Percy Jackson E Os Jogos Vorazes

30 Passo pela tempestade de fogo


Notas iniciais
Hoi peoples lindjas! Desculpa a demorinha, mais um DSN (dia sem net). Mas nesse meio tempo eu terminei mais um livro de "A grande jornada pell espera de The House of Hades (o livro 4 de HdO)". Eu li Divergente de Veronica Roth, mais uma troll pro meu time de "tios" T-T
Anyway, enjoy!

Pov. Percy

Se eu dormi três horas foi muito. Motivos? Pesadelos.

Eu estava em um campo de batalha, ao meu redor crianças e adolescentes lutavam contra monstros e contra elas mesmas. Os grupos se dividiam em crianças de camisetas laranjas e roxas. Por algum motivo eu sabia que aquela era a guerra que a náiade Amira me falou. Semideuses gregos e romanos. Em uma parte afastada do campo, uma forma surgiu na terra. A areia se modelou até mostrar o rosto de uma mulher adormecida. Ninguém parecia percebê-la a não ser eu. Ela falou na minha mente:

--Está vendo, semideus? É isso que irá acontecer. E nada poderá mudar o que já está previsto.

Eu me sentia como se estivesse com um tanque de guerra nas minhas costas. Murmurei com a voz trêmula:

--Você é Gaia.

--Sim. E logo eu estarei acordada. Romanos e gregos entrarão em guerra. E você não poderá fazer nada.

Tentei reunir toda a minha coragem para dar uma resposta:

--O futuro será outro. Os planos de Hera darão certo dessa vez. E você voltará a dormir, como se nada tivesse acontecido.

Seus lábios se curvaram levemente, como se ela estivesse sorrindo.

--Muito bem. Vamos dizer que você tenha êxito no seu teste. O que irá fazer com a abençoada de Ártemis?

Congelei. Eu não sabia se Kat realmente tinha a benção da deusa da caça, mas eu sabia que se tratava dela.

--O que tem a Katniss?

--Você acha realmente que ela sairá ilesa disso tudo, se você completar a missão? Garoto tolo. Deixe eu te mostrar o destino que a menina aguarda.

A cena muda. Eu vejo Katniss em uma entrevista com Caesar Flickerman, mas ela usava um vestido de noiva. Ela não parecia feliz, muito pelo contrário. Vejo ela na Arena, só que esta é diferente. E por último vejo ela observando uma barreira de crianças em frente a uma grande casa, Prim está lá. Segundos depois tudo explode.

Eu volto a observar a face adormecida de Gaia.

--Não vê? Os planos de Hera podem dar certo, mas alguém tem que pagar por eles. Suas escolhas mudarão a vida daquela jovem. O que escolhe: salvar o mundo ou salvar a mente frágil de uma pobre mortal?

Tudo começou a girar e eu acordei ofegante. Não havia campo de batalha; não havia semideuses lutando e muito menos o rosto da deusa na terra. Só havia um garoto assustado, sozinho na margem de um riacho, sendo iluminado pela fraca luz da lua. A noite era tão fria que uma fina camada de gelo cobria o chão.

Controlei a minha respiração e pensei sobre o que eu vi. Minhas ações iriam interferir na vida de Katniss. Mas como? Será que ela quis dizer sobre a farsa do namoro? Muito provavelmente. Droga! Eu não me perdoaria se algo acontecesse com ela. Kat se tornou tão importante pra mim quanto Annabeth. Eu tinha de protegê-la, mas ainda assim ganhar os Jogos, senão Panem será criada do mesmo jeito.

Depois de ficar um pouco mais calmo tentei voltar a dormir. Sem sucesso, a cada vez que eu fechava os olhos via o rosto de Gaia, porém via ela acordada. Isso sem dúvida era assustador.

Em desistência, organizei as minhas coisas para poder sair dali. Não era a melhor escolha caminhar a noite, mas eu não poderia fazer muita coisa. Verifiquei a água na garrafa e as armadilhas de ontem mais cedo. Como eu disse, eu sou péssimo nisso, não consegui nada.

