Notas iniciais
Heey! Vinte dias... Não tenho muito que dizer. Acho que desculpas, não é? Agradecimentos ao Kikonsam por sempre comentar. Boa leitura =)

Eu estou caindo e eu quero sentir isso! Sim, eu ainda estou presa — a queda nunca pode ser livre. Mas não importa, pois o vento tem gosto de suicídio.

O relógio gira e o sol queima minha alma. Não quero falar, não quero me mover. Estou paralisada demais para sentir qualquer coisa. Então, tudo fica calmo e eu continuo lá. É muito tarde? Não há barulhos. Não há luz. Você vai conseguir me encontrar?

Porque agora é noite e eu me sinto uma criança. Minhas mãos estão vermelhas. São amoras, mas podia ser sangue. Eu não queria que fosse... Eu não queria crescer desse jeito. Só que a Terra do Nunca está longe demais — onde você está, Peter? — e eu sei que um dia vai ser sangue. Vou ter que destruir as amoras; destruir os outros. É muito tarde?

Se eu me atrasar, será que tudo vai ficar bem? É que eu estou cansada — de mim mesma. Eu nem mesmo aguento sorrir! Porque os meus sorrisos me machucam tanto; o som das minhas risadas me levam mais fundo. Até os meus sonhos não fazem mais sentido... — e a realidade é pior.

Então, olhe para mim. Eu estou caindo e eu quero sentir isso! Sim, eu ainda estou presa — a queda nunca pode ser livre. Mas não importa, pois o vento tem gosto de suicídio. Você já sentiu isso? Então, eu olhei a noite. O céu tem estrelas e não adianta mais: tudo se resume a pontos brancos.

Tem alguma errada — é só comigo? O mundo está sumindo e não há para onde fugir. As janelas estão abertas e eu continuo me sentindo sufocada. Eu queria parar, eu queria mudar, mas o sol está nascendo. E ele está me culpando; ele está me condenando a viver em dias ensolarados e infernais.

Notas finais
Bem... Acho que é isso. Espero que tenham gostado. Esvaziem-se nos comentários ou encham-me deles. Espero vê-los em breve. Beijos e até Ç: