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3 Capítulo 3 - Protection


Notas iniciais
Heeeyyyy! Volteeii :) Peço mil perdões pela demora em postar e pela demora em responder, sorry meus amores :/ Eu viajei a semana inteira e cheguei apenas ontem de madrugada em Porto Alegre, ainda tenho que ir para a minha cidade, estou postando de um hotel aushsh Queria muito agradecer aos lindos comentários e agradecer por não me abandonarem, os comentários foram lindos, juro que não esperava S2: - Emma Romanoff (meu amor) - Lolly (meu ursinho de pelúcia) - Caroline Barnes (querida :3) - Sam Johansson Evans (minha fofa) - Vivianne Lovato (minha diva) - Christina Romanoff (minha jujuba) - Alexandria Rogers Wayne (minha orquídea) - Black Widow (minha viuvinha) - Gwen Stacy Parker (meiga :3) - Rebeca Katniss Everdeen (minha linda) - Iara rogers (minha amazonas) Quero agradecer também aos 24 comentários, 31 acompanhamentos e 7 favoritamentos, vocês são os melhores leitores que eu poderia ter :) Amo vocês S2 Boa leitura 8) Divirtam-se :) Enjooooyyyy

– Eu sempre vou te proteger, Natasha – ele olhou para mim; apenas me apertei mais em seus braços, dando um leve sorriso — Você faria uma coisa que quisesse muito, mas saberia que é errado?

– Ninguém sabe o que é certo e o que é errado – eu respondi

– Seria errado eu te beijar agora? – eu não respondi, apenas o beijei

Nos separamos e ele começou um novo beijo, aprofundando mais dessa vez. Ardíamos em paixão, era uma batalha intensa entre nossas línguas. Ele abaixou as mãos para a minha cintura onde tinha um pouco da pele exposta, o que me fez soltar um leve gemido com o contato de sua mão. Nunca me senti tão completa, tão feliz e tão errada na minha vida. Aí que eu lembrei que isso era errado. Quebrei o beijo, dando um leve empurrão nele e saindo correndo. Eu tentava me desvencilhar o mais rápido possível das pessoas, eu estraguei tudo. De novo. Como eu fui boba:

– Nat! Espera! – só consegui ouvir os gritos dele por alguns segundos. Depois, perdi o rumo. Não apenas da direção em que estava indo, perdi o rumo da minha vida.

Estou pensando em como as pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas, talvez apenas o toque de uma mão. Eu me apaixono por você a cada dia

Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Manhattan, Nova York, Estados Unidos – 1h04min A.M.

P.O.V Natasha Romanoff

Depois do beijo, corri até chegar a um bar que ainda estava aberto. Sentei em um dos banquinhos próximos a bancada e pedi um copo de whisky. Bebi o conteúdo do copo e saí caminhando. Não podia voltar para a torre porque lá era o primeiro lugar que Steve me procuraria. Caminhei até um lago e fiquei em um dos bancos que tinham por ali. Encolhi meus joelhos e enterrei minha cabeça neles, abraçando minhas pernas.

Lágrimas escorriam da minha face descontroladamente. Fazia frio mas isso não me importava. Eu tinha magoado Steve por um medo bobo, um medo que eu fui obrigada a ter. Medo de amar, medo de se magoar, medo de machucar quem eu amo. O último caso que tentei ter foi com Barton e não deu certo. Ele logo encontrou Laura, sua atual esposa e constituiu sua família. Fiquei super feliz por eles, mas novamente eu era a última opção, a pessoa deixada de lado. Eu me sentia protegida com Steve, mas o medo de magoá-lo e o medo de admitir que o amo é muito maior do que qualquer outra coisa.

Eu estava chorando, sendo fraca novamente. A última vez que demonstrei fraqueza perdi minha irmã que era a única coisa que havia me restado. Levantei do banco e resolvi ir em direção a torre. Enquanto passava praticamente empurrando as pessoas, elas me olhavam com uma expressão estranha, provavelmente pelo fato dos meus olhos estarem vermelhos e as lágrimas não pararem de cair. Pedi um táxi, estava exausta. Quando eu entrei, quase vomitei; era ele, o cara que eu mais odiava no mundo. O que me traiu e tentou me estuprar durante o meu tempo de KGB:

– Boa noite. Qual o destino? – ele perguntou como se não me reconhecesse.

