Perigo eminente...
3 De Janeiro a Janeiro
Notas iniciais
POV NICO
Acordei com o coração acelerado. Meu corpo estava completamente encharcado de suor e minha cama estava com um odor forte de... Urina. Droga eu fiz xixi na cama!
O pesadelo que me tortura a anos, sempre a mesma coisa...
Em um momento estou eu com Bianca, depois ela fica pendurada em um penhasco e eu não consigo fazer nada além de gritar por ajuda e logo depois ela cai me deixando sozinho tomado por uma onde de escuridão.
Levantei com calma e retirei o meu pijama colocando-o em um canto do quarto.
Tentei fazer o mínimo de barulho possível, já que dividia o quarto com Percy. Procurei uma cueca em minha mochila e uma camiseta que eu pudesse usar. Só que com o escuro estava realmente difícil.
Estava perdido em meus pensamentos que nem reparei que a luz tinha acendido.
– Use esta – disse Percy sonolento me jogando uma peça de roupa intima.
Fiquei constrangido e puxei as cobertas de cima de sua cama e cobri o meu corpo, era perturbador ter o garoto que eu amo ver o meu corpo daquela maneira, ter aqueles olhos verdes olhando meu corpo franzino me matava de vergonha.
Peguei a cueca que ele me jogou e vesti rapidamente e minha respiração falhou assim que ele deu uma pequena risada.
– Não precisa esconder, eu também tenho um desses!
– Eh... Não é isso... – gaguejei
– Pesadelos? – ele perguntou enquanto eu forrava o lençol no colchão.
Meu corpo mesmo pálido começava a se aquecer, meus olhos arderam e podia sentir, mesmo sem olhar no espelho, que estava realmente corado. Afirmei com a cabeça evitando olha-lo.
Assim que a minha “cama” estava realmente arrumada, porém molhada, eu lhe desejei uma boa noite quase inaudível e fui apagar a luz, mas Percy me envolvendo em um abraço.
– Eu tenho pesadelos quase todos os dias – ele murmurou no meu ouvido.
Não me movi, estava triste demais para contestar aquele contato tão direto que o filho de Poseidon realizava naquele momento. Ele parecia estar triste também.
Ficamos assim um bom tempo até que eu me soltei de seus braços e apaguei a luz, deixando somente o abajur ligado.
– Pode dormir na minha cama se quiser – ele disse passando as mãos pelo cabelo.
– Não obrigado – recusei imediatamente.
– Deixa de ser orgulhoso, o colchão esta encharcado – ele contestou. Olhei para o lençol que havia acabado de colocar estava aparecendo partes molhadas.
–Ok – disse desistindo de me fazer de durão.
Deitei no canto da cama e Percy deitou-se de costa para mim, seu travesseiro tinha cheiro de água do mar e lavanda. Se a minha vontade era dormir ao lado dele, ela morreu minutos depois que ele pegou no sono (e como ele tem o sono pesado) Essa noite seria a mais longa de toda a minha vida.
1h42 da manhã e nada do sono vir. Percy virou e ficamos na posição de conchinha e isso só aumentou meu desespero.
Quando você é um garoto acaba se acostumando a ter polução noturna*, o membro semi ereto de Percy rosava em minhas nádegas e mordi os lábios e rezei aos deuses por auto controle naquele momento. Mas estava difícil.
Ele me abraçou um pouco mais forte e a sua ereção ficou ainda mais próxima de mim.
Aquela sensação era completamente maravilhosa, nunca pude ter Percy tão perto intimamente como daquela maneira. Repudiando-me por aquilo dei uma leve rebolada a joguei o meu quadril pra trás diminuindo o espaço de nossas intimidades.
Já consegui ver que meu membro ficava mais rígido a cada segundo, fechei os olhos saboreando aquele momento até que ele se moveu novamente, sem membro estava ainda mais rígido e ainda mais próximo da minha entrada.
Meu coração parecia uma britadeira e minha respiração era contida e irregular. Tremi de prazer, medo e nojo. Não podia fazer aquilo com ele dormindo! Se acordasse poderia gritar para que todos escutassem que eu era um maníaco sexual que aproveitou de sua boa vontade para abusar sexualmente dele. Mas o meu desejo era maior que o meu bom senso.
Dei mais uma dele rebolada e seu membro estava praticamente na minha entrada me causando um arrepio e mordi os lábios segurando meu gemido, que saiu como um pequeno gato miando. A única coisa que impedia uma penetração ali era seu shorts e a minha cueca.
Aquilo estava maravilhosamente indescritível, não podia me segurar mais. Me movi mais uma vez e...
– Nico? – ele chamou. Minha respiração parou e ele pulou da cama.
Fechei os olhos contendo as lagrimas, fingi que dormia, mas estava tão perplexo e assustado que fiquei parado na cama como uma estatua.
– Eu sei que está acordado – ele murmurou.
Mordi meu lábio ainda mais forte e meu rosto foi tomado pela vergonha, virei a cara e encontrei o travesseiro que tinha seu cheiro. Droga ele estava acordado, como eu pude ser tão imprudente e idiota!
(...)
POV LEO
Eu estava sentado na pro do navio.
A noite era calma e tranqüila, as estrelas pintava o céu com as mais belas cores transmitidas por uma aurora boreal. Meu coração estava intranqüilo.
Depois da minha conversa com Nico me sentia mais confiante com a minha sexualidade. Estava esfriando radicalmente e eu ainda precisava conferir as maquinas e ver em quanto tempo chegaria a São Francisco e depois em Nova York.
Caminhei descalço pelo ultimo andar do Argo II, não gostava de ficar o dia todo de tênis. E o único momento de liberdade que eu tinha era quando era a minha vez de ronda onde eu fico construindo coisas no Dec.
Chegando à sala de maquinas ouvi um barulho e recuei um passo. Não deveria ser um monstro, mas é que aqui existem casais e depois que eu sem querer acabei vendo Hazel e Frank transando fiquei traumatizado com qualquer barulho noturno.
Me aproximei devagar e olhei com cuidado pra dentro da sala. Jason estava em pé num canto olhando pra baixo. Seu peito levantava e abaixava com rapidez, então conclui que estava com dificuldade de respirar.
Dei mais uma passo e vi que a suas calças estavam um pouco baixas deixando que sua cueca aparecesse. Seu braço esquerdo fazia movimentos rápidos e por duas ou três vezes ele jogo a cabeça pra trás.
Não era idiota, sabia exatamente o que ele estava fazendo ali.
Não queria atrapalhar, com cautela tentei dar a volta na sala de maquina e chegar a sala de controle, entretanto como u sou Leo Valdez e a minha vida não é fácil acabei tropeçando em uma chave de fenda fazendo o maior barulho.
Jason virou rapidamente com o membro na mão, e assustado o guardou ainda ereto dentro da calça, virei à cara com vergonha de te-lo atrapalhado. Ele guardou rapidamente uma revista no bolso de trás da calça, e eu imaginei que seria uma Playboy.
– Desculpa cara eu não sabia que você estava aqui – eu murmurei
Ele não respondeu só saiu correndo pelos corredore, fiquei ali, no chão encarando o nada tomado pela vergonha.
Jason devia estar com nojo de mim sabendo que eu era gay pensou que eu ia estuprá-lo, fechei os olhos para afastar as lagrimas e voltei a fazer o que pretendia antes de encontrar Jason batendo punheta.
Deuses me ajude.
Fale com o autor