Pensamentos de uma Garota Vazia
24 Silêncio não tão mortal assim
Notas iniciais
Os outros fecharam os olhos. A cena não era muito boa para se ver logo de manhã.
Eu odeio esse sentimento. Meu coração bate, talvez eu vomite. Quando isso vai terminar? O vento balança meus cabelos e eu estou sozinha aqui. No fundo, todo mundo também está, mas eles parecem rasos. Então, sim, está tudo bem...
Não estou sentindo minhas mãos e eu estou sorrindo para o nada. A melodia é tão incrível. Já está na hora de dormir — pra sempre? Eu estou ferida. Olhe no meu braço, você iria me salvar? Olhe nos meus olhos, você iria me salvar? O precipício é o único que me olha. E ele ri junto com a lua, porque o meu silêncio não é tão mortal assim... Os outros fecharam os olhos. A cena não era muito boa para se ver logo de manhã.
Por isso, na pior das tentativas, eu abri os braços. Não há ninguém na hora do perigo... E incrivelmente eu descobri que eu ainda acredito e que eu ainda sinto. Mas e agora? Eu não sei para onde devo ir... Parece que nunca vai valer a pena. Como se as coisas fossem ser sempre iguais e depois de um tempo, os meus sorrisos compensassem as lágrimas em um equilíbrio normal; em perfeita harmonia.
É assim com tudo! Pela janela, há crianças brincando no parque. Pelo mundo, há crianças morrendo o tempo todo. Eu não posso pensar nisso: vai me deixar mal. Fechemos as janelas e os olhos, portanto. Mesmo porque a banalidade do mal nunca foi um segredo. Coisas ruins acontecem às vezes.
Então, sim, está tudo bem. O céu está vazio e os pássaros, com as asas quebradas. As flores são despedaçadas e o jardim fica lindo! Por favor, parem... Eu poderia gritar, no entanto, não faria sentido. Seria tão inútil como o meu silêncio não tão mortal assim. A lua ri e o precipício acompanha. Um passo e é para lá que eu vou. Mas será que as coisas realmente acabariam?
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