Piratas do Ouro Português
16 Capitulo XVI
Notas iniciais
27 de janeiro de 1714, na Cidade se São Marcos estava calma o sol brilhava fraco no começo daquela manha trazendo uma sensação de paz a quem tivesse tempo para aproveitar, no porto vários Navios enfileirados no cais alguns Brigues pequenos e outros grandes armados, na extremidades do porto haviam alguns navios maiores 2 galeões pesados e bem armados, 7 fragatas com 24 canhões de cada lado era muita coisa para proteger uma cidade , do mar três navios se aproximam o que vinha enfrente era o Lobo dos mares ostentava toda sua força e gloria porem podia-se ver os estragos da batalha que passara, haviam buracos em ambos os lados dos cascos escotilhas de canhões haviam sido destruídas juntos com os canhões, haviam rasgos nas velas que foram costurados deixando "cicatrizes" nas mesmas, logo ao lado do Lorde dos Mares vinha o Duque Dourado, ostentava algumas diferenças feitas em Cocamar mas estava ao contrário de seu Navio Irmão, muito menos avariado com apenas alguns buracos no casco porem nenhum as escotilhas dos canhões, porém amarrado a cabos que ligavam a popa do Lorde dos mares e do Duque Dourado vinha sendo arrastado o Pretoriano, que estava em situação críticas, nenhum de seus canhões podiam ser vistos, todas as escotilhas estavam fechadas, ambos os lados avariados com vários buracos em seu casco e um dos mastros, o mastro da proa, havia caído e a fragata derrotada era arrastada pelos Galeões até o cais onde ambos os três navios foram até o cais onde foram amarrados e do Duque dourado apenas desceu seu capitão, Yago que dava um suspiro de alicio ao ter seu navio de volta e do Lorde dos mares desceram quatro pessoas sendo Yller, o orgulhoso capitão da Nau, Jonatas e Matheus Tomé ambos arrastavam alguém que estava apenas com uma camisa branca e uma calça preta e botas longas, estava visivelmente ferido, tanto pela batalha quanto por torturas realizadas enquanto cativo, suas vestes estavam ensanguentadas e haviam cortes ainda abertos com os braços e pernas acorrentados, eles seguiram pelas ruas de terra batida ignorando as pessoas que estavam na rua, muitos escravos negros acorrentados até chegar na grande mansão branca que era a única construção feita de alvenaria de qualidade , sendo as outras construções ou de barro e argila ou madeira e palha, a cidade era uma na verdade uma alocação onde funcionava um enorme engenho podia ser visto ao longe vários campos de cana de açúcar onde também se viam vários negros trabalhando nela, os cinco então chegaram nas portas da grande mansão onde sequer foram barrados um dos guardas até saudou Yller como um superior, em seguida eles caminharam ignorando qualquer comentário do serviçal que chegara para avisar-lhes algo ou mesmo barrar eles, os Cinco caminharam até a sala e entraram com tudo na mesma, onde se encontrava um homem alto e careca, Teixeira em pessoa estava atrás de uma mesa mexendo em alguns documentos.
Teixeira: já terminou a missão?
Yller agarrou a parte de traz da gola da camisa do cativo, tirou o saco de sua cabeça e jogou ele no chão enfrente a mesa revelando quem era, sendo Alexandre que estava com vários hematomas no rosto e semiconsciente que murmurou algo inaudível.
Teixeira apenas se levantou e olhou para o rosto de Alexandre que estava no chão sacou uma pistola e disparou a queima roupa no peito de Alexandre que estava no chão e comentou enquanto guardava a pistola em seu coldre.
Teixeira: como o capturou? outros falharam.
Yller sorriu de leve em deboche ao que morreu ali.
Yller: usei outros de isca e segui ele duas vezes até saber onde ele voltava após um saque e criei uma emboscada simples porem fatal, espalhei a informação que um galeão carregava ouro para a capital, sendo que na verdade era cobre pintado, piratas não verificam a veracidade do metal, eles ficaram pesados ao ponte de que o Lorde dos mares o alcançasse e bastou dar uma dica a esses “outros” que o Pretoriano iria passar perto após um saque não preciso dizer que o mesmo já estava sob ataque quando cheguei além de que quando você recruta sua tripulação de navio negreiros sem saber de onde vieram não é difícil implantar seus homens entre o inimigo, no dia antes do ataque meus homens infiltrados destruíram a base dos piratas de Alexandre e recuperaram o galeão de meu irmão, nos encontraram no meio da batalha onde ajudaram a dar fim no inimigo já fraco.
Teixeira ajeitou a casaca enquanto caminhava de volta para seu acento, sem deixar de pisar no corpo de Alexandre no caminho.
Teixeira: fez seu trabalho aqui está seu pagamento...
Teixeira estalava os dedos e quatro serviçais se aproximavam e colocavam dois baus grandes no chão e os abriam havia uma fortuna ali dentro centenas de milhares de libras, que valiam muito mais que contos de Reis, Yller sorriu.
Yller: foi um serviço simples... mas algo me ocorreu...se eu me tornar o novo dono de são marcos terei muito mais...
Antes que Teixeira seques mudasse de expressão Jonatas apontou seu mosquete e disparou com precisão incrível acertando a cabeça de Teixeira, a bala entrou pelo maxilar destruindo seus dentes e saindo pela nuca espirrando sangue, Yller caminhou até o corpo d Teixeira e o empurrou sentou na cadeira e apoiou suas botas na mesa.
Yller: se livrem dos Corpos... temos muito a fazer para mostrar quem manda agora...
