Passado Esquecido
11 Capítulo X
Notas iniciais
Ele tinha exatamente o mesmo tamanho que antes, os cabelos bagunçados e longos, os olhinhos tinham aquele brilho diferente a me ver, sua pele estava pálida, sua maquiagem preta escura e o batom igualmente escuro esbanjavam luxuria. Não quis dizer para ele que eu estava louco para ter uma noite ao seu lado, apenas continuei observando o modo no qual ele se comportava na minha casa.
Seus olhos percorriam cada canto da sala, com bastante curiosidade, sua respiração era calma, o jeito que ele tinha de andar tornava-se extremamente sexy e atrapalhado... Ele virou-se e fitou-me, algumas lágrimas formavam-se no canto de seus olhos, ele fazia o possível para segurar o choro; parecia que estava sendo difícil realizar o ato.
- Taka... — Sussurrei, aproximando-me dele lentamente.
- Por favor... Como sabe o meu nome? Eu não me recordo do senhor... — Ditou afastando-se. — A maioria das pessoas me conhece pelo meu nome falso, que uso enquanto estou trabalhando. — Admitiu com a voz embargada. — Akira-san, gostaria muito de saber o que fará comigo.
- Você não confia em mim. — Conclui. — Se está com medo de mim, por que veio até aqui? — Perguntei sério.
- Eu não sei. — Respondeu de forma direta. — É como se eu estivesse ligado ao senhor, eu senti algo estranho quando o senhor me chamou... Algo diferente, algo que nunca senti... — Continuou de forma vaga, com os olhos voltados para o meu sofá.
- Acredita em amor a primeira vista? — Arrisquei a pergunta, com um sorriso no canto dos lábios.
Takanori voltou-se para mim, com uma expressão fria no rosto, sua alegria parecia ter desaparecido.
- Eu não acredito em amor. — Falou em desdém, abrindo um sorriso e caminhando na minha direção. — Você acredita? Digamos que me sinta atraído por você, mas não devia afinal eu tenho uma profissão bem diferente.
Eu não respondi nada, não podia simplesmente dizer que me apaixonei pela encarnação passada dele, eu apenas suspirei e toquei de leve os seus braços. Taka sorriu com isso, ele ficou na ponta de seus pés e fechou os olhos, aproximando sua boca da minha em seguida, num pedido mudo para que eu o beijasse.
Levei minhas mãos à sua cintura bem definida, e selei os nossos lábios de forma cuidadosa, depois fui aprofundando o beijo, fazendo com que minha língua invadisse a sua boca úmida... Nossas línguas travavam uma bela batalha, fui aos poucos explorando o céu de sua boca, como se fosse a primeira vez que nos beijamos.
Se bem que para ele é a primeira vez! Isso para mim é uma grande confusão, apenas sei que se eu quiser ficar com o meu pequeno, terei de ficar com esse que está comigo, aqui e agora... É tudo estranho e confuso, segundo Kou não são coisas que minha ''mente mortal'' deve compreender.
Separamos-nos para que pudéssemos respirar, um sorriso safado desenhava-se nos lábios do baixinho, sua respiração era tão afoita quanto a minha. Ficamos separados por alguns segundos, até que ele praticamente jogou-se sobre mim, agarrando-se aos meus ombros, retornando a beijar-me... A diferença é que agora os beijos tinham algo mais selvagem.
Puxei-o levemente pelos cabelos, e fui o conduzindo cuidadosamente para o meu quarto, ele parecia estar nervoso, mas continuava a beijar-me com ferocidade, até que suas pernas se enlaçaram em minha cintura e ele ficou totalmente em meus braços. Por pouco eu não caí, consegui me equilibrar e segurei-o pelo quadril... Só para dar apoio e facilitar a locomoção.
Entramos no quarto através da porta aberta, o joguei sobre a cama, todavia não ousei acompanhá-lo, afinal sabia que Koron estava dormindo junto à janela e provavelmente ele causaria um susto no meu pequeno. Ele retirou seus sapatos e ficou olhando para mim, com uma expressão curiosa estampada na face.
Apontei para o animal que dormia, ele sorriu em resposta.
- Não se preocupe se ele latir quando estivermos... Você sabe. — Alertei, enquanto movia-me em sua direção, começando a beijá-lo novamente.
