Passado Esquecido
12 Epílogo
Notas iniciais
Boa leitura.
Os anos passam rapidamente. Fazia exatamente quatro anos desde que eu conhecera o amor de minha vida, Taka morava comigo e com minha ajuda começou a estudar arquitetura, seu grande sonho. Aoi e eu temos trabalhado bastante nesse intervalo de tempo, pois desde o incidente no hotel o Uke-san simplesmente desapareceu... A grande surpresa foi saber que ninguém se lembrava dele, nenhum dos funcionários, era como se ele fosse uma figura fictícia, e como se o Ikeda-san fosse o nosso chefe desde sempre.
Bem, tenho que admitir que não entendo nada direito ainda, que tudo foi muito confuso, já que o casalzinho se recusava a me contar o que aconteceu anos atrás, até o dia em que joguei Kouyou contra a parede e ele me contou que um dia depois do incêndio perdera toda a memória que tivera sobre o nosso passado. Ele se lembrava de sua vida como Takashima Kouyou, que vive no século XXI, descendente de uma família humilde que veio crescendo. Nada a mais.
Ele mentiu para mim? Não sei, mas ele não parecia estar mentindo. Também não tive coragem de falar com a sua avó sobre o assunto, e o retardado do Yuu pelo visto também não se lembra de nada, pois se o conheço bem, ele provavelmente teria implicado comigo por eu ter deixado Takanori vir morar em minha casa. Aliás, as briguinhas entre eles pararam, eles estão se dando muito bem.
- Aki? — A vozinha doce do meu pequeno ruivinho chamou minha atenção. Ruivinho sim, pois ele tinha tingido os cabelos e os cortados na altura dos ombros. — Por que você fica parado ai? Olhando para o nada... Isso é estranho. — Comentou, largando o lápis que usava sobre a mesa de madeira.
- Pensando na vida, Taka-chan. — Respondi, caminhando em sua direção, o abraçando pelas costas. — Tão cheiroso... — Ditei próximo ao seu ouvido, era fato que o perfume que ele usava exalava um cheiro maravilhoso, uma fragrância adorável que se misturava ao seu cheiro natural.
- Hum... Aki... — Gemeu lentamente de forma provocativa. — Você prometeu que me levaria para a casa do Uruha! — Exclamou.
Há algum tempo atrás, Aoi e Uruha começaram a dividir o mesmo apartamento, e Taka tinha se apegado bastante ao loirinho, todos os dias eles se encontravam e Uruha o dava carona para a faculdade todos os dias, eles faziam compras juntos e tagarelavam sobre coisas diversas.
- Fala sério, prefere ficar lá com eles do que aqui comigo? — Indaguei mostrando um falso desapontamento. — Agente podia... Ah! Sabe as coisas que nós poderíamos fazer aqui... — Disse emburrado, me afastando dele.
- Aki, sei que vai gostar de vir comigo! Kou-chan e eu estamos preparando uma surpresa. — Falou sorrindo de forma safada, e eu não entendi direito o que ele quis dizer com aquilo.
Nesse tempo de convivência descobri uma coisa muito importante sobre o meu baixinho: Ele era a criatura mais pervertida do universo, e foram inúmeras as vezes que eu cheguei em casa e ele disse que tinha preparado uma surpresa para mim com a ajuda do Kou. Yuu também comentou que Kouyou vinha fazendo umas ''surpresas'' para ele com a ajuda de Takanori.
Você não sabe o tipo de fantasias que esse nanico tem a coragem de usar, as maquiagens fortes e os brinquedos que ele compra... Bem, só de me lembrar das coisas que ele fez eu fico todo avermelhado... Ele me fez comprar um armário enorme só para guardar seus brinquedinhos.
- O que você está aprontando? — Perguntei e recebi um selinho em resposta.
- Vamos indo, Aki?
Não respondi, apenas levei minhas mãos à cabeça e peguei a chave do carro, tínhamos acabado de almoçar fora e nossas roupas não estavam tão ruins assim para sairmos. Durante o trajeto ele comentou sobre a faculdade e sobre um novo amigo que tinha feito um garoto chamado de Yutaka, todavia não prestei muita atenção a isso, afinal eu não gostava de saber quem estava falando com meu pequeno e...
Ok, sou ciumento, admito. Então desejo que esse tal de Yutaka morra, pois não o quero encostando no corpo do meu Taka ou dirigindo sua palavra a ele. Problemas?
Chegamos logo ao apartamento dos dois, e Uruha veio nos receber na porta com um sorriso bastante cínico. Ele vestia um vestido bastante apertado que chegava até a metade das suas cochas, sua maquiagem estava muito forte e seus cabelos estavam desgrenhados, na sua pele havia marcas vermelhas espalhadas por várias partes de seu corpo.
