Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
28 Crepúsculo
Notas iniciais
Gente, o título não foi inspirado em filme ou livro não, tá? É crepúsculo, o fenômeno natural kk
Espero que gostem *-----------------------*
A víbora assistia, confusa e surpresa. Estava boquiaberta e por um momento quase se esqueceu da batalha, Tyson a golpeou com um tridente, ela guinchou. Voltou-se para Percy novamente e gaguejou:
— V-você...— Filho do deus do mar, bitch... — disse Percy, e trocou um sorrisinho sarcástico com Poseidon. A onda desmanchou-se no solo. Percy andou até nós e sorriu. — Tudo bem por aqui? — então olhou de relance para Phoebe, depois voltou-se para Thalia.— B-Be... — ela não ia conseguir dizer, já sentia que mais lágrimas desceriam por seu rosto. Então puxei Percy para um canto e lhe disse:— Bella morreu... — ele arregalou os olhos, levemente. Nós nem conhecemos a garota direito, mas Thalia e Phoebe sim.Voltei a batalha. Os ciclopes eram uma ajuda entanto, podiam matar vários monstros apenas pisoteando-os. Poseidon e Percy preparam um tsunami contra Equídna. Um furacão foi formado, rodando Equídna até que ela caiu, eu, Percy e Thalia corremos (ou cambaleamos, mais definitivamente) até uma distância não tão segura do rosto da víbora. Nos lançamos em seu pescoço ao mesmo tempo, enterrando nossas armas em suas artérias (se ela tiver alguma, claro). Ela gritou, nós caímos no chão com força. Meu tímpanos pareciam estourados, Thalia esfregava as mãos nos ouvidos, Percy esfregava a testa. Nos levantamos e corremos ao perceber que a víbora se levantava. Para minha surpresa, Percy nos puxou, Annabeth também, para um canto.— Temos de ir para o templo — disse ele, olhando por sobre o ombro com nervosismo.— Mas... — começou Thalia.— Eu e Annabeth... eu... — ele franziu a testa e seus olhos trasnspareciam dor e medo.— Está bem... mas precisam da companhia de alguns deuses... — disse Thalia.— Mas eles... — eu estava prestes a dizer: Como vão tirar eles da batalha? Thalia pôs um dedo em meus lábios, quase suspirei, apesar de ser idiotice.— Hermes — ela disse. — Vão! Invoquem Hermes quando estiverem em uma distância segura, levem a sra. O'Leary. — Ela disse, abraçou os dois, com um olhar sofrido, Annabeth me abraçou, acenei para Percy e eles montaram na sra. O'Leary e partiram, escondidos.Thalia me olhou, apertou minha mão na sua e me beijou. Um beijo urgente e rápido, mas ainda fiquei parado, perplexo. Ela me deu um tapinha de leve no rosto.— Ela vai tentar pegar um de nós, já que Percy foi embora. — eu disse, preocupado.— Eu vou — Thalia disse, a voz sem vida.— Não — eu disse.— Eu vou. — disse ela um pouco mais urgente.— Não vai. — eu disse, no mesmo nível.— Eu vou sim! Tenho que continuar Nico... a ideia foi minha, vocês não tem que sofrer por isso.— Não! — cortei, a voz mais alta desta vez.— Eu preciso ir! — gritou ela, parando na minha frente. Já estávamos gritando um com o outro no meio de uma batalha. Segurei seus braços com força, ela se inclinou, esperando que eu dissesse algo.— Thalia, eu...Então ela me beijou, um beijo apaixonado, intenso, urgente e longo. Minhas mãos escorregaram para sua cintura, ela colocou os braços ao redor de meu pescoço, uma mão em minha nuca, me puxando para mais perto. Relampejava mais alto e próximo de nós. A prensei contra uma árvore, então ficamos sem ar e tivemos que parar. Encostamos nossas testas, sua respiração quente me deixava tonto, nós ofegavamos.— Agora é que não te deixo ir mesmo! — eu disse. Ela uniu as sombrancelhas e fez bico, eu a dei um selinho longo demais. — Se você for, vamos os dois. — Ela não disse nada, me olhou, um olhar que eu não conhecia, mas gostei.Voltamos para a batalha, mas assim que ia brandir minha espada um tremor muito forte percorreu o chão, fazendo várias rachaduras, então perdi a consciência.POV. THALIAEu dera as instruções a Percy e Annabeth, eles montaram na sra. O'Leary e partiram no bosque. Olhei para Nico, apertei sua mão e o beijei, urgente e rapidamente, afastei-me um pouco, ele ficou parado, me olhando, perplexo, lhe dei um tapinha no rosto, de leve.