Pintura Intima

43 Capitulo 42: Um passo para maturidade


Notas iniciais
N/A: Sem betagem, mas relido. Kisses- Essa é a segunda vez que posto esse cap então não sei se ele vai aparecer duas vezes. Comentem no primeiro deles, por favor.

Minha vida. Você eletrifica minha vida. Vamos conspirar para acender, todas as almas que morreriam só para se sentirem vivas.

James estava surtando, não, ele estava entrando em colapso, porque era dia 25 de janeiro e ele não tinha tido sossego nem mesmo no natal, quando foi visitar sua mãe. Ele devia estar feliz porque a mãe comprou uma casinha simples em Godric Hallows e dado, de papel passado, para ele e Lílian. Ele devia estar preocupado porque ele teve que assinar milhões de papéis quando estava, supostamente, curtindo o recesso de fim de ano, mas ele não conseguiu notar. Não notou porque a casa da Camila estava cada dia mais cheia de membros da Ordem. Ele não reparou em nada estranho porque pra ele sair e dar uma volta tinha que usar a capa de invisibilidade e infelizmente quase matar Lílian e sua mãe do coração pelas horas sumidas. Ele também estava esgotado porque, mesmo no recesso, ele tinha deveres enormes para concluir, relatórios de progresso de seu grupo de treinamento para repassar a Ordem além de verificar os projetos de infiltração e segurança que Mellani e Remus estavam desenvolvendo. Fora o fato de passar noites em claro quando Remus se transformava e conter um lobo muito mais agressivo devido a mudança de local. O rapaz estava quase pirando porque além de todas essas atividades ainda tinha de analisar o perfil dos possíveis substitutos a monitoria chefe e entregar um relatório, até janeiro, para a professora McGonagall. Tudo isso somando ainda o fato dele ser o capitão do time e ser o responsável por montar as jogadas.

Se ele não tivesse fazendo tanta coisa ao mesmo tempo teria notado o comportamento estranho de sua mãe quando tirava toda a fortuna dos Potter do banco e escondia com Alphard Black. Se ele não estivesse tão sobrecarregado com todas aquelas pessoas lhe cobrando e lhe empurrando coisas para fazer ele teria notado um clima mais esquisito. Mas ele não percebeu e estava absolutamente puto da vida porque seu melhor amigo não pode lhe ajudar já que estava preso na casa da mãe e aquele maldito contrato, outra coisa que ocupava sua mente de maneira aterrorizante, parecia cada dia mais impossível de ser quebrado.

Por isso a exatos cinco dias do aniversário de sua namorada ele estava na enfermaria, tomando medicação devido ao colapso nervoso que teve. Lílian não estava ali porque tinha reunião com a professora McGonagall por conta das responsabilidades de monitora chefe, sua prima e Sirius estavam coordenando os treinos, e ele ali a dois dias de molho na enfermaria sem poder fazer absolutamente nada e com um presente de aniversário para planejar.

No dia seguinte James teve alta e aliviado por voltar a ativa saiu ao lado de Lílian. Ela falava sem parar sobre a organização da festa dos formandos, eles eram os principais organizadores, porque isso era uma das obrigações dos monitores, e ele quase gemia em frustração

–Eu vou explodir de novo.- Ele murmurou e ela encolheu os ombros

–Desculpa. Eu só...

–E o Sirius? Deu conta?

–Do time deve ter dado.- Deu de ombros abraçando-o pela cintura enquanto andavam- Mas ele tá dando conta mesmo é da Mel.- James franziu o cenho

–Eles... Voltaram às boas?

–Sim.- Lílian revirou os olhos- E uma novidade. Ele é quem está indo pra cama dela agora.- James ajeitou os óculos que caiam pelo nariz e arqueou as sobrancelhas

–Eu achei que eles estavam com problemas porque nunca mais... Ah bem que o Peter falou que o Sirius estava acordando cedo.

– Eu estou feliz pela Mel. Isso significa que ela superou aquele trauma.- James sorriu aliviado, mas em seguida emburrou. Era bom que a prima voltasse a ter uma vida amorosa normal, dentro dos padrões dela, mas isso o frustrou porque ele estava um caco em todos esses meses e mal conseguiu um momento com sua ruiva. Ele estava tão atolado de coisas e tão esgotado que não encontrava animo nem mesmo para se aliviar no chuveiro.

–Minhas bolas devem estar tão inchadas quanto um...

–O que?- Lílian parou de andar e encarou James. O rapaz abriu a boca, estava sem jeito

–Nada...

–Eu ouvi muito bem, suas bolas estão...

–LÍLIAN.- Ele gritou envergonhado e ficou vermelho. A garota começou a rir e o olhou divertida- Eu, eu... Eu... Só...- Ele coçou a cabeça e andou até a parede encostando a testa nas pedras frias. Sentiu as mãos de Lílian rodear seu peito e o corpo dela colar ao seu

–Eu posso te ajudar se você quiser.- Ele virou abruptamente e a olhou esperançoso

–Promete?

–Se você me ajudar também.- O rapaz suspirou e se aproximou para beijá-la

–Senhor Potter e Senhorita Evans...- Lílian se afastou de James e ele ficou de olhos fechados, os lábios comprimidos como se engolisse um xingamento. Quando abriu os olhos encarou o professor de poções

–Sinto muito interrompe-los- “Não, você não sente nenhum pouco seu filho da puta” o Maroto pensou com raiva- Mas preciso de vocês para definir as metas quanto aos alunos mais novos...- James suspirou longamente

–O senhor já não estava fazendo isso?

–A senhorita Evans se ofereceu para...

–Você nos ofereceu para o que?- James massageou as têmporas e bufou

–Eu me ofereci. Não você.

–Isso é nos oferecer. Quase não consigo te ver e quando tenho 15 minutos entre o jantar e os deveres você se mete em mais coisas pra fazer.

–É meu último ano. Quero fazer dele o melhor.

–Você está me matando de coisas.

–Mas sendo nosso último ano precisamos aproveitar tudo que não fizemos antes.