Decidi seguir o curso do riacho para ver onde que ele dava. No caminho bebi um pouco de água e me permiti comer uma das maçãs. Observar as estrelas me dava algo para me concentrar além dos ruídos ao meu redor. Vi a constelação de Zöe, Hércules, Órion e outras personalidades da antiga Grécia. Prestei atenção um pouco mais nas árvores ao meu redor, para saber se havia sinais de Katniss.

Uma hora andando, nada mudou na paisagem, apenas um leve aumento no volume do riacho. Bem quando eu resolvo parar para descansar, surge a luz no céu. Pareciam fogos de artifício, só que ao invés de muitas luzes pequenas, estas eram poucas luzes grandes. Bastou uma cair a 1,5 metros de distância de mim para eu entender o grau de destruição que as bolas de fogo proporcionavam. Rapidamente coloquei a mochila nas minhas costas e comecei a correr.

Um zumbido e logo depois a explosão que resultava em uma cratera de 40 cm de diâmetro no chão, era isso o que sinalizava a tempestade de fogo acima da minha cabeça. Meu trabalho era difícil, eu tinha que correr, enxergar o caminho com fumaça e desviar das bolas de fogo que caíam. Em determinado tempo eu tropecei e caí no chão, o que rendeu em um dos globos fumegantes passar de raspão no meu braço esquerdo. A manga da jaqueta estava em chamas. Com um movimento eu cortei a parte em combustão com a faca, me deixando livre novamente. A dor era quase insuportável, meu braço parecia que estava sendo frito em olho quente. Mas eu não tinha tempo para me preocupar com machucados agora, senão gastaria mais tempo recolhendo os pedaços da minha cabeça. Com um pouco mais de esforço, consegui me levantar. Bem a tempo, já que milésimos depois o luar onde eu estava foi atingido. Minha corrida estava ficando lenta. Eu começava a ficar zonzo por causa da fumaça, que ameaçava me asfixiar a qualquer momento. Eu não via mais para onde eu estava indo, só enxergava fogo e cinzas. Uma hora eu pisei em falso numa vala, e caí batendo a cabeça em uma pedra. Não consegui aguentar as duas dores e desmaiei.

Não sei quanto tempo fiquei desacordado, mas ao abrir os olhos vi que minha visão estava manchada de vermelho. Passei a mão pelos meus olhos e constatei: sangue, a maior parte seco. Foi então que senti a dor latejante na minha testa e me lembrei que havia batido a cabeça e que havia me queimado no incêndio. Ai! Eu não deveria ter me lembrado daquilo. Seria menos doloroso. Eu me permito olhar para o meu braço para ver o estrago. Me controlei para não desmaiar novamente ali mesmo. Em uma área de 22 cm começando pelo meu ombro, minha pele está acabada. Só se pode ver a carne, coberta de bolhas. Depois avalio o machucado na minha cabeça. Um corte diagonal de 8 cm mais ou menos atravessava o lado direito da minha cabeça. Olho ao redor, a pedra em que eu bati ainda estava manchada com sangue.

Peguei a garrafa e a caixa de primeiro socorros e comecei o trabalho. A água só curou alguns arranhões, para a queimadura e o corte eu precisaria de coisa melhor. Desinfetei o corte e fiz um curativo com a bandagem e o algodão, resolveu a parte do sangramento. Eu não sabia se era recomendado enfaixar uma queimadura, cada movimento que eu fazia mandava ondas de dor por todo o meu corpo, resolvi apenas aplicar a água.

Observo o céu, pela posição do sol deve ser cerca de 15h. Me levanto devagar, torcendo para que minhas pernas não fiquem bambas, e começo a andar.

No caminho me alimento e avalio o ambiente em que estou. Não havia mais o riacho. Só árvores e rochas grandes.

