Notas iniciais
Olá! Postagem de páscoa, já que essa que vos fala está cheia de ovos juntos ao pc. Espero comentários no final, ok?
Boa leitura e feliz páscoa.

Eu, o estúpido do Aoi, Uru-chan e Taka; Todos sentados na recepção do hotel em que Uke-san havia escolhido, acontece que a apresentação do trabalho é na quarta feira e fiquei sabendo que um representante do primeiro ministro estará presente... Meu coração está a mil só de pensar na presença desse homem. E eu serei apenas o assistente, eu e Aoi.

O meu baixinho veio comigo atendendo a pedidos, afinal de contas ele não podia ficar sozinho em casa, segundo Uruha isso poderia ser o motivo de um incêndio. Não acredito que Taka fosse capaz de tocar fogo na casa... Eu tinha que me lembrar que meu pequeno nunca tinha visto um elevador antes...

Temos três suítes no nome do centro de pesquisas, uma é para o Uke-san, outra para mim — e eu dividirei com o Taka -, a outra para o Aoi — que dividirá o quarto com o Uruha-. Chegamos cedo, deixamos as malas no quarto, Uke-san foi passear com um sobrinho que vive na cidade, e nós quatro não temos nada o que fazer.

- Acho que deveríamos... Ir ao shopping? — Aoi sugeriu. — Não me olha com essa cara, Akira, o Uruha sempre gostou de fazer compras.- Resmungou ao ver minha feição negativa.

- Yuu, lembra daquela loja de tecidos que ficava na frente lá de casa? Será que ela ainda existe? — Kouyou estava pensativo, com as mãos sobre os cabelos loiros. — Sabe, eu poderia comprar alguma coisa azul escuro para fazer algo meio sensual... Taka, você acha que o azul escuro me cai bem? — Indagou.

- Hum... Você costumava usar aquele meio alaranjado com detalhes em roxo, agora você não tem mais... Será que ainda existe aquele tipo de tecido? — Taka rebateu com uma pergunta.

- Acabei enjoando daquele, prefiro outra coisa.

- Por que não vamos até a loja?

- Estou começando a odiar a conversa.- Aoi resmungou, os rapazes sorriram e assentiram positivamente. — Kou, poderiamos ir para o quarto... Teu moreno está tão carente, bebê.- Sugeriu o moreno, com um sorriso safado no rosto.

- Não posso deixar o Taka aqui... — Respondeu o loiro.

- Pode sim, o Aki-chan vai cuidar de mim. — Taka interferiu, Uruha franziu as sobrancelhas e por fim sorriu.

- Vamos, Yuu. Até mais tarde, pessoal.- Despediu-se, sendo seguido por um Shiroyama sorridente.

A sala estava lotada, muita gente chegando e saindo, os elevadores subiam e desciam constantemente, as recepcionistas atendiam uma fila de pessoas carregadas de bagagens. Taka e eu estávamos sentados sobre um dos muito sofás do hall, o clima estava bastante frio; por isso o meu pequeno vestia um casaco meu — que fica enorme nele — e roupas normais.

Kouyou conseguira convenser meu amor a vestir-se com uma camisa e calças jeans. Embora ele tenha reclamado que as calças estavam o apertando, ele ficara incrívelmente sexy aos meus olhos... E parecia um garoto completamente normal...

- Tá tão frio aqui... — Takanori sussurrou. — Está nevando! Eu gostava de neve, mas nevou tanto um noite antes de eu te perder...- Sua voz saiu tristinha, meio chorosa. — Neve não me trás boas lembranças.

- Shiii.- Disse puxando seu corpo frágil para perto do meu, ele soltou um murmurio aliviado assim que nossos corpos se chocaram. — Já passou, eu nunca mais vou te deixar.

- Nunca? — Perguntou em felicidade.

- Nunca. — Confirmei. — Vamos para o quarto, sei que lá estará mais quentinho.

- Hai. — Assentiu.

Caminhamos até o elevador de mãos dadas, ninguém disse nada, achei que aqueles pessoas poderia pensar que somos irmãos ou coisa parecida. Por um momento tive medo de beijá-lo nos lábios, eu tinha que me lembrar que ele, por mais que parecesse, não era uma garota.

Eu tinha medo da reação das pessoas, a verdade era essa, isso é uma tamanha covardia de minha parte, todavia eu sempre fui medroso.

No momento em que entramos no quarto, liguei o aquecedor e Takanori fechou as cortinas, o pequeno rapidamente se livrou das suas roupas e pôs uma yukata vermelha, depois correu para debaixo do edredom grosso que a cama do hotel oferecia.

- Quente.- Declarou sorridente. — Deita aqui comigo. — Pediu manhoso, mostrando com as mãos o lugar vazio da cama.

Joguei-me sobre a cama, e ataquei os lábios avermelhados e fartos do pequeno com um beijo, Taka não reagiu, apenas colocou suas pernas atrás da minha cintura. Coloquei minha língua na cavidade molhada, praticamente a estuprando, findei o ósculo apenas para respirar.