–Então que tal fazermos um pouco de sexo?- Slughorn corou e Lílian bufou chegando perto dele

–Se não estamos fazendo sexo é porque você não tem tempo nem pra uma punheta.- Encarou o professor que estava chocado- Desculpe por isso senhor.- Ela parecia envergonhada com toda a situação- Podemos ver os relatório mais tarde?

–Hum, segunda feira, sem problemas nenhum, assim podem aproveitar essa sexta.- O homem saiu e Lílian cruzou os braços franzido o cenho. Ele se aproximou passando os dedos entre os fios dos cabelos dela

–Ruiva...

–Você foi grosso à toa.

–Me desculpa, eu estou estressado. Só isso.- Abraçou-a por trás e deitou o queixo em seu ombro- Vamos dar uma escapada, hum? Uma vassoura, uma noite num lugar diferente? Hum?

–Não tem treino agora?- Ele beijou-lhe o ombro- Em?- Ela já estava derretendo nos braços dele

–Ninguém sabe que tive alta mesmo...

–E a reunião com o grupo? Eu tenho que estar lá mais tarde.

–Só...-Ele mordeu a pele macia dela em cima de uma sarda que lhe chamou atenção- Só se alguém muito mal intencionado te sequestrar primeiro.- Ela sorriu de canto e virou

–Eu acho que você pode...- Suspirou quando viu o jeito malicioso que ele a olhava- Você pode sequestrar alguém agora.

–E essa noite fria de neve não te inibi?

–Eu pensei que suas intensões fossem me esquentar. Onde quer que seja.- Ele segurou a mão dela e começou a andar rapidamente

–Vem.

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–Bom dia coisa linda.- Mellani mandou um beijo enquanto saia enrolada em uma toalha. Ela estava com os cabelos pingando e fazia uma trilha de água por onde passava

–Você podia enrolar uma toalha no cabelo pra variar. A Marie já caiu por causa disso.

–Ela é uma tapada.

–Alguém voltou senhoras e senhores.

–E alguém está de mau humor.- Lílian soltou um resmungo com o canto da boca

–Levando em conta que são 10 horas de um sábado e eu estou em pé. Sim, estou de mau humor.

–Mas você nunca ligou para isso. Sempre me acorda cedo.

–E você só está acordada porque essa noite dormiu sozinha.- Mellani corou e começou a se trocar. – Não tem nada pra me dizer?

–Que eu faço sexo com Sirius? Acho que isso não é proibido.

–Não é, mas... Devido...- A loira bufou

–Ele foi tão carinhoso.- Sua voz saiu entrecortada e Lílian esfregou o olho direto enquanto bocejava

–Carinhoso é?

–Sim, mas... Estávamos no vestiário e ele... Aconteceu, eu acabei deixando e enquanto estava acontecendo não me lembrei nenhum momento daquele natal.

–E depois?- Mellani virou já vestida e encarou a amiga-

–Nem depois. Claro que eu lembro, mas agora é tão distante, como se tivesse acontecido com outra pessoa. Não comigo.- Lílian se aproximou e abraçou a amiga

–Que bom, fico feliz por você.- Elas se afastaram e a ruiva a olhou curiosa- Vem cá, vocês finalmente assumiram um ao outro?

–Minha mãe nos forçou.

–Eu digo, um para o outro.- Mellani torceu a boca e ignorou a pergunta- Melll.

–O que você acha?- Lílian a olhou em dúvida

–Não.

–Pois é ruiva.- A monitora bufou- E você chegou muito tarde na sexta... James teve alta e os dois sumiram, desapareceram. Queria entender o motivo do mau humor.

–O motivo?- A ruiva corou fortemente ficando da cor dos cabelos e Mellani a pressionou com o olhar- Ele me levou pra uma sala vazia, dois andares abaixo da torre de astronomia. Eu estava adorando a adrenalina e... Bem, tudo que o James me provoca. Estávamos indo muito bem obrigada, e eu finalmente achei que ele conseguiria transar comigo depois de tudo que aconteceu. Ele também estava achado isso, mas o SNAPE nos dedurou.

–O que?

–Isso mesmo, ele estava fazendo sabe-se lá o que no mesmo andar que a gente e enviou um bilhetinho a professora McGonagall, logo ela que nos pegou uma vez no lago.- Lílian bufou- Ela ficou quase duas horas nos dando um sermão sobre as responsabilidades da monitoria e o quanto eu poderia ficar grávida e blábláblá.- Mellani segurou o riso- Aí a gente perdeu a reunião do grupo de treinamento. Íamos tomar uma detenção, mas o James ficou tão abalado com mais uma coisa que ele teria que fazer que a professora foi condescendente. – Mellani franziu o cenho

–Como souberam que era o Snape?

–Por que encontramos com ele na volta para a torre e ele lançou um sorrisinho vitorioso ao James. Eu posso não falar mais com aquele seboso, mas eu ainda o conheço. — Falar do ex-amigo deixou Lílian muito triste e Mellani percebeu

–Não fique assim por quem não merece.

–O problema é que... É que éramos tão amigos, eu gostava tanto da companhia dele.- Suspirou chorosa- Descobri que era uma bruxa por meio dele e...-Bufou- Deixa pra lá.

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Dorcas caminhava apressadamente afundando os pés na neve. Estava extremamente irritada. Ouviu os chamados de Remus atrás de si, mas mesmo assim não parou. Continuou andando enquanto sentia as lágrimas escorrerem por seu rosto. Ela não era idiota, tinha observado,durante toda a manhã de sábado, o jeito que as cabeças de Remus e Camila tinham ficado unidas trabalhando num dever de aritmância. Ela não tinha aquela aula estúpida, motivo pelo qual precisou se dedicar ao dever de Runas, que os dois já tinham feito. Ela bufou limpando o lado esquerdo da bochecha enquanto caminhava. O vento soprou forte e ela se enrolou mais contra a capa. Correu até a ponte e parou por ali. Não queria ouvir mais nada, aquele momento, em que seu companheiro passou a manhã inteira junto de outra menina sem ao menos lhe olhar duas vezes, foi à gota da água. Estava absolutamente decidida sobre o que iria fazer:

–Dorcas. Por que está correndo de mim?- Ela se virou para ele notando a preocupação e a tristeza- O que eu fiz de errado?

