Notas iniciais
Eu realmente não sei o que dizer em notas. Ainda mais postando um capitulo atrás do outro.

por enquanto

MALIA, 9 ANOS.

—Olá – disse Malia, testando a maçaneta. Livre. Destravada. – Alguém aí? – tentou novamente quando não houve respostas.

O quarto estava vazio, o banheiro estava vazio, ela estava vazia.

Malia tropeçou para dentro e apertou os lábios e por mais que dissesse, soubesse, que não tinha razão para querer chorar – não era como se todos tivessem saído da casa e deixado-a sozinha, eles apenas... não estavam ali, agora – ela sentia a vontade de deixar as lágrimas caírem e apertou a beirada da pia tão forte que esperava que ela quebrasse em suas mãos.

Malia sabia como seu irmão se sentia ao fazer isso – ao fazer constantemente isso de morder os lábios – porque era como se apertar os lábios fosse se impedir de dizer o que queria, como se impedir de dizer o que queria fosse impedir que ela chorasse... Malia não sabia se era ou não verdade, mas talvez fosse e ela preferia o talvez ao não e colocou o punho na boca para o sim, para impedirem de ouvi-la se ela começasse a chorar.

Mesmo sem se enxergar, Malia se viu no espelho ao levantar o rosto e... e sentiu as lágrimas deslizando. Seu cabelos, suas mãos deslizaram pelo que restavam, estava menor. Suas unhas, seu corpo, quebradiço.

Ela estava quebrada.

Ela estava tão feia, feia, feia.

E viva.

(Por enquanto.)

(Por enquanto?)

—Eu não quero morrer – chorou ela agarrando-se a quem a segurou, a quem pegou nos braços e parecia que nunca iria soltá-la.

Malia não queria ser solta, ela queria ser pega e nunca deixada ir.

Ela queria estar viva.

Ela estava, mas por quanto tempo?

Notas finais
Eu gostei desse capitulo... eu não deveria, mas eu gostei.