Pequenas Complicações
12 Residência dos Denali
Notas iniciais
P.O.V. Carmen.
Ter uma criança, duas crianças em nossa casa tem sido uma experiência incrível. E ter essas crianças dotadas, todo dia é uma surpresa.
Mas, desta vez, foi uma surpresa desagradável. Estávamos conversando e Elijah e Renesmee começaram a falar sobre a gestação.
—Você lembra das aulas de preparação para o parto que teve no acampamento dos crescentes?
—Como poderia esquecer. No fim, elas não prestaram pra grande coisa.
—Eu imagino.
Comecei a ouvir barulho de motor.
—O que?
Todos saímos.
—Quem de vocês está no comando?
—Quem está perguntando?
—Eu tenho uma mensagem.
—E qual é?
—Para trás ele está sob o efeito de compulsão!
Então ele se explodiu.
—Renesmee!
—Eu... Clary. Cadê a Clary?!
Ela se levantou e começou a procurar, enfim a encontrou graças ao seu choro compulsivo.
Os outros gritavam de agonia. Caroline encontrou Hope e Niklaus em meio ao caos.
—Vocês estão bem?
—Estamos. Ai Meu Deus!
Ela correu para socorrer seus primos.
—Elijah!
—É verbena.
—Devia estar no tanque de gasolina. Papai!
O pai se levantou e ele não chegou no raio de explosão.
—Você é o mais rápido, leva a Clary e a Hope pra um lugar seguro. Eu vou arrumar sangue pra eles beberem.
Depois de se alimentarem os vampiros Denali se reagruparam.
—O que foi aquilo?
—É uma erva. Chama verbena, queima os vampiros. Aparentemente todos os vampiros.
—Temos que informar os Volturi.
—Já te ocorreu tio Eleazer, que os malditos dos Volturi fizeram isso?! E se foram eles, eu garanto que todos aqueles cretinos, aqueles malditos assassinos italianos vão morrer gritando! Quem quer que tenha feito isso vai morrer gritando.
—Eu vou verificar.
—Eu também, ás vezes capto coisas que você não consegue.
Elas se sentaram e seus olhos começaram a se mover.
—Viu o que eu vi?
—Vi.
—Foi Aro que ordenou esse ataque?
—Não, aparentemente não. Mas, eles estão vindo. Por causa das crianças. Clary especificamente e eu não vou entrar pra perder, eu vou ganhar. Temos que ter um elemento surpresa e eu já sei qual vai ser.
—E qual é o elemento surpresa?
—Klaus, preciso que faça uma coisa pra mim e eu garanto que você vai gostar da tarefa.
—E qual é a tarefa?
—Caçar lobisomens. Encontre o máximo de matilhas que conseguir, incluindo os crescentes e ofereça a eles uma chance de ser como você.
—Como eu?
—Exatamente, como você. Se é que me entende.
—Eu acho que sim. Mas, Hope...
—Eu não vou usar o da Hope. Vou usar o da Clary.
—Ela também?
—Sim.
—Estão pensando em fazer, o que acho que estão pensando em fazer?
—Sim. E vamos usar o da Hope também Caroline. Se esse tal desse Aro, acha que vai encostar um dedo na nossa filha, ela tá muito errado.
—Klaus?
—O que?
—Por favor, apenas voluntários. Não queremos mais inimigos.
—Tudo bem. Depois do incidente Lockwood, nunca mais.
Dentro de alguns dias, estávamos cercados de lobisomens, lobisomens de verdade.
—Vocês tem certeza de que é isso o que querem?
—Sim.
—Depois da mudança, vamos para uma batalha. Estou fazendo um exército. Vocês compreendem?
—Sim. Eu faço qualquer coisa pra não ter que me transformar de novo.
—Podemos começar?
Eles começaram a tirar o sangue das crianças e então depois de várias bolsas, eles injetavam o sangue nos lobisomens e quebravam seus pescoços.
—Meu Deus!
—Calma, tio Eleazer. Não é permanente.
Aquele monte de lobisomens mortos começaram a se levantar, a voltar dos mortos e quando eles bebiam outro frasco do sangue das crianças eles se transformavam.
—Calma, calma pessoal.
Então, a transformação parou. Só ia até a metade do caminho.
—Vocês estão bem?
—Acho que falo por todos quando digo que estamos melhor do que bem.
Os olhos deles, eram olhos de lobisomem, mas aquelas veias eram como as dos olhos dos outros vampiros.
—Aro não vai prever isso. Ele não vai ver essa chegando, mas nem de longe.
O sorriso no rosto dela era macabro. Ela desejava vingança.
—Eu prefiro chamar de justiça. Ele machucou nossa família.
—Está certa. Caius assassinou Irina. Mesmo sabendo que ela pediu desculpas e assumiu que estava errada e que Renesmee não era uma criança imortal. Vingança ou justiça, eu quero. Eu quero a cabeça de Caius.
—Eu vou atrás dos quileutes. Precisamos do máximo de guerreiros que conseguirmos. Temos que fazer o Aro tremer na base. Temos que mostrar pra aquele filho da puta que não vamos ser intimidados! Que não vamos recuar! Que ele não pode tomar o que quer e quando quer! Essa é a nossa família! Essa é a nossa casa!
Renesmee foi atrás dos tais quileutes e haviam vários deles. Todos indígenas com músculos bem definidos e tatuagens que os marcavam.
—As matilhas vão lutar. Nunca tivemos medo de vampiro. Já enfrentamos esses babacas antes e vamos enfrentar de novo. Vamos acabar com eles.

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