio para a minha pele inteira.

– O-O que está fazendo?? – Pergunto. Ele continua a me olhar daquela maneira desejosa e se aproxima mais.

– O seu cheiro... – Começa. Roça os lábios de meu ombro até meu ouvido, onde sussurra suavemente com a voz roupa. –... É muito bom...

Sinto sua língua fazer um carinho no lóbulo da minha orelha esquerda. Eu poderia ficar mais extasiada ainda apenas com aquela respiração batendo na curvatura de meu pescoço. Dá um mordida leve na parte de cima, fazendo meus batimentos cardíacos aumentarem em questão de milésimos de segundo.

– Seu cheiro é tão bom, Buttercup... – Sussurra mais uma vez com a boca colada em meu ouvido.

Começo a sentir seu cheiro mais forte, uma sensação invade meu corpo, era a mesma sensação que eu senti naquela noite em que Butch começou a me agarrar na casa dele. Será que é isso que chamam ficar... Excitada?

– Butch... Seu cheiro também é muito bom... Eu quero sentir mais desse cheiro.

Começo a acariciar seus cabelos lisos e sedosos, enquanto me vicio ainda mais por seu cheiro delicioso.

– Eu também...

Me afasto dele para olhá-lo nos olhos, faço uma expressão mais séria e respiro fundo.

– Butch, aquele chocolate... Eu dei uma olhada na caixa e li que nele tinha uma certa... Coisa. – Faço uma breve pausa, me preparando para dizer. O moreno não tirava os olhos de mim, curioso. – Aquela frutinha que tinha dentro dele... Era um afrodisíaco natural que excita instantaneamente quem a prova. Em outras palavras, estamos sobre efeito de um desejo poderoso.

O silêncio reina. Butch faz uma cara de surpreso, mas não estava bravo por eu ter metido a gente nessa, pelo contrário, ele estava bem normal em relação a isso. O silêncio é quebrado quando ele solta um risinho malicioso vindo de um sorriso debochado.

– Parece que você terá de sofrer as consequências de seus atos mais uma vez, marrentinha. – O que? Nem tive tempo de protestar, pois Butch me deita brutalmente na cama, ficando por cima de mim. Segura meus braços, impedindo que eu recuasse. Aproxima seu rosto do meu e fica a pouquíssimos centímetros de minha boca, que arfava de surpresa e desejo. – Agora seja uma boa menina e aceite seu castigo.

Ataca meus lábios com ferocidade, iniciando um beijo cheio de desejo. Logo todos os meus argumentos foram para o espaço assim como minhas dúvidas, me deixando ceder ao delicioso beijo que o moreno proporcionava. Os lábios dele dançavam com os meus, enquanto nossos línguas ansiavam por espaço na boca um do outro.

Suas mãos deslizam por meu corpo, apertando minha cintura. Ele me prende mais a ele. Quanto mais respiro seu cheiro, mais me sinto excitada. Aos poucos aquele beijo se tornava mais quente e prazeroso.

Separo o toque de nossos lábios por falta de ar, e eu, mais corada do que jamais estivera, procuro a melhor desculpa para acabar com aquilo tudo. Mas qualquer argumento seria em vão.

– Eu... Eu não posso... Você sabe que eu não posso...

– Você me fez ficar assim, nada mais justo que me ajuda a resolver esse "probleminha".

– COMO É?!?

O moreno retomou ao beijo, pressionando seu corpo suado e pesado contra o meu. Envolvo meus braços por volta de seu pescoço, por mais que eu hesitasse, sempre acabava cedendo. Esse doce maldito... Está fazendo meu corpo reagir como não quero!!

Não conseguia ficar por muito tempo longe do calor do corpo dele, meu próprio corpo agora implorava por carícias, enquanto eu as recebia de bom grado por parte do moreno que mordia e degustava de toda minha pele branca na região do pescoço, enquanto eu apenas cerrava seus olhos e respirava ofegante, soltava alguns gemidos de vez em quando. Aquilo era irresistível. Culpa do afrodisíaco, talvez.

