Piratas do Ouro Português
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo I
13 de setembro de 1713 Salvador Bahia, três jovens se encontram a noite no porto, o ambos os três vestidos simples com calças beges surradas, camisas brancas com mangas até o antebraço, o maior e mais velho é Murilo um jovem de vinte anos alto magro de pele branca e cabelos pretos lisos, o segundo um pouco menor Alexandre possui 18 anos e a pele morena, cabelos castanhos curtos levemente ondulados, o menor Pedro tinha 15 anos pele clara cabelos loiros curto cacheado, ambos possuíam uma faca Pedro e Murilo escondiam no cinto e Alexandre em sua bota pois em seu cinto estava a única arma deles uma flintlock que era de seu pai.
Alexandre aponta para uma Escuna de duas velas um consideravelmente grande comparada com as outras escunas na parte de trás havia uma placa com seu nome Renato Fleury.
Alexandre: Olhem, como vos disse aquela escuna tem apenas o marujo que cuida dela. Se nos apossarmos dela podemos ir para o Rio de Janeiro regatar os outros.
Alexandre aponta para o único homem na escuna que estava agachado próximo a um baú, o homem era grande vestia-se como Alexandre porem usava também um colete cinza e chapéu de abas longas com uma pluma.
Murilo: Sim, mas aquele moço é muito parudo de frente seremos surrados.
Pedro: se atirar nele este morres.
Pedro pega a flintlock do cinto de Alexandre e começa a mirar, porem Alexandre toma da mão de Pedro sua pistola.
Alexandre: seu tolo se atirarmos os guardas viram e não teremos tempo de nos apossar da escuna, fiquem aqui quando ouvirem duas batidas chamem a atenção dele, se algo der errado atirem e saiam daqui.
Alexandre entregou sua pistola a Murilo e caminhou até uma esquina pegou duas pedras, tentando não fazer barulho Alexandre entrou na Agua nadou silenciosamente até a escuna quando estava ao lado do casco jogou as duas pedras no cais.
Peck peck.
Murilo : és o sinal.
Pedro: moço, moço.
Homem: oque queres.
Alexandre começa subir na escuna.
Murilo : conhece o dono desse barco.
Homem: sim, é o Antônio Silva oque querem falar com ele és muito tarde .
Alexandre : conheço esta voz.
Alexandre sobe no barco e saca sua faca, uma lamina de 20 cm com o cabo envolto em couro de onça, e anda em direção ao homem.
Pedro : talvez ele precise de grumetes nessa nau.
Homem: voltem amanha talvez ele esteja aqui e ouça com vocês.
Alexandre chega atrás do homem e faz o movimento de para esfaqueá-lo, mas ele se vira segura seu punho e se prepara para soca-lo, mas ele para.
Homem: Alexandre eu pequeno, espero que esta seja uma de suas brincadeiras.
Murilo saca a pistola e mira no Homem.
Alexandre: não, Murilo calma vem aqui.
Homem: ainda aprontando com o Murilo vocês dois não mudam.
Alexandre: Delgado estamos aqui para nos apossar dessa escuna e ir embora pode vir conosco.
Delgado: não vocês estão presos vou mandar o capitão enforca-los... te assustei homem sim eu estava deixando um presente para o Antônio mas acho sua ideia melhor.
Alexandre: oque você deixou para ele.
Delgado: isso.
No chão avia uma peça de madeira com um pequeno pino junto a um baú.
Pedro: uma mina explosiva, me ensinas.
Delgado: isto, ninguém se aproxima desse baú além do Antônio.
Alexandre: como o delgado esta conosco vamos nos dividir, Murilo suba no mastro e desamarre as velas você também será nosso vigia.
Murilo: sim sem demora.
Alexandre: Delgado você será o segundo no comando já que estava aqui antes pode pegar a lista de inventários não gostaria de sair sem comida e agua e também será nosso mestre de bordo já que possui mais experiencia que nos no mar.
Delgado: porque eu não sou o Capitão.
