Perigo eminente...
22 Tretas? Tretas
Notas iniciais
POV Percy
O rio de janeiro é lindo.
Encostamos a baia de Guanabara para tomarmos café da manhã. Todos unidos e sorridentes a mesa, menos Nico que parecia perturbado. Fiquei com medo que ele estivesse com nojo de mim, olhei profundamente aquelas orbes negras e perguntei silenciosamente o que o incomodava. Assim que nossos olhares se cruzaram ele sorriu e toda aquela bola de medo se desfez em meu peito e lhe retribui o sorriso.
– O que viemos fazer no Brasil afinal? — perguntou Hazel. A filha de Plutão estava completamente diferente, muito mais madura e com o rosto mais doce que o normal o que é estranho se compararmos a Frank que mais parecia um soldado sanguinário chinês, com os músculos definidos e um semblante completamente sério. Eles estavam tão unidos que inconscientemente sentia inveja do seu relacionamento
– Pegar alguns semideuses – explicou Annabeth risonha. Imediatamente Nico derrubou o copo que segurava sujando a roupa toda com os olhos arregalados como se tivesse uma sensação ruim. Todos olhavam pra ele em busca de uma explicação, até mesmo eu que o encarava com a boca aberta.
– O que houve Nico? – perguntou Leo preocupado, devo dizer que morri de ciúmes.
Ultimamente eles tem andado muito próximos, Leo e Nico parecem unha e carne eles construíram uma relação que nem mesmo eu conseguiria atingir com Nico.
– Está tudo bem – respondeu ele meio nervoso – Só preciso me limpar!
– Claro, vou arrumar uma roupa pra você – Levantei da mesa e fui à cabine a procura de alguma coisa que Nico poderia usar. Não esperei que ele me dissesse que não e muito pior renegasse. Sei que não era a melhor pessoa que Nico poderia ter, logo que ser um garoto com um histórico vasto de abusos sexuais não era nem um pouco atraente.
Entrei na cabine e comecei a procurar algo que ele pudesse usar, com um aperto no coração, só os deuses sabe que eu gostaria de ver aquele garoto completamente sem roupa alguma, só pensar nessa possibilidade subia um calor na minha região intima que...
– Já encontrou? – perguntou Nico entrando no quarto.
Deixei com que as roupas caísse no chão e deixei cair o abajur. Nico estava somente de cueca bem na minha frente, virei o rosto sentindo-o corar e fechei a boca pra tentar tirar a cara de pateta, bom pelo menos tentei parecer menos pateta.
– Hã... Nico-o... ér eu estava... Bem eu estava... – Disse ainda mais envergonhado por aqueles pensamentos cabulosos e um tanto que pornográficos. Ele se aproximou e pegou uma camiseta que estava ao meu lado no chão e um jeans que estava um pouco mais distante. Disfarcei e comecei a arrumar a bagunça que tinha feito. Completamente em silencio.
Minha mente ficou viajando por tudo quanto é lugar e não imporatsse no que eu tentasse pensar, tuda acabava na equação (Eu + Nico = Varias horas de prazer). Realmente eu nunca parei pra pensar nisso, é claro que de todas as vezes que eu pratiquei um ato sexual, foi completamente forçado por isso não sei bem quem eu sou.
Acho que isso ficou confuso!
Bem eu acho que eu não sei bem se eu sou o ativo ou o passivo.
Pronto falei.
Meu coração foi ao céu e voltou quando Nico me abraçou por trás e apoiou a cabeça em minhas costas, o frio que os poros do filho de Hades me proporcionava só piorava a minha ereção.
– Sou eu não sou? – ele perguntou
– Como assim? – perguntei
– Isso aqui! – e assim ele acariciou o meu membro por cima da calça, revirei os olhos e privei um gemido, sim de fato eu estava completamente excitado – Me desculpa – ele disse se afastando e colocando a camisa.
– Não, está tudo bem, p-pode c-continuar – gaguejei envergonhado por pedir aquilo. Ele me encarou profundamente e também corou, e deuses como aquilo estava constrangedor. Sorri esperando descontrair aquela situação, mesmo com um pouco de receio, gostaria que Nico continuasse com aquelas caricias insanas.
– Posso te fazer uma pergunta Percy? – disse ele serio e meio sem graça.
– Claro – respondi.
– Como era? Quer dizer, como você suportou isso? – Jogou ele de uma vez só, fechei a cara e mordi os lábios evitando com que as lagrimas aparecessem – Desculpe, não queria tocar nesse assunto – consertou ele sem graça tentando fugir do assunto.
– Tudo bem – falei com a voz embargada – Era completamente nojento. Ele passava a mão em mim e obrigava que eu colocasse aquela coisa nojenta na boca... E cara ele me espancava quando eu não queria e pode ter certeza que era a maioria esmagadora de vezes. Cara eu tinha nojo de mim, quando ele chegava eu tentava bater a cabeça bem forte pra estar desmaiado quando aquilo entrasse em mim... – contei entre lagrimas, solucei uma vez e quando quase cai de joelhos ele me abraçou, tão forte que quase me desfiz em seus braços.
– Você não teve culpa – murmurou ele acariciando meus cabelos.
– Eu deixava, eu podia ter fugido me matado, mas fui um covarde – solucei.
– Você só seria mais covarde – me consolou
Fiquei mais calmo com as suas palavras, de fato compartilhar aquilo com alguém me deixava bem mais calmo e saber que essa pessoa era Nico arrancava um peso do meu coração. Pelo menos ele não tinha nojo de mim... Como Patch teve...
Flash Back ON
Estávamos de mãos dadas atrás da quadra.
Patch disse que me ama ontem, estar aqui com ele era sensacional, mesmo que a minha noite tenha sido péssima e eu mal consigo abrir um sorriso, me sentia grato por estar com ele.
Minha mãe teve que viajar com uma amiga que tinha uma filha com câncer pra Holanda e tals, por isso acabei ficando com aquele nojento. Ele abusou de mim e me espancou, como eu estava de blusa de frio, não era possível ver as marcas que ele deixara no meu corpo.
Patch se aproximou e selou nossos lábios, meu segundo beijo na vida, deixei nossas línguas brincarem enquanto ele fazia cosquinha no meu queixo. A surpresa veio quando ele começou a passar as mãos nas minhas partes intimas.
– Para, eu não quero! – disse afastando ele e me contraindo do outro lado do banco.
– Vamos é gostoso! Você faz em mim e eu faço em você – explicou ele tentando me tocar novamente e eu o afastei.
– Eu não gosto disso – Falei bravo
– É seu padrasto não é? – ele perguntou e eu gelei com aquilo.
– Deixa de ser idiota – disse me levantando
– Então é verdade! Você é a vadia do seu pai? – exclamou ele
– Ele não é meu pai – gritei entre lagrimas
– Mas você é a putinha dele – disse Patch com uma cara de nojo.
– Ele me obriga – disse antes de joga-lo na piscina.
Só descobri que ele estava se afogando tarde demais...
Flash Back OFF
– Meninos – disse Pipper entrando no quarto vendo a seguinte cena: eu aos prantos nos braços de Nico – Me desculpe
– Tudo bem – disse risonho
– Só passei pra avisar que os novos Semideuses chegaram...
(...)
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