–Você não fez nada de errado, essa maldição estúpida que você chama de elo sagrado é quem fez.- Ele sentiu um peso no coração. Nunca tinha ouvido sua garota falar desse jeito do elo que os unia e teve mais certeza ainda que tinha feito algo para magoá-la. Ele podia sentir o sofrimento dela atingindo-o em ondas.- Quer saber de uma coisa? Você pode ficar um lixo, você pode ficar sem rumo no inicio, pode querer morrer, mas vai passar e vai conseguir bloquear esse sentimento estúpido que tem por mim.- O loiro piscou confuso

–Do que está falando? Você bebeu?

–Não! Pare de se fazer de desentendido. Eu vejo o jeito que você fica ao redor da Camila, você sempre ficou assim em torno dela desde que ela chegou aqui. Você ainda gosta dela. E me machuca profundamente te ver de abraços e toques ocasionais com aquela, aquela...- Remus bufou passando a mão pelos cabelos.

–Camila é minha amiga, como Lily, Francis e até mesmo Mellani. É uma amiga como qualquer outra.

–Levando em conta que você só não se pegou com a Lílian.- Acusou magoada. Remus sentiu o desgosto dela e ficou realmente triste por ela ter sentimentos tão negativos por ele.

–O que aconteceu em? Porque essa insegurança agora? Achei que tinha deixado bem claro o que sinto por você.

–Não deixou, não deixou mesmo. Em nenhum momento antes dessa maldita ligação surgir você deixou algo claro, enquanto eu já estava pra lá de apaixonada por você... Você mal olhava pra mim. Como quer que eu me sinta segura se o vi abraçando aquela garota com um sorriso que... Que nunca vi pra mim.- O rapaz esfregou os cabelos com desespero e se aproximou, ela encolheu, ciente da agonia dele.

–Olha pra mim. Olha bem pra mim.- Ela assim o fez- Acha em algum momento que não é real? Parou pra pensar que essa ligação só aconteceu porque já existia algo antes?

–Existia amizade, amizade.- Estava sendo bem difícil para ela dizer tudo aquilo em voz alta, as lágrima atrapalhavam- Em nenhum lugar estava escrito que era só... Era só amorosamente.

–E o que eu sinto?- Ele se afastou irritado- Não conta? Não é suficiente pra você? Eu não posso me aproximar de outra garota que você já coloca em dúvida tudo que temos? É isso? Todo o conflito que passei, tudo que sentia por você mesmo estando envolvido com a Camila? Tudo isso não conta? Nada disso é lembrado?- O rapaz andou de um lado para o outro com lágrimas nos olhos- Não é o suficiente? Eu tive um interesse pela Camila? Claro que tive. Mas você foi apaixonada pelo Sirius por anos e anos e hoje conversam numa boa, estão na mesma repartição no grupo de treinamento e sempre tem algo para fazer juntos. E o pior, ele é o cara que tirou a Mellani de mim. Eu tive algo muito mais intenso e significativo com ela do que com a Camila e não te vejo de ciúme por causa dela. Eu devo ter ciúme porque você ainda é amiga do Sirius?- Ela negou desesperadamente enquanto soluçava- É a mesma coisa, minha relação com a Camila é a mesma que você tem com Sirius, só temos um pouco mais de cumplicidade porque a gente não se magoou.- Ela soluçou entre o choro

–Por que nunca me disse antes?

–Porque pra mim estava tudo bem. Pra mim você entendia.- Ele parou de andar de um lado ao outro e ficou na frente dela, bem próximo- Eu não quero te magoar, eu não quero ficar longe de você e eu não lamento nosso relacionamento. Não quero estar com a Camila e nem fico chorando pelo o que supostamente perdi porque nada, nada...-Puxou-a pela nuca- Nada se compara a você.- Roubou-lhe um beijo-mordida e colou a testa a dela. A mescla de carinho e desejo no olhar do Maroto a esquentou por dentro

–Eu só...-Ela fechou os olhos sentindo o cheiro de sabonete da pele dele- Eu só...- Levou as mãos até a nuca dele- Estava realmente com essas bobagens na cabeça.

–Quando tiver qualquer problema, mesmo que a culpa seja minha, pode me falar. Temos que confiar um no outro.- Ela assentiu

–Ainda tenho ciúme dela.- Subitamente sentiu-se pressionada entre a ponte e o corpo dele. Logo a boca dele estava sobre a sua, num beijo exigente. Ela suspirou contra os lábios dele e deixou que a língua do rapaz invadisse sua boca. As mãos do loiro se mexeram, uma para os quadris e outra para a nuca. Ela notou com prazer o movimento que ele fazia para trazê-la perto. A língua do Maroto se movia de maneira lenta e provocante, deslizando pelos lábios dela enquanto tomavam ar, para logo depois voltar a assaltar sua boca entre mordidas e suspiros. Ele se afastou mediocremente e ela engoliu em seco

–Isso é o suficiente para parar seu ciúme?- Ela sorriu apaixonada e negou. Ele cerrou os olhos fingindo indignação e se aproximou mais, tomando os lábios dela num beijo e mexendo seu corpo contra o dela

–E agora?- Ela fechou os olhos sentindo os dentes dele em seu queixo. A loira sentia tanto calor em lugares impróprios que ficou corada. Ela chegou a pensar que talvez fossem lugares próprios, propriamente feitos para os toques do Maroto.

–Acho que podemos chegar num acordo se você continuar com isso num lugar mais reservado.- Ele se afastou e sorriu de canto. Estava tentado a perguntar se ela seguiria em frente ou se ficariam apenas nas provocações, mas se conteve, ele era um Maroto, mas não tão sem noção quanto Sirius ou James.

–Vai acabar se queimando se brincar com fogo desse jeito.- Piscou e ela corou- Quanto a Camila.

–Temos mesmo que voltar a esse assunto?