- Espera! Eu estou um pouco nervoso. — Gritou, fazendo com que eu parasse. — Quer dizer... Eu faço isso tem um tempo, só que nunca senti meu coração apertar e... Oh! Kami! Por que estou falando isso? O que fez comigo? — Indagou em desespero. — Acabei de te conhecer e já estou me sentindo diferente... O meu coração dói. — Falou, levando as mãos ao peito de forma agoniada.
- É o destino, pequeno, é o nosso destino. — Disse vagamente. — Não tem muito que entender, é a vida...
- Não acredito em coisas sobrenaturais! — Ralhou.
- Então vai considerar isso apenas como desejo carnal?
- É. E espero que me pague uma boa quantia por estar aqui, domingo é meu dia de descanso. — Resmungou.
- Você quem deveria me pagar, afinal quer fazer isso mais do que eu. — Conclui. — Vou me tornar seu melhor cliente, baixinho, você virá aqui todas as noites... E será apenas meu.
- Fala isso com tanta certeza...
- Quer apostar?
- Hum... — Gemeu provocativo, sem me responder.
- Vamos fazer um acordo, venha morar comigo, saia do seu emprego... Você será apenas meu... Eu pago os seus serviços. — Pedi de forma suplicante.
- O que te faz acreditar que confio tanto assim em um desconhecido?
- Podes até não confiar em mim, mas sei que seu coração confia. — Respondi, vendo-o arregalar os olhos em surpresa.
- Muito bem, se eu gostar de estar com você me mudo para cá, pois só tenho um pequeno apartamento alugado no centro... Mas, se eu não gostar você me paga normalmente e não me incomoda mais! Fechado? — Propôs. — E vou logo avisando que agora não irei atuar nada de fingir gostar de algo que não gosto.
- Pequeno, vamos aos negócios mais importantes... — Pedi.
Ele assentiu positivamente com a cabeça, então eu tirei meus sapatos com o auxílio das mãos, fui deitando-me sobre o corpo frágil de Takanori, dei um beijo em sua bochecha esquerda e afastei-me para tirar a minha camisa. Ele ficou estático, observando cada movimento que eu fazia.
Assim que me livrei da camisa, voltei a beijar o corpo pequeno que estava abaixo do meu, tirei a camisa que ele usava e depois pedi para que ele tirasse a sua calça, ficando apenas com a boxer branca, eu finalmente pude ir a caminho de seu pescoço! Beijei, mordisquei e lambi aquela parte de seu corpo, sentindo o cheiro maravilhoso do perfume do pequeno.
Fiz uma trilha de chupões naquela região, e fui descendo lentamente, fazendo movimentos circulares com a minha língua, sentindo que os poucos pelos que cobriam o corpo de Taka estavam arrepiados, continuei as carícias até que cheguei aos mamilos rosadinhos e adoráveis que meu pequeno possuía.
Mordi aquela parte de seu corpo com vontade, e pude degustar do gosto doce que o sangue de Takanori tem, ele gemeu baixinho e suas mãos foram até as minhas costas nuas. Lambi o local onde eu minha acabado de ferir, confesso que não resisti e dei mais umas mordiscadinhas, apenas para ouvir os gemidos que ele soltava.
Faltava o outro, e eu não hesitei em fazer a mesma coisa, senti o membro do menor dar sinais de vida com aquilo, fui malvado, repetindo o processo anterior, lambendo e sugando o pequeno mamilo para dentro de minha boca... Eu sentia as batidas de meu coração acelerarem, e sabia que o coraçãozinho do meu pequeno também estava batendo mais forte.
Aquilo era tão bom... Sentia-me tão bem fazendo aquilo... Era uma pena não termos a vida toda a nosso mercê, pois se eu pudesse fazer tudo que eu quisesse... Ah! Teria pena de Takanori caso isso acontecesse.
Naquele momento isso não me importava, eu apenas estava com as minhas atenções voltadas para minha fonte ambulante de luxúria, continuei com a minha trilha de beijos e mordidas por seu corpo, percebi que ele ficou extremamente desagradado quando cheguei a sua barriga... Meu pequeno sente cócegas naquela região.
Até que finalmente cheguei a seu membro, com as mãos eu abaixei a boxer branca e fitei o órgão que era alguns centímetros maior que o meu... Sem hesitar eu lambi aquela extensão, vendo Taka se contorcer e levar suas mãos aos meus cabelos dourados.
Um gemido escapou de seus lábios entre abertos quando eu coloquei seu membro de uma vez só na boca. Eu fazia movimentos com a língua para provocá-lo, e ele logo foi se animando cada vez mais com o estímulo, depois eu comecei a ir para frente e para trás com a boca, simulando uma penetração.
