Piratas do Ouro Português
9 Capitulo IX
03 de dezembro de 1714, Atlântico sul. O Pretoriano cruza as ondas rapidamente rumo a noroeste.
Alexandre no timão dita as ordens.
Alexandre: recolham as velas auxiliares deixem as mestras.
Delgado cochicha para Nathalia: ainda bem que a tripulação já aprendeu a língua de velas do capitão ele não sabe o nome delas e fica inventando.
Nathalia cochicha para Delgado: pelo menos não deu nomes ruins como libertado e mão da morte para as velas.
Murilo: Navios a vista bandeiras espanholas, uma fragata pequena e um brigue.
Alexandre: como na carta todos aos postos de batalha nosso premio nos aguarda.
O Pretoriano avança em direção aos outros dois navios.
Murilo: a fragata deve ter cerca de 25 canhões de cada lado.
Alexandre: Murilo se prepare.
O Brigue e a fragata se viram um de cada lado do Pretoriano.
João: vão nos atacar pelos dois lados.
Alexandre: não importa o brigue disparem os canhões nele a fragata tem o que queremos.
O brigue se aproxima a boreste e a fragata a bombordo.
Alexandre: preparem os canhões a boreste munição tipo 1 em tudo, a bombordo primeira linha munição tipo dois e segunda linha munição tipo três.
Rafael: Munição um todos carregar!
Carlos: Primeira linha munição dois, segunda linha munição três.
Alexandre: a toda vela, mas se preparem para puxar tudo.
Murilo: Rápido soltem todas!
Alexandre vira o timão para bombordo em direção da pequena fragata.
O Pretoriano, a fragata e o brigue começam a se aproximar.
Alexandre: recolham todas!
Murilo: Rápido, recolham as velas rápido.
o brigue e a fragata expõem seus canhões prontos para a briga.
Alexandre: Ao meu sinal.
Carlos: Aguardar ao comando!
Rafael: esperem a ordem!
os três Navios ficam lado a lado.
Alexandre: esperem... Disparar canhões !
Carlos: Fogo!!!
Rafael: Disparem!!!
os canhões do Pretoriano Rugem na direção do brigue e da fragata.
O brigue dispara ao mesmo tempo que o pretoriano.
A boreste a maioria dos disparos do Pretoriano acertaram o brigue causando grande estrago em seus convés e seus casco destruindo 3 canhões, mas continuava na luta, seus disparos acetaram o casco do Pretoriano 8 dos seus 12 canhões.
Rafael: Alexandre, os disparos acertaram dois canhões, nenhum vazamento de agua.
A bombordo a fragata que era menor que o Pretoriano mas possuía 28 canhões mortais de 24 libras, mas o Pretoriano disparou primeiro seus canhões primeiro, sua primeira linha de canhões dispara duas balas ligados por uma corrente de ferro na direção dos mastros da pequena fragata destruindo e rasgando as velas e derrubando o mastro secundário, a segunda linha de canhões disparou na linha de dos canhões inimigos uma barragem deita com estilhaços de metal atravessaram o casco da fragata ferindo e matando os homens que se preparavam para disparar os canhões.
Alexandre olhou no convés inimigo o capitão gritava ordens para a tripulação outros assumiam a posição dos mortos nos canhões e se preparavam para disparar.
Do alto dos mastros do Pretoriano Murilo e mais dois homens jogaram para baixo barris de pólvora com estilhaços na direção do convés da fragata, quando explodiram levaram com eles grandes danos ao convés e o mastro principal que caiu na direção da popa esmagando o timão e quase destruindo a cabine do capitão.
Rafael: estamos prontos!
Alexandre : destruam o brigue queremos a fragata.
Rafael: fogo!
Os canhões a boreste do Pretoriano dispararam uma ultima vez em seu alvo, o brigue fora destruído vários disparos acertaram o casco na linha da agua enchendo e o afundando.
Nathalia: se preparem para abordar o navio, atiradores a postos.
No Pretoriano os marujos se preparam armados de sabres e mosquetes.
João: Lancem os ganchos e puxem a fragata.
A fragata realiza seus disparos a queima roupa no Pretoriano.
Carlos: tem dois vazamentos de agua perdemos quatro canhões e oito homens.
Alexandre: disparem mais uma vez todos canhões munição três de pois vamos embarcar.
Delgado: Murilo jogue mais uma carga e se prepare para embarcar!
Murilo: agora!
Carlos: estamos prontos.
Nathalia: abra fogo!
Carlos: fogo!!!
O Pretoriano realiza seu ataque fatal, quarenta e um canhões disparam munição de estilhaço a queima roupa no casco da fragata matando a maioria dos homens nos canhões e ferindo gravemente os restantes, pode-se ouvir gritos de dor dos sobreviventes, Murilo e sua equipe joga três cargas de estilhaços explosivos no convés da fragata ferindo vários marujos. O Pretoriano fica lado a lado da fragata.
Alexandre: abordar, Delgado cuide do timão Nathalia...