- Baixinho, você está me deixando louco. — Ditei, e em resposta vi um sorriso malicioso se formar nos lábios vermelhos.

- Ahhh. — Gemeu provocativo, rebolando lentamente por deixo do meu corpo.

- Para com a safadesa ai! Abra esse porta, Akira! — A voz agoniada de Aoi fez meu estômago embrulhar.

- Agora?!- Grunhi em resposta.

- Abra, cacatua! — Repondeu, seus punhos batiam na porta do quarto, quase arrombando a mesma.

Levantei-me da cama sentindo um mal humor se formar em mim, abri a porta de mal jeito, Aoi passou correndo por mim e lançou um olhar negativo para Takanori. Seus orbes negros estavam desesperados, seus cabelos pretos estavam desgrenhados.

- O que é? — Takanori cortou-o, eu sabia que o loirinho estava furioso, não queria de jeito algum ser interrompido.

- Kouyou foi sequestrado...- Disse aflito.

Os olhos dourados de Takanori arregalaram-se, eu fitei Aoi, sentindo o meu coração bater mais forte, minhas mãos começaram a soar frio. Taka estava numa postura séria, sua expressão era rígida, a felicidade que exibira a poucos minutos simplesmente sumira.

- Como isso aconteceu? — Indagou o meu pequeno, encolhendo-se na cama.

- Ele foi ao banheiro... Disse que tomaria um banho... O tempo foi passando e nada do meu loiro aparecer... Resolvi ir atrás dele, já que a porta do banheiro estava no trinco... Ele simplesmente havia evaporado! Liguei para seu celular, mas este estava num canto do quarto... Alguém levou o meu bebê embora... Ele foi sequestrado! Tinha sangue na banheira... — Explicou pausadamente, lágrimas se formavam no canto direito de seus olhos.

- Sangue? — Takanori estava tremendamente aflito.

Ele levantou-se da cama, ficou em pé a frente de Aoi, vi que as suas pernas estavam bambas, seu olhar transparecia medo puro. Era como se seus olhos me pedissem para que eu fizesse alguma coisa, que eu salvasse o Kouyou o mais rápido possível.

- Vamos ver então.- Ditei.

Takanori segurou firme na minha mão, Aoi veio logo atrás de nós dois, a porta do quarto estava aberta, entramos e fomos rapidamente na direção do banheiro. Não havia sinal de Uruha, apenas as roupas que ele usou minutos atrás espalhadas pelo banheiro.

De fato havia sangue nas bordas da banheira branca, havia um pouco de água nesta, não sou uma pessoa muito observadora, porém era fato que havia ao lado da banheira uma alavanca de cor prata. Cuidadosamente eu puxei o objeto antigo para baixo, fazendo com que a parte inferior da banheira — onde ficamos para tomar banho — se transformasse em uma escadaria.

Nós três trocamos olhares assustados, Aoi não hesitou e entrou na banheira, descendo cuidadosamente pelo primeiro degrau. Taka apoiou-se na borda da banheira, olhou para baixo e não disse uma palavra se quer, eu apenenas senti o meu coração gelar.

- É escuro lá embaixo... Será que essa passagem dá para a recepção do hotel? — Aoi finalmente se pronunciou, eu não sabia o que responder, mas estávamos no primeiro andar então era provavel. — Kou! — Chamou, sem resposta.

- Levamos velas então? Aquelas coisas brancas que tem no teto são difíceis de arrancar. — Taka disse, arrancando um breve sorriso de meus lábios.

- Onde vamos arrumar velas?! — Aoi perguntou, incrédulo.

- Eu costumo levar sempre um par comigo. Devem estar na minha mala, eu volto já.- O pequeno respondeu, correndo para a nossa suíte.

Ele voltou pouco tempo depois com as velas na mão, felizmente haviam três e não duas, Aoi ascendeu as velas com um esqueiro, ele foi o primeiro a entrar lá dentro, Taka segurou minha mão firme novamente e fomos descendo a escadaria cuidadosamente.

Era um túnel escuro e meio úmido, Taka reclamava da quantidade absurda de ratos que ''passeavam'' por entre nossos pés, meu pequeno prendera seus cabelos loiros atrás da nuca, segurava a vela cuidadosamente. Aoi ia um pouco a frente e chamava pelo Uruha, na vã esperança de que o loiro ouvisse.

O chão era escorregadio e um pouco molhado, tudo era bastante escuro, eu pensei que talvez se Kouyou tivesse caído por acidente, ele estaria no fim da escadaria que descemos pouco tempo atrás, agora a possibilidade de meu amigo ter sido sequestrado abalava-me.

- Minhas pernas doem...- Taka disse cançado.

- Não podemos voltar. — Falei, ele apenas assentiu com a cabeça.

