Perdida No Paraíso

43 Capitulo 43- Entre nós


Notas iniciais
Capitulo tenso!! Sem xingar hein! Boa leitura!

Lá estava ela caminhando calmamente entre as pessoas, mesmo entre tantas pessoas sempre a reconheceria em qualquer lugar. Quando parou parecia procurar alguém entre as pessoas e quando seus olhos finalmente caíram sobre si ela sorriu.

Aquele seu sorriso que dentre tantos era o mais lindo do mundo. E então teve vontade de sorrir também, mas antes mesmo de tomar essa iniciativa os orbes verdes desviaram dele e se direcionaram para os portões.

Então ele seguiu seu olhar e por fim pode descobrir o motivo de todo aquele alvoroço na vila.

O Kazekage desceu do luxuoso veiculo, viu Naruto falar qualquer coisa com ele e depois de o mesmo responder direcionar seu olhar pra multidão até fixa-lo em algo ou alguém.

Seus olhos não puderam acreditar pra quem o Kazekage olhava.

Os orbes verdes se mantinham vidrados na imagem do ruivo. Parecia surpresa, surpresa não, encantada.

Sasuke então notou como os dois se olhavam, não só ele mas qualquer pessoa no local poderia perceber.

Sentiu algo estranho subindo por sua garganta. Pareceu sufocar e uma fúria repentina se apossou de seu ser.

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Sentia seus olhos começarem a marejar e antes que derrubasse as lágrimas presas abaixou o olhar.

Não ouviu ou notou mais nada depois daquilo. Naruto anunciou as festividades e as pessoas se direcionaram para as varias barraquinhas montadas para comer ou para diversões no geral.

Estava incomodada, como se não tivesse lugar ou não merecesse estar ali.

As diversas pessoas a impediam de caminhar mais rapidamente.

Mantinha sua atenção nele, conversava distraidamente com Naruto e Hinata.

Um bolo se formava em sua garganta.

Pode ver Shikamaru recebendo um grande abraço de Temari, que sorria abertamente.

O caminho até sua casa nunca antes havia sido tão longo, quando chegou abriu a porta rapidamente e fechou em seguida. Se virou e olhou para a mesma esperando ela ser aberta de repente.

Esperava a cabeleira ruiva surgir e jogar coisas terríveis que fez em sua cara, em como ela foi cruel e sem coração, ou então...que a tomasse nos braços e a beijasse como nunca havia beijado alguém antes.

Não soube quanto tempo passou ali deitada no sofá olhando para a porta.

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Ele nunca tinha visto aquele olhar no rosto dela antes...a não pra ele, mas isso a anos atrás.

Sakura olhou para o Kazekage como costumava olhar pra ele, quando ainda o amava.

Estava se sentindo sufocado dentro daquela casa e então saiu, mas não tinha pra onde ir, então apenas se deixou cair sentado na pequena escadaria que levava até a entrada da casa.

Passou a mão desesperadamente pelos cabelos, um hábito adquirido desde o acidente da rosada.

Olhou pra cima e viu as poucas estrelas.

É claro que ela resistia a ele, já não o amava como antes, o lugar que sempre ocupou dentro dela agora pertencia a outro. Pertencia a um Kage.

Deitou ali mesmo no chão. O desespero e a agonia em seu peito eram tanto que parecia querer rasgá-lo.

–Não Sakura...

Sussurrou pro vazio.

Não poderia passar a noite com aquela angustia. Se levantou apressado e pulou sobre os prédios.

Precisava perguntar pra ela, diretamente pra ela.

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Então aquilo que temia aconteceu, a porta se abriu e a figura alta e esguia atravessou.

Sakura sentou-se assustada.

–Teve alguma coisa com ele?

“Vá em frente e jogue isso na minha cara
Me lembre de cada um dos meus erros

Vire-se e me diga que estou errado que é tudo minha culpa”

Sasuke? A única coisa que iluminou a sala era a luz que adentrou no aposento quando o moreno abriu a porta de rompante.

Acendeu o abajur sobre a mesa.

–O que aconteceu?

–Me responda Sakura! Disse alto e com a voz grossa fazendo a rosada se retesar. –Teve ou não teve alguma coisa com o Kazekage?

“Eu sinto que estou perdendo o controle
Coloco meus punhos dentro da parede
Este é o lugar que eu me entro eu não aguento mais...”

A rosada o encarava, estava ofegante, deve ter corrido pra chegar até ali. Os cabelos estavam mais bagunçados que o normal e a franja lhe caia sorrateiramente sobre os olhos.

Ela se levantou do sofá com os olhos fixos no dele.

–Isso não lhe diz respeito Sasuke. Foi seca.

“Eu vejo o medo em seus olhos
Eu estou congelado preso no tempo
O que o amor faria?
O que amor faria?”

–Eu sabia...

–Seja lá o que você está pensando, não tem o direito de invadir minha casa no meio da noite e...

