Percy Jackson E Os Jogos Vorazes
31 Ele me salvou, de novo
Notas iniciais
Oi oi oi! To de bom humor, então estou postando um capítulo!
Mas acho que ficou muito sem sal...
Mas acho que ficou muito sem sal...
Arrumei minhas coisas na forquilha da árvore, e vi a noite fria chegar. Na fraca luz das tochas dos Carreiristas, joguei um pouco de água em minhas queimaduras para amenizar a dor. Fiquei refletindo por alguns instantes. Enquanto estava dormindo, tive um sonho. Eu e Percy estávamos correndo por uma praia, felizes. O vento bagunçava nossos cabelos. Seus olhos pareciam brilhar mais que o normal. Ele andava comigo abraçado e beijava a minha testa de vez em quando. A visão era tão boa que eu duvidava que poderia ser real. Mas com Percy, qualquer coisa pode ser real. E então eu acordo com a nítida impressão de que ele empurrou o meu ombro, e, de certa forma, me salvou dos Carreiristas. Ele sempre me salva,...de alguma maneira. Fiquei observando as folhas a minha frente, até que miro um par de olhos me observando. Nem ao menos devem ser os olhos de um animal. É então que eu os reconheço, quem está na minha frente é Rue. Ela deve ter estado ali desde antes dos Carreiristas chegarem, é boa em se esconder. Sua mão sai por entre as folhagens e ela aponta pra cima, a alguns metros acima de onde estou. Uma forma cinzenta balançava devagar, presa no galho. Então eu me dou conta do que é: um ninho de vespas. Não, vespas não. Estas são teleguiadas. Mais umas das mutações criadas pelo Capitol na época da rebelião. Teleguiadas têm no mínimo o quádruplo do tamanho de vespas normais e seu veneno nos faz ter alucinações. Olho de novo para Rue porém ela já havia desaparecido. O que eu faria agora? Se um daqueles seres chegassem perto de mim, o veneno poderia me matar em segundos. Mas, também atingiria os Carreiristas. Se eu conseguisse uma forma de jogar o ninho lá embaixo....Eu poderia serrar o galho e derrubá-lo, mas isso poderia agitar as teleguiadas. Bom, irei morrer de qualquer forma. Subi alguns metros até estar bem perto do ninho. Os tracker jackers devem estar sedados pela fumaça do incêndio. O hino começa e eu inicio o meu trabalho com a faca. O esforço exige a força sobre a minha mão queimada. Cerro os dentes e continuou cortando. Quanto mais rápido eu fizer isso mais rápido poderei fugir. O hino acaba e eu paro de cerrar o galho, faltando ¾ para terminá-lo. Quando voltei para o saco de dormir, lá estava um pequeno pacote preso a um paraquedas prateado. Meu primeiro presente! Abro a embalagem rapidamente. É um pequeno pote com tampa. Ao abrí-lo sinto logo o cheiro de remédio. Deve ser para as queimaduras, eu penso. Passo uma camada em minha perna. Tenho que conter um suspiro, pois o efeito é quase milagroso. A dor de queimação passa, deixando uma leve sensação fria. --Obrigada, Haymitch. Eu murmuro para o nada. Meu mentor não me abandonou. Me aconcheguei no saco de domir e olhei para o céu. Ninguém morrera hoje, Percy está fora de perigo, pelo menos eu espero. E com esses pensamentos eu adormeço. -- Quando acordei o céu estava com um tom róseo claro. Os Carreiristas estavam dormindo. Organizei meus suprimentos e passei um pouco mais de pomada em meus machucados. O inchaço e a vermelhidão diminuíram consideravelmente. Peguei a faca, olhei para o amontoado de folhas e sussurrei baixo: --Rue. Seus olhos aparecem rapidamente, sempre alertas. Ela aponta para as teleguiadas. Faço o movimento de serrar com a faca e ela assente. Logo posso ouvir o barulho das folhas se mexendo, e o mesmo som de novo só que mais