Decido tomar uma arriscada iniciativa. Paro de beijá-lo, descendo um pouco e lambendo seu pescoço. Ele se arrepia. Até o gosto do suor dele é bom. Como pode uma coisa dessas? Ele se senta, me fazendo ficar com as pernas abertas sobre as suas. Ele pega na minha bunda, apertando com força moderada. Eu solto um gemido. Tem como isso ficar mais vergonhoso??

Em resposta ao meu pensamento, sinto algo se esfregar na minha calcinha. O que é isso? Não me diga que é... A “COISA”?!?!!? Ele me beija novamente. Sinto meus olhos se revirarem. Puxa a barra da camisola para cima, tirando-a de meu corpo lentamente. Olha para meus peitos expostos, ou melhor, come com o olhar. Meu rosto cora violentamente mais, e meu coração que já estava palpitando dentro de mim, quase sai pela culatra. Eu os tampo rapidamente, impedindo a visão.

– Não se preocupe, marrentinha. O máximo que eu vou fazer é pegar. – Fala com a voz mais rouca que o normal. – E também, a gente só tá usando roupa de baixo mesmo. Nossa relação nunca mais será a mesma depois disso.

– Eu sei... – Começo, com vergonha. Merda! Não acredito que vou dizer uma coisa dessas! Que vergonha!– É que... É estranho... Além de mim, ninguém tocou meus peitos ou qualquer outra parte do meu corpo... Eu tenho medo do que vai acontecer. Eu fico assustada, indecisa, seja lá o que for... – Butch me olha um pouco mais sério agora, respiro fundo e fecho os olhos. – Eu nunca fiz isso antes.

O silêncio reina no quarto, Butch fita meus olhos com desejo, mas também com carinho. Cola seus lábios nos meus mais uma vez, de forma suava e delicada. Para de me beijar e me encara com um sorriso gentil no rosto.

– Eu sei... Sei que você deve estar insegura e um pouco assustada. Mas acima de tudo... Você precisa confiar em mim. – Suas palavras me fazem suspirar, fito seu rosto, estava sendo sincero. Segura meus braços que tampavam meus seios, tentando abaixá-los lentamente. – Confia em mim?

Permaneço pensativa por alguns instantes, olhando para o belo rosto do moreno em minha frente cheio de carinhos para me oferecer. Solto um suspiro e libero meus braços dali, agarro seus cabelos e o puxo para mais um beijo. Estica o pescoço, passando a língua sobre meus lábios. Junto mais nossos corpos, prensando meus seios contra seu peitoral. Beijo-o com força, sem tomar cuidado nenhum. Por instinto rebolo os quadris. Ele geme. Nunca tinha ouvido um gemido masculino antes... É tão gutural...

Ele se separa de mim, e olha para baixo novamente. Fecha os olhos e põe a boca sobre meu seio esquerdo.

– Ei, Butch! O que está... Aah!! – Gemo ao senti-lo lamber o bico. Isso é muito bom! Por quantos pontos uma pessoa pode sentir prazer?! Ele segura o outro com a mão. Sinto o meio das minhas pernas se contrair cada vez que ele chupa com mais força. — Ah...

Ele coloca a mão na minha boca. Acho que é para eu não fazer barulho, mas... Não dá! Ele aperta minha coxa esquerda, e desliza suas mãos, pressionando minha calcinha com a ponta dos dedos. Na mesma hora, solto um gemido com sobre sua mão cobrindo minha boca. Esse afrodisíaco maldito! Está me fazendo passar por uma vergonha dessas!

Continua estimulando minha intimidade com o dedo, passando por pontos onde nem eu imaginava sentir tanto prazer. Que diabo é isso? Ele me tocou por cima da calcinha! Por que foi tão bom?

Se afasta de mim, me deita na cama mais uma vez, encostando minha cabeça no travesseiro. Me dá um beijo caloroso, enrolando sua língua na minha. Desce os beijos até o pescoço, onde maltrata com mordidas e alguns chupões, ponho as mãos em seus ombros, onde aperto com uma força moderada, arranhando sem querer. Ele rosna em resposta.

