29 de Novembro de 1713, Ilha Cocamar, o Pretoriano esta ancorado no rio profundo que corta a ilha, a tripulação aproveita o ultimo dia em terra antes de partir para o mar.

Nathalia caminha com Naomí pela praia.

Nathalia:... então Pedro ainda não veio sabes se ele estas bem?

Naomí: sabes que não me importo, ele é tão irritante que quando ele foi embora foi um alivio.

Nathalia: sei... oque andas estudando.

Naomí: não posso deixar Alexandre comprar meus livros ele comprou capítulos variados de assuntos variados, tipo, feridas vol.2 dores vol. 4 e venenos vol.1, bem esse ultimo foi bem útil para você.

Nathalia: sabe que sim, outra coisa se Pedro não faz mais a comida como consegue continuar fazendo o veneno?

Naomí: o Alexandre vive perdendo meias... ele não perde, elas tem o dobro de veneno que a comida podre de Pedro, hahaha.

Nathalia: hahahaha, sei disso se ele descobre.

Naomí: ah não conte para ele além das meias ficarem limpas depois que eu uso, seu veneno age mais rápido e ele é chato com isso não emprestaria nem seu chulé.

Nathalia: deveras verdade.

Na Mansão, que por acaso cresceu muito enquanto o navio esteve fora agora possuía mais quartos e um arsenal interno.

Alexandre( falando no diabo), Daniel, Ricardo, Delgado e Joaquim, um homem alto e bruto pele torrada por tempo junto ao fogo e cabelos castanhos grossos desgrenhados, olhos miúdos verdes, era um ferreiro que agora se propunha a ser ferreiro de Cocamar.

Alexandre: terminamos de construir as casas paras as pessoas que ficaram aqui... para ser sincero não espero ficar muito tempo mas espero que este lugar cresça por si só, mas se mantenha escondido o máximo possível dento desta mata densa.

Delgado: e eu que disse que este lugar não cresceria não acredito como cresceu.

Daniel: manter isso em ordem não será fácil.

Alexandre: precisamos de um líder para este povoado de pouco mais de cinquenta pessoas.

Joaquim: precisa ser uma pessoas que ninguém tenha motivo para descordar.

Daniel: para ser sincero acredito que muitos poucos aqui aceitariam ser mandados por um negro como eu.

Alexandre: não fiques assim amigo tu es minha mão aqui.

Ricardo: vejam acho que podemos escolher, cada pessoas que tem habilidades e capacidade de liderar deve se oferecer e os demais escolhem.

Alexandre: estas certo, nenhum membro da tripulação pode se oferecer estamos com a quantidade certa de marujos e pessoas no canhão além de que João e Murilo já passaram mais de um mês treinando eles, a lutar e manejar o Pretoriano.

Daniel: vamos por regras de acordo com as que os portugueses e outros países usam, ninguém da tripulação se oferece ninguém ... negro e nenhuma mulher.

Alexandre: veja, porque não deixamos as raízes traidoras para trás tenho uma ideia, chamem todos no pátio da mansão.

Apos cerca de uma hora todos estavam no pátio em frente a mansão, Alexandre começa a ler um papel em sua mão.

Alexandre: a todos aqui presentes, não acho justo que nós dedevamos, que letra miserável essa minha, manter os desgostos e malcriações das nossas raízes, eu proponho que todos sejamos iguais e que sejamos julgados por nossas ações e não por sua cor ou sexo.

um homem se levanta a mão.

Homem: então você diz que os negros são iguais a nos, eles são inferiores, escravos.

Alexandre: você já ouviu falar da África de onde vem os negros, lá seus povos são inteiramente de negros e lá eles são livres o homem que disse que eles eram escravos foi o mesmo que disse que você não pagou suas dividas.

o Homem se acalmou, porem outro se levantou.

Homem: e quanto as mulheres, devem ser submissas a seus maridos a palavre dele vale pelos dois.

Nathalia, que estava ao lado de Alexandre, responde.

Nathalia: porque acha que as mulheres devem ser submissas?

Homem: fácil, pois as mulheres são mais frágeis e precisam da proteção de um homem.

Nathalia: Fracas, certo então você que é homem é o mais forte, eu ainda não tive este desprazer, mas tu já engravidou?

Homem: não, estas me estranhando?

Nathalia: não, então pelo que sei por todas as mulheres aqui que já engravidaram esta para ser criado uma maneira pior de sentir dor pois de você sai uma criança tem ideia da força necessária para coloca-los para fora, as mulheres aqui que já tiveram uma criança me digam este foi o momento mais doloroso das suas vidas não.

Varias Mulheres: sim.

Nathalia: o momento que mais precisaram ser fortes não.

Mulheres: sim nenhum homem aguentaria.

Nathalia: se você se acha tão forte acha que seria capaz me deixe enfiar um melão no seu traseiro então tu tiras apenas com a força, ai podes falar de força com estas mulheres.

o homem engole em seco.

Alexandre: obrigado Nathalia.

Alexandre segura o ombro de Nathalia para acalma-la.

