Notas iniciais
Sozinho - Caetano Veloso Galera não sei se perceberam mais cada capitulo tem o nome de uma musica Gostaram? Comentem

POV JASON

– Toda hora – respondi

Não consegui entender o que aquilo realmente significava.

Algo dentro de mim mudou, desde que vi Leo embriagado deitado em uma poça de vomito em seu quarto praticamente inconsciente, abriu uma fenda tão grande de preocupação e medo de perde-lo que o meu corpo foi tomado por uma grande necessidade de ama-lo e protege-lo.

Não sabia como fazer isso, tenho medo de estragar as coisas entre nós. E eu nem sabia se era realmente... Gay.

– Tive medo – murmurei quebrando o gelo daquela conversa.

– Eu estou bem Jason – ele disse com um pequeno sorriso formado nos lábios.

– Não, você não está – o repreendi encarando aquelas órbitas castanhas.

De canto de olho vejo Nico passar rapidamente e subir no mastro. Ignorei a sua presença, sabia que se o chamasse a resposta poderia ser “Eu vou te cortar com a minha espada de ferro Estige seu filho da puta”... Melhor não.

Voltei a encarar o céu, não queria discutir com Leo. Tinha medo de começar a falar os meus sentimentos e me arrepender mais tarde.

Caramba, eu sou filho de Júpiter, o maioral de dois Acampamentos. Sou capaz de transformar monstros em pó com a minha espada de ouro imperial em segundos. Só que isso não me deixava imune a maldita magia de Eros, posso ser venerável a muitas coisas, menos contra o amor. Nem toda a Ambrósia e néctar deste mundo poderiam curar essa maldita doença.

E ainda tem essa maldita duvida sobre a minha sexualidade, eu gosto de garotas eu fiquei com Pipper e muitas outras no Acampamento Júpiter. Só ultimamente me sinto atraído por Leo, uma vez quando nos hospedamos em um Hotel em Roma vi um casal Gay se beijando na sacada do quarto vizinho. Imediatamente fiquei sem graça e voltei para o quarto, sentei na cama e esfreguei os olhos. Uma onda estranha me tomou e eu fiquei excitado com aquela cena.

Não consegui dormi aquela noite, fui para o Hall do Hotel e vi que ali tinha pequenas cabines de computador, utilizei um para ver noticias em geral e acabei passando a noite assistindo Pornô gay.

– No que está pesando – perguntou Leo apoiando a mão em meu ombro.

Antes que meu corpo pudesse raciocinar e me condenar pelo o que estava preste a fazer, puxei a gola da camisa dele e selei nossos lábios. Meu corpo inteiro tremia e conseguia sentir a respiração descompassada dele no meu rosto, consigo jurar que os olhos dele estavam abertos e arregalados.

Levantei e sai correndo antes que ele pudesse gritar ou me socar.

Droga!

POV LEO

Por todos os deuses do Olimpo. Jason acabara de me beijar!

Não tive reação, fiquei sentado tentando fazer com que a minha respiração voltasse ao normal. Isso não podia estar acontecendo... Será que ele descobriu que eu sou gay? Não impossível ninguém além de Butch sabe da minha sexualidade.

Será que eu dei bandeira? Não mesmo eu nunca dei sinais, não sou do tipo de garoto meio afeminado. Então porque ele me beijou?

Levantei e fui para a minha cabine, ignorando a presença de todos, incluindo de Jason, na sala de diversão.

Flash Back ON –

Eles disseram que eu conseguiria-me fazer amizades com a galera daqui, mas eu simplesmente estou odiando ser ignorado por todos.

Não que a galera daqui não fosse legal, é que eu não consigo ser o garoto super legal que eles esperam. Meus irmãos e irmãs são tão fechados quanto eu, só conversamos sobre os projetos e a maldita “maldição”. Então quando eu tinha algum tempo vago eu ficava andando sem rumo pelo acampamento.

Sem dizer que eu era “diferente” dos outros caras da minha idade. Eu sinto atração por homens e isso dificulta ainda mais a minha socialização, já que eu não me aceito muito bem.

O único lugar que eu era bem vindo Butch era o único cara que eu considerava como amigo, Pipper e Jason são legais também só que estão meio estranhos desde que chegaram então só me sobro ele.

— Sua mãe é a deusa do arco-iris?

— Tem algum problema com isso? — Butch disse.