– Boa noite... Stark, S-Stark – eu comecei a gaguejar e chorar mais ainda. Ou eu estava louca ou Jacob, o dono dos meus pesadelos, estava diante da minha frente fingindo que não me reconhecia. Isso era um plano de seja lá quem for para me desestabilizar, só pode ser isso. Parei imediatamente de chorar e assumi minha postura mais fria possível.

– Ok senhorita – o resto do trajeto foi totalmente em silêncio. Paguei e saí dali o mais rápido possível. Eu só queria descansar.

Entrei e me dirigi para o andar dos quartos. Quando eu estava entrando no corredor, pude ver a porta de Steve sendo fechada com brutalidade. Ele não me viu, mas com certeza minha reação era de espanto. Nunca vira o Capitão assim e tudo era culpa minha.

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Tomei um banho bem demorado, fiz minha higiene, escovei os cabelos e finalmente deitei. Não demorei muito para pegar no sono, que com certeza teria pesadelos.

P.O.V Steve Rogers

Corri até certo ponto e depois desisti de chamar seu nome. Caminhei sem rumo, até resolver voltar para a torre. Fui chutando pedras do caminho, de cabeça baixa e tentando entender as coisas. Eu entendo que ela tem medo, entendo que tudo isso é novo pra ela assim como é para mim também. Mas poderíamos enfrentar juntos.

Passei em uma lanchonete comer algo, repensar. Mas a verdade é que na única coisa que eu consegui pensar era em uma certa ruiva que fugiu de mim. Fiquei quase uma hora na lanchonete quando resolvi voltar para a torre e descansar. Muita coisa havia acontecido hoje, mais do que eu imaginava que aconteceria.

Cheguei à torre e fui direto para o andar dos quartos. Não queria ter que agüentar ninguém, principalmente Stark. Fui primeiro na cozinha que havia no andar e tomei um copo de suco. Voltei para o quarto e bati com força a porta, eu estava com raiva. Deitei em minha cama e fiquei olhando para o teto, com a mão pousada sobre os lábios. Só de lembrar do beijo e do quanto me senti completo com ela do lado... Isso já valia por tudo. E foi pensando na ruiva, na minha ruiva, em Natasha Romanoff, que adormeci, com certeza sem sonhos.

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Acordei cedo, resolvi tomar um banho para aliviar a tensão muscular. Me vesti e fui tomar café, minha barriga estava roncando. Por sorte não encontrei ninguém acordado a essa hora e pude beber meu café em paz. Com muita tranqüilidade, bebi o líquido que estava em minha xícara e me dirigi até a sala de treinamentos. O único lugar que eu sabia que esqueceria Natasha.

Soquei o saco de pancadas até não conseguir mais suportar a dor em minhas mãos. Elas estavam esfoladas e ainda tinha dor em meu braço devido a missão dos dias anteriores. Quando me virei, encontrei um Nick Fury encostado na porta com os braços cruzados me observando:

– Há quanto tempo está aí? – pedi um pouco incomodado

– Tempo suficiente para ver que você está um pouco irritado – ele desencostou da porta, caminhando em minha direção – E tenho uma proposta para acalmar seus ânimos

– Fury... Não me meta nas suas coisas – respondi já de imediato. Coisas vindas dele nunca eram boas

– Não se preocupe, você não irá sozinho. Romanoff irá com você – engasguei com a água que bebia

– O QUÊ!? – exclamei um pouco surpreso

– Passem na minha sala depois, explicarei a missão – ele saiu, me deixando ali parado, segurando a garrafa de água no meio da sala de treinamento.

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Manhattan, Nova York, Estados Unidos – 11h47min A.M.

P.O V Natasha Romanoff

Levantei e logo fui para o banho. Era tarde, o pessoal da torre provavelmente deve estar acordado. Coloquei uma roupa confortável e segui para a cozinha, na esperança de encontrar pasta de amendoim. A única coisa que encontrei lá foi uma xícara com um pouco de café dentro. Não estava achando nada nos armários até que avisto um tubo de Pringles. Imediatamente um sorriso brotou em minha cara e logo desapareceu porque percebi que minha altura não era suficiente para alcançá-lo. Muito bom, Natasha. Estava pensando em me virar para pegar uma cadeira, quando sinto um corpo encostar no meu. A sensação era conhecida por mim, sabia de quem era o corpo que estava colado ao meu. Minhas costas encostavam em seu abdômen, me deixando nervosa:

– Precisa de alguma coisa, Nat? – Steve perguntou com um tom irônico ao pronunciar meu apelido

– Preciso que saia daí – respondi um pouco nervosa, gaguejando. Ele percebeu e deu um sorriso malicioso.