Foi interrompida.

–Dormiu com ele?

–O-o que?!

A cerejeira se assustou com a pergunta.

–Dormiu ou não dormiu com ele? Não acho que seja uma pergunta difícil de compreender!

–Está passando dos limites Uchiha. Ela disse.

“Olharia no meu rosto e me impediria de te machucar?
O que amor faria?
O que amor faria?”

–Eu aqui, todo apaixonado, fazendo de tudo por você e todo esse tempo era nele em quem pensava.

–Não tire conclusões sobre os meus sentimentos, você não sabe nada sobre eles.

–Sentimentos? Não sei sobre sentimentos... ele se aproximou mais a encarando no fundo dos olhos, Sakura recuou e caiu sentada no sofá.

“Eu me despedacei e caí no chão
Eu disse que não posso mais fazer isso
Quase perdi a única coisa que eu nunca poderia perder”

–O que eu sei é que você foi naquela maldita missão pra provar não sei o que, o que eu sei é que eu parei a minha vida enquanto esperava por você, que vi você acordar e me rejeitar e idiota como eu fui esperar novamente por você enquanto você ia e ...tinha um romance com aquele ruivo estúpido!

Ele atrapalhou mais os cabelos e andou para o canto nervoso.

“Me senti completamente desarmado
Despido até o coração, humilhado,comovido
É hora de começar a curar essas feridas”

Ela se levantou apressada e revidou.

–Não me julgue Sasuke! Não julgue as formas que busquei pra me curar de você! Não fui eu que criei isso!

Ele a encarou novamente

“Como faço para parti deste inferno?
É hora de começar a me perguntar
O que amor faria?
O que amor faria?”

–Pois eu deveria ter feito a mesma coisa.

–E não foi o que você fez? Se casando e tento filhos?

–Não, em nenhum momento eu me casei pensando em esquecer você, eu nunca nem tentei me curar porque sabia que era inútil.

Ele então se aproximou dela novamente um pouco mais calmo.

“Se estivesse aqui nessa sala em pé entre mim e você?
O que amor faria?
O que amor faria?”

–Por que fez isso comigo? Porque me deu esperanças se é ele quem você quer? Quando você foi embora partiu meu coração e agora que voltou está partindo de novo.

Sakura sentiu sua garganta se apertando, ia chorar.

–Mesmo se eu partir seu coração mil vezes não chegará aos pés da quantidade de vezes em que você partiu o meu.

”Olharia no meu rosto e me impediria de te machucar?
Isso é o que o amor faria”

–Parece que estamos quites então.

Ela engoliu as lágrimas com todo o esforço e empinando o corpo para ficar com o olhar mais próximo ao dele, respondeu.

–Depois de todo o tempo que eu te amei, de tudo o que fiz por você...nunca vamos estar quites.

“É hora de sair do escuro
E caminhar para a luz
Quando o medo tenta nos separar
nós estamos divididos entre dois lados”

–Pois bem, está livre para abrir as pernas pro Kazekage sem se importar comigo, se é que se importou alguma vez, apesar de eu ter certeza que não.

“O que amor faria?
O que amor faria?
Olharia no meu rosto e me impediria de te machucar”

O tapa foi certeiro.

–Saia daqui!

A marca vermelha cintilava no rosto do Uchiha. Então ele virou a face pra ela.

–Com todo o prazer.

E saiu, passou pela porta com toda velocidade.

“O que amor faria?
O que amor faria?
Se estivesse aqui nessa sala em pé entre mim e você?”

–Eu te odeio. Ela sussurrou com as lágrimas começando a descer pelo rosto.

Caminhou até a porta e gritou.

–EU TE ODEIO!

“O que amor faria?
O que amor faria?”

Bateu-a com tanta força que as dobradiças tremeram.

–Te odeio... Disse fechando os olhos e encostando as costas na parede.

Não sabia que podia sentir uma dor tão forte como aquela depois de tudo.

Pensava que já era imune.

“Olharia no meu rosto e me impediria de te machucar
Isso é o que o amor faria”

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Nem soube como chegou até em casa. Estava ofegante e tinha vontade de gritar, de xingar todas as ofensas do mundo.

Como ela pode?

Sentia as mãos tremerem de tanta raiva.

Subiu as escadas até o banheiro em seu quarto. Abriu a torneira e as molhou, ergueu o olhar para o espelho.

Viu duas lágrimas descendo por seu rosto.

–Não chore, idiota. O socou. Os cacos de vidro caíram sobre a pia e pelo chão, alguns entraram em seu punho. Sentiu arder.

Ignorou e fechou a torneira indo até o quarto.

Olhou para a cama e para sua mão levemente ensanguentada.

Sentia não ter controle sobre suas emoções, coisa que sempre soube fazer muito bem.

Era ela, tudo culpa dela.

–Maldita...

Disse pra si mesmo.

CONTINUA...

Notas finais
musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=lkQWEgHfdrw beijossss