–Sim, quero tirar qualquer minhoca da sua cabecinha de vento.- Dorcas deu a língua a ele e o rapaz segurou seu rosto com carinho- Eu a abracei certo dia porque... Ela estava confusa quanto a Carter, ele meio que deixou claro antes das aulas que estava gostando dela e ela estava com medo porque ele é mais velho e está sempre metido em algum perigo.- A compreensão tomou conta de Dorcas- Estava ajudando-a, vendo os pontos positivos e negativos. Ela me confessou que tinha medo de ficar com alguém mais velho principalmente pela pressão do sexo, que era algo que não estava preparada para fazer. –Dorcas sentiu o rosto arder em vergonha e ciúme. Mesmo sabendo que Remus ofertava apenas a amizade a Camila não lhe confortava, sentia uma posse que nunca tinha sentido antes, como se aquele sentimento d não lhe pertencesse. Notou, com surpresa, que aquele sentimento de posse só podia ser de Remus- Aí, eles estavam trocado muitas cartas, e ontem a noite ele veio até Hogwarts para uma reunião com Dumbledore e... Eles se encontraram e trocaram uns beijos. Ela estava me contando sobre isso essa manhã e o quanto se sentiu bem com ele. Eu estava ouvindo, ela não é muito intima da Mel e da Lily, muito menos de você. Eu sou a única pessoa que ela pode chamar realmente de amigo além do Carter e... Bem, é isso aí.

–Eu entendi tudo errado não é?

–Basicamente.

–Eu te ofendi muito?

–Só um pouco.

–Você vai me perdoar?

–Sempre.- E beijou-a com paixão.

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Lílian arqueou a sobrancelha quando viu Peter chegar no meio do almoço do dia 29 e cochichar algo no ouvido de James. Ele assentiu e quando ela o olhou questionando o rapaz sorriu largamente:

–Coisas do time. Fevereiro está chegando e dia 15 teremos um jogo.

–Se estiver planejando festinhas eu vou te matar Potter. Já disse que não quero extravagâncias e você sabe muito bem o motivo.

–Eu não farei extravagâncias. Nem estou fazendo nada. Quem está planejando e planejando é a Dorcas e a Mel está sendo cúmplice.

–Por favor Jay.- Fez beicinho- Será quinta-feira. Dia de reunião da monitoria, tenho a detenção do Sirius e do Snape para aplicar, além do que, meus aniversário lembram meus pais e eu fico triste.- James revirou os olhos- E você sabe que é culpa sua. Se você fosse parcial o encargo seria seu.

–Eu tenho que aplicar a do Dolohov. Não vou fazer nada durante seu aniversário. Sei que você esta cheia de coisas e que é uma senhora muito ocupada.- Sorriu largamente, o sorriso de quem queria disfarçar algo. Lílian deu uma garfada na comida ainda desconfiada. Nenhum de seus amigos estava por perto

–Onde está a Mel?- James deu de ombros

–Com o Sirius em alguma sala vazia.- O rapaz cutucou a namorada com o dedo e apontou com os olhos para a mesa da Sonserina. A ruiva localizou Marlene, ela dava um beijo inocente em Regulus e sentava ao lado dele.

–Hum, alguém está levando essa história a sério em.

–Ela está atuando bem. Regulus conta tudo pra ela. E isso nos coloca cinco passos a frente daquelas cobras.

–Eu os vi no corredor do sétimo andar outro dia.- James arqueou as sobrancelhas surpreso- Mas fingi que não vi.

–Mas eles estavam...

–Sim. Estavam no maior amasso. Sério, muitas mãos, roupas pra cima. Essas coisas.

–Uou. É, acho que alguém está levando essa coisa a sério de mais.

–Se ele descobrir, pode vir para o nosso lado, ou levá-la para o lado dele.- James franziu o cenho preocupado

–Acha que devemos orientá-la?- Lílian assentiu- Acha que ela pode se apaixonar?- A ruiva assentiu de novo- Que situação.

–Que situação.- Ambos perderam a fome e resolveram sair dali.

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Regulus se jogou para o lado arfando sem parar. Seu corpo estava suado e completamente satisfeito. Um sorriso brotou no canto de seus lábios. Fechou os olhos enquanto acalmava a respiração. Virou de lado, com o edredom na altura dos quadris e encarou a garota ao seu lado. Ela estava de lado, com olhos fechados, mas visivelmente acordada. Passou o indicador delicadamente pela coluna dela e deslizou a mão de maneira lenta até o rosto dela. O dedo correu pela testa, traçou o nariz e sentiu a maciez dos lábios. Ela abriu os olhos e ele quase caiu para trás diante a impressão que os olhos castanhos lhe causaram

–Por que tão longe?- Ela sussurrou num meio sorriso e ele se aproximou puxando o corpo dela para si e deitando de costas para o colchão. A morena ficou traçando desenhos imaginários no peito magro dele.- Está preocupado.

–Claro que estou. Tem coisas tão pesadas acontecendo. Eu quero tanto sair desse esquema.- Ela suspirou

–As coisas que não pode me contar?

–Não até eu ter certeza. Estou investigando umas coisas sobre o passado dele... Fui designado aos arquivos porque sou estrategicamente inteligente.- Ele suspirou e abraçou-se mais a garota- Como pode me amar depois do que fiz Lene?

–Como posso não amar alguém que está se sacrificando por um bem maior?- Ele suspirou sentindo o peito arder de agonia- Tive que matar uma menina para provar a lealdade a ele... Foi horrível. Eu não quero matar ninguém.

–Mas conseguiu sair do campo de batalha.

–Severus também e ele está desconfiado de mim.

–Ele vai acabar sendo de mais ajuda do que pensamos.

–Não sei de onde tira essas idéias.

–Eu só acho que o sentimento dele por Lily não morreria de uma hora pra outra só porque eles brigaram.- Regulus suspirou- Também estou preocupada.- Ele lhe dispensou um carinho na cabeça- James veio conversar comigo sobre a gente hoje depois do jantar. Disse que tem medo da gente se envolver e que se eu estivesse muito pressionada, podia voltar para outro departamento.

–Eles não sabem sobre mim?

–Eu cumpri minha promessa. Disse que não falaria nada e estou cumprindo. Estou do seu lado.

–Você é louca.- Ele a puxou para si beijando-a de maneira carinhosa- Louca.

–Você também. Querendo salvar o mundo sozinho.