longe, repetidamente. Não pude evitar dar um pequeno sorriso. Ela pula nas árvores, mereceria uma nota maior. Olhei para cima e subi até o ninho de vespas. Respirei fundo e vi o brilho dourado de uma teleguiada se remexendo lá dentro. Tenho que ser rápida, logo todas estarão aqui fora. Coloco a faca no talho feito na noite anterior e começo a serrar o galho e a pressionar para baixo. As bolhas na minha mão estouram e espumam por causa do remédio. Engulo a vontade de gemer de dor. As vespas zumbem agitadas dentro do ninho, sairão a qualquer momento. Uma dor aguda surge no meu calcanhar e eu sei que fui picada. Mais um pouco e a faca atravessa o galho. Jogo ele para longe e este bate em alguns galhos baixos antes de se espatifar no chão e libertar dezenas de teleguiadas furiosas. Desço até a minha mochila enquanto ouço os gritos de Glimmer, as mutações a pegaram. Deve ter recebido, no mínimo, dez picadas. Seu corpo está inchado e nele está preso o arco e as flechas. Pulo rapidamente da árvore com a visão levemente turva. Ouço o canhão, provavelmente para a garota do distrito 4. Logo um aerodeslizador irá chegar e levar o corpo, assim como o de Glimmer. Me esforço ao máximo para retirar o arco e o estojo de flechas do corpo. Quando o consigo minha visão está girando. Escuto o barulho de passos e preparo uma flecha, porém minhas mãos estão tremendo e eu estou enxergando quatro ou cinco flechas. Minhas pernas estão bambas e eu caio de joelhos no chão. É assim que eu irei morrer? Vencida pelo veneno de teleguiada com o arco e as flechas em minha posse? Acho que sim.
Estou caindo no chão desistindo quando algo segura os meus ombros, duas mãos fortes e acolhedoras. Uma delas me levanta, securando-me pela cintura. --Corra.- sua voz é como música para os meus ouvidos. Olho para cima para ver o rosto da pessoa. O veneno prega peças em minha mente. Ao meu redor vejo diversas luzes que giram e mudam de cor, a minha frente está ele. Meu garoto de olhos verdes. Meu namorado temporário. Percy. --Percy... --Fuja, Kat.- ele disse me mirando. A loucura toma conta da minha mente, mas ainda consigo discenir certas coisas. --Não! Não posso te deixar. Os Carreiristas irão matá-lo. Cato irá matá-lo. --Não posso deixar que te machuquem. Você pode adentrar na floresta. Encontre Rue, talvez eu consiga achar vocês depois. Fuja agora! Fiquei com tanta raiva. Como ele podia dizer algo como aquilo? Contra a minha vontade me virei para a floresta. Já começara a andar quando ele puxou o meu braço. --O que há agora? --Não posso morrer sem fazer uma coisa antes. --O qu...- não pude continuar a pergunta, porque ele me beijou. É exatamente isso que você acabou de ler. Perseus Jackson acaba de me beijar, na boca! Ele me olhou nos olhos e falou com um pequeno sorriso: --Senti saudades, Catnip. Agora vá! Fiquei parada no lugar tentando me lembrar de quem era, mas bastou a visão de Cato chegando para eu recuperar a memória. Me virei para a floresta e comecei a correr aos tropeços. Minha visão estava turva e as coisas mudavam de cor ao meu redor. Borboletas cresciam e explodiam em milhares de estrelas. As árvores ficavam mais altas que o normal, me prendendo. Formigas saíam dos meus machucados, consumindo o meu corpo. Em meus últimos passos caí dentro de uma vala que borbulhava com um líquido laranja desconhecido. Percy me beijou, e me salvou. Como eu disse, ele sempre me salva. E com esse último pensamento, eu apago.
Notas finais
Como eu disse, ficou muuuuuito sem sal. Kkkkkkkk
Quem quer beijinho? XD
Bjux!
Quem quer beijinho? XD
Bjux!
Fale com o autor