Notas iniciais
Oi gente! Postando a fic agora! Quero agradecer os reviews do último capítulo, obrigada.
Espero que gostem e comentem.
Boa leitura.

Já era a quinta vez que eu arrodeava a mesinha que fica no meio de minha sala, os raios de sol batiam no meu rosto, Taka estava encolhido em um cantinho do sofá e ria discretamente para mim, e eu rodando a mesinha com as mãos por trás das minhas costas.


– Vai continuar assim por muito tempo? — Meu pequeno indagou.


– Até o idiota do Aoi ligar, pretendo. — Respondi.- Isso me acalma, Taka.


– Eu sei outra coisa que te acalma. — Ele ditou, mordendo os lábios rosados de forma erótica.


– Não acha que se machucou demais? — Cortei-o.


– São apenas treze centímetros*. — Suspirou, rolando os olhos.- Muito pequeno, até o meu é maior.- Disse, com um sorriso malicioso no rosto.


– Não vou falar disso...


– Aki-chan... — Chamou, praticamente pulando nas minhas costas.


Tentei ficar equilibrado, mas não consegui, acabei caindo no chão, e o corpo de Takanori caiu sobre o meu. Ele resmungou com o impacto, mas não soltou o meu pescoço, parecia que tinha alguma mágica ou coisa assim no pequeno, ele distribuía beijos no meu pescoço.


– Já disse que não!- Grunhi. — Será possível? Por acaso você é movido a sexo?!


– Ele era um kagema, Suzuki. Esperava outra coisa dele? Antigamente era o contrário... Você tinha essas manias, e o pequeno apenas assentia. — A voz totalmente irritante, acompanhada pela risada mais irritante ainda tiraram minhas atenções.


O puto do Kai estava parado na MINHA sala, com aquele sorriso falso que deixava as suas covinhas a mostra, seus cabelos estavam presos sobre a cabeça, deixando seu pescoço a mostra, este revelava vários chupões e mordidas... Só tem tarado nessa porra?!


Ele tinha os olhos totalmente avermelhados, suas roupas eram as mesmas roupas que Melody usara ontem à noite... Isso significava que ele provavelmente esteve com ela, me pergunto se ela apareceu aqui por ordens dele, e será que ele viu a minha noite com o Taka?


– Me dê um bom motivo para eu não te expulsar da minha casa. — Pedi, furioso.


Eu estava ajeitando a minha faixa por detrás do meu cabelo, já que a queda tinha feito a minha preciosa sair um pouco do lugar certinho, que cobre todo o meu nariz. Observei o moreninho dar um passo para trás, sorrindo para mim, e depois disso ele simplesmente desapareceu.


– Kai-chan? — Takanori chamou.


– Kai-chan?


– Kai-chan?


–--


– Hein? — Pulei da cama, abrindo bem os meus olhos. — Taka... — Chamei, vendo o corpo pálido remexer-se sobre o meu colchão, os fios loiros dele estavam espalhados pelo travesseiro, ele abriu os olhinhos — agora castanhos — e olhou para mim, sorrindo.


– Bom dia... — Desejou, bocejando.


– Com o que sonhou essa noite, meu pequeno?- Perguntei, com a expectativa de só eu ter tido aquele sonho estranho.


– Eu sonhei com você. Com nós dois, fazendo o que fizemos ontem! — Ele revelou, sentando-se sobre a cama, passando suas mãos sobre a coxa grossa, fazendo um carinho sobre as marcas vermelhas que eu tinha deixado como recordação da noite passada.


– Não sonhou com o Kai?


– Não gosto de sonhar com o Kai, eu gosto dele, mas eu prefiro você. — Murmurou, assentindo positivamente com a cabeça.- Sonhou comigo, Akira?


– Claro com quem mais sonharia? — Menti, sentindo-me mal por fazer isso.


– Meu xogum... — Chamou, sua voz estava rouca, ele puxou-me para a cama, e eu tratei de beijar-lhe a boca.


