Perigo eminente...
23 Águas de março
Notas iniciais
POV JASON
Nem eu e muito menos Leo tocamos no assunto. Poxa vida havíamos acabado de ter a primeira noite juntos, a minha primeira vez com um garoto e simplesmente não tinha mais assunto entre nós dois. Agora estávamos na sala de refeições/Reuniões preparando um pequeno banquete com o que dava, para receber os novos semideuses. Nossos olhos se encontraram e ele sorriu.
– Não se preocupe Jason, foi bom – disse ele meio sem graça.
– Quer conversar sobre isso? – indaguei preocupado.
– Precisamos arrumar as cabines e arrumar roupas limpas – comentou ele envergonhado com os olhos baixos evitando tocar no assunto.
– Eu te forcei a algo? Não foi a minha intenção... Pensei que você queria também – expliquei com o rosto corado, tentando evitar que qualquer pessoa que entrasse e escutasse a nossa conversa, provavelmente não entenderia nada... Ou seja, estava falando em códigos. Leo atravessou a sala e jogou o pano que enxugava os pratos sobre o ombro e aproximou seus lábios dos meus.
– Eu queria... Mais que tudo – e assim ele selou nossos lábios, senti as desconfianças sobre tudo aquilo se desfazer, porem ainda estava dentro de mim. Ele se afastou e acariciou a cicatriz em meu lábio superior – Eu gosto de você!
– Gostar não é amar Leo – respondo olhando pra baixo. E assim o silencio se pepertuou outra vez. Queria discutir sobre isso, mas sabia que isso terminaria em lagrimas... As minhas lagrimas.
Terminei de arrumar a sala de refeições e fui a minha cabine, onde eu dividiria com mais dois semideuses, não sei por que, mas uma sensação estranha me cobria sempre que pensava nisso. Não achava muito seguro trazer mais gente a bordo, pode parecer idiotice, mas o Argo II é bem melhor com os sete e Nico. Não queria que ninguém além deles atrapalhasse a nossa pequena família.
A minha pequena família.
Arrumei dois colchões e os forrei com pouquíssimo carinho e nem um pouco de atenção.
– Jason eles chegaram – Chamou Pipper baixinho
– Ah sim eu já estou indo – disse completamente destraído.
– Não se preocupe, Leo gosta de você – ela murmurou sorridente com precaução de tocar no assunto.
Assustei de inicio e pensei em negar tudo, mas cara, ela era filha da própria deusa do amor com certeza sabia dos meus medos e as minhas incertezas, cocei a cabeça e sentei na cama tentando decidir se continuaria ou não com aquilo, se contaria ou não. Afinal ela foi a minha namorada, nós transamos, seria estranho saber que seu ex namorado é gay!
– Eu acho que ele não gosta de mim – conclui após um tempo.
– E ontem? Ele não teria feito nada se não te amasse... Mesmo que um pouco
– Como sabe que nós... Bem sobre... Que bem ontem... – gaguejei atordoado.
– Eu ouvi os gemidos – disse ela vermelha feito um pimentão.
– Ah deuses... Nós tivemos tantos cuidados! – Falei sem graça
– Tudo bem Jay, isso é amor – ela comentou.
– E nós? Nós namoramos e... – comecei
– Jason nós namoramos, aceite isso acabou – falou ela acariciando meus cabelos com o mesmo sorriso doce de todas as vezes que ela me apoiou quando eu estava completamente frágil, todas as vezes que não tinha como continuar ela sempre estava lá, sempre. – Hora de conhecer os novos semideuses! – E assim ela saiu saltitando como sempre, simplesmente a filha de Afrodite exalava o próprio amor.
(...)
Eles subiam meio sem graça para o navio.
Um garoto alto de olhos verdes e porte atlético foi o primeiro a subir, com a cara fechada e completamente serio. Não sabia exatamente que ele, ou de quem era filho, talvez Hefesto ou quem sabe Zeus. Uma garota de cabelos trançados com os olhos da mesma cor verde. De todos os garotos que subia o loiro de olhos azuis baixinho era o mais animado, escorregou duas vezes e aos pulos e se jogou nos braços de Annabeth.
Ouvi um murmúrio esquisito e alguém se apoiando em mim, Nico completamente pálido (mais do que o normal) olhava os novos semideuses completamente tonto.
– Esta tudo bem Nico? – perguntei passando meus braços sobre seus ombros, suas orbes perdidas encontraram as minhas e pude saber imediatamente a sua resposta.
– Bom Argonautas – chamou Annabeth – Esses são os novos semideuses – apresentou-os com carinho de mãos dadas com o loiro.
“ Que ele não seja meu irmão” rezei baixinho
– Sou Frank Zang, filho de Marte – apresentou-se Frank
– Sou Hazel Levesque, filha de plutão
– Sou a Rainha da Inglaterra, filho de bubalelê
– Leo por favor – Annabeth chamou atenção
– Brincadeira! Sou Leo Valdez, bad boy, gostoso pra dedeu, Filho de Hefesto!
– Sou Percy Jackson, filho de Poseidon.
– Sou Pipper McLean, filha de Afrodite.
– Jason Grace filho de Júpiter – disse antipático e sério.
– E Eu sou Nico, filho de Hades – Murmurou o garoto completamente pálido ao meu lado, completamente se escondendo atrás de mim.
Sabia que ele era tímido, antipático, sarcástico, meio egoísta, porem ele não costumava a agir assim com novatos. Geralmente ele pega a sua espada banhada no rio estige pra assustar os pequenos meio sangues.
– Sou Gale Hawthorne – falou o garoto alto de olhos verdes. – Não sei quem é meu pai.
– Sou Katniss Everden – disse a garota com o mesmo humor estranho de Nico.
– E eu sou Peeta Mellark, filho de Afrodite, namorado de Annabeth – falou o menino loirinho, Nico agarrou meu braço com mais força e prendeu um gemido. Ate em mim a presença daquele garoto me causava arrepios e sabia que causava o mesmo em Nico, que estava completamente atordoado com a presença de Peeta, mas tirando eu, ninguém mais reparou essa estranheza do filho de Hades.
– E eu sou Butch, filho da Deusa do arco íris – disse m garoto alto, surgindo completamente ferido atrás dos outros semideuses, ele abriu um largo sorriso e cambaleou em direção a Leo, que ao ver o rapaz quase caiu de costas, mas antes correu e pulo em seus braços completamente eufórico entre lagrimas.
Por todos os deuses do Olimpo.
Quem era aquele cara?
(...)
POV NICO
Sou grato por Jason não perguntar o que aconteceu.
Peeta permanecia o mesmo, o mesmo garoto de alguns anos atrás. Torci para que ele não se lembrasse de mim, que esquecesse quem eu era e da promessa de vingança que ele havia me feito. Mas assim que nossos olhos se cruzaram, o sorriso que exibia desapareceu, o seu cenho se fechou e seus olhos azuis se vidraram em mim.
Sim ele lembrava.
Ele começou a cumprimentar a todos com um abraço forte, com um sorriso imenso, abraçou Jason e trocou algumas palavras. E assim que chegou a minha vez, um frio intenso percorreu a minha alma, a vontade de desmaiar era horrível.
– Nico preciso da sua ajuda la na minha cabine – disse Jason colocando seu corpo entre os nossos, não sei como, mais seu corpo tremia mais que o meu. E assim, com o braço em volta do meu pescoço que sumimos para o andar inferior do navio.
(...)
Fale com o autor