Passa a língua do meu pescoço até o umbigo, onde ele para. Vai um pouco mais para baixo e põe a mão no cós da calcinha. O que ele tá pensando em fazer? Ah, não consigo pensar direito!! O cheiro dele é muito forte!! Afrodisíaco maldito!!

Tira a minha calcinha lentamente, o que me faz ter um treco. Q-Quem deu permissão?!? Eu estava prestes a reclamar, mas ele sobe novamente e volta a me beijar, me fazendo esquecer que ele acabara de me deixar nua. Eu nunca fui de me expor, sempre teve vergonha de ficar nua mesmo que fosse para minhas irmãs ou o Professor. Mas agora, estranhamente toda essa preocupação foi para o espaço quando Butch colou o seu musculoso corpo com o meu.

Para de me beijar e volta para baixo, coloca minhas pernas em seus ombros. Aproxima o rosto da região interna da minha coxa, onde ele beija e dá umas mordidas. Cada vez chega mais perto...

– Butch... O que você vai fazer? – Pergunto, ofegante. Ele lambe os lábios.

– Vou te dar muito prazer. — Responde. Encosta a boca na minha intimidade.

– Ei! Que diabos... Haaa!! – Gemo. Sinto sua língua lá embaixo. Lambe toda a extensão do meio das minhas pernas sem dó, e eu tampo as boca com as mãos. Puta merda! Ele é muito bom nisso!

Chupa minha intimidade, e eu contorço meu corpo. Fecho minhas pernas, apertando seu rosto. Ele não parece ligar, pois penetra sua língua em mim, tirando e colocando, tirando e colocando. Tiro as mãos do rosto, pousando-as em seu cabelo. Não consigo fechar minha boca, porém ele parece bem controlado. Passa os dente naquela região, espasmos percorrem por meu corpo como um aviso. Estava vindo.

– B-Butch... Eu... Aah! E-Eu vou...

Antes que eu pudesse terminar a frase, Butch corta aquele toque e sobe para me beijar, impedindo que eu sofresse aquela sensação nova. Eu estava acabada, é claro, depois de tudo aquilo meu corpo estava pedindo por um alívio. Mas o moreno não deixava, desce os beijos até meu ouvido e sussurra baixo.

– Eu ainda não terminei contigo... – Dizendo isso, meus olhos se arregalam e meu coração quase sai pela boca. Olha em meus olhos, e parece sufocado. Quando se separa de mim, tranca a mandíbula com força. Ele está se controlando muito. Junto toda a minha coragem e olho para baixo, vejo sua cueca. Posso ver a ponta da coisa, parecia até que ia explodir. Nossa! Eu achei que era a única que estava excitada! Deve estar doendo... – Me desculpe, mas... Eu não aguento mais. Preciso de você agora.

– Eu... Eu também não aguento mais esperar... – Suplico. Ele assente.

Levanta um pouco os quadris, se livrando da própria cueca. Sinto vergonha, mas minha excitação é muito maior. Seu membro se liberta, mas não tenho coragem de olhar. Coloco uma perna em cada lado de seu corpo, olhando para baixo. Butch segura meu queixo e me beija. Olha para mim profundamente, com sua pupila dilatada por causa do desejo.

– Confia em mim? – Pergunta.

Eu olho no fundo de seus olhos gentilmente, estendo minhas mãos até seu rosto, onde acaricio levemente. Butch deixa seu rosto corar mais que antes, me dando uma das visões mais lindas que já vi na vida. Sorrio para ele e assinto.

–... Confio. – Me levanto um pouco, beijo seus lábios suavemente e volto a olhar em seus olhos. – Confio muito.

Ele sorri.

– Olha... Se doer, ou se sentir a necessidade de parar... Você tem que me avisar, ok? – Ele pergunta. Eu confirmo.

Volto a me deitar, encostando a cabeça no travesseiro. Butch estava por cima de mim, eu podia ver claramente seu belo corpo diante do meu. Com a mão direita ele posiciona o membro em mim, sinto a ponta entrando bem devagar. Sinto-me invadida, e agarro seu corpo, me contraindo fortemente.

É claro que na hora, fiquei assustada e mais ansiosa ainda com o que estava por vir.

– Butch... Acabe logo com isso... – Peço uma última vez, com o nervosismo a flor da pele. – E não me engravide...

