Notas iniciais
Opa, sejam bem-vindos a minha primeira fic de Percy Jackson nesse site Digo nesse site pq tbm estou postando no Wattpad e Spirit Vcs verão q oq pretendo provavelmente foge dos padrões de algumas fics de PJO, mas garanto q vms nos divertir muito Boa leitura :)

O rumo do universo mudou com a decisão dos Primordiais.


Fora do universo, além do que até os Olimpianos conseguem ver, uma reunião cósmica acontecia.


Na sala da reunião, uma névoa escura rodeava o recinto. O teto abobadado era sustentado por colunas e pilastras escuras, com símbolos gregos e arcaicos cintilantes. Candelabros com chamas roxas iluminavam a sala. As janelas eram bloqueadas por finas grades, dando vista aos infinitos planetas e estrelas. O chão era feito da mais pura matéria escura. O teto era formado por constelações que constantemente mudavam.


No centro do salão, uma esfera flutuante de vinte centímetros pulsava. Sua cor roxa simbolizava o universo. Sua fraca iluminação era o estado do seu equilíbrio.


O trono de Caos, rei dos Primordiais, era o mais alto. Feito de pedras preciosas, seu brilho refletia o poder de seu dono. Ele ergueu a mão, iniciando a reunião.


— O que proponho é bem simples: vamos destruir o universo.


O silêncio seguido foi esmagador. Ninguém ousou levantar um dedo, surpresos com a fala de seu rei.


— Está piorando — Caos abriu a palma da mão; uma névoa mostrava imagens dos olimpianos. Zeus, Poseidon, Hera… — Há muito tempo, deixaram de se importar com o equilíbrio.


A imagem mudou. Mostrava mortais matando, roubando e realizando rituais por poder.


— Os mortais não têm sido exemplares. O universo geme com o erro de um único planeta. Vamos reiniciar a criação.


— Não é apenas o equilíbrio a ser afetado — disse Gaia, Primordial da Terra.


A grama cobria seu trono, como um manto. Raízes enfeitavam sua base. Flores entrelaçavam seu encosto.


— A terra chama por ajuda — disse Gaia. — Deuses e mortais matam a criação, deixaram de se importar com o que lhes foi confiado.


Nix, Primordial da Noite, apoiou o queixo em sua mão. Seu trono era negro como o céu noturno; pequenos pontos de luz piscavam em seu interior. Véus de fumaça circulavam seus pés.


— Zeus e Poseidon estão mais preocupados com poder e disputa de território. — Nix murmurou. — Os céus e os mares estão à beira da ruína.


— Eles geram dezenas de filhos e os entregam à própria sorte. – Afirmou Gaia. — Esse caos está reverberando no universo.


Érebo, Primordial da Escuridão, se reclinou.


A escuridão de seu trono era mais profunda do que a de Nix – como se fosse feito do próprio vácuo.


— Eu não acho que a destruição do universo seja necessária – posicionou-se Érebo.


— Concordo. — Disse Nix. — Podemos agir nas sombras, sem os deuses perceberem. Passo a passo, restaurar esse equilíbrio.


— Tempo é um luxo que o universo não possui. — Ressaltou Chronos.


O trono do Primordial do Tempo era peculiar; feito de pedra desgastada, com o som de um tique-taque constante.


— Os olimpianos interviram demais nos destinos dos mortais – afirmou Chronos. – Apolo amaldiçoou sua Sibila e prolongou sua vida mortal. Atena não permite Dédalo morrer. Tifão pode despertar, e nenhum deus tenta impedir.


— Muito desequilíbrio — lamentou Pontos.


A cor de seu trono era azul profundo, uma mini cachoeira deslizava em seu encosto, sem nunca molhar nada.


— Vocês entendem? — A voz de Caos ecoou. — Se continuarmos a permitir, entidades que deveriam continuar adormecidas podem acordar. Precisamos recomeçar a criação.


— Precisamos? — perguntou Hémera, Primordial do Dia.


Seu trono resplandecia, forjado com luz pura – ela não cegava, era acolhedora e reconfortante.


— Os deuses sempre destroem as ameaças que aparecem — comentou Hémera. — Se vamos destruir o universo, não agiríamos como eles? Isso é certo?


— Não se trata de agir como eles — disse Caos. — Mas de restaurar o que os deuses juraram proteger. E falharam. – Sua voz fez as colunas e pilastras vibrarem. Até as constelações escureceram.


Hémera se encolheu, mas não se calou:


— E se esse ciclo se reiniciar? Podemos resolver esse problema de outro jeito. Algo puro. Algo novo.


Éter, Primordial da Luz, suspirou. Seu trono era feito de pura claridade — impossível de tocar ou conter.


— Olhem… Eu observo os Olimpianos há milhares de anos. Poderíamos esperar mais mil anos para tentar se reajustarem, mas eu não alimentaria esperança.


— E o que você propõe? — perguntou Nix. — Destruir o universo? Aniquilar os deuses?


— Não aniquilar os deuses… — Murmurou Éter. — Apenas mantê-los sob controle. Os mortais não ficariam de fora.


— Como você sugere que façamos isso? — Indagou Gaia. — Não podemos intervir muito. Os Olimpianos ainda são guardiões da terra.


— Acho que estou entendendo. — Afirmou Tártaro, Primordial do Abismo.


Seu trono era feito de rocha negra lascada, fundida com correntes enferrujadas de cor vermelho-sangue.