As mãos dele puxaram o meu corpo para a cama, e logo eu estava deitado sobre o seu corpo perfeito, Takanori retribuía o beijo de forma doce, minha língua invadiu sua boca de forma rápida, ele deixava-me totalmente à vontade para fazer o que eu quisesse.


Ambos estávamos nus, Taka jogou suas pernas para trás de minha cintura, eu segurei seu quadril com força, e voltei a beijar seu pescoço marcado, assim que teve sua boca livre, Taka começou com os seus gemidos obscenos como os de ontem. Aquilo era como música para mim, que fui continuando as carícias.


– Hum... Isso está me servindo de estímulo, Akira. — A voz de Aoi era sarcástica, e logo em seguida senti um par de mãos apertarem a minha bunda. — É fofinha, fofinha como a de um uke. — Comentou o moreno, rindo.


– Tira as mãos dele!- Takanori ralhou furioso. — Aki-chan, vai deixar ele te chamar de uke? — O pequeno me provocou.


– Ele gosta! Não é mesmo, Akira? — Aoi indagou, rindo escandalosamente.


– Cala a boca! — Defendi-me.


É nessas horas que você se arrepende de dar a chave do seu apartamento para o seu melhor amigo, quando fiz isso, foi basicamente por que eu estava desesperado, digamos que eu tenha medo de tempestades, e que às vezes eu chame o Aoi para passar a noite na minha casa.


Não. Não temos relações sexuais, ouviram?


E nunca fizemos algo assim. Nem vamos fazer, e se fizermos eu nunca serei o uke dele.


– Eu definitivamente te odeio. — Taka grunhiu, abraçando o meu corpo.- Você é um idiota, Shiroyama.- Cuspiu as palavras rapidamente, ainda abraçando-me como se eu fosse seu urso de pelúcia.


– Por que não conta para o Akira o porquê de tanto ódio, Taka-chan? — Aoi indagou cinicamente, cruzando os braços.


– Eu... — O meu pequeno encolheu-se contra mim, encostando sua cabeça sobre minha pele, em busca de um abrigo.


– Querem parar de brigar?!- Me intrometi. — Detesto ver o meu melhor amigo em pé de guerra com o meu namorado!


– Sou seu namorado, Aki-chan? — Takanori estava eufórico, mesmo assim ele ainda estava naquela posição defensiva, encolhido atrás de mim, eu sorri para o meu pequeno, acariciando os seus cabelos.


– Sabia que quando esse baixinho se tornou kagema, eu fui o primeiro cliente dele? — Aoi cortou o nosso momento.


Eu fitei a expressão de Yuu, procurando algo que mostrasse que ele estava apenas brincando comigo, porém o rapaz permanecia sério, e com um semblante preocupado. O sorriso que tinha em meus lábios morrera, olhei para Taka, este estava com as bochechas coradas e os olhos tristonhos.


– Isso é verdade? Taka... — Inferi, vendo os olhos do meu anjo se encherem de lágrimas.


– Por favor... Meu xogum também não sabia disso naquela época... — Sussurrou em um fio de voz.- Akira, eu não... Eu não... Podia escolher... Meu pai, ele... — As palavras que Taka diziam não faziam o mínimo sentido, mais lágrimas escorriam por seus olhos, seu rosto ia ficando marcado, e ele começou a soluçar.


– E por que me diz isso, Aoi?


– Simplesmente queria que você soubesse Akira, minhas intenções não são más. Apenas quero que saiba que durante uma noite, apenas uma estúpida noite, anos atrás... Eu estive com essa criatura em meus braços, por isso ele sempre implica comigo. — Explicou.- Olha, quando digo que queria que soubesse, quero dizer que o primeiro Aoi queria isso. Eu nunca te diria uma coisa dessas.


Eu não disse nada, Takanori continuava chorando, e Aoi continuava imóvel.


– O ''Aoi antigo'' te mandou aqui para falar isso?