Alexandre: porque eu tive essa ideia antes e o Murilo te mataria se eu não o parasse, Pedro você será o nosso Grumete recolha a ancora.
vou procurar por armas nesse barco.
Delgado: não necessitas ficas no timão.
Pedro: espera agora precisamos apenas partir este Antônio virá nos caçara.
Delgado: ele não pode esse é seu único Navio, ele faliu já que o valor do açucar caiu muito só sobrou esta nau.
Alexandre: então é ora de partirmos.
Pedro recolhe a ancora e se junta ao Murilo ambos soltam as velas, Alexandre se posiciona no timão, a escuna começa a navegar.
14 de setembro 1713 Costa Colonial Brasileira.
Alexandre: Conseguimos agora temos uma escuna e podemos fazer oque quisermos com ela.
Murilo: vamos para onde então, França?
Pedro: não vamos para Inglaterra.
Delgado: prefiro a Espanha.
Alexandre: meus caros, ficaremos aqui es nossa terra mesmo com ignorantes como Teixeira e Antônio nela podemos ir para algum lugar onde não aja estupidos atrás de nos.
Delgado: sim é melhor ainda lá podemos começar uma vida nova de comerciantes já temos uma boa carga.
Murilo: calma-te que carga esta escuna esta levando?
Delgado: tome alista de veja você mesmo.
Lista.
Cargas
3 barris de rum(60L).
5 barris de agua(100L).
2 caixas de carne bovina(40kg).
1 caixa de frutas(20kg).
3 caixas de açúcar(60kg).
1 caixa de roupas.
2 caixa de tabaco(40kg).
Murilo: nossa essa escuna tem coisa.
Alexandre: Sim ao chegarmos no nosso destino temos uma certa riqueza a gastar e amigos poderemos viver bem por algum tempo.
Murilo: pois bem depois da boa nova quero descansar.
Alexandre: espera aqui diz roupas e minha muda já é antiga, vou trocar acho que tem algo deveras melhor que isso, Pedro espere de vigia até que eu retorne.
enquanto Delgado e Murilo descansavam no dormitório e Pedro estava de vigia Alexandre foi ao porão ver os trajes.
Alexandre: por deus jamais imaginaria tal fortuno, agora sou capitão de uma escuna e meus amigos estão aqui..... quase todos.
Alexandre: encontra a caixa de roupas, um caixote de um metro e meio e 45 cm de altura, dentro encontrou roupas em diversos tipos e tamanhos. porem uma chamou sua atenção um sobretudo de tecido preto com enfeites nos ombros, enfeites cinzas bordando os botões prateados do peito e da manga, a gola se dobrava em V nas pontas da gola aviam duas baionetas cruzadas com uma espada por cima Alexandre o vestiu junto com uma calça que fazia par com o sobretudo também encontrou um coldre para duas pistolas e um bolço para munição e outro para pólvora.
voltando ao convés principal Alexandre encontrou Pedro perto do timão olhando para o caminho pela qual a escuna veio.
Pedro: acha mesmo que essa foi a melhor escolha.
Alexandre: João cuidara de Naomi e dos outros nos encontraremos no Rio de Janeiro mais a frente e teremos uma tripulação completa, agora pode ir descansar e não te preocupes o Teixeira não os pegarão.
Pedro foi para baixo do convés.
Alexandre ficou de vigia no convés até o amanhecer.
15 de setembro de 1713, costa colonial Brasileira,
Murilo: Uma embarcação se aproximas, bandeira portuguesa.
Delgado: Pedro carregue este canhão eu carrego o outro.
Alexandre : vou manobrar, Murilo diminua a vela principal.
Murilo: pra já.
Alexandre pega uma luneta que encontrou na cabine do capitão e observa o navio que se aproxima, era uma peque na chalupa menor que sua escuna estava desarmada.
Alexandre: cancelem estas ordens é uma chalupa de mercador, prossigam para o Rio de Janeiro, com todos panos.
Delgado trás uma caixa um metro de comprimento e vinte cm de altura.
