Pegadas No Destino
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem, mas espero que gostem!
Tudo começou naquela manhã em que João, o meu irmão mais novo, de 5 anos, decidiu me acordar aos gritos.
- MARY! Acorda mana...por favor! Mary?
- Já cordei João, o que foi?- perguntei ainda desorientada pelo sono
- Tenho medo...- respondeu enquanto fazia aquele típico crozar de mãos atrás das costas
- Awn, coisa mais fofa..- ri- Tens medo do quê fofinho?
- O Leandro...está lá em baixo com o homem e só estamos os quatro cá em casa.- ele olhava-me com aquele olharzinho de criança com medo
- Deve ser algum amigo dele pequeno. Queres que a mana vá lá a baixo ver?
- Sim...
- A mana vai-se trocar e já vai, está bem?
- Tá bem.- respondeu com aquela inocência que apenas uma criança sabe ter.
Um homem? Era com certeza um amigo do meu irmão mais velho. Leandro tinha 27 anos e era 4 anos mais velho do que eu. Essa pequena diferença de idades colocou-nos muito próximos um do outro e toda a vizinhança invejava a nossa amizade. Todas as vizinhas comentavam com a minha mãe como era maravilhoso eu e ele dar-nos tão bem. O segredo? Ser irmãos que se amam...
Quando finalmente fiquei em condições de descer saí do quarto.
- Bom dia Mary.- Leandro disse assim que cheguei á sala
-Bom dia Leandro, bom dia...?
- Max, prazer.- aquele rapaz que tanto amedrontava João respondeu.
- Mary, o prazer é todo meu.- respondi com um sorriso
- Mana, será que podes levar João ao infantário? Tenho de ir tratar de umas coisas...
- Como se isso fosse novidade! A que horas voltas?- desde os meus 19 anos que todas as manhãs levava João ao infantário porque todo o resto da familia estava ocupada a fazer exctamente nada de interesse.
- À hora do almoço. Eu prometo.- Max respondeu vendo o silêncio do meu irmão.
- Sendo assim será que me podes ir buscar ao escritório da mãe?- perguntei esperando que desta vez Leandro se desse ao luxo de responder, mas pelo contrário, foi mais uma vez Max quem me deu a resposta.
-Mary..certo?
- Certo.
-Não dá para falarmos agora. Não te preocupes porque alguém estará lá para te trazer para casa.
- Obrigado.
- Foi um prazer ter-te conhecido.
Leandro deu-me um beijo na testa e ambos saíram. Apenas eu ali fiquei, a olhar para nada.
- Mary? O homem já se foi?- João tirou a minha atenção da porta.
-Sim...desculpa Joao...já se foi.
- Era um amigo do Leandro?
- Sim. Não precisas de ter mais medo pequenino. Agora vamos vestir algo melhorzinho para levar para o infantário?- falei enquanto o olhava de alto a baixo. Tinha-me esquecido dele e ele ainda estava de pijama.
Fui até ele e levei-o até ao seu quarto ao colo.
- Gosto muito de ti- disse-me assim que o deitei em cima da cama.
- Também gosto muito de ti, mas agora tens de tomar banho e mesmo assim já vais chegar atrasado.
Pela milésima vez voltei a fazer aquela rotina: pequeno-almoço; infantário; escritório de minha mãe; trabalho; Hora de almoço=fim;
Resumindo passei o resto da manhã a arrumar o sotão dos escritórios da minha mãe para um estilista conhecido por RR- Romeu Ramalho. Que parvoíce!
Porém, quando cheguei ao parque de estacionamento para voltar para casa não era o meu irmão, Leandro, que lá estava mas sim Max.
- Olá. Desculpa, tive de vir eu...- ele disse meio atrapalhado
-Não há problema. Vamos?
- Vamos, sim, claro.
Estivemos cerca de 5 min calados e depois ele decidiu falar.
- Gostas muito do teu irmão não gostas?
- Sim, mas porquê?
- Eu estou preocupado com ele.- confessou
Olhei-o mais profundamente, e pela primeira vez apercebi-me da sua beleza. Devia ser 1/2 anos mais velho do que eu e os seus olhos pareciam verdes ou cinzentos.
- O que se passa com ele? Não me escondas por favor...
- Mary, eu não sou ninguém para to dizer. Aliás, porque é que estás a dar conversa a um estranho?- ele pareceu divertido
- Max, deixas-te de ser um estranho hoje de manhã. Agora, vais dizer-me o que se passa? Ou vais continuar a brincar comigo?
-Desculpa...tens a certeza que queres saber?
- Claro, ora Max.
- Então...jantas comigo?- ele disse aquilo com uma voz tão fofinha que eu aceitei.
- Hoje está bom para ti?
- Está perfeito. Contarei tudo logo á noite.- respondeu meio envergonhado
- Então? Para quê isso? Olha, mas vamos a onde?
- Escolhe tu Mary e depois diz-me alguma coisa. Toma, grava aí o teu número.- Max tirou o telemóvel do bolso e entregou-mo sem olhar para ele. Tinha mais de 10 mensagens e não era exagero meu!
- Max...acho que vais andar ocupado a mandar sms...- falei confusa
- De quem são?
-Idiota5.- respondi enquanto me tentava controlar para não rir daquele nome.
- Deixa para lá, não interessa...- sorriu
Limitei a sorrir de volta e a gravar o meu contacto.
- Afirmo já uma coisa, por favor espero que o jantar seja algo bastante moderno, quer dizer, de andar assim vestida estou eu farta. Só ando mesmo para ir trabalhar e nada mais...- falei enquanto me ria
- Mas estás muito bonita.- o Max estava a dar em cima de mim?
- Obrigado.
Rapidamente chegamos a minha casa.
- Até logo. A que horas venho?- Max perguntou baixo para o meu irmão, que estava no jardim, não ouvisse.
- Quando te dá jeito?
- Apartir das 4:00p.m
- Anda a essa hora mesmo!- sorri
- Até já, sendo assim...
- Até já Max.
Saí do carro e dirigi-me a Leandro.
- O que se passa? Foi preciso Max ter-me ido buscar?
- Ora Mary, não me chateies!
- Só espero que quando o João, chegar esse humor tenha mudado porque tu tens de cuidar dele.!- respondi animada
- Vais sair? Com quem?
- Ès meu pai?
- Não, mas tenho de saber.
- Leandro, eu adoro-te, mas tenho 23 anos e raramente saio, deixas-me sair livre uma vez na vida? Obrigado irmaozinho.- ironizei
- Okay, já sei com quem vais... tem cuidado com o Max, ele já sofreu o suficiente.
- Uau, incrível como o meu irmão aqueceu...
- Vai lá fazer aquilo que tencionas fazer e deixa-me no meu canto
Apenas entrei dentro de casa e bati a porta bem na fronha dele.
O que quer que se passasse com ele eu saberia nesse jantar com Max, mas isso estava a tornar-lhe aquele humor insuportável!
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