— Ela vai tentar pegar um de nós, já que Percy foi embora. — ele disse, preocupado.— Eu vou — eu disse, minha voz saira ridiculamente morta.— Não — ele disse.— Eu vou. — disse eu, mais alto e forte.— Não vai. — ele disse, no mesmo nível.— Eu vou sim! Tenho que continuar Nico... a ideia foi minha, vocês não tem que sofrer por isso.— Não! — exclamou ele.— Eu preciso ir! — gritei, parando em sua frente. Ele segurou meus braços, com força, insistente, assim como eu era.— Thalia, eu...Então eu o beijei, urgentemente, um beijo mais longo. Suas mãos ecorregaram para minha cintura, passei os braços em volta de seu pescoço, puxando-o para mais perto, minha mão acariciando sua nuca. Ele me prensou contra uma árvore, me beijando ainda mais feroz. Relampejava mais alto e próximo de nós agora. Encostamos nossas testas, seus olhos me faziam querer fazer qualquer coisa por ele.— Agora é que não te deixo ir mesmo! — ele disse. Fiz bico, garoto insistente, agora eu via como eu era. Ele me deu um selinho longo, me pegando de surpresa. — Se você for, vamos os dois. — não respondi, a ideia era mais aceitável, não tanto, mas era um pouco.
Voltamos para a batalha, eu ia pegar minha lança, quando sentimos um tremor muito forte, abrindo rachaduras no solo, então Nico caiu, inconsciente. Eu gritei, debrucei-me sobre ele. Phoebe aproximou-se correndo, outras caçadoras vinham também, Tyson perdeu o foco na luta e correu até nós. Nico se contorcia, ivoluntáriamente, seu rosto estava pálido, as olheiras e os lábios arroxeados. Ele tremia e fazia movimentos estranhos. As garotas gritavam, assustadas. Tyson estava de olhos... ou melhor, olho arregalado, havia voltado a seu tamanho normal... ou tamanho menor. Eu estava em cima de Nico, abaixei a cabeça em seu peito. Ele tremia muito, então ele gritou, esfregando os pulsos na cabeça, o rosto vermelho, muito vermelho. Saí de cima dele. Sua boca e o nariz sangravam, eu estava desesperada, quase a ponto de pegar minha lança e ferir a mim mesma. O chão tremia muito, derrubando árvores e o restante. — Temos que correr, vamos Thalia! — disse Mona.— Não vou sem ele. — eu gritei. Elas reviraram os olhos. Tyson carregou Nico, e nós corríamos muito, todas as caçadoras reunidas conosco. Nico ainda convulsionava, os olhos reviravam-se e ele respirava rápido e com dificuldade, seus lábios estavam ensanguentados, o rosto vermelho. Já disse que tinha vontade de pegar minha lança e ferir a mim mesma? Sim? Estou repetindo então, porque essa era mesmo a minha vontade. Havia uma rachadura enorme no solo, e era muito profunda.— Temos que pular — disse Helena, já me olhando em alerta. Ah, deuses, eu odeio altura. Será que eu poderia fazer aquele negócio de controlar os ventos em mim? Mas eu nem sabia se fora eu mesma, deletei a ideia, poderia acabar em merda. Ela bufou e revirou os olhos. — Eu vou primeiro, eu seguro você do outro lado. Reuni o máximo de coragem que podia naquela hora, e me atirei. Helena, como havia dito, me segurou. Tyson só precisou dar um passo. Continuamos a correr enquanto o chão tremia e os deuses lutavam com a víbora. Estávamos num dilema, praia na esquerda, praia na direita e cascata a frente. — E agora? Vamos pular ou sair voando por aí? — perguntei, tentando ser irônica, mas isso me deu um frio na barriga imenso, e eu não tinha mais nem uma gotinha de humor.Então cinco figuras aladas apareceram, estreitei os olhos e pude ver melhor quando se aproximaram. Pégasos. Blackjack pousou em minha frente, os outros de seu lado. A rachadura já estava perto de nós. Montei em Blackjack, com Phoebe e Mona atrás, Tyson foi em um branco com Nico, as outras se dividiram entre os três pégasos e fomos em paz... elas foram em paz. Já mencionei que tenho pavor de altura? Pois é, a filha do céu tem medo de altura, ironia, não? Eu estava quase morrendo ali, decidi me concentrar na crina de Blackjack e não olhar para baixo, enquanto entrançava sua crina, me perguntava aonde iriam nos levar.Eles pousaram em algum lugar que não reconheci, outra ilha, mas esta era bem minúscula mesmo. Nico ainda convulsionava, gemia e gritava, os olhos vermelhos, movimentava-se bruscamente, tremia muito, coloquei a mão sobre seu coração, a pulsação estava forte e acelerada. Hayley, uma garota morena, de pele clara e cabelos marrom, colocou um pouco de ambrosia em suas mãos, o coloquei nos lábios ensanguentados de Nico. Depois de o que pareceu uns dois minutos, ele parecia melhor, conseguiu falar:— O-o que...— Shhh... — eu disse.Então ouvimos um som muito alto, de uma explosão ou algo se quebrando. Nico começou a gritar de novo, mas desta vez ele parecia pior, então desmaiou, de novo... ou pelo menos eu esperava que fosse só isso. Meu coração falhou. — Nico! Nico! — eu berrava, senti o gosto das lágrimas que desciam por meu rosto. Meu rosto estava quente. Continuei berrando e sacudindo o corpo imóvel de Nico, as lágrimas desciam mais vorazmente do que antes, meu coração me ensurdecia, gritei para o céu, suplicante. As outras garotas choravam também, inevitávelmente, até Tyson.Uma forma masculina aproximou-se, era Apolo. Caminhou até nós em silêncio, e se abaixou ao lado de Nico. Colocou dois dedos em uma veia no pescoço de Nico.— O Grande Mal. — sussurrou ele.— O quê? — perguntou Phoebe.— É esse o nome que os mortais dão para convulsões grandes, mas esta aqui, é maior do que qualquer outra. O garoto ainda está morrendo, mas posso fazer algumas coisinhas.Tive vontade de chutar Apolo, não era nada típico, mas ele era o deus da cura, ele podia fazer milagres! E que comessasse agora!Ele envolveu a cabeça de Nico em suas mãos, e entoou algo em Grego Antigo. Nico acordou assim que Apolo parou.— Mas o que aconteceu? — perguntou ele, a voz rouca, mas mais firme do que antes. — Ah, deuses do Olimpo! Graças a Apolo! — exclamei, e era verdade. Apolo parecia bem menos humorado do que nunca, seu olhar estava distante, parecia ter jogado toda a sua alegria pelos ares. E o modo como ele e Artémis agiam perante o outro... o que estava acontecendo entre eles? Apolo sempre fora alegre, divertido e feliz, mas agora parecia forçar sorrisos. Por quê? Nico ainda parecia muito abatido, mas estava vivo. — É uma longa história. Temos que ir!Apolo voltou para Vancouver Island conosco. Nico parecia prestes a começar a gritar de novo, os deuses ainda lutavam com a víbora. Artémis estava pendurada em um ombro do monstro, segurando-se em uma lança. — Artémis! — gritei. Era grande a diferença de tamanho dos deuses para o monstro, se Artémis caísse dali, talvez não fosse bom. Ela lutava para subir no ombro da víbora, mas não conseguia, Apolo arregalou os olhos. Corremos para perto da víbora, Apolo atirava flechas em seus flancos. Os deuses lutavam muito, mas o dilema era que se eles a atingissem demais, Artémis cairía, e se ela os atingissem, da mesma forma Artémis cairía.Apolo escalou a víbora, segurando-se em uma flecha grande, achei que ele cairía, mas escalou perfeitamente bem. Perfurava a víbora com força, apoiando-se na flecha, subiu até o lado de Artémis, que estava prestes a cair, a segurou com um braço e subiu no ombro da víbora. Apolo invocou sua carruagem, Artémis a dela. Os dois rodeavam a cabeça de Equídna, disparando saraivadas de flechas especiais. Trabalhavam em sincronia, eram uma dupla imbatível. O céu próximo ao horizonte tomava uma cor gradiente, entre o azul do dia e o escuro da noite. Era um crepúsculo, o encontro do Sol e da Lua.
Notas finais
Espero que tenham gostado! Mandem reviews :3
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