Delgado: encontrei isso no porão mais cedo e esse susto me faz pensar que precisamos delas.
Delgado abre a caixa dentro há uma dúzia de sabres , laminas de 60 cm e o cabo de ferro com 15cm, duas eram diferentes um tinha um plumo pendurada no cabo que era dourado outra possuía um cabo prateado e a lamina era maior 85cm.
Alexandre :pois bem isto virá acalhar no futuro.
Alexandre pega a espada com cabo prateado e entrega ao Pedro, mas Pedro não consegue segurar o sabre e o derruba.
Murilo: hahahahaha.
Delgado: hahahahaha.
Alexandre : hahahahaha Pedro se não seguras seu sabre direito mijas fora do penico hahahahaha.
Pedro: seu abestado é muito pesado.
Pedro pega da caixa um sabre comum, imita alguns golpes.
Pedro: este manejo bem, vou ficar.
Murilo: Delgado melhor ficar com este sabre prata e eu com esse dourado.
Alexandre: certo vou pegar este comum aqui, Delgado eles estão afiados.
Delgado: sim estão muito afiados.
Alexandre: Pedro soltas a ancora vamos almoçar.
Pedro solta a ancora, todos se dirigem para baixo do convés para a cozinha.
Alexandre: vou lhes contar podia jurar que só de vista se imaginas que esta escuna é apertada e mal feita.
Delgado: não, ela ... melhor ele foi feito em 1689 em Genua na Itália sob encomenda do pai de Antônio o senhor Miguel, pensaram em tudo cabines para o capitão a tripulação, banheiro, cozinhas, porão de carga.
Pedro: o olho da cara, não.
Delgado: sim, agora esta com 9 canos mas poderia ter muito mais e pode ter até 55 pessoas aqui.
Murilo: amontoados até o teto sim.
Delgado: não possui muitos ganchos para redes.
Alexandre : o quanto tu sabes deste navio.
Delgado : bastante, mas sei que precisa de consertos, o casco esta demasiado fraco.
os quatro começam a comer um pouco de carne bovina defumada e bebem agua.
Alexandre: olha quando chegarmos ao Rio de Janeiro precisaremos ser rápidos tanto a guarda como o Teixeira estarão atrás de nós.
Delgado: quem é esse Teixeira.
Alexandre: ele matou meu o pai e minha mãe e de Pedro se apossou do pequeno casebre que tínhamos e Murilo meu amigo seus pais moram no Rio de Janeiro mais pouco falam com este se juntou a nós em busca de algo melhor, minha irmã mais velha viajou a muito para o(verificar nome da época) e pedi a João que cuida-se de Naomi e a levasse para o Rio de Janeiro nos encontraremos lá.
Delgado: perdi tudo também, meus pais adoecerão e morreram trabalhei como grumete até agora, Antônio é um péssimo patrão.
Murilo: pelas minhas contas teremos mais quatro tripulantes, Naomi, João, Nathalia, Taina.
Pedro: meu compadre Daniel também cinco então.
Alexandre: nossas vidas irão mudar, para melhor escutem há trajes interessantes.
Pedro: foste o primeiro e pegou as melhores.
Alexandre: pode mudar de trapos Pedro e ainda serás feio hahahahaha
Delgado: ha ha vamos ver estas roupas.
Delgado, Murilo e Pedro vão ao porão e escolhem suas roupas novas, Alexandre foi a cabine do capitão.
Murilo: isso é muito melhor que nossos trajes.
Delgado vestiu uma camisa branca nova calças marrons colete azul escuro, botas de couro de cano longo e manteve seu chapéu, Murilo vestiu calças cinzas, sapato com fivela, única blusa com manga comprida vermelha com lenço branco na gola, Pedro vestiu uma calça preta, bota de couro de cano longo uma camisa curta verde com um cinto atravessando o peito na diagonal preso na ombreira da camisa.
Alexandre abre a porta.
Alexandre : prontos para continuar a teus postos.
Todos os quatro continuaram até a navegar até a Rio de Janeiro sem nenhum problema.
Fale com o autor