— Não, não — Leo disse. — Arco-íris. Muito macho.

— Butch é nosso melhor cavaleiro — Annabeth disse. — Ele se dá bem com os pégasos.

— Arco-íris, pôneis — Leo murmurou.

— Eu vou te jogar dessa biga... — Butch alertou.

Ainda rio mentalmente da nossa primeira conversa, então eu sei exatamente onde procura-lo... Nos estábulos.

(...)

Exatamente onde eu havia imaginado. Ele tem uma paixão enorme por estes pégasos, eu sentei em um monte de palha enquanto ele penteava os cavalos alados.

– Porque fica tanto tempo aqui? – perguntei o fazendo notar a minha presença.

– Porque eu gosto – ele respondeu como se já fosse obvio. – E porque você passa tanto tempo aqui?

Levantei-me e bati a calça tirando os prováveis fiapos de palha que ficaram presos e caminhei até onde ele estava. Sentia-me mais calmo toda vez que respirava o perfume de carvalho que emanava de seus cabelos.

– Porque não vai lá fora paquerar alguma filha de Afrodite como os novatos sempre fazem – ele disse com um pequeno sorriso nos lábios.

– Digamos que isso não é algo que eu gosto de fazer. E porque você oh grande cavaleiro de pôneis não vai la pegar uma bela dama – disse fazendo uma pequena reverencia fazendo-o rir, ele virou o rosto e pude ver que seus olhos emitiam as cores do arco íris, isso sempre acontecia quando ele estava feliz.

Butch virou o rosto, que já estava levemente corado e voltou a escovar os pégasos, uma pequena risada saiu quase inaudível de sua garganta antes que ele pudesse responder.

– Eu não curto esse tipo de coisas!

Fiquei em silencio e comecei a mexer animadamente uns pedaços de metal a fim de me distrair daquela sensação estranha de felicidade por que...

Por Hefesto... Seus lábios estavam encostados no meu. Arregalei os olhos enquanto suas mãos envolviam a minha cintura virei o rosto com vergonha daquela situação.

– Desculpa — ele disse ainda mais corado, soltou as mãos que me envolvia e deus alguns passos pra trás.

Puxei seu pescoço e iniciei um novo beijo, meu corpo estava em estase enquanto Butch me apertava forte contra a sua ereção, não sabia bem como beijar e nem imaginava o que aquilo significava, só que não me privei de me entregar ao filho da Deusa Íris.

Flash Back OFF

– Hey – chamou Nico me tirando de meus pensamentos.

Fiquei tão atordoado com tudo que estava acontecendo que nem percebi que tinha pegado no sono. Pela janela da cabine já era possível ver o por do sol já estava se formando no horizonte.

Nico era uma penumbra que se formou na porta do quarto fazendo com que meu corpo inteiro se se arrepia minha vontade era gritar, só que não fiz isso com medo de assustar o filho de Hades.

– Entra e fecha a porta Nico – disse sentando na cama dando espaço para que ele pudesse ficar ao meu lado.

Assim que estava acomodado ao meu lado e visivelmente sem graça disse.

– Eu vi o beijo — Não respondi e encarei o chão, claramente abalado com a sua revelação – Você é gay?

A sua pergunta fez com que eu me engasgasse, olhei alarmado pra ele estava o semblante neutro, porém podia ver que suas mãos estavam tremulas segurando a barra do colchão. Não sei por que, mas uma sensação de confiança exalou dos poros daquele menino magricelo encorajando-me a contar a verdade.

– Isso incomoda você? – perguntei com a voz tremula – o fato deu ser gay te incomoda?

Um pequeno sorriso se formou em seus lábios antes que as lagrimas que faziam seus olhos brilhar começassem a cair por seu rosto. Nico limpou rapidamente e soltou um suspiro de raiva provavelmente pelo fato de estar chorando em minha frente.

– Ótimo, pelo menos uma pessoa neste navio capaz de me entender – ele murmurou. Abri a boca com a surpresa, mas rapidamente a fechei, queria dizer alguma coisa engraçada para descontrair a situação, entretanto só consegui permanecer naquele silencio constrangedor.

– Sei como se sente – disse por fim – se quiser desabafar pode falar comigo.

Ele virou os olhos com raiva, a velha raiva no olhar de Nico, só que ele sorriu e disse.

– Eu gosto de Percy...

Aquela seria noite longa!

Notas finais
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