O tempo foi passando e nós três andavamos como condenados por aquele lugar, Aoi insistia em chamar por Kouyou, infelizmente nenhum ruído era ouvido em resposta. Eu não gostava de Kai, nunca gostei, e eu sentia uma leve suspeita de culpa em relação ao troglodita.

O túnel tinha uma divisão, ele se dividia em duas pequenas partes, Aoi insistiu em ir pela direita, Taka foi agarradinho comigo pela esquerda. Os chamados desesperados do moreno aos poucos não eram mais ouvidos, e coube ao baixinho chamar por Kou em um tom de voz alto para que este pudesse ouvir.

- Estamos no caminho certo! Olha...- Takanori chamou a minha atenção.

Fitei o pequeno corpo coberto pela yukata vermelha, entre os seus dedos jaziam um punhado de fios loiro mel, presos por uma fita cor lilás. Analizei aquilo que Taka segurava, levei ao nariz e meu olfato logo reconheceu o cheiro doce e peculiar do perfume de Kouyou.

- Ele não cortaria uma mecha de seus cabelos, prenderia em uma fita e jogaria nesse lugar.- Concluí rapidamente.

- Meu xogum acha que estamos caindo em uma armadilha? — Espantado, o meu pequeno apertou forte a minha mão.

- Eu não sei Taka... Apenas vamos seguir em nosso caminho.- Respondi.

Takanori havia deixado claro que achava Kai uma boa pessoa, eu simplesmente não podia acusar aquele moreninho de covinhas por tudo que eu achasse que estivesse errado. Alguma coisa dentro de mim, bem lá no fundo me dizia que era ele o responsável por aquela confusão.

Depois de ter encontrado a tal mecha de cabelo, Taka passou a correr pelos corredores frios daquele lugar, eu não sabia se aquilo era uma passagem secreta ou se era alguma feitiçaria feita por aqueles três bruxos que agora nos perseguiam.

Não era um lugar muito agradável, e os ratos estavam me dando um enjoo leve, pelo menos o lugar não tinha um cheiro ruim, isso provava que não estávamos no esgoto. Por ser um túnel fácil e sem muitas voltas, seria fácil voltar para o hotel.

Ao longe eu avistei uma luz brilhate amarela, se aproximando, de início achei ser uma miragem ou alguma loucura da minha mente, mas a luz foi chegando cada vez mais perto e mais perto... Era a luz de uma vela que era segurada pelas mãos da mulher que aparecera outro dia, Melody.

Vestida com as roupas pretas, e com o a capa que cobria os seus cabelos negros e sedosos, um amuleto esverdiado jazia sobre o seu pescoço e chamou a minha atenção. Seus olhos vermelho sangue pareciam querer me devorar, aquela mulher me assustava mais que o seu irmão.

- Suzuki-san. — Cumprimentou-me, mostrando um sorriso falso. — Me admira encontrar o senhor e o seu... O seu...

- Noivo. — Takanori cuspiu em desdém.

- Me admira encontrar os dois por aqui! Posso saber o que fazem aqui em Kyoto? — Ela quis saber, sua face transbordava em nojo, Takanori a fuzilava com o olhar.

- Eu estava numa viagem a trabalho, Kouyou desapareceu no banheiro e...

- Oh! A passagem da banheira, compreendo! Bem, receio que seja melhor voltarem, pois tenho certeza de que não há mais ninguém no túnel além de nós três. — Pediu. — Eu mesma sinto isso, somos os únicos seres inteligentes que circulam por aqui.

- Mentirosa! Aoi também está por aqui! Tenho certeza! Ouviu? M-e-n-t-i-r-o-s-a. Aoi também veio, e agora está em algum lugar desse túnel procurando o Uruha. — Takanori gritou em alegria.

Melody estava totalmente incrédula, ela ergueu as sobrancelhas e passou por nós dois. A moça bufava em fúria, seus pulsos estavam serrados e seu andar era totalmente pesado, Taka esbanjava um belo de um sorriso vitorioso por seu feito, temi pelo humor dela, afinal se esta é a irmã de Nao...

- Socorro! — Um grito estrondoso fez-se ouvir, uma voz que eu conhecia muita bem...

- Aoi! — Chamei em desespero.

O moreno nada respondeu, meu coração falhou em uma batida, a minha mão que Takanori tanto segurava agora estava livre. Olhei para todos os lados e não avistei o meu pequeno de jeito algum, agora todo o desespero que sentia duplicou.

- Taka! — Um grito arrastado saiu da minha garganta, não havia nem sinal do pequeno por aqui. — Melody! — Grunhi raivoso, teria sido ela, então?

Corri como se não houvesse amanhã de onde eu tinha vindo, só que acabei tropeçando em alguma coisa e caí de cara no chão. Jogado sobre o chão gélido e molhado eu perdi a minha consiência.

Notas finais
E então? Sou má por parar nessa parte.
Deixem reviews, por que eu não mordo e até divido os meus ovos de páscoa.
Deixem reviews, onegai.
Beijos.
p.s:não foi betada.