Alexandre: vou precisar de semanas para tiras esta cena da cabeça... bem deixemos as coisas tradicionais de lado, hoje se alguém tem interesse em se tornar o governante temporário da ilha venha a mansão para fazer a inscrição, obrigado.

Nathalia caminha até Alexandre.

Nathalia: desculpa, me irritei com a maneira que sempre tratam as mulheres.

Alexandre: não, tem problema mais não poderia ter falado algo menos doloroso e algo menos ahn... traumatizante?

Nathalia: poderia, sim, mas acho que pelo que eu falei aquele imbecil vai pelo menos respeitar a mulher dele, e você tonto tem oque em mente esta inquieto.

ambos começam a caminhar para a mansão.

Alexandre: hum...tenho em mente ultimamente duas coisas, primeira que nos precisamos saquear algo para conseguir fundos para melhorar aqui e o Pretoriano pelo que Rafael disse a maioria dos canhões do Pretoriano são de 12 libras e que podemos trocar pro mais pesados de 24 ou 32 libras e libras é a medida que os ingleses usam Rafael tentou me explicar mais eu ainda não entendo e a segunda eu te mostro depois.

Alexandre cochicha no ouvido de Nathalia: é segredo e muito importante que se mantenha assim até que eu tome uma decisão.

Isso apenas aumentou a curiosidade de Nathalia.

Alexandre entrou na mansão e colocou uma mesa de frente para a porta de entrada para criar os registros dos candidatos.

Em quanto isso no Pretoriano que estava ancorado.

Delgado e João fazem um inspeção no navio.

Delgado: sabe essa fragata é bem curiosa, os ingleses possuem varias delas mas de vários tipos tendo de 24 até 80 canhões com um ou mais conveses, essa possui 104 canhões contando com os da proa e os da popa sem falar que não colocaram canhões no convés principal onde caberia mais vinte ou vinte dois canhões de cada lado.

João: sim, roubamos uma fragata que pode bater de frente com até mesmo um manwar inglês, mas carrega-lo a ter tripulação para mantê-lo em plena forma é outra coisa, além de que esta obvio que para cortar gastos colocaram canhões leves de 12 e 18 libras invés de canhões de 24 ou 32 libras que são mais eficientes contra navios.

Delgado olha para o chão do convés principal e percebe que um encaixe para algo grande na proa no convés.

Delgado: oque es aquilo?

João: talvez Rafael possa explicar.

ambos procuram Rafael e o encontram na cozinha do Pretoriano falando com Miguel.

Rafael: ... é assim, esta pronto é fácil de fazer, vai pouca massa é além de ser muito bom alimenta bem... um pão com recheio sortido de carne(parecido com os lanches de presunto e queijo empanado só que mais rustico que a carne era aleatória)

Rafael começou a comer seu novo experimento culinário.

Delgado oque é isso?

Rafael: bem, visto uma vez em uma padaria e cortejei a moça para me ensinar, sou viciado nesses pães desde então.

João: tem uma coisa que precisamos saber, venha.

Os três seguem até a proa do convés, Rafael examina os encaixes de metais no convés e na áreas ao redor.

Ainda comendo diz

Rafael: isso aqui é um encaixe para um morteiro naval pesado.

João: espera oque?

Rafael da outra mordida responde.

Rafael: um morteiro naval pesado ideia dos ingleses colocar um morteiro em um navio, esse canhão gigante dispara seu projetil de 60 a 85 graus, tem dois tipos de munição mas no mar usa-se apenas uma a de estilhaço essa munição tem um pavio que acende ao ser disparada quando queima tudo ela...

Rafael da mais uma mordida em seu pão mastiga e engole.

explode fazendo chover estilhaços em uma área o pavio deve ser cortado manualmente de acordo com o angulo para estourar na hora certa.

Delgado: realmente essa fragata pode fazer mais que o imaginado, se pudéssemos ter essa arma.

Rafael é preciso pelo menos sete pessoas para manejar isso um para mirar um para cortar na medida e colocar na bala o pavio duas para girar e manejar o angulo do morteiro três para carregar a bala que pesa mais de cem quilos.

João ainda sim é uma arma poderosa, delgado pode por nos cálculos de tripulação final.

Delgado: sim, obrigado Rafael... Rafael ?

Rafael que já estava descendo para baixo do convés.

Rafael: meu pão acabou, se precisarem de mim sabem onde encontrar.

João: vamos precisamos mostrar para o Alexandre.

Enquanto isso na carpintaria de Ricardo.

Tainá:... pode trocar?, quebrou durante um treino.

Ricardo: posso mais oque fizeste para quebrar isso esses machados não quebram fácil assim.

Tainá: quebrou quando derrubei um coqueiro em uma machadada.

Ricardo: oque?, tu derrubaste um coqueiro em uma machadada.

Tainá: sim que estar pronta quando algum mestre vudu lançar uma magia em alguma arvore para me matar.

Ricardo balança a cabeça incrédulo.

Ricardo: faz assim eu troco o cabo de graça se tu cortar três arvores para mim tenho um projeto que meu primo francês me mandou ele roubou de um dos projetos de uma colégio inglês.