–Não estou sozinho.- Suspirou- Tenho você me devolvendo a razão.- Ela sorriu e voltou a beijá-lo- Te amo Lene.- Ela sorriu e beijou-o mais empolgada

–Te amo Reg.- Sussurrou e selou a sentença com um beijo cheio de volúpia. Dormiram depois de satisfeitos, estavam se descobrindo, foram os primeiros amantes um do outro e o rapaz estava inacreditavelmente feliz em ver onde aquilo tinha dado. Tudo aconteceu aos poucos, e beijos em publico se tornaram desculpas para beijos quando estavam sozinhos e depois amassos, confissões e desabafos sobre suas vidas e finalmente, uma entrega mutua no inicio das aulas. Estavam apaixonados um pelo outro e queriam ficar juntos. Nada os deteria.

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–Lilyyyy.- Mellani cantarolou num tom que não deixava dúvidas, pediria algum favor

–O que?- A ruiva estava se preparando psicologicamente para a detenção que teria de aplicar. Seu dia foi agradável para um aniversário no meio da semana. As amigas acordaram-na cantando parabéns e lhe dando presentes e foi seqüestrada por James durante o café da manhã para uns 20 minutos de amassos e um desenho lindo que ele tinha lhe dado. Durante o almoço recebeu congratulações de tantas pessoas que sentiu-se meio tonta e no horário do jantar toda a Grifinória se reuniu no salão comunal com bolos e salgadinhos. Mesmo ela insistindo em não querer festa, Mellani, Dorcas e Camila tinham feito o favor de homenageá-la. Por volta das oito da noite James saiu com Sirius e os livros de poções e Mellani lhe lançava aquele olhar pidão

–Sabe, eu peguei a capa do James emprestada mais cedo, mas eu esqueci na estufa e ele vai me matar se eu não entregar hoje a noite.

–O que você estava fazendo nas estufas pra começo de conversa?

–Estava naquela que virou teatro onde o professor de Estudo dos trouxas vai expor os trabalhos trouxas dos alunos.

–Nós nem participamos das atividades.- Lílian parecia triste

–Ruiva, quer se matar de tanto trabalho me avisa que eu te passo meus deveres.

–Engraçadinha.

–Eu queria sua companhia para ir buscar. Emmmm?

–Só pra buscar?

–Eu meio que não sei onde joguei e um Accio não funciona, preciso da sua ajuda pra procurar.

–Eu sabia que tinha alguma coisa, sabia. Como assim não funciona um Accio?

–Vai me ajudar ou não?

–Hoje é meu aniversário, isso não é justo.

–Por favorrrr Ruiva.- A monitora revirou os olhos.

–Ok, me deve um favor em. Que fique claro.

–O que você quiser meu amor.

–Ahhh você e Black, iguaizinhos, iguaizinhossss.- Lílian foi metade do caminho reclamando e a outra metade falando besteiras com Mellani. Quando chegaram à estufa a loira a empurrou para dentro e fechou a porta. Lílian abriu a boca para protestar, mas piscou completamente extasiada quando viu o ambiente a sua frente, velas e luminárias brancas estavam flutuando por todo o local dando uma iluminação amarelada e bonita ao recinto, um cavalete grande com uma enorme tela de pintura em branco estava próxima a uma janela. Ela andou para frente com os olhos brilhando e se aproximou da tela. Era um desenho dela e de Mellani no primeiro ano, era perfeito, a delicadeza e maestria dos traços quase davam vida a arte. Ela se aproximou mais e o desenho sumiu dando lugar a palavras.

“Há 7 anos eu conheci uma garota ruiva e boba, ela andava com a minha prima e me irritava muito porque tinha um forte senso de justiça e eu era um tremendo idiota” Lílian sorriu carinhosamente, os olhos marejaram. A tela mudou, um desenho dela ao lado de Mellani no terceiro ano, ela conhecia muito bem aquela situação, estavam numa roda numa casa velha brincando de verdade ou desafio

“Eu fui crescendo e queria sempre a atenção dela, nem sei porque, eu não entendia, mas queria. E me feriu saber que ela não queria me beijar.” Ela suspirou, as letras sumiram e os acordes de uma música que ela adorava começaram a tocar. Seu coração ficou cheio de emoção quando a letra de Something, dos Beatles, começou a tocar, numa versão lenta e bela ela não conteve algumas lágrimas.

O desenho seguinte foi um do rosto dela, tão bonito que a emocionou “Ela não saia da minha cabeça, e eu queria fazer de tudo para agradá-la, mas não acertava uma, aquilo quase me deixou doente” outro desenho surgiu, dessa vez, ela sentada a beira do lago olhando para cima, parecia um por do sol

“Ela mexeu comigo de uma maneira que comecei a rever os conceitos da minha vida e perceber que, ela estava certa em boa parte deles” uma serie de desenhos seguiu-se ao ritmo da música. Ela e Mellani na maioria deles, ela brigando com ele, ela na apresentação de estudo dos trouxas, ela conversando com ele. Ele a segurando em seus braços enquanto a consolava, ela em meio a um jardim de orquídeas, ela em meio a uma chuva de estrelas, os dois dançando em cima de um lago encantado, como se flutuassem. Imagens belas, puras, inocentes, perfeitas, que passando junto aos acordes da música Something, lhe despertaram uma emoção tão intensa que ela começou a chorar.

“Como pode ver, essa garota é tudo que tenho de melhor e é o motivo para eu querer melhorar a cada dia. Dessa forma, assim como na música que está tocando agora, eu digo ‘Alguma coisa no jeito que ela se move, me atrai como nenhum outro amor. Alguma coisa no jeito dela me convence. Não quero deixa — lá agora’ Só saber. Ela quer se casar comigo?”

Lílian levou a mão tremula a boca e olhando para todos os lados sorriu. James retirou a capa da invisibilidade torando-se visível. Ela correu até ele. O rapaz sorriu largamente e abriu os braços. A ruiva pulou no colo do Maroto e ele a agarrou com força. Ela passou a mão pelo rosto dele emocionada e assentiu

–Claro que ela quer. É tudo que ela mais quer.- Ele sorriu e girou feliz enquanto a abraçava. Ele a colocou no chão e a ruiva o beijou longamente- Você é tão incrível, isso foi... Isso foi...- Suspirou feliz.

