Pilares de Areia
13 I brace myself 'cause i know It's going to hurt
Notas iniciais
Já passara dois dias desde que incumbi ao Ren a missão de descobrir quem era aquela garota, e eu não obtive nada de novo a respeito. Tinha vergonha de perguntar ao Ren se ele estava ao menos tentando, afinal ele não tinha obrigação nenhuma, e eu estava usando-o descaradamente. Nos víamos durante o período do estágio, agíamos normalmente, contudo eu evitava passar o horário de almoço com ele ou qualquer momento livre e a sós. Os outros alunos estavam percebendo o declínio das intenções do Ren e poderiam imaginar que era recíproco. Ren também estava consideravelmente discreto, embora ainda fosse possível flagrá-lo demorando o olhar em mim.
Era uma tarefa interessante ser instrutora, uma baita responsabilidade, mas uma experiência gostosa. Ainda assim, eu sentia falta da antiga papelada, agora responsabilidade total de Shizune; os plantões; cirurgias maiores etc. Ao lado de Shizune, eu ainda era diretora do hospital, subordinada à Tsunade-sama e ela ao Naruto, contudo, por conta desse programa de estágio, eu não exercia praticamente nada.
Eu estava na minha sala profundamente entretida com uma caneta e pensamentos deprimentes. Evitei luz para não atiçar mais ainda a dor de cabeça que persistia desde manhã, mesmo assim, um feixe de luz passava por baixo da porta. Depois de alguns minutos, as pupilas se acostumam e é possível enxergar toda a sala com a luz mínima. Quando eu queria refletir sobre qualquer coisa, eu preferia me isolar ali.
Todos os hospitais têm uma política de silêncio, mas nem sempre é prática. Os dois primeiros andares, alas de emergência, triagem, atendimentos que requerem poucos recursos ou espera são um verdadeiro caos. Minha sala ficava na Ala Vermelha, a de pacientes em risco. Quando está tudo sob controle, são os corredores mais silenciosos, com exceção dos medidores cardíacos.
Cada sala com seu bip contínuo, ritmado, constante. Não podia nem desejar que a contagem parasse, o bip seria mais estridente ainda, a confusão estaria armada. Ainda irritada, era melhor assim. Sentia-me mal só de desejar uma coisa dessas. Se o bip virasse um alarme, e ninguém pudesse estabilizá-lo, o paciente morria.
Bip... Bip... Bip...
Era o mesmo som que martelava a minha cabeça.
Não me sentia confortável em lugar algum, parecia que eu estava prestes a surtar.
Eu estava tentando há quase uma hora imaginar o que eu faria se visse a garota na minha frente. Algo muito ruim tomava conta de mim, talvez fosse isso que me deixava mal. Queria que ela trocasse de lugar com qualquer paciente ali. Eu a observaria durante horas seguidas imaginando por quais partes do seu corpo as mãos do Sasuke poderiam ter passado; se ele a tratava da maneira como me tratava, quem sabe até melhor; se ele prometera coisas a ela; se ele a amava; se ficaria muito chateado caso eu retirasse o aparelho de oximetria do seu dedo e não hesitasse em asfixiá-la, envenená-la, dopá-la, garantir que não saísse deste hospital viva.
Depois de tanta reflexão e dor de cabeça, cheguei à conclusão de que, sim, eu seria capaz de matá-la.
Shizune entrou na sala sem aviso. Ela sabia que quando eu fechava as persianas era porque eu queria privacidade para pensar sobre algum assunto.
— Tenho uma reunião daqui quarenta minutos, então se quiser, pode começar a desabafar — puxou a cadeira à minha frente e sentou-se. Ao menos não ousou acender a luz.
— Sem chance, meu intervalo termina em dez minutos — encostei as costas na cadeira numa tentativa de relaxar. — A qual reunião se refere?
— Com a equipe da cirurgia de terça-feira. É muito arriscada — girou a cadeira para a minha estante. — Medula espinhal — pegou um quadro e observou por uns segundos, depois reparou nos outros posicionados nas prateleiras. — Trocou as fotos?