– Por que? Esta distância te incomoda? – ele novamente em um tom irônico, perguntou. Quando terminou de pronunciar a última palavra, puxou minha cintura e deu um giro com meu corpo, de um jeito que agora eu estava de frente para ele, apoiada na bancada da pia.

– Muito... – pronunciei quase que em um sussurro

– Você já esteve a distâncias mais curtas – ele resolveu provocar, prensando-me mais contra a pia. Uma de suas mãos envolvia minha cintura, enquanto a outra pendia ao lado do seu corpo. Nossos rostos estavam a pouquíssimos centímetros de distância, enquanto nossos corpos estavam colados

– Tem razão. E se eu me afastei, é porque não queria ficar a essa distância de você. Com licença – comecei a empurrá-lo, tentando afastar nossos corpos. O esforço foi em vão

– Natasha, por que você faz isso? – ele pediu, segurando carinhosamente meu pulso

– Isso o quê? – me fiz de desentendida

– Isso, querer se afastar – eu não queria chegar a esse ponto da conversa

– Ahn... É que... – e foi nessa hora que Fury entrou na sala. Nunca pensei que agradeceria Fury por isso, mas eu não estava conseguindo pensar em uma resposta cabível. Empurrei Steve rapidamente com a minha mão em seu abdômen, tentando aumentar a distância

– Preciso de vocês dois no meu escritório – decretou Nick

– Está bem, um minuto – Steve ainda queria ter aquela conversa

– Agora! – o velho não estava de bom humor hoje

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– Tenho uma missão para vocês dois – falou Fury

– E qual seria essa missão? – pediu Steve

– Natasha será uma universitária e você também. Morarão no mesmo prédio mas em apartamentos diferentes – eu não estava entendendo uma palavra do que Nick dizia

– Ta, mas e qual é a finalidade? – finalmente resolvi me pronunciar

– Quero que vocês investiguem um casal que mora no prédio. Eles são suspeitos de serem receptores de armas e repassarem ao ‘’chefão’’ do crime. Não sabemos se é a família inteira que está envolvida ou apenas alguns membros – Fury explicou

– Se descobrirmos que são eles, logo chegaremos ao ‘’líder’’ de tudo isso – concluí, pensativa

– Exatamente Romanoff – Fury concordou

– Quem mora no apartamento? – Steve perguntou

– O homem suspeito, sua esposa e seu filho. Não sabemos suas identidades, outra coisa que preciso que vocês descubram – Nick continuava explicando

– Quando partimos? – eu já sabia a resposta, mas perguntei mesmo assim

– Hoje mesmo. Sugiro que comecem a ajeitar suas coisas para uma viagem de tempo indeterminado – ele respondeu

– Pra onde nós vamos? – pedi

– Para Las Vegas – Fury – Vocês primeiro irão a Los Angeles para assinar os papéis da locação dos apartamentos já que a imobiliária é de lá e de lá vocês pegam um avião para Las Vegas. Terão o dinheiro que necessitarem, mas preciso ser avisado com antecedência.

– Não seria mais fácil ter trazido os papéis para nós assinar aqui e ir direto para L.A.? – pedi, tentando entender o motivo de tanta complicação

– Sim, e eu ia dizer o quê? ‘’Ahh, traz aqui na S.H.I.E.L.D os papéis pros meus agentes assinarem, ta bom?’’ Acho que não, senhorita Romanoff – ele realmente não estava de bom humor – E a imobiliária requer a presença dos locadores, para conhecê-los e passarem as instruções

– Ok... – respondi meio atônita

– Aproveitem! Só não se empolguem... – Fury não calava a boca

– FURY! – Steve e eu exclamamos juntos

Corri para o meu quarto arrumar as coisas. Eu amava Las Vegas e estava ansiosa para ir. O único problema era Steve... Eu não poderia me apaixonar, não poderia me envolver, isso só me trará problemas. Quero a amizade dele, ele me protege, me ajuda, me sinto completa ao seu lado, mas não posso admitir que passe disso.