– Não se preocupe. – Ele responde gentilmente. – Agora você é minha.

Respiro fundo, e sinto o cheiro dele ainda mais forte. O moreno me penetra devagar, sinto meu interior se abrir e dando espaço. Quando ele está quase inteiro lá dentro, sinto um beliscão, mas nada demais comparado à minha excitação. Será que isso foi o hímen? Achei que doeria mais. Talvez eu não sinta tanta dor por sempre tê-la suportado muito bem. Quando sinto que ele está todo dentro de mim, suspiro.

– Pronto. – Falo. Olho para Butch, ele está cerrando os dentes com força. Parecia angustiado. – Ha... Você tá bem?

– Você está se contraindo muito... — murmura. Em seguida olha para mim — Você é linda, sabia? — sinto meu rosto arder. Até nessas horas ele me faz ficar com vergonha... – Só... Relaxe.

Eu me sento, ele me abraça, juntando mais nossos corpos. Prendo os cabelos de sua nuca nas minhas mãos, e o beijo. Ele começa a se mexer lentamente para não me machucar, e eu ajudo como posso. Em alguns segundos, nossos corpos estão se movendo em sincronia, e sinto um prazer que nunca senti antes.

Ele tira o membro quase inteiro de dentro de mim, e depois estoca com força. Quase solto um grito. Faz isso mais duas vezes. Essa sensação... É realmente uma delícia. Me contraio, e ele solta um gemido rouco.

– Quando você faz isso... Parece mais apertado ainda. — faço outra vez, e vejo-o morder o lábio inferior. Direciona seu olhar mais penetrante em direção a mim, e nos beijamos. Ele começa a se mover com rapidez e precisão. Cada estocada forte que dá, parece que é uma sensação diferente. Meu Deus! Ele vai me levar à loucura desse jeito!! Isso é muito... Muito bom!!

Mordo seu pescoço com força, marcando meu território. Começo a gemer mais alto, e ele solta alguns gemidos baixos e roucos em meu ouvido. Passa os dentes em meu lóbulo esquerdo.

– Butch... Acho que estou chegando perto... — falo, entre gemidos. Ele assente e faz movimentos mais rápidos, entrando e saindo de dentro de mim.

Arranho sua nuca, mordendo o lábio inferior. Com mais algumas investidas, tenho o primeiro orgasmo da minha vida. É uma sensação de prazer misturada com tudo o que há de bom. Melhor que vídeo-games ou escutar Metal. Melhor até que dar socos! Sinto meu corpo se estremecer e arrepiar. Com mais algumas estocadas, Butch sai de dentro de mim, gozando na própria mão.

Nós dois nos deitamos, exaustos. Encosto a cabeça no travesseiro sonolenta, Butch estica o cobertor e cobre nossos corpos. O moreno me gira na cama e nós ficamos de conchinha. Isso é tão gostoso e agradável...

Dou uma olhada no relógio ao lado, acabara de dar 1:25 da manhã. Nossa! Fizemos por tanto tempo assim? Solto um suspiro longo, quase caindo no sono. Depois de tudo que aconteceu... Como eu vou olhar na cara das minhas irmãs?

– Ah, antes que eu me esqueça... – Começa Butch, interrompendo meus pensamentos. Vira um pouco meu rosto para o lado e me dá um carinhoso beijo na testa, meu corpo se arrepia e meu rosto cora. – Feliz aniversário.

– O-O que? – Pergunto timidamente. – Mas como você sabe que...?

– Vasculhei no seu Facebook. – Confessa e volta na mesma posição em que estava.

Sinto meus olhos pesados e meu corpo implorando por um descanso, nunca imaginei que sexo supria tanta energia. Fecho meus olhos lentamente e logo caio no sono. O que aconteceu agora... Não deveria ter acontecido...

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Acordo com o brilho do sol batendo em meu rosto, abro meus olhos lentamente e olho para o relógio. Foi uma vitória acordar na hora planejada, de oito e meia da manhã. Eu ainda estava cansada, mas se eu não levantasse agora, jamais chegaria a Townsville antes do almoço. Eu sabia o que tinha que fazer, o que decidi logo após cair no sono na noite passada.