— Sim. Há cerca de um mês, eu acho.
— Nenhuma foto do Sasuke — comentou.
— Estou progredindo.
— Vão se separar? — foi direta, recolocando o quadro no lugar e girando a cadeira para mim novamente.
— Não tem o que separar. A única coisa que temos juntos é um filho.
— Não falo de separação de bens, Sakura, você sabe muito bem — dei os ombros.
— Já tenho o nome e o endereço — informei sem olhá-la. — Senti o cheiro na roupa dele também. Reconheceria se o sentisse novamente.
— Sakura... — Shizune exclamou sem conseguir disfarçar a pena que sentia de mim.
—Estou feliz por isso, de verdade — garanti. — É a prova de que estou lúcida. Eu sei o que eu vi. Ela tem algo com o Sasuke.
— Mas você sabe se é a mesma?
— Espero que seja — exclamei alarmada. — Se uma amante já é humilhante, imagina outras! — Shizune riu.
— Já contou para o Sasuke?
— Não.
— Você tem que falar! Pode ser um...
— Mal-entendido? — completei. — Prefiro tirar à limpo, ter certeza e, então, poderemos ter uma conversa definitiva.
— Está decidida?
— Decidida eu estou há meses, só preciso elaborar um plano eficiente.
— O que pretende fazer? — Shizune perguntou com a expressão tornando-se preocupada. — Ainda está com essa história de abandonar a vila na cabeça?
— Não. Eu irei matá-la, Shizune.
— Kami-sama! — exclamou levantando-se da cadeira e me encarando de forma acusativa. — Tenha um pouco de bom-senso, Sakura! Você só está muito ferida! Se decidiu-se mesmo, que não quer ficar ao lado do Sasuke dessa maneira, é só tomar uma atitude racional para viver a vida que te satisfaça, sem prejudicar a vida dos outros — voltou a sentar-se e segurou minhas mãos de maneira maternal. — Você é uma mulher farta de predicados. Sakura, há homens que fantasiam desposá-la! Ren é completamente apaixonado por...
— Não quero nenhum outro homem — levantei-me subitamente tirando minhas mãos do calor das de Shizune. — Não vou deixá-los impune para zombar da minha falta de sorte e malícia. Sasuke sugou-me até deixar-me do modo como estou hoje. Eu dei a ele o que ele me pediu, abandonei tudo para viver a vida dele, com ele e por ele. Jamais renunciaria tudo pacificamente. Eu que o amei desde a infância por tantos anos, independente das circunstâncias, da improbabilidade, dos riscos. Quando todas as garotas que juraram amá-lo para sempre passaram detestá-lo, foi eu que permaneci com meus sentimentos intactos. Foi eu quem o curou, quem lutou pela sua liberdade, pela sua impunidade. Sasuke deve mais para mim do que eu devo para ele. Você acredita mesmo, Shizune, que eu deixaria tudo isso para lá? Jamais. Eu tenho o meu orgulho. Vou fazer com que Sasuke aprenda uma lição, nem que eu precise agir como uma Medeia para isso.
— Pelos céus, Sakura! Você está se tornando muito macabra. Se pudesse ouvir o que sua boca diz!
— Não se preocupe — garanti. — Sobre essa cirurgia, o que acha de me escalar? Sinto falta disso.
— Você tem aulas a dar.
— Troque de lugar comigo durante esses dias. Nem precisa avaliar os relatórios deles, deixe aqui que eu continuarei cuidando da parte chata normalmente.
— Já que insiste...
— Obrigada, Shizune — abracei-a.
— Não faça nenhuma besteira, minha menina — Shizune trouxe-me para mais perto, encaixando o rosto no meu ombro.
— Não se preocupe. Eu sei o que estou fazendo.
No fundo, eu estava seguindo meus instintos. A única coisa que eu sabia era que precisava acabar com isso de uma vez por todas.