Tainá sério isso seria incrível.

Após trocar o cabo do machado eles foram para mais dento da floresta da ilha( sim é uma ilha grande metade do tamanho de Malta pode pesquisar).

Ricardo: aquela ali.

Tainá: essa ?

Ricardo : Sim.

Tainá se prepara e com um movimento em diagonal de cima para baixo corta a arvore em um golpe.

Tainá: madeira!!!

Ricardo incrível olhando para você não se diz que pode cortar uma arvore em apenas um golpe.

Tainá: olha seu cabo quase não aguentou.

Ricardo: oque? como assim.

Tainá: sim aqui.

Tainá mostra pouco abaixo da lamina um pequena trinca na madeira do cabo.

Ricardo mas essa madeira é muito resistente, acho que foi muito, acho que precisamos falar com um ferreiro para colocar um molde de ferro para deixar mais resistente por sorte eu trouxe mais um cabo assim podemos continuar caso esse quebre, bem agora corte essa e depois aquela arvore.

Tainá: sim, mas eu quero garantia que terei um cabo muito resistente que não quebre para mim.

Ricardo: promessa é divida.

Tainá corta as duas arvores, ao cortar a ultima o cabo quebra.

Ricardo: deixa eu troco esse cabo, por esse até ter seu cabo inquebrável.

Tainá que seja resistente.

Tainá começa a arrastar a arvore em direção da vila.

Ricardo: espe... oque esta fazendo, como esta conseguindo carregar essa arvore deve ter uns 130 quilos.

Tainá: olha no chão a folhagem é grossa e desliza fácil essa arvore apesar de pesada desliza.

Ricardo ainda sim é muito pesado acho que nem João pode empurrar isso.

Tainá: me conhece e minha irmã?

Ricardo: sim, são primas de Alexandre.

Tainá: não sabe nem a metade, deixa que eu te conto eu e minha irmã...

Tainá empurrando duas das três arvores acompanhada de Ricardo chegam na vila.

Tainá: e é isso mas não sabemos quando ou como.

Tainá e Ricardo se encontram com Naomí.

Naomí: Tainá estava te procurando, precisa ver isso.

Ricardo: pode ir peço ajuda para alguém com a ultima arvore depois quando tiver teu cabo inquebrável te entrego.

Tainá: vou cobrar.

Naomí: Tainá a vó esta fazendo uma sopa deliciosa para comemorar a captura do pretoriano.

Tainá: tenho que dizer nessa o Pedro foi mais rápido que o Alexandre, trazer para cá a Vó o vô, o tio Toni, a tia lenia e mais vinte pessoas para cá antes de chegarmos foi interessante.

Naomí: sim, melhor ainda foi ele ter partido antes de chegarmos.

as duas vão para a mansão onde a vó Sonia estava servindo uma boa soba de batatas carne.

Vó Sonia era baixa com 1,57m cabelos castanhos e grisalhos vestia uma blusa azul com uma saia marrom, vó Sonia era vó de Alexandre, Pedro, Naomí, Kethy( ainda não apareceu), Nathalia, Tainá e Murilo Diaz(Murilo irmão de Nathalia e Tainá esta no Rio de Janeiro), mas todos na vila e no pretoriano a chamam de vó menos suas comadre que a chamam de senhora.

vó Sonia: sentem-se e se sirvam.

Vô Nelson se senta e é o primeiro a pegar um prato.

Vô Nelson, marido de Sonia, 1,70m cabelo totalmente branco, vestia uma camisa sem mangas branca e uma bermuda cinza vestia chinelos ou sandália invés de sapatos.

Vô Nelson: opa Hummmm, que delicia não, esta uma delicia não é Nathalia?

Nathalia: é.

Vô Nelson: esta gostoso Alexandre?

Alexandre: sim Vô, esta gostoso.

Vô Nelson: ótimo, Alexandre e de candidatos como esta.

Alexandre: uma bagunça: formouse dois grupos, um apoia a construção de uma serraria e outro apoia a construção de uma doca para construir barcos de pesca ambos tentam convencer que seus projetos são melhores.

Nathalia: oque você acha que seria melhor.

Alexandre: sendo direto, precisa de madeira para fazer barcos uma serraria é melhor.

Delgado: e tu Daniel oque esta Pensando.

Daniel: eu apoio a serraria mas acredito que precisamos de uma moeda para troca temo cerca de seiscentas moedas para cerca de 130 pessoas na vila menos de cinco moedas para cada vai ser difícil conseguirmos regular dinheiro no inicio, tenho um plano de troca de favor registrado até que entre mais moedas, e precisamos de comida o mais rápido possível, ainda temos o suficiente para dois meses mais isso não vai ser suficiente até o fim da construção seja de uma serraria ou uma doca pesqueira.

Alexandre: entra ai meu plano.

Todos olham para Alexandre.

Delgado: ahh, eu conheço esse sorriso você tem um plano diabólico em mente, não.

Alexandre: diabólico e muito muito lucrativo...