A minha relação com Butch já estava extrapolando da linha, eu já estava na dúvida sobre o que sentia por ele, e agora depois do que fizemos, era a hora de parar com tudo. Se eu me arrependo do que fiz? Um pouco. Uma parte de mim ressalta pela culpa. Já a outra, está pedindo por mais e mais toques dele. Há duas semanas atrás, eu já estava decidida a me afastar dele, e sinto que as coisas deveriam ter permanecido dessa maneira. Droga! Porque eu tinha que ceder para a saudade e voltar a me encontrar com ele?!? E isso era o que eu mais me culpava.

Junto toda a minha coragem e me libero dos braços de Butch, ele dormia profundamente enquanto eu colocava a minha roupa. Fazia o mínimo de barulho para não acordá-lo, se ele acordasse seria o fim de tudo. Quando estou completamente vestida, pego uma caneta e uma folha de papel, que seria onde eu deixaria meu último adeus.

Oi Butch.

Se está lendo isso, você deve estar se perguntando onde estou. Pois e resposta é: Estou voltando para Townsville. Porque saí sem você? Bem, isso é meio complicado de se dizer. Mas sinto que não consigo mais lidar com essa situação.

Sei que pode parecer loucura, mas quando estou com você, parece que nada está certo. Nós somos de mundos muito diferentes, Butch. Não podemos ficar juntos, seja como amigos ou algo mais. Sinto muito se isso te magoou ou coisa do tipo, acredite, eu também estou com um vazio em meu peito. Mas vamos fingir que nada entre nós aconteceu. Quero que saiba que eu desejo tudo de bom pra você.

Adeus

– Bc.

Se foi difícil para mim fazer isso? Sim. E muito. Mas é o que o meu coração dizia ser certo. Deixo o bilhete ao lado da cama para ele ler quando acordar, vou em direção da porta e vou embora com meu último suspiro de tristeza. Pronto. O que está feito, está feito.

Desço as escadas e vou até a porta de entrada, dou de cara com a velha que nos atendeu ontem à noite, ela faz uma expressão maliciosa para mim e eu fico sem entender.

– Passou bem a noite, mocinha? – Pergunta. – Eu ouvi alguns... “Barulhinhos”.

Seu comentário me faz corar.

– V-Você deve estar ouvindo coisas. – Respondo, pego a chave do carro e saio do local, entro no veículo apenas para buscar a sacola com a saia da Princesa que esqueci lá. Fecho as portas e volto a entrar no estabelecimento, deixando as chaves do carro com a mulher. – Entregue a ele quando ele acordar.

– Vai abandoná-lo? Que maldade...

– Eu tenho meus motivos. Pode me emprestar um mapa? – Ela assente e me entrega um mapa que ajudaria em minha volta para Townsville. Se eu voar bem rápido, chegarei lá antes que eu imagine. – Obrigada. Adeus.

Saio dali, dessa vez era para nunca mais voltar. Abro as dobras do mapa e tiro os pés do chão, preparando-me para um longo voou para Townsville. As lembranças da noite anterior invadem minha mente e não saem mais. Meu coração acelera e ponho a mão no peito.

Eu senti... Tanto prazer... Tanto desejo...

Ergo minha cabeça com confiança. Já chega, Buttercup. Você precisa esquecer tudo o que aconteceu entre você e ele. Sigo meu caminho, tentando enganar meus pensamentos com qualquer coisa que não sejam aquelas lembranças arrepiantes. Respiro fundo e solto um suspiro longo.

Inimigos não podem ficar juntos. Pois no fim, um acabará sofrendo... Que por sinal serei eu...

Continua...

Notas finais
... Prevejo altos xingamentos como "Destruidora de infância", ou então "Pervertida dos infernos"! kkkkkkkkkkkkk pois é pessoal, meu primeiro hentai, espero que tenha ficado bom -.-Bom, confesso que eu até fiquei com um pouco de medo de escrever esse cap XD kkkkkk. Mas assim como diz a Bc: O que está feito, está feito.Postarei o 13 assim que puder o/Kissus ♥