Depois de pronta, desci até ficar parada de frente para o elevador, esperando Steve. Eu carregava apenas uma mala de rodinhas preta e uma mochila para colocar coisas básicas. Não demorou muito para Steve descer e vi que ele também não carregava muita coisa, já que provavelmente compraríamos coisas quando chegássemos lá:

– Pronta? – ele pediu, descendo as escadas e segurando a mochila no ombro com uma das mãos

– Pronta. Vamos ou precisa de mais tempo para arrumar o topete? – provoquei um pouquinho

– Engraçadinha – ele deu uma leve risada... Aquele sorriso que eu não podia me apaixonar

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Fomos rumo ao aeroporto. Teríamos que viver vidas normais agora, como pessoas normais. O nosso vôo seria com pessoas normais, em um avião normal, não em um da S.H.I.E.L.D. como estávamos acostumados. Fizemos o check-in e nos dirigimos para nossos assentos. Seriam longas horas de vôo até Los Angeles. Depois de um tempo conversando, percebi que Steve estava cansado. Ele se aconchegou mais no meu ombro, com o rosto na curva do meu pescoço. Estávamos praticamente deitados nas poltronas que havíamos rebaixado um pouco. Comecei a fazer um carinho e mexer em seu cabelo. Foram poucas as vezes que me senti completa como nesse momento.

Ficamos quase meia hora assim, sem se mexer. Acredito que ele tenha dormido enquanto eu mexia se seu cabelo. Faltava mais de 4h30min para chegarmos a Los Angeles. Minha playlist tinha acabado; quando a música parou, parei de fazer cafuné no cabelo de Steve. Eu compartilhava o fone com Steve e ele deve ter percebido quando a música parou:

– Nat... – ele me chamou sussurrando com a voz sonolenta

– Oi – respondi sussurrando de volta

– Não para de mexer no meu cabelo – sorri com essa frase. Ele não tinha acordado pela música, ele tinha acordado porque eu parei de mexer em seu cabelo. O avião estava escuro, com poucas luzes acesas. O vôo era de madrugada, o que fazia com que todos dormissem menos eu. Malditos pesadelos.

– É claro que não – voltei a mexer em seu cabelo. Depois de cinco minutos eu pedi para ele levantar um pouco do meu ombro pois eu queria botar meu moletom. Estava frio, acredito que seja por causa do ar condicionado. Coloquei o moletom e voltei a me sentar. Steve não deitou novamente, o que achei estranho:

– Não quer deitar? – pedi

– Eu já dormi o suficiente – ele deu um sorriso de canto. Nós sussurrávamos – Você não quer dormir um pouco?

– Querer eu quero... Mas não consigo – respondi com um sorriso de canto também, enquanto puxava as mangas do moletom para cobrirem minhas mãos

– Deita aqui – ele me puxou para si

Se antes eu me sentia completa, agora eu me sentia ainda mais. Mas por algum motivo eu ainda não conseguia dormir. Eu tentava, mas sempre acordava com algum pesadelo. Steve pareceu notar:

– Pesadelos? – ele pediu

– Como sempre – respondi sussurrando

– Eu sempre vou te proteger, Nat – ele beijou topo da minha cabeça e me abraçou mais forte, fazendo com que o frio que eu estava sentindo passasse– Dorme bem

– Dorme bem também – e adormecemos, pela primeira vez, sem pesadelos. Porque um protege o outro e é nessa proteção que encontramos a paz.

Continua...

Leiam as notas finais, é SUPER MEGA HIPER importante

Notas finais
E então? Gostaram? Odiaram? Me contem suas opiniões :3 Leitores fantasmas, apareçam, juro que sou legal aushsh Genteee eu sei que não respondi ainda todos os comentários mas eu realmente não consegui, queria muito ter respondido antes de postar esse. Estou indo o mais rápido possível agora responder e prometo não fazer mais isso. Peço desculpas também pela demora em postar, eu fiquei a semana inteira viajando com o meu namorado e agora que ele dormiu eu to conseguindo postar no quarto do hotel, pra vocês terem uma ideia. Eu resolvi escolher Las Vegas como cidade para a missão porque gente... É um lugar maravilhoso também, se alguém tiver a oportunidade de conhecer, vá. Eu fui e não tenho palavras pra descrever o quão bela é a cidade. Não sei quanto tempo demorarei pra postar de novo, mas peço que comentem, me apoiem, estou fazendo essas viagens para esquecer alguns problemas familiares e escrever para vocês é a minha distração. Por favor não parem de comentar ou de conversar comigo, vocês me apoiam muito