.o0o.
Pela segunda vez Sasuke demorou para buscar-me no hospital, justamente naquela noite. Por conta do recente episódio com o Ichiou, minha mente já começara a trabalhar em hipóteses terríveis que faziam meu estômago se revirar só com a possibilidade.
Ren surgiu do meu lado, aproximava-se timidamente, como se testasse minhas reações.
— Boa noite, Ren — acenei normalmente.
— Boa noite, Sakura-sama. Ahm... você...
— Será só por alguns dias — falei deduzindo que a pergunta do Ren seria sobre se a substituição de Shizune seria definitiva. Se ele estava mesmo apaixonado por mim, a mudança de mentora com certeza o deixaria inquieto.
— Bom, eu ia perguntar exatamente sobre isso — corou, não pude evitar um sorriso. Ele era muito meigo, embora sua postura dissesse o contrário. — Vejo que você está à míngua de novo — comentou. — Gostaria que eu a acompanhasse novamente?
— Ah, não, não! Sasuke deve chegar logo.
— Eu insisto — estendeu uma mão.
Fitei sua mão por uns instantes, depois seus olhos, notei o leve tremor em seus lábios. Aquele garoto me amava mesmo?
— Ren, eu recuso — acariciei seu braço. — Causaria problemas para mim.
— Compreendo — disse tristemente colocando a mão estendida no bolso. — Você... — hesitou. — Eu fiz algo de errado? — perguntou subitamente. — Quer dizer... Você mudou comigo, tem me evitado.
— Oh, Ren! Eu sinto muito — abracei-o. Maldito coração mole! Aquele abraço me renderia uma grande discussão. — Eu estive encabulada porque não agi certo com você. Não deveria tê-lo envolvido nos meus assuntos.
— Eu não me importo — afastei-me. — Eu só queria ajudá-la.
— Acontece, Ren, que acabamos estreitando nossa relação mais do que seria adequado entre um aluno e uma mentora. Esses assuntos de âmbito profissional deveriam ficar intactos.
— E não estão?
Não soube o que responder. Por cima dos ombros do Ren, visualizei Sasuke de relance do outro lado da rua nos observando. Seus olhos vermelhos brilhavam, Ichiou ao seu lado. Logo senti meu corpo gelado.
— Tenho que ir — saí em direção à saída, contudo Ren segurou meu braço, me impedindo.
Essa foi a deixa para o Sasuke avançar.
— Ren, me solta! O Sasuke está vindo!
— Eu não me importo! Diga-me quem era a mulher da hospedaria.
— Uma amiga, já tinha dito. Deixe-me ir!
— Sakura-sama, tem algo errado...
A essa altura Sasuke já estava à dois metros de distância da gente, e da forma como olhava para Ren, que estava de costas para ele, parecia não estar a fim de conversar.
Foi tudo muito rápido. Sasuke avançou, eu saí da frente de Ren e cobri suas costas. Por questões de milésimos de segundo, Sasuke quase não conseguiu desviar o Chidori.
Tudo aconteceu do lado de fora do hospital, em frente à entrada cujas portas eram de vidro. Todos os que estavam na recepção, funcionários e pacientes, assistiram ao pequeno show de ciúmes do Uchiha, e todos nos olhavam pasmos.
— Se você tivesse matado um médico de Suna, poderia desencadear uma guerra de nações novamente. Por sua causa. Sua cabeça iria à leilão e, desta vez, não haveria deusa que você derrotasse capaz de sanar seus crimes egoístas — sussurrei o encarando. Estávamos colados os três: Ren atrás de mim sem entender muita coisa; eu encarando Sasuke; Sasuke encarando Ren por cima da minha cabeça.
— Que Gaara seja homem e faça guerra comigo — disse em alto e bom tom. — Você está jurado de morte — ameaçou Ren e em seguida falou para mim: — Não quero vê-la com ele novamente, você me entendeu?
— Você não tem direito de me impor nada — retruquei. Notei Ichiou num canto um pouco afastada, observando a cena.
