Piratas do Ouro Português
15 Capitulo XV
Notas iniciais
21 de janeiro de 1714. Do Convés superior do Pretoriano que estava avariado João grita em meio a uma grande movimentação nos conveses do Navio
João: PARA BAIXO!!!
Todos no convés se abaixam quando se ouve barulhos de canhões disparando e em seguida o Pretoriano treme sendo acertado por alguns dos disparos porem eles apenas acertaram a proteção de ferro da popa do navio a amassando as barras de ferro e em seguida caindo no mar uma delas ficou alojada presa no local que amassou, Rafael que estava na popa do Pretoriano gritava ordens aos marujos do pretoriano na tentativa de conseguir dar resistência ao inimigo que atacava a embarcação pirata.
Rafael: Responder fogo, sejam rápidos homens.
Da fumaça uma enorme fragata quebra as ondas o Pretoriano e o Vila Haro estavam encurralados, três fragatas grandes os perseguiam de perto disparando seus canhões da proa na popa do Pretoriano que estava atrás do Vila Haro servindo de escudo, as três fragatas eram incrivelmente armadas possuíam 30 canhões de 24 libras de cada lado podendo juntas bater de frente com o pretoriano, que se encontrava avariado, no a três dias o Navio atacou um galeão português que carregava ouro que iria para Lisboa carregando uma carga em ouro retirado da colônia, os danos eram na popa haviam dois buracos feitos por disparos das fragatas, e o casco a estibordo do pretoriano estava com quatro buracos feitos por ataques inimigos e o estrago a bombordo eram piores com sete buracos no casco e três deles acertaram onde haviam canhões os inutilizando, desde então, Alexandre que estava ao lado de Carlos que manejava o timão do pretoriano olhava para as fragatas que os perseguiam de perto.
Alexandre: malditos, surgiram do nada e nos alcançaram, todos ao convés preparar para batalha defendam o pretoriano a todo custo!
João: Kell eles sabiam para onde estamos indo? será que sabem de Cocamar?
Alexandre: não sei se eles sabem onde é Cocamar, mas já estão começando a notar para onde vamos após fazer um ataque, droga fomos descuidados, mas precisamos focar em manter o Vila a salvo...
Em seguida as fragatas fazem mais disparos com seus canhões da proa cada uma das fragatas tinha três canhões, mas eram canhões menores que os da lateral do casco, acertaram 3 disparos na popa do Pretoriano o avariando ainda mais, um dos disparos entrou e destruiu a cabine do capitão, o outro atingiu a parte mais lateral da popa na proteção de ferro caindo no mar após amassar a proteção, porem a proteção de aço da popa do pretoriano que resistia com esforço aos disparos das fragatas já estava muito desgastada a maior parte ou estava amassada ou ameaçando cair no mar.
Alexandre: PAREM DE FAZER BURACOS EM MEU NAVIO!!!
O pretoriano responde o fogo inimigo disparando seus poderosos canhões de 32 libras na proa das fragatas o estrago causado pelos canhões do Pretoriano era maior que os canhões que as fragatas tinham causavam pela diferença do tamanho e força dos canhões, dos disparos dos canhões do Pretoriano 2 acertaram um acertou a fragata no centro da formação acertando bem abaixo do convés superior abaixo do canhão que disparava alguma viga fora acertada ou causou danos no chão que sustentava o canhão pois o mesmo parecei ter caído para o convés abaixo, quanto ao outro disparo que acertou a fragata a estibordo da formação atravessando a madeira do casco na proa do navio e provavelmente acertando paredes e outras coisas dentro do navio se alojando dentro do navio. Em seguida Alexandre correu até a proa do pretoriano, e gritou para Nathalia que estava no comando do Vila Haro, que estava à frente do Pretoriano.
Alexandre: Nathalia avance com toda velocidade veja se Delgado ou alguém está por perto, deixe essas fragatas conosco.
Nathalia que estava na popa do Vila Haro ao lado do Timoneiro olhando para trás sem conseguir ver o que acontecia no pretoriano.
Nathalia: está louco o Pretoriano está avariado não vai resistir.
Alexandre iria iniciar a frase, mas foi interrompido pelos disparos das fragatas, que felizmente para os piratas apenas acertaram a água, olhou para os perseguidores e em seguida para Nathalia
Alexandre: vá logo eu tive uma ideia, tire o Vila e o que tem para pelo menos não ficarmos sem nada
Nathalia: não afunde o navio ou morra senão te mato
Alexandre sorriu malandro para Nathalia e comentou
Alexandre: e acha que vou deixar.
Nathalia começou a gritar ordens para os marujos do Vila Haro para que içassem todas as velas e que jogassem barris de pólvora para bloquear o caminho dos perseguidores assim que o pretoriano mudasse de curso para não acertar um dos barris, enquanto Alexandre correu até o timão e pediu licença de Carlos para tomar comando e explicou a João o plano e mandou ele espalhar a ordem, enquanto João saia gritando as ordens para todos Alexandre jogou o Pretoriano para próximo a rochas grades que ali haviam, num caminho diferente do Vila Haro as fragatas sequer hesitaram em escolher o pretoriano como alvo deixando o Vila ir embora, maiores que os navios mas apenas rochas cinzas que as grandes ondas deixaram muito lisas.
Carlos: isso vai dar muito errado...
Alexandre: sé se não der certo...
Carlos: foi o que eu...
Carlos era interrompido por um tranco no pretoriano pois agora com o Vila Haro fora da briga, as velas do pretoriano foram içadas ao máximo dando um impulso incrível ao navio que estava a favor do vento, mostrando que era mais veloz que as fragatas e apenas foi alcançado pois dava proteção ao Vila Haro, fazendo a fragata avançar mais rápido contra as rochas em seguida Alexander virou todo o leme para bombordo, o navio que era muito manobrável virou enquanto os marujos na popa do mesmo lançaram barris com pólvora no mar.
