Notas iniciais
Boa leitura! XD

Trafalgar Law entrou em sua mansão, completamente esgotado. Era um dos homens mais ricos da cidade, afinal, era dono do melhor hospital do país, e odiava tudo aquilo. "Burocracia" era uma coisa vinda do Inferno. "Amigos" não significavam "Merecedores de confiança". "Parentes" deviam ser chamados de "Parasitas". "Namorada" nunca foi sinônimo de "Mulher que te ama ou te estima". Law sabia de tudo isso, e por essa razão suspirava aliviado quando finalmente chegava à sua casa, ao seu mundo.

- Odeio reuniões. – Declarou para o nada – Todas aquelas pessoas fingindo se importar com outras coisas que não sejam seu dinheiro e seu próprio nariz... O mundo estaria melhor sem elas. – Suspirou, jogou a maleta num canto qualquer, tirou os malditos sapatos e foi até a cozinha. Chegando lá, abriu a geladeira. Estava vazia. Droga. Teria que pedir uma pizza. Ainda analisando a geladeira, pegou o celular, que tocava, e atendeu, tomando o cuidado de deixar o aparelho longe do ouvido.

- TRAFALGAR LAW! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISPENSOU A KATIE! – A voz irritada de Bonney tomou conta do lugar. Jewelry Bonney era praticamente uma irmã para ele, porém tinha o péssimo hábito de xeretar na vida do homem – ELA ERA UMA DAS CANDIDATAS QUE MAIS PARECIA COM VOCÊ!

- Você nunca vai desistir de tentar achar uma namorada para mim, não é?

- NÃO ATÉ VOCÊ SE CONTENTAR COM UMA!

- Então sente-se, pois se ficar de pé vai cansar. – Devolveu e desligou na cara dela. Não precisava daquela cabeça de chiclete metendo o bedelho na sua vida – Se teimosia matasse, ela teria morrido e revivido, apenas para morrer de novo. – Murmurou com diversão e subiu a grande escadaria para seu quarto. Mal entrou no cômodo e foi abordado por uma voz calma e melodiosa.

- Se isso acontecesse, ela se tornaria um Íncubus. Aos humanos foi dada uma vida e uma morte de cada vez, nada mais, nada menos. – Traffy observou a dona da voz. Cabelos longos alaranjados, pele clara, olhos castanhos. Era uma jovem um pouco mais nova que ele, trajando um vestido longo até os pés descalços, e estava sentada em sua cama.

- Como entrou aqui?

- Pela janela. – Num gesto gracioso, apontou a grande janela aberta, deixando uma brisa entrar a brincar com as cortinas verdes claras.

- Quem é você?

- Não sou uma ladra, se é o que está pensando. Não faria sentido ficar aqui se fosse assim.

- Tem razão. Então quem é você?

- Também não sou vândala, tampouco sequestradora, e muito menos fugitiva.

- Vou perguntar uma última vez: Quem é você?

- Eu sou Nami. Sua Anja Guia.

- Anja... Guia? – Law começou a rir, irritando a moça.

- Qual é a graça?

- Concordo que você é estranha, mas vá brincar de anjo em outro lugar.

- Você não acredita em mim. – Não foi uma pergunta.

- Como posso acreditar nisso? Eu sou ateu, seu truquezinho não vai funcionar. – Pegou um pequeno revólver que carregava no bolso e apontou para o peito da garota – Vá embora.

- Poupe sua pólvora, isso não vai funcionar em mim. Mas se você não acredita, então... – Fechou os olhos extremamente castanhos. Logo, uma luz branca a rodeou e grandes asas brancas surgiram em suas costas. Ela abriu os olhos novamente, se deparando com a face surpresa do moreno – Acredita em mim agora?

-...

- Você não está drogado ou algo do tipo, Law.

- A... Anjos existem... I... Isso é impossível!

- Sei que é um choque para alguém tão racional como você, porém... Sim, eu sou um anjo, e não só isso, sou seu anjo. Recebi ordens de cima.

- E o que Deus quer comigo? – Law questionou. Resolvera entrar no sonho –sim, ele tinha chegado à conclusão de que era um sonho -, e tentar, assim, sair dele.

- Não é um sonho, Law. Agora, abaixe a arma, não vim para lhe fazer mal. – Traffy obedeceu ainda um pouco hesitante.

- Como posso saber se não é um sonho? – Nami se levantou, andou até ele e olhou-o nos olhos.

- Acredite.

-... Muito bem, supondo que isso não é um sonho, por que você está aqui? O que é um Anjo Guia? E pode, por favor, guardar as asas? Está soltando penas por todo canto.

- Você é mesmo rude. – A barriga dela roncou e um leve rubor tomou suas faces.

- Anjos sentem fome? – Ergueu uma sobrancelha.

- Vê? – Mostra o topo da cabeça, onde deveria ter uma aréola – Quando a aréola de um anjo é retirada por um superior, ele se torna cada vez mais humano. E como humana, eu também sinto fome.

- Quero que me explique o que está acontecendo. – Ordenou com frieza.

- Depois, agora eu estou com fome. – Sorriu matreira – Pedi uma pizza um pouco antes de você chegar.

- E anjos lá sabem usar um telefone?

- Você é o que? Um especialista em anjos? – Pegou a mão livre dele e o puxou para a cozinha – Venha, vou te explicar tudo detalhadamente, Trafalgar Law.

Notas finais
Reviews?