Aquilo tudo foi o bastante para atiçar a minha raiva.
Não era como se ele não dividisse o mesmo copo com uma possível colega de trabalho. O que ele poderia cobrar de mim?
A partir daquela noite, resolvi não dormir mais com ele. E não falar nada a não ser que ele me fizesse uma pergunta. Após o jantar, ele caminhou para o andar de cima, mas parou no meio da escada.
— Você vem? — perguntou. Respondi que não com a cabeça, continuei lendo meu livro.
Depois de alguns minutos, Sasuke apagou a luz do hall e fechou a porta do quarto do Ichiou. Deveria estar pensando que eu iria para a cama quando terminasse minha leitura. Puxei a parte inferior do sofá para montá-lo de um modo que formasse uma cama. Forrei com lençóis e dormi por lá mesmo, descobrindo quão confortável era. Se precisasse, dormiria ali todos os dias. Não poderia expulsar o Sasuke da cama que era dele. Saio eu, sem problemas.
No outro dia, de manhã, ele veio me questionar, respondi simplesmente:
— Não é seguro dormir com uma pessoa tão possessiva.
Ele poderia ter aproveitado e se desculpado, eu o perdoaria. Juro que o perdoaria, contudo ele preferiu silenciar-se. Só à noite, conformado com o meu silêncio e percebendo que eu realmente não iria mais dividir a cama com ele, Sasuke desceu do andar de cima seu travesseiro e o seu roupão.
Não disse nada. Instalou-se no sofá no qual eu havia pernoitado e pediu para que eu apagasse a luz quando subisse.
Sasuke estava tão enciumado que passara a me buscar todos os dias mais cedo, e, quando podia, me vigiava nos meus intervalos e nem sequer fazia questão de disfarçar. Notava-o nos telhados e nas esquinas, seu olhar não era sombrio, havia uma preocupação, um cuidado, um medo.
Algo dentro de mim se deliciava ao ver os nervos do Sasuke à flor da pele por ciúmes. Minha teoria era que ele sentia sim algo por mim que reprimia muito bem até ver-se ameaçado.
Ren, por sua vez, não demonstrava medo nenhum. Entendeu meu distanciamento brusco, não insistia. Eu odiava assumir, mas sentia falta dele, das nossas conversas, nossos intervalos, seus olhares, sua sutileza.
Tsunade ficara enfurecida quando soube do ataque psicótico do Sasuke na porta do hospital dela. Avisou-me que mais um surto do Sasuke e ela encaminharia uma ocorrência pessoalmente ao Naruto que “vai conseguir dar conta do paspalho”. Shizune deu o recado para o Sasuke porque eu me recusei a falar com ele, já bastava o que eu tinha ouvido só por pedir-lhe bom senso, imaginava o que mais eu seria obrigada a ouvir caso lhe desse uma intimação.
Ele deve ter levado Shizune ao extremo com meia frase, pois ela passou o plantão inteiro praguejando os Uchihas e seu “temperamento amaldiçoado”. De qualquer forma, não era mais problema meu o que acontecesse ao Sasuke.
Ren foi instruído a colocar nos relatórios o ocorrido, contudo ele se recusou, afinal, Sasuke não tinha o tocado, embora tivesse o jurado de morte.
Uns dias antes da cirurgia, deixei um bilhete para o Sasuke avisando que teria uma cirurgia para fazer na terça de manhã e não poderia cuidar do Ichiou. O pequeno, que estava na fase hilária de repetir frases inteiras e falar coisas absurdas, foi usado pelo pai como meio de comunicação:
— Papai mandou dizer que vai viajar — Ichiou chegou na cozinha falando e colocando uma bolinha de papel do meu lado no balcão da cozinha. Era o bilhete que eu tinha escrito.
— Seu pai é um idiota! — falei picando os tomates com mais vigor.
Certamente Ichiou reproduziria o xingamento quando Sasuke voltasse do trabalho.