–Seu presente de aniversário.- Ela sorriu limpando as lágrimas

–Qual o nome do quadro?- Ele sorriu de canto.

–Pintura Intima.- Ela sorriu puxando-o para um beijo empolgado. Ele suspirou entre o beijo e andou cegamente até encostá-la no palco. Ela sorriu e num impulso sentou. James puxou as pernas dela até o limite e encaixou-se exatamente onde queria. Lílian suspirou deslizando as mãos pelos ombros dele fazendo a capa do uniforme cair. O garoto mordeu o lábio inferior dela e apertou a coxa com mais força. Empurrou os quadris contra ela e Lílian gemeu procurando desatar o nó da gravata dele com rapidez. O jovem suspirou e procurou a gravata dela, e logo depois os botões da camisa. Ela jogou a cabeça para trás quando as mãos dele tocaram seus seios e suspirou puxando-o para cima. Num impulso ele subiu no palco e a deitou na madeira. Lílian suspirou puxando a camisa dele. O moreno desceu os lábios para os seios dela, deleitando-se com o sabor deles.

A ruiva puxou a varinha da meia do uniforme. Com um movimento apagou quase todas as velas e fez as cortinas que ficavam nas paredes de vidro se fecharem. Ela gemeu o nome dele quando o rapaz afastou seu sutiã sugando-lhe o mamilo. Com outro movimento de varinha ela selou a porta, e apenas mais um feitiço, feito com certa dificuldade já que James lhe enlouquecia com os beijos na barriga, ela isolou o local de som. Ele tirou as calças apressadamente e meteu as mãos por baixo das saias dela, puxando-lhe as calcinhas. Por um momento pensou que a segunda vez que faziam aquilo devia ser num lugar especial, e não no palco de um teatro, mas esse pensamento sumiu quando a mão dela tocou seu membro rijo. Ele a queria, tão absurdamente que só pensava em tomá-la ali mesmo. Retirou as meias dela de maneira apressada e rosnou frustrado quando a saia não descia com facilidade. Ela se afastou dele e ficou em pé.

O rapaz arfava com a visão que tinha, a garota sorriu enquanto deslizava a saia, e logo depois o sutiã, ficando finalmente nua. James abriu a boca enquanto seu peito magro subia e descia sem parar. Ele mordeu os lábios e a olhou com cobiça, como uma criança desejando aquele doce perfeito. A ruiva engatinhou até ele, desinibida e com vontade de deixa-lo louco. Esticou a língua lambendo-o do ombro até os lábios. James soltou um gemido lento e sofrido com aquela provocação e a puxou com força para si. A garota sorriu e deixou-se deitar no chão. A mão grande e calejada dele segurou atrás de seu joelho e foi deslizando para cima, apertando a coxa e fazendo-a levantar a perna direita até o limite. Lílian podia sentir o joelho ao lado da bochecha. Ela sorriu em antecipação quando ele a olhou com a boca levemente aberta e fechou os olhos mordendo o lábio inferior no momento em que o membro dele tocou sua entrada

–James.- Ela chamou num suspiro e ele deslizou para dentro dela lentamente, apreciando, com a boca levemente aberta, as expressões do rosto dela. O rapaz se movimentou novamente para trás e a ruiva sentiu os movimentos dele com mais desejo, ficando mais e mais molhada a cada mínima mudança. Ele voltou para frente e ela mexeu a perna esquerda buscando mais movimentos. O Maroto entendeu o recado prontamente e segurando para não chegar logo ao clímax mudou seu ritmo. A visão dos cabelos vermelhos espalhados contra o chão de madeira escura era uma tentação. Ele estava ficando louco com toda aquela pele exposta e aquela boca gemendo o nome dele sem parar. Queria morder e lamber cada sarda do corpo dela e apaixonadamente meteu-se mais dentro dela fazendo-a arfar com os movimentos. Soltou a perna dela e baixou o tronco enfiando o rosto em meio ao colo dela, fazendo-a arquear o corpo contra ele.

Lílian agarrou a nuca do Maroto quando sentiu a língua dele brincar com seus seios, eram sensações de mais, os movimentos dele contra seu corpo e a boca fazendo coisas deliciosas em seus seios. Foi tudo muito e ela precisava de mais ainda. Como se naquela posição não conseguisse atingir tudo que podia. Ele a puxou para cima e ela ficou sentada sobre ele, sentiu-se completamente preenchida. Movimentou os quadris contra o rapaz e ele sentiu uma pressão muito forte. A qualquer momento não conseguiria mais se segurar e queria que ela também chegasse ao orgasmo. Começou a arfar enquanto mordia o ombro da ruiva, procurando uma maneira de aliviar o que sentia. A jovem se movimentava mais e mais, quase chegando onde queria. Um pouco antes que ele pudesse se satisfazer ela gemeu mais alto agarrando-o com selvageria. Ele suspirou sentindo o corpo dela reagir a um orgasmo. Ficou encantado com a visão que tinha. Lílian tinha jogado a cabeça para trás e estava mordendo o canto do lábio enquanto arfava sem parar. Ele passou a mão pelo rosto dela e beijou-a ternamente. A jovem saiu de cima dele e se jogou no chão. Ele deitou ao lado dela e lhe massageou os braços

–Hey.- Chamou carinhosamente. Ela abriu os olhos, estavam marejados e o sorriso bobo que ela lhe lançava era encantador- Você está bem?- Ela gemeu manhosamente e se jogou em cima dele com um sorriso travesso

–Promete que vou sentir isso de novo?- James sorriu convencido e deu de ombros

–Sabe como é né. Eu faço um bom trabalho.- Ela deu um tapa no braço dele e o rapaz riu

–Sério Jay, é incrível. Foi assim que você se sentiu na nossa primeira vez?

–Não sei, eu estava muito tenso com medo de te machucar. Não aproveitei como deveria.

–Então preciso fazer alguma coisa a respeito disso. — Sorriu maliciosa e começou a beijar o peito do rapaz. Foi deslizando os lábios para baixo e ele arfou

–Lílian... O que você está pensan...Hum, isso.- Gemeu quando sentiu a boca da garota num lugar um tanto quanto... Delicioso.

