Perigo eminente...
29 Saudades?
Notas iniciais
POV NICO
Tremi ao sentir a sua chegada. Peeta sem duvida entrou em meu chalé enquanto tomava banho. Após sair da floresta totalmente atordoado com as acusações de Leo, com o corpo dolorido da noite passada... E deuses a noite passada! No inicio só lembrava de fumar aquele cigarros, mas ao longo do dia fui recobrando a memória, não e eu não acredito que transei com o filho de júpiter.
Quando finalmente caiu a ficha e eu recordei tudo o que havia acontecido tive que voltar ao meu chalé e tomar um banho pra relaxar, pude ver na penumbra do chalé de Atena o loiro que há muitos anos fora meu amigo. Não me importei e segui meu caminho, não queria cruzar com ele, ainda não estava preparado pra este encontro, porem acho que ele não iria mais esperar.
Agora cara a cara, não sabia o que ele faria, se me mataria ou me torturaria por horas até enfim resolver me matar.
– Sabia que viria – murmurei encarando seus pálidos olhos azuis
– Me esperou todos esses anos? – perguntou ele passando os olhos pelos quarto até pousá-los em mim – E como vai traidor?
– Nós éramos crianças – disse em minha defesa
– Eu fui chicoteado e deixado deitado no sal – gritou ele – E eu também era uma criança!
– Eu estava com medo! – gritei
– Eu também estava – replicou com a voz acida.
Compreendia seu ódio, compreendia a sua magoa, afinal o que fiz não foi digno e muito menos honesto. Queria seu perdão, mas sabia que jamais o teria, jamais poderia dormir em paz sem que a imagem dele fosse arrastado para o calabouço invadisse a minha mente... Jamais
– Não vou pedir seu perdão – sussurrei cansado já daquilo – quer se vingar? Pois fique a vontade, creio que não poderá me atingir, já perdi tudo – expliquei sentindo meus olhos enxerem de lagrimas.
Sim aquilo era a mais pura verdade! Já não tinha mais nada, pedir tudo e a todos que amava, era somente eu e meus amigos do mundo inferior que via com pouca frequência. Aquela sensação de solidão, aquele aperto no peito, a garganta amarrada e tudo mais. Conhecia aquilo mais do que ninguém.
– Só queria ver a sua cara – silibou ele
– Como? – indaguei perplexo sem compreender o sentido daquela frase
– Triste morte a de Bianca – comentou ele passando os dedos sobre a cômoda e limpando os dedos cheios de poeira em seguida.
Tremi, engasguei com a adrenalina que corria em minhas veias, afinal quem havia contado sobre a morte de Bianca a Peeta? Somente os sete da profecia, as caçadoras, meu pai e Quiron sabiam disso... Ninguém do acampamento sabia se quer que eu tinha uma irmã, muito menos que ela morrera de uma forma trágica. Apenas uma ideia passava sobre a minha mente, algo que eu não ousava questionar. Engasguei novamente com a saliva e o gosto de bile na boca, encostei na batente da porta do banheiro tentando recobrar o ar. Peeta retirou do bolso uma perola, parecida com as de Poseidon, Percy havia me falado delas uma vez, só não conseguia lembrar o que elas faziam, estava tudo girando.
– Você não... – gaguejei
– Eu já me vinguei – falou entre o sorriso – Eu matei Bianca.
Não tive reação, abri a boca e fechei logo em seguida sem saber e nem ter como falar nada, meus joelhos fraquejaram e eu cai em suplica no chão, olhei no fundo dos olhos de Peeta e senti a satisfação de suas palavras ao me atingir. Só percebi que chorava compulsivamente quando meus soluços me retiravam o ar e meus olhos de tão marejados já não consegui ver a imagem focada daquele maldito.
– Estamos quites – disse antes de pisar na perola e desaparecer
Agora era somente eu e a minha dor neste chalé.
POV LEO
– Butch espera – gritei tentando alcança-lo
Ele correu em direção ao punho de Zeus sem nem olhar pra trás, doía saber que havia magoado, porem eu não sabia como me sentia em relação a Jason, amor era uma palavra forte demais! Porem ele não me era indiferente e a noite que passamos juntos... Deuses essa noite foi maravilhosa, não conseguia esquecer, não conseguia não pensar nele me tocando, nosso ápice juntos, nem mesmo Afrodite poderia me proporcionar coisa melhor. Queria estar com ele, mas não em um relacionamento, poxa vida eu tinha quinze anos, não queria nada a não ser dormir sem ter a sensação de ser atacado e morto enquanto sonha!
Quando finalmente o alcancei, ofegante e cansado não sabia o que falar. Sua expressão era calma, coisa diferente que eu esperava... Okay ele não vai me bater?
– Não foi isso que você está pensando – disse em minha defesa
– Não precisa se explicar – murmurou calmo
– Ouça, eu não sei... Não é você...
– “Sou eu” – completou ele – já ouvi essa historia – disse me encarando – só não entendo por que disse sim se estava com duvidas!
– Não queria te magoar – sussurrei. Butch se aproximou e passou as mãos por meus cabelos, e vagamente me lembrei de quando nos conhecemos, que aliais Jason estava presente completamente sem memória e eu tinha a certeza absoluta de ser o melhor amigo dele. Bucth se aproximou aos poucos, nunca forçava a barra, esperou que eu tivesse certeza do que queria para enfim sela nossos lábios em um selinho sincero sem malicia. Sempre esteve comigo quando tive pesadelos até a nossa primeira noite, a minha primeira vez, vulgo extremamente doloroso, Butch dormiu comigo até que eu embarcasse para minha primeira missão e é estes gestos que faz deste cara o melhor semideus que já conheci.
– Nunca vai me magoar – murmurou me fazendo um cafuné
– E nós dois? – indaguei confuso
– Será uma honra sem só seu amigo – disse risonho
Sim este foi o noivado mais rápido da história!
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