Poucos minutos depois, ouvi batidas desesperadas na porta. Entretida na cozinha, demorei para atender, gritei para quem quer que fosse esperar, mas Ichiou já estava se esticando na maçaneta para deixar o estranho entrar. Antes que eu pisasse os pés na sala, Naruto entrou em casa como uma rajada de vento e com o Ichiou agarrado no seu pescoço.
— Precisamos conversar — falou sem nem mesmo me cumprimentar, encaminhando-se para o jardim.
Sempre que Naruto dizia isso, era porque tinha feito alguma burrada que a moral de ser Hokage não poderia resolver. Restou-me apenas resmungar a falta de cordialidade do meu amigo e preparar chá e biscoitos para levar ao jardim.
— Aconteceu algo terrível — estremeceu levando a xícara aos lábios. Esperei-o falar. — Hinata — automaticamente meus olhos se reviraram imaginando o que ela. — suspeita estar grávida.
A expressão de Naruto era séria e a minha pouco surpresa. Um romance como aquele só poderia terminar em encrenca. Ele fitava o jardim, as árvores pomposas com a promessa de frutos. Deveria enxergar nelas uma analogia com Hinata.
— Por que ela suspeita? — perguntei assim que terminei de beber meu próprio chá.
— Não vai perguntar nem como isso aconteceu?
— Isso é irrelevante. Se ela suspeita disso é porque ambos fizeram algo que tinha esse risco. Poupe-me dos detalhes — Naruto fez um bico. — Diga-me: por que ela acha que pode estar grávida?
— Eu não sei! Ela só disse e foi embora chorando! Eu não sei o que fazer! — exclamou puxando os cabelos. Ichiou riu e imitou o gesto.
— Pode ser um alarme falso.
— Hinata jamais mentiria sobre isso! — respondeu-me injuriado.
— Mas o corpo dela sim, baka! — dei-lhe um cascudo. — Mande ela me procurar — coloquei a xícara no pires.
— Eu vim pedir para você procurá-la porque eu já fui atrás, discretamente, mas parece que ela se trancou no quarto e tem chorado dia e noite.
— Ora essa, Naruto! Como eu vou conseguir falar com ela? Nem somos amigas próximas!
— Inventa algo! Eu não posso ir mais atrás, seria muito suspeito.
— E você acha que não seria suspeito logo eu, que não tenho muito assunto com ela, do nada aparecer no Clã Hyuga querendo falar com a princesa que está há dias trancada no quarto chorando dia e noite?
— Bom... Então alguém precisa falar com ela para arranjar um encontro entre vocês duas.
— Quem?
— Não sei! Deixo essa parte com você que é mais esperta, Sakura-chan!
— Naruto! — trovejei. — Você está deixando todas as partes comigo!
— Sou Hokage! — fez pose. — Considere como uma missão secreta — sussurrou.
— Eu quero ouvir também! — Ichiou puxou Naruto para si.
—Te dou até uns trocados, Sakura-chan! — insistiu.
— Dê-me sossego que é do que preciso.
— Vai me negar ajuda? — indagou com a expressão triste.
— E você não me negara?
— Do que está falando?
— Estou falando que uma mão lava a outra, Naruto, e você não age conforme o ditado.
— Sakura, seria antiético eu falar além do que é permitido.
— A traição do Sasuke será traição sua também se não me ajudar.
— Sakura, já te dei duas preciosas dicas.
— Quero mais!
— Oh mulherzinha do coração ruim!
— Quero que providencie algo para mim...
— Você quer é desgraçar minha amizade com o Teme!
— Será uma troca.
— Ainda acho que não é necessário. Você tem tudo nas mãos, é só ir atrás.
— Vou te contar o que deve fazer e, em troca, eu examino Hinata amanhã mesmo.
Naruto suspirou. Puxou algumas vezes a cabeleira com cor de ouro e, por fim, aceitou o acordo.
Aquele seria o último passo para acabar com minha agonia de uma vez.
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