Algum tempo depois, James estava jogado no chão com um sorriso idiota nos lábios. Lílian se vestia lentamente, com vontade de ficar ali mais tempo, mas sabendo que já estava mais do que atrasada.

–Hum Lil’s.- Chamou cansado e puxou as calças que estavam jogadas ao lado. Enfiou a mão no bolso e tirou algo de lá- Vem aqui.- Ela assim o fez e sentiu a mão dele deslizando por seu dedo anular direito. Olhou aturdida para o local e viu um pequeno anel prateado com uma pequena esmeralda no meio. Piscou, completamente aturdida e encarou o objeto

–Isso, hum, isso é um anel de noivado?- Ele sorriu sem jeito

–Achou que eu estava brincando?

–Eu só não esperava um. Sei lá, fomos tão informais que...

–Bemmm, acredite ou não, eu também tenho o meu.- Enfiou a mão no bolso e encaixou uma aliança dourada com detalhes quase imperceptíveis em verde no mesmo dedo que o dela

–Uou.- Ela sorriu emocionada e se aproximou- Isso foi... Isso... Eu nem sei o que dizer.

–Já disse.

–O que?

–Disse sim.- Ela sorriu feliz e beijou-o.

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Os meses passaram e maio chegou como um furacão. James, com uma capitania quase tirânica, levou o time da Grifinória as finais contra a Corvinal. Sirius ficou decepcionado porque queria pegar a Sonserina em seu último ano e massacrá-los, quando não conseguiu enfrenta-los durante todo o campeonato. Camila estava oficialmente namorando Carter o que deixou a todos os amigos próximos muito felizes. Marlene estava a cada dia mais envolvida com Regulus, o que apenas Amus ficou totalmente ciente, ambos estavam no departamento de infiltração e desabafavam um com o outro. O grupo de treinamento e a Ordem tinham um aliado sem saber.

Todos ficaram muito empolgados quando James e Lílian anunciaram oficialmente o noivado e Lílian e a senhora Potter trocavam correspondências sobre os preparativos. Além disso, a ruiva cuidava da festa de formatura, junto com a mesma comissão que organizou o baile de Halloween, o que dava muita dor de cabeça já que os Marotos reunidos sempre dispersavam o trabalho. James quase abandonou o cargo de monitor chefe quando viu, na segunda semana de maio, o tanto de coisas que precisava estudar. Lílian finalmente descobriu para que servia o privilegio de delegar funções e deixou James até abusar um pouco dos monitores mais novos para que eles tivessem tempo de estudar. Nesse período a vida sexual do Maroto quase foi sacrificada novamente, o que lhe rendeu escapadas no meio da madrugada para a cama de sua namorada. Não era raro encontrar Lílian acordada, ainda estudando, quando resolvia visita-la durante a noite.

Os ataques se intensificaram, mas eles mal conseguiam sair para ajudar e conforme julho se aproximava, mais as pessoas comentavam sobre A Mentira, quem não foi já sabia o que era e até mesmo os comensais de dentro de Hogwarts estavam sabendo mais ou menos. Marlene era a primeira a plantar informações dentro da Sonserina que deixava a corja de Voldemort no escuro. Estava dando certo.

A última semana de maio deixou a todos com os nervos a flor da pele. Dentro de duas semanas todos estariam prestando os exames finais, e com sorte, nenhuma recuperação. Lílian, Dorcas e Mellani estavam umas pilhas de nervos, compartilhando o temor com Remus. James e Sirius eram apenas ansiosos e recebiam olhares e comentários mortais dos colegas quando faziam pouco de alguma matéria dizendo ser fácil. Muitos alunos ficaram doentes devido ao estresse da maratona de provas e Mellani não conseguiu aguentar a pressão por muito tempo. Caiu doente, com uma forte dor de cabeça, segundo Madame Pomfrey, advinda do estresse e tomou uma poção de gosto forte que quase a fez vomitar. Voltou ao dormitório enjoada e quase sorriu quando viu Sirius deitado em sua cama, lendo o livro de poções

–Já te avisaram que isso é um dormitório feminino? A Marie vai acabar dando queixa ao diretor.

–É, mas elas estão lá embaixo se matando na sala de estudos. Eu vim saber se você está melhor.- Mellani se jogou na cama e enfiou o rosto no travesseiro

–Nem um pouco. Aquela poção pra dor de cabeça só embrulhou meu estomago.- Sentiu a mão de Sirius lhe dispensar um cafuné e estranhou. Mesmo que eles estivessem um pouco mais carinhosos um com o outro, ainda estranhava.

–Acho que metade do javali que você comeu é que embrulhou seu estomago.- Ele fez alguma anotação no livro e ela cobriu o rosto com o travesseiro

–Nem me lembre.

–A eu lembro, você não colocou nada no prato, apenas a coxa, INTEIRA. E cheia de gordura. Eu fui pedir um pedacinho e você quase me mordeu.- Ela levantou o dedo médio para o ar e ele sentiu um amargor ao ver a aliança dourada brilhar no dedo dela “Como odeio aquela velha” lembrou de sua mãe com ódio.

–Eu sempre comi muito.

–Mas não uma coxa inteira.

–Virou fiscal da comida agora?

–Não quero você gorda. Vai afetar diretamente minha libido.

–Por que não vai tomar no cú?- Ele bateu na bunda dela e ignorou o comentário maldoso

A coxa de um javali, é muita carne Mel. Você passou uma hora inteira só comendo aquilo. E jogando alho e limão em cima. Claro que ia ficar enjoada. E olha só.- Apertou a lateral da barriga dela

–Eu não to gorda.

–Tá mais grossa.

–Vai cagar.- Jogou o braço para o lado dele acertando-lhe a barriga

–Aí.- Ele jogou o livro de lado e a puxou para si. Mellani gritou surpresa e sentiu a cabeça dar uma pontada mais forte. Ele beijou o pescoço dela e a garota viu o recinto girar

–Eu realmente não estou bem.- Jogou-se na cama deitando de bruços e caindo no sono logo depois, para a decepção de Sirius, que esperava uma noite um pouco mais agitada. Leu mais um pouco do livro, queria provar ao professor de poções que não precisava dele para tirar um Excelente na matéria. Quando se cansou. Ao invés de voltar para seu dormitório, ou pelo menos fechar as cortinas, meteu-se embaixo do edredom e abraçou sua garota. Dormiu com facilidade, sentindo o cheiro do cabelo dela.