Uma hora andando e eu encontro um lago. Minha felicidade é tão grande que eu tenho que ms controlar para não gritar e pular nele de uma vez. Escondo meus suprimentos nas folhas e mergulho. Não me sentia tão bem assim faz muito tempo. Eu sabia que eu podia respirar em baixo d'água, mas ainda hesitei por um momento. A água em abundância ajudou com a queimadura, mas eu ainda podia sentir a dor forte em meu braço. Voltei para a superfície e olhei ao redor. Tudo estava normal, exceto por uma forma de tamanho humano no outro lado na margem no lago. Me aproximei cuidadosamente, para saber quem era. Mais perto podia perceber que era uma garota, obviamente estava dormindo. Quando estava a um metro eu reconheço a trança, a franja desajeitada caindo pelos olhos e o broche de tordo preso na roupa. Katniss! Eu só estaria mais feliz se algum deus aparecesse e dissesse "Ei, garoto. Adivinha? Você não é mais meio-sangue".

Não pude evitar sorrir ao ver minha amiga ali, tão perto. Ela ficava linda quando dormia, parecia tão pacífica, mesmo com os arranhões em seu rosto. Fiz um inventário de todos os seus machucados. A cada corte eu ficava pior ainda. A queimadura em sua perna quase me fez chorar, era até pior que a minha. Retirei uma mecha de seus olhos e murmurei:

--Oh, Kat. Dói saber que você sofreu tanto...

Eu já ia acordá-la quando escutei o barulho de passos, e vozes. Praguejei em voz baixa quando percebi os Carreiristas chegando. Mexi no ombro de Katniss rapidamente e mergulhei de novo. Lá de baixo vi ela acordando e olhando ao redor confusa. Quando percebeu que eles estavam chegando perto, tratou de arrumar as coisas e correr para dentro da floresta, mas não muito longe, eu ainda podia vê-la. Ela subiu em uma árvore, com muito esforço, ao mesmo tempo em que os Carreiristas chegaram, formando um círculo ao redor de sua árvore. Eu saí um pouco da água, camuflado pela lama e plantas que boiavam na margem e ouvi a conversa que começara ali.

Katniss disse alegremente:

--Como vocês estão?

Cato respondeu:

--Muito bem. E você?

--Um pouco quente pro meu gosto, mas ainda assim confortável. Por que você não sobe?

--Acho que vou fazer isso mesmo.

--Use isso, Cato. Disse Glimmer oferecendo o arco e as flechas a ele. Vi os olhos de Kat brilharem ao ver as armas.

--Não, obrigado. Eu me dou muito melhor com a espada.

--Fique à vontade.- disse Cat sorrindo.

Ela é louca, eu murmurei pra mim mesmo. Mas é a minha louca preferida, pensei sorrindo.

Eu só observei enquanto Cato subia na árvore desajeitadamente e caía logo depois.

Glimmer tentou atirar uma flecha nela, e ficou claro que ela conseguia ter uma mira pior que a minha. Ouvi Clove bufar e dizer:

--Além de imcopetente, usa a flecha defeituosa.

--Cale a boca, Clove.

--Vem calar, Barbie.

E a discussão se instalava. Cato veio para apartar a briga:

--Meninas, sem briga. Vamos armar acampamento, não é como se ela fosse sair daí.

Eles se retiraram, indo para um ponto mais afastado. Vi Katniss arrumando suas coisas, se preparando para a noite. Tão perto. Eu estava tão perto. Minha única tentativa de achá-la e se foi. Não posso sair daqui agora, os Profissionais iriam perceber, e eu não estou em condição de lutar com todos. Só resta saber o que Cat irá fazer, e seguí-la de manhã.

Peguei meus suprimentos que estavam escondidos e fui para mais fundo no lago. Formei uma bolha de ar (eu não sabia se a mochila e o que tinha dentro iria ser afetado) e me preparei para dormir. Vi o selo da Capital, trêmulo por causa das ondas e adormeci.

Notas finais
É, por hoje é só pessoal!
Quem quer panqueca?
Até loguinho!