- Ahhh! — Gemeu, agarrando os meus cabelos com força.
Passei algum tempo fazendo aquilo, até que finalmente ele chegou ao ápice e despejou seu líquido na minha boca. Afastei-me dele e lambi os meus lábios, estes sujos daquele líquido meio leitoso que tinha um gosto bem peculiar... Acontece que agora era o meu membro que precisava de atenção, retirei as minhas vestes.
- Taka, por favor. — Pedi com a voz completamente rouca, ele sorriu e assentiu positivamente em resposta.
Taka colocou-se de quatro, ficando totalmente submisso as minhas vontades, eu me ajoelhei e contemplei o seu belo corpo frágil. Tomei um tubo de lubrificante em mãos, lambuzei os meus dedos e apreciei o aroma de morango, em seguida levei meus dedos até a entrada do meu pequeno, ele murmurou algo quando eu coloquei o meu primeiro dedo ali, senti que ele não era virgem fazia algum tempo.
Felizmente ele não estava prestando atenção em mim, a minha paciência estava se esgotando, então decidi adentrá-lo naquele momento, ouvindo um grito alto sair pela boca do meu anjinho. Não foi difícil entrar totalmente nele, todavia seu interior fazia uma pressão incrível sobre meu pobre membro desperto.
Esperei alguns segundos antes de começar a me mover, porém quando o fiz fiquei surpreso ao senti que Taka estava empinando o seu quadril para facilitar a penetração. Meus movimentos de início lentos foram se tornando cada vez mais rápidos, mas demorei um pouco para acertar aquele ponto específico do corpo do pequeno.
- Ahhhh! — Ele urrou em prazer assim que eu consegui.
Segurei as suas nádegas durinhas e as apertei com força, continuei a arremeter e então nós dois gemíamos bastante alto e de forma escandalosa... Parecíamos um casal de animais copulando, o comportamento de Takanori era incrível, ele fazia o possível para empinar-se cada vez mais.
Koron finalmente despertou-se, e começou a latir no pé da nossa cama, o meu baixinho pareceu não se importar em ser assistido, ele berrava o meu nome e eu gritava o dele, eu apertava suas nádegas fortemente e ele mantinha os dedos firmes no lençol.
Eu usei bastante força, tanto que eu senti que seu sangue estava banhando o meu membro, mas naquele momento chegar ao meu ápice era bem mais importante. Notei que Taka masturbava-se com vontade, e eu continuei a meter dentro dele, gemendo e berrando pelo seu nome.
E chegamos ao orgasmo juntos, eu estava terrivelmente cansado, passei alguns instantes naquela posição, mas depois me atirei ao lado dele, na cama. Nossas respirações foram aos poucos se normalizando, assim como da primeira vez, então eu levei meus dedos até as madeixas suadas que estavam grudadas no seu rosto angelical.
- Tão lindo. — Eu disse admirado, fazendo um carinho em sua testa.
- Foi perfeito! — Exclamou, admirado. — Olha, por acaso sua proposta ainda está de pé? Eu posso ser seu, particularmente...
- Sim, minha proposta está de pé! — Eu ditei em entusiasmo. — Quando pretende se mudar para cá? Eu posso lhe ajudar com a mudança e...
- Akira você é um maluco! Convidando estranhos para morarem na sua casa! — Ele me repreendeu em tom de brincadeira, fiquei surpreso ao ver que agora ele se esquecera das formalidades para se dirigir a mim.
- Ora! Pois bem, sou sim um maluco. — Resmunguei me fingindo de chateado. — Sei que um dia vai entender minhas loucuras, tenho um bom motivo para isso. Posso dizer que te amo baixinho?
- É, acho que depois disso... Vou acabar me acostumando com os seus mimos.
- Eu te amo, desde a primeira vez que te vi.
- Quando foi a primeira vez que me viu?
- Numa esquina qualquer, quando voltava do trabalho. — Menti descaradamente, pois eu não deveria falar de coisas que eu não sabia.
Entretanto uma coisa me incomodava profundamente: O fato de que Kou e Yuu estavam cientes de tudo o que acontecerá...
O que realmente me importa agora é saber que Kai nunca mais voltará, e que Nao e seu grupinho nunca mais voltaram a me incomodar... Por que agora eu apenas quero levar uma vida normal, com certo baixinho pervertido ao meu lado.
Fim.
Notas finais
Não foi betada.
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