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–Então você tomou um sermão do diretor por ficar dormindo na mesma cama que o Sirius?- Dorcas perguntou confusa. Tomavam café da manhã, faltava uma semana para os exames e naquela altura até James estava ansioso

–Tomamos bronca porque era um menino no dormitório feminino e a Marie achou ruim e foi reclamar.

–É, ela está na razão dela.- Lílian pontuou sem tirar os olhos de uma redação

–Mas ele... Ele sempre está dormindo quando ela acorda. Que frescura. Que seja, pelo menos não ficamos de detenção.- Camila sentou ao lado de Mellani no segundo seguinte

–Bom dia.- Elas cumprimentaram a garota. A ruiva pegou salsichas fritas de uma bandeja e aproximou de Mellani- Vai querer?- A loira engoliu em seco e negou com cara de nojo causando estranheza em Camila.- Nossa, esta comendo só essa torrada?

–Tive uma crise de estresse por causa das provas e estou mal.

–Mas isso foi há uma semana.- Dorcas a olhou longamente- Sua menstruação está atrasada?- Mellani arqueou as sobrancelhas

–Não seja ridícula.

–Se bem sei você estava passando mal por causa da poção anticoncepcional. Minha hipótese não pode ser tão ridícula assim.

–Esse assunto já deu.- Ela resmungou e levantou saindo dali tempestivamente. Lílian baixou o pergaminho e assoviou

–É impressão minha ou ela está estressada com algo além das provas?

–Lily... Você acha que ela seria tão... Desligada assim?- Camila questionou chocada

–Eu acho que quando ela e Sirius se juntam eles esquecem qualquer coisa. Foi assim que deu merda quando ela estava com o Remus.

–Lílian.- Dorcas resmungou apontando Camila com o olhar

–Eu juro que não quero saber.- A ruiva sussurrou ficando com a raiz dos cabelos rosada

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Mellani entrou no banheiro da Murta completamente atordoada. Ela se encarou no espelho sentindo-se mal. Sem conseguir conter vomitou as torradas que comeu e começou a tremer. Abriu a torneira e lavou a boca. Ela podia esconder bem aqueles sintomas de Sirius e de James, mas não podia enganar Lílian e Dorcas quando elas estavam tão próximas. Sentiu as lágrimas escorrerem e se olhou novamente. Madame Pomfrey tinha sido bem clara quanto as suas suspeitas.

Ela estava sofrendo muita pressão. Não podia ficar grávida em meio a uma guerra, muito menos de Sirius. O cara não tinha responsabilidades nem com ele mesmo quiçá com uma criança. James a olharia com decepção, ela era mais que culpada, os dois, por serem tão imprudentes, tão idiotas, pensando que nunca iria acontecer. Quando estava com ele não fazia controle nenhum, simplesmente se deixava levar, depois de tantas vezes brincando na corda bamba era obvio que iria cair. Bufou, sabia exatamente o dia que aquilo tinha acontecido. Eles tinham fugido para a sala precisa e ficaram por horas lá, numa das raras vezes que chegaram juntos num orgasmo, sentiram o elo que os ligava, desde o matrimonio, soltar mais e mais energia levando seus corpos a um extasie nunca antes experimentado. Foi A melhor foda da vida dela, com certeza. E agora com certeza estava grávida.

Um ano atrás, antes daquele maldito natal, ela poderia ter colocado a culpa em Sirius, ou na poção que falhou, ou no universo, mas agora enquanto encarava seu reflexo ela não tinha dúvidas. Os únicos responsáveis por isso eram Sirius e ela. Soluçou em meio ao pranto e sentiu algo frio em suas costas

–Ounnnn está chorando goleiro?- Ela ouviu a voz da Murta e bufou. A fantasma gostava dela, e sempre a chamava de goleiro ou dona encrenca- A última vez que chorou aqui tinha 12 anos. Hum eu lembro muito bem, foi por causa daquele menino sério?*- Ela virou e encarou a fantasma. Sorriu triste

–É sempre por causa dele.

–Sabe, seja lá o que for, pelo menos você ainda tem uma vida para... Para fazer diferente.- A fantasma sentou no lavatório. A loira a encarou longamente

–Nunca pensou em seguir em frente?-

–Pra onde? Eu nem sei por onde começar. – Sussurrou enquanto ajeitava os óculos

–Nem eu.

Naquela tarde, após deixar a enfermaria, Mellani sentiu-se derrotada, com o peso de uma vida em seus ombros, ou melhor, em seu ventre. Madame Pomfrey a arrastou para um hospital trouxa, porque o ST Mungus estava fortemente vigiado. Lá ela descobriu o que era um ultrassom e que estava exatamente com duas semanas de gestação. Enquanto andava pelos corredores de Hogwarts sua cabeça fervilhava em mil pensamentos. A enfermeira disse que precisaria avisar o diretor, porque uma garota grávida precisaria de cuidados especiais, mas prometeu esperar até que ela contasse a toda família. Seu pior pesadelo não eram as pessoas dizendo merdas, ou o sermão que ouviria de James. O maior temor seria contar a Sirius.

Notas finais
*Eu faço os trocadilhos pensando nos nomes em inglês. Garoto serious ( sério em inglês) mesma pronuncia para Sirius ;) N/A: E aí meus amoressss. O que acharam? Mereço comentários? Gostaram de Marlene e Regulus? HUM? E aí, o que acharam dos momentos Jily? Como ficamos com o pimpolho ou pimpolha Black a caminho? Apostas, apostas, apostas, vamo lá galera! Esses caps demoraram pra sair porque tive que reescrever boa parte deles e deu aquela famosa trava sabe? Então, estou insegura sobre a quantidade de informações e perversões (haushuahusha) que postei aí na cara de vocês. Espero que tenham pego o espírito da coisa e... Nos vemos no próximo capitulo. Beijos. Muito obrigada a todos que leram até aqui.