— O mundo não deve cair. Precisamos de alguém que haja em nosso nome. Equilibre o sofrimento. Traga justiça à terra. Restaure a ordem. Coloque os Olimpianos na linha.


Hémera se inclinou.


— Isso é interessante. Mas, como Gaia disse… — Ela gesticulou. — Não podemos agir de maneira direta. Como faríamos isso?


— Precisamos de alguém além do destino — afirmou Ananke, Primordial do Destino.


Seu trono era feito de linhas douradas e prateadas entrelaçadas, indicando o frágil tecido do destino e das vidas mortais e divinas.


— O destino não pode ser alterado, mas podemos criar algo além dele — Ananke encarou Éter. — Entendo o que quer dizer. Precisamos criar um ser que haja por nós. Ele terá mais liberdade para intervir. Tanto com mortais, tanto com deuses.


— Um justiceiro… — Ponderou Tártaro. — Gosto dessa ideia. Ele trará justiça e ordem ao caos que os Olimpianos e mortais causaram. Ele pode castigar em nosso nome. Aqueles seres inferiores aprenderão a respeitar o equilíbrio cósmico.


— É a nossa melhor opção — disse Urano, Primordial do Céu.


Seu trono era feito de nuvens, mas um riacho corria ao redor de sua base.


— Meu voto é criarmos uma espécie de representante dos Primordiais.


— Ele agiria em nosso nome — comentou Pontos. — Ele não teria limite ou restrição.


Hémera encolheu os ombros.


— Não sei se concordo com essa ideia. Ele pode se corromper.


— A escuridão cresce por descuido dos Olimpianos — ressaltou Nix. — Não por minha vontade. Meu voto é para o criarmos.


— Vamos mantê-lo sob nosso controle — propôs Ananke. — Ensiná-lo tudo o que precisa saber.


— Um Justiceiro dos Primordiais — falou Chronos — Ele estaria além dos deuses, mas abaixo de nós.


— Sob nosso controle! — alegrou-se Táraro.


— Ele terá poder para restaurar a ordem na terra! — animou-se Gaia.


Todos se voltaram para Caos, que até então se manteve em silêncio.


— Não podemos esperar muito — disse Caos. — Alguém que equilibre a destruição pode ser a resposta.


— Pode ser perigoso — opinou Éter. — Poder demais… pode corromper. Nós vimos isso acontecer com os Olimpianos. Mas…


— Apenas se permitíssemos — disse Chronos. — Ele se corromperia se fugisse do nosso controle.


— O que não acontecerá — falou Nix. — Vamos ensiná-lo tudo o que sabemos. A importância do equilíbrio cósmico. A necessidade de justiça.


Caos tomou uma decisão. Os Primordiais precisavam manter a harmonia cósmica, mesmo que significasse destruição total. Mas uma alternativa mais interessante lhe apareceu. O universo gemia, não apenas pelo erro dos deuses e mortais.


— Que ele seja forjado — decretou Caos. — Nem homem, nem deus. Um justiceiro… o filho do equilíbrio. Vamos criá-lo, cada um, com um pouco de nossa essência.


Os Primordiais levantaram a mão direita, como se fosse um gesto solene. Hémera suspirou, mas se juntou aos seus irmãos. No centro do salão, o vazio se retorceu, como se o tecido do universo estivesse em colapso.


Nix lhe deu o poder da noite, para que controlasse as sombras e caminhasse nelas sem ser visto. Érebo lhe entregou a escuridão interior, a força para resistir mesmo quando a luz se apaga. Gaia soprou a vida em seus pulmões, deixando a ligação com a natureza. Hémera assoprou a luz em sua essência, mais como um lembrete de que ele nunca estaria sozinho. Éter lhe concedeu o controle da luz, além da pureza celestial, para equilibrar sua escuridão interna.


Pontos lhe deu o poder dos mares profundos. Chronos lhe deu o tempo como uma arma — para que caminhasse entre instantes, semelhante ao teleporte. Tártaro forjou seu espírito de forma implacável e bruta, para que sua justiça fosse severa e impiedosa. Ananke costurou seu destino de forma que fosse seu propósito — ele nasceria para a missão.


Caos sussurrou equilíbrio em sua alma.


Quando os elementos se equilibraram, o vazio se abriu. Uma silhueta humana se formou. Nix foi a primeira a envolvê-lo em seu manto negro.


Ele tomou a forma de um garoto de dezesseis anos. Seu cabelo era desgrenhado. Seus olhos carregavam a sabedoria e poder primordial — além dos deuses. Ele não chorou. Ele não gritou. Apenas olhou para os Primordiais a sua volta e se ajoelhou, como se reconhecesse seus criadores.

— Justiceiro dos Primordiais. — Intitulou Ananke.


— Herdeiro do universo. — Afirmou Chronos.


— Semelhança dos Primordiais. — Disse Nix.


Caos se levantou e encarou sua criação.


— Por meio de você, a ordem será restaurada. A justiça feita. E deuses e mortais devidamente punidos. — Caos abriu os braços. — Seja bem-vindo, Justiceiro dos Primordiais.


Por ser o rei, Caos tinha a habilidade de ocultar seus pensamentos de seus filhos e irmãos. Ele encarou sua mais nova criação. Milhares de possibilidades, um único papel a desempenhar.


Você será minha peça principal.




























Notas finais
E assim começa a trajetória de Percy Jackson. Não um semideus. Tampouco um homem ou um deus. Um justiceiro moldado pelos deuses primordiais Sejam bem-vindos a Percy Jackson: O Justiceiro dos Primordiais