Louise tamborilava os dedos na carteira, ansiosa. Queria logo ir embora da escola, chegar em casa e relaxar, assistindo sua série favorita.

A professora Helen, por outro lado, tinha outros objetivos, falando e falando sem parar. Ao final da aula, como se não bastasse, passou aos alunos um dever exaustivo para a próxima semana. Tocou o sinal.

Louis levantou-se e começou a arrumar suas coisas quando Naomi, sua melhor amiga, a cutucou no braço.

—Ei… parece que Maya estava te encarando a aula toda! — ela sorriu, com seus dois dentes da frente ligeiramente separados. Louise corou.

—Estava nada… — Continuou a guardar os livros na mochila.

—Não seja boba Lou, ela está te dando mole! Vamos lá, não era você que era apaixonadinha nela desde o primeiro ano?

Louise desviou o olhar para a garota que saía da sala. Tinha longos e lisos cabelos escuros, pele morena e olhos indianos ligeiramente puxados clássicos. Antes de sair pela porta, ela virou-se para Louise e piscou um dos olhos.

—Ah meu deus. — Louise ofegou.

—Viu! Eu te disse! — Naomi riu, dando um tapinha no braço da amiga.

—Mas mesmo que ela esteja… — Louise terminou de guardar suas coisas e colocou a mochila nos ombros. — Não tenho oportunidade de falar com ela…

—Bem… — Naomi colocou um dedo no queixo, pensativa. — Boatos que vai ter uma festa sexta feira. Da galera do último ano. Podíamos ir, acho que ela vai.

—Do ultimo ano? — Louise riu. — Naomi… Somos pirralhas pra eles, caso não tenha percebido.

—Bem, na minha opinião, não custa nada tentar. — Naomi deu de ombros, sacudindo seus cachos loiros. — Olhe, seu pai já está te esperando.

—Até mais! — Louise acenou e correu em direção ao carro que tinha parado no estacionamento em frente a escola. Abriu a porta e entrou, sentando-se no banco da frente.

—E aí garota? — Percy sorriu. Ligou o som e uma música indie começou a tocar, gênero favorito de Louise. — Como foi hoje?

—Tudo tranquilo… Pai, posso te perguntar uma coisa? — Ele assentiu. — Posso ir a uma festa sábado?

Percy desviou os olhos da estrada em direção a ela.

—Uma festa? Pensei que você não gostasse de festas. — Louise olhou para as mãos no colo. — Espere… isso tem a ver com aquela garota? A Inca?

—Maya!

—Oh, desculpe. — Percy riu. — Mas tem a ver, então?

Louise assentiu, tímida.

—Ela ainda não percebeu a garota incrível que você é? — Percy revirou os olhos. — Que menina boba…

—Na verdade, ainda não tivemos chances de conversar, pai. Essa festa seria essa chance. — Ela o olhou, suplicante.

—Bem, bem. Por mim está autorizada. Agora falta sua mãe.

—YES! — Louise socou o ar. Annabeth quase sempre autorizava tudo.

* * *

A música soava alta e repetitiva. A casa estava iluminada com luzes verdes, e por todos os lados, casais se agarrando e adolescentes desmaiados de álcool.

Louise tinha perdido Naomi. Dera várias voltas ao redor da festa procurando-a, mas nada. Estava preocupada, pois sua amiga era o tipo de pessoa que faria qualquer coisa para a aprovação alheia.

Estava se sentindo profundamente deslocada naquele lugar. Não estava bebendo – embora dezenas de rapazes tivessem oferecido bebidas suspeitas à ela- e nem procurando alguém para beijar. Maya não tinha vindo afinal, e Louise a invejava por isso.

—Droga, Naomi… — Murmurou pra si mesma. Ajeitou os cabelos pretos atrás da orelha e tentou subir as escadas, para procurá-la nos quartos do segundo andar, mas um rapaz estendeu o braço à sua frente, impedindo-a de passar.

—Não sobe sem um par. — Ele parecia bêbado demais até pra falar as palavras sem se enrolar. — Se precisar de um estou aqui.

—Cala a boca seu babaca. — Louise empurrou-o, derrubando-o. Era uma garota forte, devido aos anos de krav magá que fizera.

O rapaz ficou abandonado no chão gritando que ela era a mulher maravilha enquanto ela subia as escadas. Ia abrir a porta do primeiro quarto mas ouviu gemidos, e achou melhor poupar sua cabeça de imagens impossíves de desver.

Encaminhou-se para o segundo quarto, cuja porta estava aberta, e Naomi estava ali.

Com uma galera muito estranha.

—Louise! Achei você! — Naomi veio correndo em sua direção. Ela parecia muito alterada e Louise viu que suas pupilas estavam extremamente pequenas.

Ao olhar ao fundo, no quarto, viu uma mesa de vidro. Em cima da mesa, linhas brancas de pó desapareciam rapidamente no nariz de mais outros 3 adolescentes.

—Naomi… — Louise murmurou, chocada. — o que você fez?

—Não é tão ruim quanto parece, Lou! Sério! — ela agarrou Louise pelos ombros.

—Ela está certa. — Uma mulher alta, de cabelos longos e negros saiu das sombras do quarto. Caminhou até elas em um andar sensual.

Segurou o queixou de Louise com uma mão, aproximando seu rosto suficientemente para ela sentir seu hálito de cigarros.

—Ha, que anjinho. — Ela sorriu maliciosamente, fazendo Louise corar. — Qual é seu nome, querida?

—Hã… Louise. — Ela respondeu, sem jeito.

—Que gracinha! — A mulher se afastou e acendeu um cigarro. Baforou a fumaça no rosto de Louise, fazendo-a tossir. — Meu nome é Reyna.

Notas finais
Primeiramente boa noite. Segundamente: DESCULPEM POR TER DESAPARECIDO POR UM ANO terceiramente: esclarecimentos: Louise tem uns 14/15 anos agora. caso não tenha ficado claro, ela curte mocinhas rs E TCHARAM, REYNA REAPARECEU o que será que acontecerá agora com essa turminha do barulho? beijos, e até o proximo (juro que nao sumo mais)