P.O.V. Elijah.

Estou tão nervoso. Ela já está em trabalho de parto á vinte minutos e esses vintes minutos parecem uma eternidade.

Quando a criança finalmente nasceu, eu fiquei tão feliz.

O Doutor Cullen desceu.

—E então?

—É uma menina. Ela cresceu, cresceu seis meses em seis segundos.

Ele me trouxe a criança.

—E Renesmee?

—Ela está se recuperando bem.

—Ainda bem.

Eu pude segurar a minha filhinha.

—Alguma ideia de nome maninho?

—Acho que devemos esperar a mãe se recuperar.

—E como devemos chamá-la até lá? Bebê de Rosemary?

—Rebekah!

—Foi mal.

Renesmee levou dois dias para recobrar as forças, mas quando ela o fez começamos a tentar escolher o nome.

—Giovana?

—Giovana é italiano. Não. Nada de nome italiano.

Depois de muito debate ficou decidido que o nome da menina seria Clarissa. E seu apelido era Clary.

Como numa série de livros que Renesmee gostava. Assim, o nome não era italiano e nem de nenhum membro da família.

Segundo Carslile o fenótipo de Clary era como o nosso. Ela tinha a aparência mais humana, entretanto sua pele era tão impenetrável quando a dos Cullen. E se ela fosse manifestar algum poder mágico, alguma magia de bruxa uma hora descobriríamos.

Mas a força física de Clarissa com certeza era a de um vampiro. Ela levantou o sofá com uma das mãos e pegou seu brinquedo com a outra.

No presente momento, a graça dela é jogar as coisas no chão para os outros pegarem. E atirar a papinha ao invés de comê-la.

—É difícil acreditar que já fomos tão inocentes uma vez.

—Sim. É mesmo.

—E devemos proteger essa inocência.

—Uma vez você me disse que não conseguia imaginar a alegria de ser pai.

—Sim, eu disse.

—E agora irmão, conhece a alegria de ser acordado de madrugada, de estar sempre babado, ás vezes vomitado e de trocar fraldas sujas de cocô.

—Sim. Mas, eu não me arrependo. Jamais trocaria Clarissa por nada no mundo.

—Sei bem como é.

—E então, Elijah... como é que é ser um de nós? Ter algo á perder? Ter algo que pode te ferir mais profundamente do que qualquer estaca?

—É ótimo.

—Amanhã nós vamos levar a Clary pra conhecer os nossos primos no Alasca.

—Primos?

—Vocês não são os únicos com uma família grande e estranha.

—E os seus primos também tem...

—Anéis? Eles tem. Eu fiz pra eles. Os dos meus tios Cullen e o dela mesma foi a minha mãe que fez antes de ser transformada.

A viagem foi longa e ambas Clary e Hope choraram enquanto o avião descia por conta da pressão no ouvido.

Foi um longo percurso até a residência da família Denali. Mas, antes mesmo do carro fazer a curva eles já nos esperavam na porta.

—Oi família!

—Essa é a criança?

—É. Família, digam oi pra Clary.

—Clary?

—Clarissa Mikaelson. Esses são Elijah, Rebekah, Freya, Kol, Klaus e Caroline Mikaelson. E a Hope Mikaelson.

—Uma nova criança híbrida.

—Duas na verdade. Hope é uma bruxa Mikaelson com um pai Original e uma mãe lobisomem.

—Você é lobisomem?

—Não, mas a mãe biológica dela era.

—Pela cor dos olhos, imagino que sejam vegetarianos também.

—Sim. Vocês...

—Infelizmente a nossa raça não sobrevive apenas com sangue animal, os que tentam viram estripadores.

—Estripadores?

—Eles bebem tanto o sangue das vítimas que os corpos desmontam. Por isso estripadores.

—Por favor, entrem.

Nós entramos e montamos o cercadinho e o carrinho.

—Cuidado Elijah que ele...

—Ai!

—Ele morde.