- Ruki. — Cumprimentou o baixinho, pelo apelido que o menor tinha escolhido para si. Ironicamente era o mesmo apelido que ele tivera no passado, era o nome artístico daquele kagema que me encontrara e... Bem, agora chamamos Taka assim. — Olá, Reita. — Depois o loiro referiu-se a mim, pelo apelido que eu tinha pedido para que eles me chamassem.
- Yuu! Os rapazes chegaram. — Uruha gritou, e assim que entramos ele fechou a porta. — Amor?! Os meninos estão aqui! — Gritou novamente assim que notou que o outro não aparecera.
- Porra! Estou com uma dor de cabeça filha da mãe, será possível que você não consegue parar de gritar! — Resmungou o moreno, caminhando lentamente pelo corredor.
Aoi estava em estado de calamidade, seus cabelos bagunçados e seus olhos decorados com olheiras, ele segurava um cigarro nas mãos e uma garrafa de vodka na outra. Ele vestia apenas uma toalha que estava enroscada ao seu quadril, ele fez uma reverência a mim e ao Taka, fuzilando o namorado com os olhos em seguida.
- Meu patinho vai voltar para a cama agora? — Perguntou ao loiro que estava parado na nossa frente, ignorando completamente a minha presença e a de Taka.
- Yuu-chan, você prometeu... Por favor... Por favor... — O loiro suplicou lentamente. — É meu sonho desde sempre, por favor.
- Você perguntou se o Akira está a fim de participar disso?
- Sei que ele irá não se preocupe com isso... — Respondeu manhoso. — Não é justo, eu sempre realizei as suas fantasias...
- Olha Akira, você sabe o que esse maluco quer que eu faça?
- Não. — Neguei com a cabeça.
- Quer fazer sexo comigo... Só que com você olhando. — O moreno sussurrou um pouco tímido, mas sua voz soava clara e ele era direto.
- Kou?! Que ideia mais... — Comecei uma reclamação, o loirinho fitava-me com um sorriso tímido e Taka com um sorriso safado. — E você, pequeno? Sabia dessa ideia? — Indaguei incrédulo.
- Não posso ter minhas fantasias? — O loirinho rebateu. Estava claro que aqueles dois tinham tido uma noite selvagem na cama, porém eu não tinha nada com isso. — Eu sei que é bizarro, mas ontem eu vinha com essa ideia na cabeça e o Taka concordou em te aliviar... Bem, o que você acha? Somos amigos há tanto tempo e nunca fizemos isso... — Kouyou defendeu-se.
- Claro! Isso é lá coisa para se fazer... Kou, você é meu e... — Aoi resmungava e resmungava, falava palavrões e dizia não gostar de ter gente os observando num momento como aquele.
- Lembram-se daquela aposta? Que fizemos outro dia no boliche... Vocês ficaram devendo uma... Não foi, Uru-chan? — Taka pronunciou-se, mordendo os lábios em seguida.
- Oh! É mesmo, vocês apostaram que nós iríamos perder! — Kou relembrou. — E se agente ganhasse vocês estariam devendo a nós um favor!
- E é isso que você quer? Hein, seu pato pervertido? — Aoi cortou-o. — Pois muito bem, estou de acordo, afinal eu estou de acordo... Não transo desde ontem à noite. — O moreno assentiu por fim.
- E quem disse que eu vou participar dessa loucura?! — Ralhei, girando os calcanhares e me preparando para voltar para casa.
- Aki-chan está com vergonha pelo seu tamanho? — Aoi provocou-me, eu apenas mostrei-lhe meu dedo do meio em resposta. — Vamos, será divertido! Só não quero que mudanças de parceiros aconteçam.
- Não, meu amor! Isso nem pensar. — Kouyou explicou. — Podemos ir pessoal?
Eu não queria participar dessa loucura, mas às vezes coisas assim são boas, para variar o lugar... Entende? Bem, Taka ficaria feliz por eu ter feito isso, eu queria deixar o meu pequeno feliz, e provavelmente Yuu queria deixar Kouyou alegre... As vezes eu fico pensando... Se eu fosse um uke eu seria tão pervertido assim?
Não quero ter uma experiência assim, certo?!
Chegamos ao quarto dos dois, este tinha as cortinas fechadas e os lençóis desorganizados. Um cinzeiro estava na mesa de cabeceira junto a um pote de lubrificante e um preservativo usado, Aoi jogou a sua tolha sobre o chão e deixou seu corpo magro a mostra. Claro que eu sou mais eu, eu sou mais bonito, bem mais bonito que ele.
O loirinho tirou o seu vestido, e avançou até a cama como um felino feroz, os olhos de Aoi acompanhavam cada movimento do loiro, que ficava de quatro sobre o colchão. Taka não prestava atenção naquela cena, ele parecia mais preocupado em terminar de tirar as suas roupas, e assim que ele o fez quis que eu tirasse as minhas.
Fiquei com vergonha de fazer aquilo, porém quando me virei para a cama me deparei com uma cena bem peculiar... Uruha permanecia de quatro e Aoi agora lambia sua nádega esquerda, enquanto apertava com força a direita. Fiquei constrangido ao ver aquilo, e quando me dei conta da situação Taka já tinha abaixado as minhas calças.