Nathalia que já estava no convés da fragata: oque estas esperando?
Alexandre: apressada, Carlos venha com seus homens os canhões deles foram destruídos.
Carlos: tempo de agir.
A tripulação do Pretoriano domina rapidamente o convés da fragata, a maioria de seus defensores haviam morrido pela chuva de estilhaços.
Alexandre: Murilo, vá para baixo verifique a carga se houver sobrevivente poupe a dor dele e mate.
Murilo: sim, vamos.
Alexandre: Delgado e João peguem alguns homens para ajudarem a limpar esse convés de corpos.
João: juntem os corpos na popa, vamos rápido com isso.
Alexandre: Nathalia, Tainá e Carlos me sigam para a cabine do capitão.
Nathalia: por sorte o mastro não bloqueou as duas portas apenas uma.
Tainá: uma pena era um navio bonito.
Alexandre: vamos.
Alexandre abre a porta emperrada com esforço, quando entram alguém tenta acertar Alexandre com uma marreta, Alexandre desvia e por centímetros a marreta não acerta a cabeça de Carlos que entrava logo atrás.
Carlos: mas, oque?
A mulher que tentou acertar Alexandre era negra com 1,69 m cabelos longos ondulados pretos, olhos castanhos usava um óculos pendurado no nariz.
A mulher chuta Alexandre que cai no chão mas saca sua pistola e mira para ela, porem Carlos investe contra ela batendo o cabo de sua espada em sua cabeça e tomando seu martelo.
Alexandre: boa Carlos.
Carlos: tudo bem, agora quem é essa!
uma mulher na canto da sala: Soltem ela ou tudo aqui vai pelos ares!
a segunda mulher tinha 1,71m ,pele branca , cabelos castanhos escuro lisos olhos castanhos. Estaca ao lado de um canhão , que estava do lado a mesa do capitão, apontando para a porta.
Alexandre: ótimo, quem são vocês.
Mulher ao canhão: não te interessa agora suma daqui.
Nathalia: se renda mesmo que nos mate outros virão e a mataram antes de sequer recarregar ou fugir.
Alexandre: prometo que se renderem apenas pegaremos oque queremos, não a mataremos e não deixaremos os sobreviventes a deriva levaremos vocês para salvador ou porto seguro.
de trás de uma armário surge uma terceira mulher, pele bem clara, cabelo loiro escuro, olhos castanhos escuros 1,70m .
Mulher loira: Ana, Sarah estas tudo bien, aconteceste como lo previsto, sou Evelin Morijo mas puedes me chamar de Eve.
Alexandre: sim... teu navio foi dominado não pretendemos afunda-lo, mas devo dizer que foi danificado além do que se pode arrumar.
Evelin: não te preocupes.
Ana: senhora previu isto a quanto tempo?
Evelin: dois meses atrás.
Alexandre: como assim previu?
Sarah: a senhora Evelin tem o poder de prever o futuro e pode ver e falar com os espirito.
Carlos: ótimo, típico dos espanhóis sempre falam com espíritos e coisas parecidas.
Alexandre: esta certo...
Evelin: eu previ a dois meses que você encontraria uma carta de um tal Teixeira em um brigue que tomou, nela continha a informação que seria levado de Barcelona para Vila São Carlos, carregando vários recursos como ferramentas, ouro pois Teixeira é um dos poucos que guarda suas riquezas na colônia seus lucros das suas posses na Europa ele trás para cá, sabia que precisava estar aqui mesmo colocando em risco maus amigos.
Alexandre: e porque deveria estar aqui?
Evelim: três coisas, Primeira para me juntar a você em tua jornada, segundo para ajudar a desenvolver tua Cocamar com algumas coisas que trouxe, e terceiro para alertar que um mal virá e precisará da ajuda deste navio assombrado para passar por um desafio.
Alexandre: assombrado?
João entra pela porta seu rosto esta pálido e suado.
João: Alexandre.... vovocê precisa ver isso.
Alexandre sai para o convés, os mastros da fragata se mexem e se consertam todos os danos causado no convés começam a se arrumar, buracos se concertam sozinhos suas madeiras mesmo em lascas retornam para seu devido lugar rastejando pelo convés até tomar seu lugar no convés e no casco.
Sarah: foi mais lento que o esperado
Alexandre: oque esta acontecendo aqui?
Tainá: quanto esse navio aguenta se refazer?
Evelim esta fragata é a Kalien, comprei este navio especialmente por ela estar aqui, não sei como ela veio parar aqui e não pergunto, mas sei que nunca ninguém conseguira afunda-la e que se ela tivesse lutado com toda sua força nem o teu Pretoriano poderia vence-la... não com esse armamentos que tem nele.
Nathalia: e porque deseja se unir a nos.
Evelin: eu previ que isso aconteceria eu apenas vejo meu futuro e o de pessoas que conheço ou conhecerei, mas não procuro prever muito retira a diversão e as surpresas da vida.
Alexandre: sim, quanto aquele desafio e aquele perigo que nos aguardam?