Alexandre: Agora!!
João: agora!!
Dois canhões de frente para as rochas dispararam quando as balas de ferro oco atingiram a Rocha explodiram e levantaram uma grande poeira de pedra fragmentada e também de fosforo que tinha nas balas fazendo fumaça, em seguida Alexandre virou o timão ao máximo para estibordo dando a volta na rocha, quando a fumaça começou a baixar as três fragatas que pensavam que o Pretoriano continuou indo para bombordo e virado para aquela direção para evitar os barris de pólvora, estavam agora de costas, com a popa para o pretoriano que nesse momento tinha todos seus canhões de estibordo, o lado menos avariado do casco do pretoriano apontados para as três fragatas que se encontravam em estado de confusão dada a situação que foram colocadas pela tática usada por Alexandre, seus marujos que antes estavam na proa agora corriam para a popa para dar carregar os canhões que estavam ali, mas o Pretoriano tinha a vantagem seus canhões já estavam prontos.
Alexandre: Fogo!!!
O Pretoriano então cuspiu fogo de forma agressiva em duas fragatas seus poderosos canhões dos conveses inferiores dispararam balas de cobre que atravessaram com facilidade a madeira dos cascos das fragatas causando danos terríveis as popas dos alvos, as balas quando entravam atravessavam paredes e matavam tudo que tocavam uma das balas atingiu um dos barris de pólvora dentro da fragata do meio e uma explosão em cadeia se iniciou dentro da mesma pode ser visto um rastro de fogo saindo por onde os canhões estavam em segundos as chamas alcançaram o paiol de pólvora do navio e uma enorme explosão se seguiu partindo a fragata em dois e mandando estilhaços e chamas para os cima dos dois aliados que estavam próximos, gritos podiam ser ouvidos.
João: não se impressionem recarreguem e disparem novamente.
Das duas fragatas remanescentes os canhões da popa foram disparados lançando as balas que acertavam o casco do pretoriano e o danificavam ainda mais, um marujo saiu do convés inferior.
Marujo, acertaram todo o carregamento de água e também uma viga se continuar assim o convés superior vai desabar sobre o inferior!!
João: então se apresse em recarregar e finalizar o trabalho, já sabemos o que fazer, vamos.
Os canhões do convés superior dispararam contra as fragatas lançando contra elas munições que eram duas balas de unidas por uma corrente, várias lançadas alto e o mastro da fragata ao centro, sendo a que estava a direita da formação que explodiu, teve seu mastro principal danificado pelas balas mas não chegou a cair, enquanto o mastro da fragata a esquerda teve seu mastro da proa muito danificado caindo sobre o convés, as duas fragatas que estavam tentando virar para encarar seu inimigo com seus canhões das laterais ficaram impedidos de se mover, mas ainda resistiam disparando seus canhões da popa.
Murilo do topo do mastro avista algo assustador.
Murilo: inimigo há vista, é o lorde dos mares e mais dois navios grandes.
João: malditos eles mandaram as fragatas nos atrasar, Kell precisamos sair daqui mal conseguimos encarar as fragatas.
Alexandre pega a luneta e observa os navios que se aproximam, era o lorde dos mares com todas as suas armas já prontas para combate e mais dois galeões de guerra que ao lado do lorde dos mares pareciam pequenos, mas sem dúvidas eram sozinhos tão poderosos quanto o Pretoriano quando sem danos.
Alexandre: não podemos recuar se eles nos seguirem Cocamar já era e não podemos fugir para mais longe estamos em água.
João fica em silencio algum tempo enquanto o pretoriano dispara outra salva nas fragatas.
Alexandre: bem agora é a hora em que alguém dá uma ideia...
Enquanto isso no timão do Lorde dos mares Yller estava ao lado do timoneiro olhando por sua luneta o pretoriano que estava só e com algumas avarias de antes quando fez um saque na semana anterior.
Yller: agora os temos em nossas mãos.
Jonatas que estava do outro lado do timão olha para Yller.
Jonatas: não podemos subestimar mais eles.
Yller: eles devem estar assustados com a situação que os colocamos, avariados e sozinhos, de um lado fragatas que mesmo paradas ainda tem poder de fogo para fazer mais danos do outro inimigos que os destruirão sem dúvidas resta pouca esperança a eles, mas está na hora de os deixar em pânico.
Yller levantou sua mão direita e apontou o dedo para o Pretoriano que estava ao longe e algo começou a acontecer no Pretoriano.
Murilo: Alexandre Algo está errado!! As velas estão rasgando.
As velas do Pretoriano todas começaram as esfarelar e todas viraram pó em segundos, caindo no mar e no convés, ninguém sabia o que tinha acontecido ali, mas todos olhavam para o lorde dos mares que se aproximava cada vez mais com os dois galeões.
Alexandre: todos recarreguem os canhões eles não farão prisioneiros tenham certeza disso, não é hora de ficar com medo.
Mesmo com a mão tremendo pela situação desesperadora tentava mostrar alguma fibra aos marujos que estavam ali.
João: não temos escolha vamos dar uma luta decente todos os canhões com mais pólvora, façam as balas atravessarem aqueles cascos.
Murilo desceu do mastro por uma corda até o convés e correu até Alexandre.
Murilo: não podemos nos mexer as fragatas inimigas estão começando afundar, mas o lorde dos mares vai chegar antes delas afundarem e o Vila Haro já se foi não temos como pedir qualquer ajuda...
Alexandre: como eu queria ter um plano agora.
Carlos: eu acho que sei o que pode nos ajudar .... mas bem isso vai sair muito caro...
Alexandre: quanto?
Carlos: tudo...
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