Sentei-me sobre um tapete de urso que estava sobre o chão, abri as minhas pernas e deixei que o meu pequeno trabalhasse, eu estava num ângulo que fazia com que eu visse perfeitamente o casal que estava sobre a cama. Aoi introduzia seus dedos na entrada do loiro, alargando cuidadosamente sua entrada.
Bem, eles estavam indo rápidos demais, entretanto o moreno ia lambendo a coluna do loiro, que já iniciara uma masturbação em si próprio. Taka estava estimulando o meu membro com as mãos, e eu estava ficando louco com seus dedinhos pequenos e habilidosos trabalhando naquela região de meu corpo.
Uruha gemia alto, Aoi batia em suas nádegas com frequência, e eu estava espantado com aquela atitude masoquista dos dois. Taka ia estimulando meu membro lentamente, Uruha gritava cada vez mais alto, e Aoi falava obscenidades que enlouqueciam o loirinho, este pedia com frequência para que o moreno o penetrasse, mas o moreno apenas dizia que o loiro tinha sido um garoto mal, que merecia apanhar.
Aoi pegou o lubrificante que estava na mesa próxima da cama, lançou o pequeno tubo cilíndrico na minha direção e na do Taka. Eu tomei o objeto em mãos e lambuzei os meus dedos com aquele líquido que exalava um odor de limão*, Taka sorriu de lado, notando o que eu ia fazer e parou de tocar-me. Passei o líquido frio sobre o meu membro acordado, e depois vi o meu pequeno se colocar sobre o meu colo.
- Cuidado para não se machucar, pequeno. — Murmurei.
- Ahhhh!!! — Um grito fino invadiu o local.
Aoi acabara de penetrar o corpo de Uruha. Aoi estava sério, e tentava fazer com que aquele interior acomodasse os seus malditos dezoito centímetros, lágrimas escorriam dos olhos de Kouyou, todavia o loiro não reclamou o máximo que ele fez foi virar sua cabeça para olhar o que o outro estava fazendo.
Yuu afagou os cabelos loiro mel do outro, e pedira para que o outro não se preocupasse que a dor já passaria. Fiquei chocado com aquilo... Aoi era bipolar quando estava na cama... Bem, eu teria reparado mais no que os dois estavam fazendo se eu não tivesse sentido meu membro penetrar o interior do meu pequeno.
Eu estava sentado e aos poucos o pequeno ia ficando no meu colo, seu corpo ia se acostumando com o meu e logo eu estava completamente dentro dele. Passaram alguns segundos e o pequeno já estava rebolando sobre o meu membro latejante, os gemidos de Taka agora acompanhavam os gemidos de Kouyou.
Tive a decência de masturbar o meu anjinho, e ele rebolava cada vez mais rápido. Aoi ia estocando Kouyou cada vez com mais força. Eu estava próximo ao meu orgasmo, Taka ia rebolando com frequência, seu pescoço estava encostado no meu ombro, eu ia beijando o pescoço do meu pequeno e mordiscando o lóbulo de sua orelha.
- Mais! — Uruha pediu, e o moreno assentiu com a cabeça.
Aoi investia contra o corpo do pequeno, suas estocadas eram fortes e eles urravam em prazer. Não demorou muito e os dois chegaram ao ápice juntos, eles falavam sobre algum assunto qualquer, mas eu estava mais preocupado com Takanori, este estava quase se desfazendo em minhas mãos.
Ele realmente o fez, e eu me desfiz em seu interior... O prazer que eu sentia era muito difícil de entender, me sentia muito bem por estar aqui, por ter meus amigos por mais estranhos que eles fossem por ter meu pequeno ao meu lado...
Mas acima de tudo, eu estava feliz por não me lembrar do meu trágico passado, afinal de contas nele todos nós morríamos de uma forma horrenda.
*Ideia de uma amiga...
Notas finais
Nya
Srta Kaulitz, principalmente para ela nee? Por ter recomendado e por ter sido tão legal comigo ^^
Suzuki Nee.
Su Shibasaki.
Yuumi-chan.
Caa-chan.
Danizinha.
AnaJohnson.
Kassiminha.
Reituki.
Fox_Reitinha.
Ringo-sama.
Jessy_jssy.
Halmina.
Kotori.
ChunLi W Malfoy.
Oni Hime.
Crazydelirius.
É isso, muito obrigada, suas lindas ^^ Até mais, e até logo para quem está acompanhando minha nova fic AxU... Se você quiser dar uma olhada nee, ficarei muito feliz.
https://www.fanfiction.com.br/historia/225309/Behind_The_Mask
É uma fic daquelas com o Uru bem submisso, por ser uke e tem Mpreg... Se quiser nee?
Em fim, obrigada por tudo, responderei seus reviews agora... Beijos da Soo.
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