– Na verdade ele apareceu em um sonho, me pedindo isso. E é lógico que eu não podia perder essa oportunidade para te encher um pouquinho, uke-chan. E por acaso não vai trabalhar hoje? Vim aqui para te dar uma carona. — Sentenciou.- Vou para a cozinha achar alguma coisa para comer, quando estiver pronto... Sabe onde me encontrar.


Ele saiu do quarto calmamente, sem se importar com a minha expressão confusa, Takanori estava encostado na cama, naquela posição de encolhimento, chorando baixinho e soluçando. Eu levantei uma de minhas mãos e fiz com que esta tocasse-lhe a face, o loirinho ergueu o rosto, todavia não olhou para mim.


– Tá com raiva de mim? Eu... Não foi querendo, eu... — Começou falando, porém os soluços o dominaram, e sua voz saiu estranha.


– Não tem motivos para eu ficar bravo, meu pequeno, eu sei o que a sua antiga profissão significa. — Expliquei paciente. — Achei que já estivera com muitos outros... No momento isso não importa.


– Eu não me preocupo com o agora, mas quando meu xogum se lembrar de tudo... Você costumava ser bem ciumento, Akira. — Revelou.- Por favor, me perdoa...- Pediu em um muxoxo.


– Quando eu me lembrar de tudo, prometo que não vou te decepcionar... Afinal, ainda serei eu mesmo... Não preciso agir como eu fiz anos atrás. — Declarei, abraçando Takanori.


– Promete?


– Prometo. Agora pare de chorar, eu tenho que ir ao trabalho, e só voltarei no anoitecer... Acha que consegue ficar aqui, sozinho?


– Posso ir junto?


– Acho melhor você ficar aqui em casa, baixinho.


– Por quê? — Praticamente gritou isso.


– Porque eu preciso de alguém com o Koron, e quero também que prepare a nossa próxima noite.


– Vamos fazer tudo que fizemos noite passada?


– Hai.


– Eba! Começarei a arrumar tudo assim que o meu xogum sair de casa, quero que seja surpresa.


– Tudo bem.


E eu fui até o banheiro, liguei o chuveiro e entrei no Box, deixei que a água cristalina escorresse pelo meu corpo nu. Fechei meus olhos com força, imagens de Takanori vieram a minha mente... Eu o via feliz, triste, gritando, gemendo... Definitivamente não importava como, na minha cabeça ele era simplesmente perfeito.


Meu anjo perfeito.


E sem falar que o fato de eu estar pensando nele agora é uma coisa super gay,


Foda-se, eu estou apaixonado! E pela primeira vez da minha vida eu sou correspondido.


Não passei muito tempo no banho, logo estava enxuto e vestido com as roupas que eu usava para trabalhar. Uma camisa social simples e uma calça preta, minha bata branca estava dobrada e eu a coloquei debaixo do braço. Mesmo que o meu trabalho fosse cansativo, eu era um homem feliz.


Sai do banheiro e encontrei Takanori dormindo, seus cabelos dourados novamente espalhados pelo travesseiro, a sua face detinha uma expressão serena, mesmo que sua pele estivesse marcada (não me culpem) eu ainda o achava perfeito.


A imagem da perfeição.


Merda! Realmente sou um troglodita apaixonado.


Corri sem fazer barulho para não acordá-lo, cheguei à cozinha e encontrei Aoi. O moreno tinha vestígios de uma comida que eu não reconheci sobre os lábios, porém ele logo se limpou com um guardanapo, os hachis que ele usou para comer foram deixados sobre a mesa da cozinha.


Não trocamos nenhuma palavra durante todo o nosso percurso pacato até o elevador. Trocamos olhares despreocupados, mas nada que pudesse ser determinante em nossas vidas.


Estava me sentindo ridículo.


Foi quando uma senhora entrou no elevador. No início eu não a reconheci, mas depois os cabelos brancos presos atrás da nuca me trouxeram lembranças da minha infância.