Evelin: não quero prever e não irei, mas sei de coisas que vocês mesmo não sabem, como por exemplo tem esses dons.
Tainá: me acho normal obrigada.
Evelim: mas é normal, veja cerca de 5% da humanidade tem grades habilidades sejam uteis ou inúteis por exemplo: Alexandre, o Grande e sua capacidade de comando, Leonardo da Vince e sua inteligência, isso é passado de pai para filho mas as vezes nascem em uma certa geração, o caso de vocês provem de seus avós.
Alexandre: espera nos temos oque?
Evelim: explico daqui a pouco em sua cabine com a presença de Carlo, Nathalia, Murilo, Tainá, Naomí, Delgado e você.
Alexandre: sim, homens limpem tudo esta fragata não será tomada ou algo do tipo apenas fiquem aqui e esperem... precisamos decidir oque fazer.
Na cabine de capitão de Alexandre, todos já se encontravam reunidos, prontos para ouvir oque Evelin estava para dizer.
Alexandre: pode falar agora.
Evelin: sim... seus avó começaram sua linhagem de pessoas com dons seu vô possui memória inigualável e sua vó o dom de cozinhar, não procurei saber o dons de vocês pois queria que descobrissem por si só, Murilo, João e Delgado não possuem dons mas estão destinados a grandes feitos, Carlos possui um dom mas não sei.
Nathalia: esses dons como se manifestam.
Evelim: por isso eu vim, a maioria dos dons esta ligada a memoria o capacidade de inteligência mas os seus são físicos.
Tainá: sei que possuo muita força.
Evelim: sim não parece mas Sarah e Ana possuem doms , sara tem o dom de não se queimar é realmente muito difícil de que ela se queime não importa a temperatura, Ana tem como Tainá uma força imensa.
Alexandre: e você pode falar com os mortos.
Evelim: não, isso qualquer um pode fazer eu prevejo o futuro a minha vontade com ele será sem alterações, mas é chato saber tudo procuro saber apenas o necessário.
Tainá: muito legal.
Naomí: perigoso também.
Evelim: vamos discutir alguns termos se vamos nos unir, oque cada um tomar é seu sejam os alvos e que eles possuam...
Alexandre: caso um queira oque o outro tem podemos negociar?
Evelin: sim, serei a capitã deste navio como já venho sido.
Alexandre: certo.
Evelin: Diogo meu auxiliar que esta boiando nos destroços do brigue será resgatado.
Alexandre: hum... certo.
Evelin: os produtos que trago ficaram comigo até chagarmos em Cocamar e Ana e Sarah continuaram e minha tripulação.
Alexandre: sim.
Murilo: mas a maior parte da sua tripulação morreu.
Carlos: tem o suficiente para continuar navegando.
Evelin: sim, mais preciso de pelo menos 20 pra pilotar Kalien ela se conserta mas não navega sozinha.
Alexandre: sim tudo bem, mas antes quero saber os itens que esta carregando, e Delgado mande alguém salvar o tal Diogo.
Delgado: sim.
Delgado sai para da cabine para regatar o homem.
Evelin: que pedir alguma coisa?
Alexandre: na verdade sim quero saber se realmente possui o tesouro que li na carta.
Evelin: não, os seus alvos virão na verdade em dois dias, mais uma coisa devem manter segredo sobre seus dons e avisem delgado.
Alexandre: sim, então temos tempo para voltar a Cocamar , bem ouviram a seus postos Evelin pode voltar a Kalien e me siga para Cocamar.
Evelin voltou para Kalien, e a seguiu o Pretoriano até Cocamar, chegando perto do por do sol.
Alexandre: Rafael, chame Ricardo para arrumar os estragos, esse é o chato de seu navio não ser fantasma e se consertar sozinho.
O Pretoriano e a Kalien ancoram no pequeno cais que construíram.
Alexandre: Partir antes da eleição foi interessante queria saber quem ganhou parece que o pessoal que apoiava um caís.
Daniel se aproximando.
Daniel: na verdade não eu ganhei a eleição com o projeto de uma serraria para construção de mais casas locais de trabalho, digamos que nos quatro dias que esteve fora podemos construir um caís para voltar, que navio é esse?
Alexandre: nossa quase me esqueço essa é a nova Capitã do Kalien Evelin Morijo ela se juntou a nos e trouxe vario tipos de grãos que serão de ajuda também trouxe algo que sem seria inútil ter os barcos para pesca, trouxe redes de pesca e muitas roupas.
Daniel: sinceramente é como se ela pudesse prever que os nossas maiores preocupações seriam com as redes para pesca e que a maioria tem apenas uma única peça de roupa.
Alexandre: que coisa não, então distribua as roupas e convoque alguns homens para ajudar a preparar um pedaço de terra para plantio... desculpe em terra você da as ordens.
Daniel: sem problema, a tripulação parece cansada deixe eles descansarem.
Alexandre: sim.
O Pretoriano e Kalien flutuam calmamente no caís de Cocamar.
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