21 de Janeiro de 1714, O pretoriano se encontra encurralado, porem selvagemente dispara seus canhões contra os Galeões de Yller e as fragatas , porem se tratavam de balas ocas com fosforo e logo a visão de ambas as embarcações que se aproximavam ficam nulas do Pretoriano os botes que não estavam danificados ou destruídos estavam cheios, de marujos, Alexandre deu a ordem de todos os oficiais fugissem e fossem para Vila Hortência avisar que a situação era crítica, Alexandre havia ficado no pretoriano com alguns canhoneiros pra resistir e para que os perseguidores não tentassem ir atrás dos botes e dos sobreviventes, Carlos deu uma última olhada para o pretoriano então começou a falar.
Carlos: sejam rápidos peguem tudo e coloquem nas costas e puxem os botes para atrás das arvores antes que a fumaça baixe!
Os marujos correram para realizar as ordens de Carlos, que caminhou até os outros oficiais que olhavam um mapa.
João: é um dia de viagem até a vila mais próxima temos pouca água então não corram apenas caminhem, o tempo está contra nós...
29 de janeiro de 1714, Ilha de Cocamar estava em ruinas tudo havia sido queimado e colocado a baixo vários corpos pela ilha e pela praia nem crianças nem velhos foram poupados, os únicos navios na costa onde antes fora um cais era o Vila Haro e Kalien e um brigue que aparentemente era a nova embarcação de Pedro, poucos se reúnem na praia, mesmo o tempo quente não parece animar os que estavam ali presente, muitos derrubavam lagrimas, e num caixão jogavam algo de valor, se tratava de um enterro simbólico para Alexandre e todos que morreram, já que seu corpo não podia ser recuperado e não havia como enterrar todos, todos sentiam uma tristeza, mas na casa grande duas pessoas se ausentavam do enterro, Pedro e Nathalia, ambos estava sala do capitão do Vila Haro mas em silencio ainda, Pedro decide tomar a palavra.
Pedro: vou embora de Cocamar Nathalia...preciso fazer coisas e não sobre vingança por kell mas outras coisas, partirei ainda hoje.
Nathalia: você vai fazer oque? todos decidimos que iriamos seguir umas ideias que o Vô deu para... voce sabe seguir em frente.
Pedro se levanta e caminha até a porta.
Pedro: Nathalia sei que de início a vingança é algo que você quer fazer, mas eu não, não entenda isso com indiferença aquele cara vai pagar, mas até lá você não vai mais me ver ... e torsa para não ver. Mantenha quem Eve salvou vivos.
a expressão de Pedro era fria sem dúvida algo o mudara, logo ele sai e Nathalia fica sozinha na sala.
Nathalia: bem agora sobrou pra mim, de jeito nenhum... isso vai na sorte...
Nathalia saiu da sala e logo tratou de chamar todos após o enterro do caixão simbólico, estavam ali, Evelin, Tainá, Murilo, Delgado e Daniel.
Nathalia: bem agora que estão aqui quem vai tomar as decisões? o idiota do kell fazia isso sei lá o porquê ...de verdade nunca pensei porque ele fazia isso, mas agora alguém vai ter que tomar esse lugar.
Tainá: bem acho que era mais porque ele tinha umas ideias boas e por que ninguém quis tirar ele dali sei lá, mas eu tenho que dizer eu quero fazer isso.
Delgado: bem acho que vou ter que ...discordar dessa vez eu quem vai fazer as coisas darem certo, bem
Murilo: ... que tal uma disputa e também uma vingança.... quem levar mais ouro para a Fazenda tirada dos navios de Teixeira ganha...vamos vingar todos destruindo-o aos poucos, vamos nos separar não cometer o mesmo erro, Cocamar foi um sonho lindo, mas acabou em pesadelo não podemos deixar tudo isso acontecer novamente... pelo que entendi nem todos os desesperados no mar são quem pensamos...
Eve: sem dúvida foi sorte eu ter previsto o ataque e ter solvo alguns de nós, mas Cocamar está arrasada destruíram tudo e levaram tudo, mas não para o mesmo lugar pelo que pude ver...
Nathalia: vamos nos preparar mais, ficamos muito relaxados confiamos demais no Pretoriano, não passou por nossa cabeça fazer capturar outros navios grandes e agora até o plano de construir a fazenda foi por água a baixo.
Murilo: não o Alexandre deixou tudo certo por um tempo a fazenda está garantida...mas precisamos reagir rápido..
Delgado se levanta vai até uma estante e olha para a mesma e pega um rolo de papel e volta até a mesa e abre o mesmo e coloca pesos para que fique aberto.
Delgado: nosso erro foi ficar em Cocamar, vamos nos espalhar ...
Delgado aponta para a área vazia no mapa que estava um rabisco e um garrancho horrível sendo a letra de Alexandre escrito “Ilha de Cocamar”, no resto do mapa estava toda a costa da colônia portuguesa de Brasil.
Delgado: Pedro fugiu e deixou claro para a Nathalia que não irá mais nos ajudar então tudo que temos é uma escuna bem armada o Vila Haro, e uma fragata pequena que é a Kalien, temos pouca tripulação, mas é possível deixar ambos os navios em condição de combate.
Nathalia: vamos fazer o seguinte, na costa ainda tem patrulhas vai levar atempo até que a notícia do Pretoriano ter caído chegue aos ouvidos de todos, até la tive uma ideia, não podemos ir para Hortência isso seria arriscado, vamos a outro lugar, um onde podemos obter navios armados sem tanta dificuldade..
Murilo: é onde eu penso que é??
Nathalia: se for Santos está certo... eu tenho uma ideia bem interessante.
Com o fim daquele dia onde os poucos sobreviventes de Cocamar partem no Vila Haro e na Kalien para Santos em busca de reagir a grande perda que tiveram.
Fim....por enquanto.
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