– Bom dia aos dois! Soube que tiveram um fim de semana bem agitado! — Comentou, com aquela voz serena que já me dera tantos conselhos.


Takashima Yuko. Avó do Kouyou, uma grande amiga de minha avó, uma senhora que sempre me recebera muito bem em sua casa, ela era minha vizinha fazia muito tempo... Sempre me considerou parte de sua família, e eu me sentia bem quando estava ao seu lado.


– Como sabe disso? — Aoi indagou perplexo.


– Recebi visitas, Yuu-kun. — Revelou a doce senhora.- Elas me mantêm informado sobre o caso de vocês cinco.


''Vocês cinco... '' Então ela sabia do Kai?


Ela sabia de tudo?


– Takashima-san... De que a senhora sabe? Quem são essas visitas? — Perguntei em desespero, não podia ser verdade... Todo mundo sabe dessa história menos eu!


– Akira-kun, eu apenas sei do que é conveniente para saber... Todavia acho que vocês dois sabem bem mais do que eu. — Comentou.- Espero que Kouyou me revele logo toda a estória dessa confusão.


Ela suspirou, o elevador parou no quarto andar e ela se despediu, provavelmente estava indo visitar alguma vizinha amiga sua. Aoi estava incrédulo, ele levou as mãos à cabeça e suspirou pesadamente.


– Todo mundo sabia disso! Menos eu!- Exclamou.


– Veja pelo lado bom, pelo menos você sabe das coisas que aconteceram no passado! Eu nem isso.


– A sorte nunca foi sua amiga.


– Eu sei disso.


Seguimos para o trabalho conversando coisas banais, no entanto nós dois não tocamos nesse assunto complicado.


Parecia que esse pesadelo nunca terminaria...



–--



Eu estava terminando de digitar o meu relatório sobre meu mais novo experimento, a noite já caia lá fora e o meu expediente estava prestes a acabar. Eu sabia que não daria tempo de terminar todo o relatório, então desliguei o meu computador e comecei a reunir as minhas coisas.


Algumas substâncias químicas sem valor estavam espalhadas sobre a minha mesa, não liguei muito para isso.


Respirei fundo e tomei um artigo de um estudante da universidade em mãos; Coloquei os papéis na minha pasta, decidido a ler todo o artigo mais tarde.


– Suzuki-san! Será que posso falar com você? — Meu chefe chamou.


– Claro.


– Preciso de dois profissionais bons para me acompanhar na apresentação de um trabalho antigo. Achei que você e o Shiroyama-san poderiam me ajudar nessa tarefa.


– Ah, por mim tudo bem.


A essa altura eu já estava sorrindo, minha autoestima estava lá nas alturas... Finalmente a sorte sorrira para mim! Eu iria ajudar o chefe em um projeto qualquer, em 99,99% das vezes que isso acontece o funcionário é promovido. Nem alguém tão azarado quanto eu perderia uma chance dessas.


– Estou partindo amanhã pela tarde, a apresentação será na quarta, na cidade de Kyoto. Não se importe com hotel, eu conheço um ótimo que vai nos hospedar... Comida por minha conta. — Avisou. — Chamarei o Shiroyama-san! Obrigado por aceitar me ajudar.


E o meu mundo perfeito desabou.


Kyoto... Uma cidade antiga... E segundo Takanori não era lá que o ''antigo eu'' vivera?


Parabéns, Akira! Você conseguiu se fudeu mais uma vez!


Devo admitir que agora estou com medo dessa viagem.


*Etto, umas duas leitoras queriam saber o tamanho, então coloquei nee ^^



Notas finais
E então? Esse capítulo foi meio normal, mas é para explicar a confusão que vai ter no próximo! Não se preocupem com isso se não entenderam algo ou se ficou confuso, ok?
Deixem reviews, por favor, por favor, por favor!
Beijos.
p.s:não foi betada, sorry.